terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

[Livros & Leituras] Les nouveaux antisémites – Enquête d’une infiltrée dans les rangs de l’ultragauche

Nora Bussigny, Éditions Albin Michel, Paris, octobre 2025, 272 pages.

Le livre de Nora Bussigny est insupportable à lire; c'est justement pour cela qu'il faut le lire.
Les Echos

Prix Edgar Faure 2025 du livre politique

Depuis le massacre du 7 octobre 2023, la machine s'est emballée. Avec la perspective des élections municipales de 2026 puis des présidentielles de 2027, les digues fragiles du « vivre-ensemble » ont cédé.

De certains campus universitaires aux bancs de Sciences-Po, des municipalités où agissent des organisations liées à l'islam radical aux meetings de La France insoumise, Nora Bussigny a infiltré manifestations, groupes de paroles, happenings, boucles Telegram en France, à Bruxelles et à Columbia, là où sévissent les rangs les plus radicaux de l'ultra gauche.

Le tableau qu'elle brosse est glaçant : sous couvert d'antisionisme, c'est l'antisémitisme qui sévit.

Mais de qui et de quoi est-il le nom ? 

Nora Bussigny est journaliste d'investigation. Elle est l'auteure des Nouveaux Inquisiteurs (Albin Michel, 2023), enquête spectaculaire au coeur du militantisme dit « woke ». 

Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026: 48.978 acessos!

Russia Faces Five Geostrategic Challenges As The Special Operation Enters Its Fifth Year

Andrew Korybko 

As it’s always done, Russia is expected to ensure its sovereignty, security, and thus its survival through the creative interplay between its political, military, intelligence, diplomatic, expert, and civil society communities

Russia’s special operation against NATO-backed Ukraine just entered its fifth year. The last three anniversaries were reflected upon herehere, and here, and keeping with tradition, the present piece will review what happened over the past year and forecast what might be come in the next one. Generally speaking, Russia now faces five geostrategic challenges that are expected to shape its approach towards the US-mediated peace talks with Ukraine and its grand strategy overall, namely:----------

* NATO Influence Is Poised To Expand Along Russia’s Entire Southern Periphery

Last August’s “Trump Route for International Peace and Prosperity” (TRIPP) along Armenia’s southern Syunik Province has the dual function of a NATO military-logistics corridor through the South Caucasus to Central Asia. Spearheaded by member state Turkiye with allied Azerbaijan serving as the launchpad across the Caspian, TRIPP threatens to revolutionize Russia’s regional security situation for the worse if these threats aren’t contained, especially if it emboldens Kazakhstan to follow in Ukraine’s footsteps.

* The US Supports The Revival Of Poland’s Long-Lost Great Power Status

September 2025 Was The Most Eventful Month For Poland Since The End Of Communism” for the 18 reasons enumerated in the preceding hyperlinked analysis, which set Poland up to play a central role in the US’ National Security Strategy for containing Russia after the Ukrainian Conflict ends. It already has the EU’s largest army, is located in the middle of pivotal military-logistics corridors, and is very eager to revive its long-lost Great Power status and attendant historical rivalry with Russia at Moscow’s expense.

* The EU Is Unprecedentedly Militarizing And Upgrading Its Military-Logistics

De facto EU leader “Germany Is Competing With Poland To Lead Russia’s Containment” in no small part through the nearly $100 billion in defense procurement projects that it approved last year alone. The EU as a whole is also militarizing too with the help of the €800 billion “ReArm Europe Plan”. To make matters even more concerning for Russia, the “military Schengen” for optimizing the dispatch of troops and equipment towards its borders continues apace, with the Baltic States newly committing to join this too.

Rio de Janeiro: O valor da imagem e o futuro da cidade

O presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Josier M. Vilar, defende a preservação da imagem internacional da cidade e alerta para retrocessos simbólicos após publicidade em hotel de Ipanema

O Rio de Janeiro travou, ao longo das últimas décadas, uma batalha silenciosa, porém estratégica, pela sua reputação internacional. Houve um período em que campanhas promocionais equivocadas ajudaram a consolidar no exterior um imaginário reducionista: o de que a cidade estaria associada a uma ideia de sensualidade permissiva como ativo turístico central.

