domingo, 22 de fevereiro de 2026

Onde é? Qual o nome? 😉


Trump 2.0’s Grand Strategy Against China Is Slowly But Surely Coming Together

Andrew Korybko 

This is the grand strategic context within which Russia’s talks with the US and Ukraine are taking place

Casual observers are convinced that Trump is a madman with no method behind his madness, but the reality is that he and his team – collectively known as Trump 2.0 – are slowly but surely implementing their grand strategy against China. Every one of their moves abroad should be seen as a means to this end. They want to comprehensively contain China and then coerce it into a lopsided trade deal that “rebalance[s] China’s economy toward household consumption” per the National Security Strategy.

Trump 2.0 doesn’t want to go to war over this, however, which is why they’re careful to avoid replicating the Imperial Japanese precedent. Piling too much economic-structural pressure on China at once could spook it into lashing out in desperation before the window of opportunity closes. They therefore decided to gradually deprive China of access to markets and resources, ideally through a series of trade deals, in order to imbue the US with the indirect leverage required to peacefully derail China’s superpower rise.

The US’ trade deals with the EU and India could ultimately result in them curtailing China’s access to their markets under