A revisão dessa narrativa foi fundamental.

A Embratur e os órgãos estadual e municipal de turismo reformularam suas estratégias de comunicação, retirando imagens e conceitos que reforçavam estereótipos.

Passou-se a destacar aquilo que verdadeiramente nos define: patrimônio natural único, diversidade cultural, potência criativa, vocação para grandes eventos, capacidade empresarial e relevância econômica.

Essa mudança não foi apenas estética — foi civilizatória.

Cidades competem globalmente por turistas, investidores, talentos e centros de pesquisa. Reputação é ativo econômico. Para uma metrópole que deseja consolidar-se como polo de inovação, energia, economia criativa, saúde e comércio exterior, a imagem internacional não é detalhe: é estratégia.

Ser reconhecida como cidade violenta é profundamente danoso. Mas ser rotulada por um “sex appeal” distorcido também compromete nosso projeto de futuro. Não se trata de moralismo. Trata-se de responsabilidade institucional e proteção social. Narrativas duvidosas podem atrair perfis predatórios, explorar vulnerabilidades e perpetuar desigualdades.

notícia publicada neste Diário do Rio de publicidade exposta nos tapumes de um hotel em Ipanema, com características ambíguas, é um alerta de que precisamos agir preventivamente.

23-2-2026: Oeste sem filtro – OAB acorda e pede fim do inquérito das fake news + Fachin arquiva pedido de suspensão de Toffoli


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[Aparecido rasga o verbo] Emanuelly

Aparecido Raimundo de Souza

NAQUELA MANHÃ, de 11 de fevereiro de 2016 o sol parecia brincar de esconde-esconde entre as nuvens. Emanuelly caminhava pela rua com passos leves, seguia como quem carrega dentro de si um segredo alegre. O vento bagunçava seus cabelos, mas ela não se importava: havia algo de mágico em sentir o mundo se mover ao seu redor. O padeiro acenou, a vizinha sorriu, e até o cachorro da esquina latiu como se a saudasse. Emanuelly tinha esse dom raro de transformar o cotidiano em festa. Não precisava de grandes acontecimentos; bastava um olhar curioso, uma risada espontânea, e pronto: o dia ganhava cor.

Enquanto seguia, reparou numa árvore florida. Parou. Observou. E pensou que talvez a vida fosse exatamente isso: uma sucessão de pequenas pausas, momentos em que o coração se permite admirar o que é simples. Emanuelly sorriu, se abriu altaneira porque sabia que, no fundo, cada instante guardava uma história esperando para ser contada. E assim, entre passos e pensamentos, ela seguia inventando mundos, não com tinta ou papel, mas com a delicadeza de quem sabe que viver é, também, escrever uma crônica invisível todos os dias. Emanuelly tem apenas onze anos, mas já carrega nos olhos a claridade de quem descobre o mundo como quem abre um livro novo.

Há nela uma curiosidade que dança, leve, como o vento que atravessa as manhãs do bairro pacato onde mora com seus pais. Filha de Ana Paula e Ricardo, ela nasceu sob o signo de peixes, em meio a uma história de amizade improvável: um encontro no cotidiano de um posto de saúde, onde Ricardo trabalhava como segurança. Foi ali que a vida, com a sua delicadeza invisível, teceu laços que se transformaram em afeto, confiança e companheirismo. Emanuelle cresceu dentro desse tecido de amizade, se desenvolveu como uma flor que se abre em terreno fértil. Na rua, quando caminha, parece que o mundo se inclina para ouvir seus pensamentos.

[Livros & Leituras] La Furia – Fort comme une bête, libre comme un dieu

#17, janvier-février-mars 2026, Éditions La Furia, Levallois-Perret, 128 pages. 


👍👍👍👍👍

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Sorte de Mulher 
Uma outra voz

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Canetada final: Fachin enterra investigação e blinda Toffoli

Em uma canetada definitiva, o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, assinou o atestado de óbito da investigação que tirava o sono do ministro Dias Toffoli.


O processo AS 244 (Arguição de Suspeição), sob rigoroso sigilo, era o ponto de colisão entre a Polícia Federal e a cúpula do Judiciário.

A PF colocou sobre a mesa de Fachin um dossiê com mensagens e documentos que mostravam uma conexão direta entre negócios da família de Toffoli - incluindo um resort no Paraná - e o Grupo Master.

Pressionado pelas evidências, Toffoli já havia renunciado à relatoria do Caso Master, cedendo o lugar ao ministro André Mendonça. Parecia um recuo estratégico, mas o movimento de Fachin transformou a retirada em uma vitória total.

Ao decretar o arquivamento sumário e declarar a decisão transitada em julgado - sem margem para recursos de órgãos de controle como a PGR - Fachin não apenas encerrou o processo, ele blindou mais uma vez seus ministros.

A decisão protege completamente Toffoli do alcance da Polícia Federal e inviabiliza o uso das provas colhidas sobre o Grupo Master para fins de persecução penal.

Sem processo ativo, os indícios de transações imobiliárias e mensagens interceptadas perdem força, e qualquer tentativa de reabertura esbarra na coisa julgada.

Ao lacrar o caso, o STF reforça a tese da autoproteção.

Fernando Diniz é demitido do Vasco

A demissão de Fernando Diniz ocorre após a derrota do Vasco da Gama na semifinal do Carioca, contra o Fluminense

Anderson Montalvão

O técnico Fernando Diniz foi demitido do Vasco da Gama após a derrota por 1×0 para o Fluminense, no Nilton Santos, pelo jogo de ida semifinal do Campeonato Carioca. 

Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Fernando Diniz não concedeu entrevista coletiva depois da partida. O anúncio oficial foi feito pelo presidente Pedrinho e pelo diretor de futebol Admar Lopes, que compareceram à imprensa para comunicar o desligamento.

Em pronunciamento, Pedrinho agradeceu ao treinador pela dedicação ao Clube. Ele também informou que Bruno Lazaroni assumirá interinamente até a chegada de um novo comandante.

“Venho informar o desligamento do Fernando Diniz como treinador do Vasco. Quero fazer um agradecimento por todo o carinho que ele teve comigo e pela instituição. Num momento bem difícil do clube, ele aceitou o convite e encarou o desafio e o projeto do Vasco, sempre trabalhando com muito empenho e dedicação, durante muito tempo, com muito esforço para que a gente tivesse bons resultados”, declarou o presidente.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Onde é? Qual o nome? 😉


Trump 2.0’s Grand Strategy Against China Is Slowly But Surely Coming Together

Andrew Korybko 

This is the grand strategic context within which Russia’s talks with the US and Ukraine are taking place

Casual observers are convinced that Trump is a madman with no method behind his madness, but the reality is that he and his team – collectively known as Trump 2.0 – are slowly but surely implementing their grand strategy against China. Every one of their moves abroad should be seen as a means to this end. They want to comprehensively contain China and then coerce it into a lopsided trade deal that “rebalance[s] China’s economy toward household consumption” per the National Security Strategy.

Trump 2.0 doesn’t want to go to war over this, however, which is why they’re careful to avoid replicating the Imperial Japanese precedent. Piling too much economic-structural pressure on China at once could spook it into lashing out in desperation before the window of opportunity closes. They therefore decided to gradually deprive China of access to markets and resources, ideally through a series of trade deals, in order to imbue the US with the indirect leverage required to peacefully derail China’s superpower rise.

The US’ trade deals with the EU and India could ultimately result in them curtailing China’s access to their markets under pain of punitive tariffs if they refuse. In parallel, the US’ special operation in Venezuela, pressure against Iran, and simultaneous attempts to subordinate Nigeria and other leading energy producers could curtail China’s access to the resources required for fueling its superpower rise. The combined effect thus far is already placing immense pressure upon China to cut a deal with the US.

[Discos pedidos] Canções de amor

No Rio, o turista nunca tem razão: Hotel Pestana segura R$13 mil de hóspede doente e se recusa a remarcar estadia

Turista mineira fica doente antes da viagem, e depois de passar o dia tentando falar com a Central de Reservas do Hotel de Luxo e mandar o atestado médico, recebe a informação de que o Pestana Rio Atlântica vai ficar com o dinheiro dela e com o quarto. Pra hóspede, que não queria reembolso e sim apenas remarcar, fica só o prejuízo e uma péssima imagem do Rio.

Gabriella Lourenço


O que seria um fim de semana de descanso no Rio – em alta temporada – terminou em frustração e prejuízo para uma turista mineira que acabou perdendo R$ 13 mil após adoecer na véspera da viagem e não conseguir ser atendida e nem remarcar a hospedagem num hotel de luxo na praia de Copacabana, na Zona Sul da capital. O hotel ficou com a grana e com o quarto, e o sonho de conhecer o Rio em grande estilo virou pesadelo.

A reserva de Liliane Souza – com valor bem alto por conta da alta temporada – previa apenas três diárias com café da manhã, de sexta (20/2) a domingo (23/2), em uma super suíte de frente para o mar no Pestana Rio Atlântica, da famosa rede portuguesa de hotéis de alto padrão, com pagamento antecipado na modalidade tarifa pré-paga. Segundo a cliente, não houve assinatura de nenhum contrato físico, mas a informação de que não seriam permitidas alterações ou reembolso constava nas condições da reserva online, em cláusulas com letras reduzidas, onde também está escrito que só a primeira diária seria perdida caso não houvesse o comparecimento – “bem confuso”, diz a agente de viagens. É justamente esse tipo de previsão que, muitas vezes, passa despercebido no momento da contratação e acaba gerando impacto financeiro significativo quando ocorre um imprevisto.

Na quinta-feira anterior ao check-in, a hóspede informou ao Hotel por e-mail – pois a central de reservas não atendia o telefone por supostos “problemas técnicos” – através da agência de viagens, Korptur, que enfrentava um problema de saúde que a impossibilitava de viajar. Atendida pela atendente Bárbara, a agente de Liliane não solicitou o reembolso e sim apenas alteração das datas, inclusive se dispondo a pagar multa equivalente a uma diária e eventual diferença tarifária caso o novo período fosse mais caro (embora nada seja mais caro que o carnaval e o réveillon no Rio). Mesmo com o envio de relatório médico para comprovar a condição, o hotel negou-se a fazer a remarcação com base numa “política de tarifa não reembolsável” e mantido a cobrança integral. O DIÁRIO teve acesso ao atestado médico e receituário que comprovam a história.

Totens com botão de emergência e câmeras com IA chegam à Barra em projeto piloto da PM

A Polícia Militar do Rio instala a partir de sexta-feira (27) seis totens com câmeras inteligentes e botão de emergência no entorno do Condomínio Novo Leblon, na Barra da Tijuca

Quintino Gomes Freire

Quem circula pelas ruas no entorno do Condomínio Novo Leblon, na Barra da Tijuca, vai começar a ver uma novidade a partir da próxima sexta-feira (27): seis totens com câmeras inteligentes e botão de emergência, em um projeto piloto da Polícia Militar do Rio de Janeiro em parceria com uma empresa privada.

As imagens captadas pelos equipamentos serão transmitidas em tempo real para a sala de monitoramento do 31º BPM (Recreio). A ideia é que, em caso de urgência, qualquer pessoa possa apertar o botão no totem e falar direto com o operador, que pode acionar a viatura mais próxima.

Segundo a descrição do projeto, o sistema usa inteligência artificial e reconhecimento facial. Também permite ampliar a imagem em até 400 vezes. Outra promessa é a integração entre os totens: se uma pessoa ou um veículo sair do campo de visão de um equipamento, o monitoramento continuaria automaticamente pelo totem seguinte.

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'Não entendi o enredo desse samba'

Ao tentar exaltar Lula em seu desfile, a Acadêmicos de Niterói acabou criando mais problemas do que benefícios eleitorais para o presidente da República

Nuno Vasconcellos 

Arte: Kiko

Se a escola de samba Acadêmicos de Niterói tivesse brilhado na Marquês de Sapucaí, a história seguiria um rumo diferente do que vem seguindo. Se a escola tivesse evitado os erros infantis que cometeu e tivesse feito um desfile à altura do que normalmente se vê no Grupo Especial do Carnaval carioca, haveria neste momento uma disputa renhida para saber de quem partiu a ideia de levar ao Sambódromo, no Rio de Janeiro, na noite do domingo de Carnaval, a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva — desde sua saída de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, até seu terceiro mandato na Presidência do Brasil. A fila de candidatos a se apresentar como o pai — ou a mãe — da criança seria quilométrica.

Só que tudo deu errado. No final das contas, o desfile, ao invés de aumentar a popularidade de Lula, como temia a oposição, causou danos consideráveis à imagem do presidente. Tão consideráveis que, para o pessoal da esquerda, a ressaca provocada pelos excessos do Carnaval, além de não ter ido embora na Quarta-Feira de Cinzas, ainda deve se prolongar por um bom tempo.

Embora a ideia de cantar a vida de Lula na Avenida não tenha partido do presidente, os danos recaíram exclusivamente sobre sua popularidade. A cada minuto, fica mais difícil encontrar alguém disposto a assumir a paternidade — ou a maternidade — da ideia infeliz de transformar a história do retirante que se tornou presidente num enredo que recebeu mais vaias do que aplausos.

Uma semana depois do desfile, a Acadêmicos de Niterói, que fez sua estreia e, provavelmente, sua despedida do Grupo Especial do Carnaval carioca, continua dando o que falar. O espetáculo que ela protagonizou foi patético, repleto de provocações baratas aos adversários e recheado de clichês tão previsíveis que, ao invés de divulgar de forma positiva, acabou provocando arranhões desnecessários na imagem de Lula.

[As danações de Carina] Enfim, a chegada tão esperada de Heitor se fez real

Carina Bratt

‘Não sei quem você é
Nem de onde você vem
Só sei que você
É tão linda esperando um neném...’*

O SILÊNCIO, para ela, parecia mais profundo ao mesmo tempo mais inquietante, desde que Luíza descobriu que carregava um coração dentro de si. Uau! Não era apenas o seu, havia um outro, pequeno, em formação, pulsando em segredo, como um canto de melodia suave anunciando a chegada de alguém que ainda não conhecia o mundo, mas a partir de um momento especial, o transformaria.

Luíza caminhava pela casa com a mão pousada sobre a barriga, como quem protege um tesouro invisível. Cada gesto simples, beber água, escolher uma fruta, se deitar ou se levantar, se tornara um ritual. Não era mais só por ela. Claro que não. Era por ele, ou por ela, o filho, ou a filha que ainda não tinha rosto, mas já tinha uma doce presença.
Os vizinhos diziam:
— É cedo, você ainda não sente nada’.

Mas ela, dentro de si, sabia o que sentia. Não eram chutes nem movimentos, era uma conversa silenciosa. Um pacto. O novo ser falava através da intuição, e ela a futura mamãe, respondia com cuidado e esperança. No espelho, ao se olhar, se via diferente. Não apenas pela curva discreta que começava a se desenhar, mas pelo olhar. Havia uma luz nova, uma espécie de coragem diferenciada que nascia junto com o medo.

Porque ser mãe em primeira viagem, era isso: caminhar entre o espanto e a fé, entre a dúvida e a certeza de que tudo a partir desse evento, valia a pena. Altas horas da noite, deitada na rede, imaginava o futuro. O primeiro choro, o primeiro sorriso, o primeiro passo. Mas também engendrava o presente: aquele instante sagrado em que o filho ainda não ia além de um segredo guardado no ventre, protegido pelo calor do corpo e pelo amor imenso e febril que já transbordava.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

[Versos de través] Árias Pequenas. Para Bandolim

Hilda Hilst

Antes que o mundo acabe, Túlio,
Deita-te e prova
Esse milagre do gosto
Que se fez na minha boca
Enquanto o mundo grita
Belicoso. E ao meu lado
Te fazes árabe, me faço israelita
E nos cobrimos de beijos
E de flores

Antes que o mundo se acabe
Antes que acabe em nós
Nosso desejo.

Hilda Hilst

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Tenta-me de novo 
Amavisse 

Tarifas de Trump são declaradas inconstitucionais pela Suprema Corte dos EUA


Leandro Ruschel

A decisão recente da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou inconstitucional a utilização da Lei de Emergência Econômica por Donald Trump para impor tarifas comerciais amplas, marca um dos episódios mais relevantes deste novo mandato. Não apenas pelo impacto direto na política externa americana, mas pelo que revela sobre o funcionamento real de uma república baseada em pesos e contrapesos. 

A lei em questão, criada na década de 1970, foi concebida como instrumento de pressão diplomática em situações excepcionais. Permitiria ao presidente impor restrições comerciais severas — inclusive bloqueios — diante de ameaças externas. O ponto central da decisão da Corte é que essa prerrogativa foi expandida além de sua finalidade original. 

Ao utilizar tarifas como mecanismo generalizado de política econômica, o Executivo teria, na prática, exercido uma função que, pela Constituição americana, pertence ao Congresso: a criação de impostos. 

Essa distinção não é meramente técnica. Ela define os limites do poder. 

A decisão, que não foi unânime, reflete exatamente essa tensão. De um lado, a maioria entendeu que houve extrapolação de competência. De outro, ministros divergentes destacaram a necessidade de o presidente ter instrumentos amplos para responder a emergências nacionais. Essa divergência revela um dilema clássico das democracias: até que ponto se deve limitar o poder para preservar a ordem institucional, mesmo que isso reduza a capacidade de ação estratégica do Estado? 

No plano imediato, trata-se de uma derrota para Trump. As tarifas eram uma das principais ferramentas de sua política externa, especialmente na tentativa de reconfigurar a relação dos Estados Unidos com outras potências, como a China. Sem esse instrumento, a capacidade de pressão se reduz, ainda que o presidente busque alternativas legais. 

Mas a análise não pode parar aí. 

Malu Gaspar comenta o caso Master em entrevista à CBN


Leandro Ruschel

Resumo do conteúdo:

STF vive crise interna e amplia tensão ao investigar suposto vazamento de dados

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de determinar a investigação sobre um suposto vazamento de dados da Receita Federal envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal e seus familiares aprofundou o mal-estar interno na Corte e evidenciou uma crise institucional que já vinha se desenhando nos bastidores.

Segundo relatos de ministros, a medida foi recebida com forte desconforto. Isso porque, na semana anterior, havia um movimento articulado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, e outros integrantes do tribunal para reduzir tensões internas e conter os danos de imagem provocados pelo chamado “caso Master”. Nesse contexto, ocorreu uma reunião reservada com o ministro Dias Toffoli que teria como objetivo levá-lo a renunciar à relatoria do processo.

O esforço era o de distensionar o ambiente interno e minimizar o impacto público do caso. No entanto, o vazamento quase literal do conteúdo dessa reunião — a ponto de gerar suspeitas de que o encontro tenha sido gravado — já havia ampliado o clima de desconfiança entre os ministros. Poucos dias depois, ainda durante o Carnaval, a Polícia Federal foi acionada para apurar o suposto vazamento de dados fiscais.

A ampliação da investigação e o incômodo no tribunal

O ponto central do desconforto reside na amplitude da medida determinada por Moraes. Se a suspeita inicial envolveria apenas dados relacionados a ele próprio, sua esposa e o escritório dela, por que solicitar à Receita Federal a verificação de acessos aos dados de mais de cem pessoas, incluindo ministros e familiares?

20-2-2026: Oeste sem filtro – Gonet contra prisão domiciliar para Bolsonaro + Mendonça manda Alcolumbre entregar provas do Master para a PF + Trump reage à decisão da Suprema Corte e impõe tarifa global de 10% + Venezuela aprova anistia política para presos políticos


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1º de março de 2026: 'Fora Lula, Moraes e Toffoli!' 
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Lula News em pânico, o clima no Supremo e os protetores de Toffoli 
15 verdades sobre os governos Lula

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Uma reflexão sobre a informação, a guerra e a hipocrisia


António Justo

A guerra é suja e suja quem se envolve nela seja diretamete seja a nível de discurso! É com profunda tristeza que verifico como os média oficiais na Europa estão mais virados para a formatação da opinião pública do que para a criação de espíritos livres e críticos. A informação é confecionada de maneira a que o público desenvolva uma mente preconceituosa, incapaz de ver a realidade para além dos rótulos pré-estabelecidos, fixando-a apenas em categorias emocionais como se os povos não fossem capazes de mais. 

A Estratégia da “Trégua Limitada”

Observemos o momento atual: fala-se agora em conversações para uma “trégua limitada” de paz, em vez de se procurar um verdadeiro acordo de paz duradouro. Quando Putin recusa, a narrativa dominante é simples afirmar que “o mau do Putin não quer”. Mas será esta a leitura correta? Não. Ele não quer porque percebe que uma trégua limitada, neste contexto, apenas serviria para dar à UE e ao Reino Unido tempo e espaço para se rearmarem e se prepararem para uma guerra mais efetiva no período pós trégua.

Bruxelas e Londres mantêm o mesmo espírito de autojustificação moral: a crença inabalável de que são os “bons e honestos” e o outro lado é invariavelmente o agressor. Esta tática e postura impedem qualquer progresso real e tem sido fundamentada sistematicamente numa narrativa pós-fática. 

O Interesse Camuflado da UE na Ucrânia

A verdade, que raramente é contada, é que a União Europeia sempre teve interesse em apossar-se da Ucrânia, seja economicamente, seja geopoliticamente. E tem feito tudo para que não se chegue a acordos sérios que possam estabilizar a região sem a sua hegemonia. O mais lamentável de tudo é que, devido a uma estratégia contínua de informação pós-fática, onde os factos são moldados para servir narrativas, o povo europeu foi de tal maneira emocionalizado que em geral perdeu a capacidade de discernimento.

Hoje, o cidadão comum pensa, de forma simplista, que o mal está do lado da Rússia e o bem do lado da Europa. No entanto, se formos ver as coisas com isenção, a Europa tem vivido melhor do que outros povos não apenas pelo seu trabalho e engenho, mas também e em grande medida, devido à sua hipocrisia nas relações internacionais.

Ukraine’s Fast-Tracked EU Membership Would De Facto Advance EU Federalist Goals

Andrew Korybko

The approval of “reverse enlargement” to Ukraine and other candidate states would institutionalize a three-tiered Europe between the “E6”, Central Europe, and the new partial members from Eastern Europe and the Balkans for facilitating Germany’s divide-and-rule federalist plans

Politico reported on the EU’s plan to grant Ukraine partial membership by next year at the earliest as part of a comprehensive solution to that country’s conflict. An unnamed official described this as “reverse enlargement” and explained that “It would be a sort of recalibration of the process — you join and then you get phased in rights and obligations.” This modus operandi would enable all the other candidates to join too and thus complete the bloc’s expansion in Eastern Europe and the Balkans.

If Orban isn’t ‘democratically deposed’ during next month’s parliamentary elections, then the EU plans to appeal to Trump to pressure him into agreeing to this, absent which they’ll remove Hungary’s voting rights. Left unsaid is the assessment from early November when this general idea was first reported about how “Poland Might Impede The EU’s Push To Speedily Grant Ukraine Membership” if this compels it to open its agricultural market to another deluge of low-cost and low-quality Ukrainian exports.

Per the preceding hyperlinked analysis, “neither half of its ruling duopoly wants to be blamed for the domestic consequences of Ukraine joining the EU, especially not ahead of fall 2027’s next parliamentary elections. Prime Minister Donald Tusk’s ruling liberal-globalist coalition is already facing an uphill battle and would torpedo any hope of keeping control if they supported this, while President Karol Nawrocki from the conservative-nationalist opposition would betray his base if he went along with them.”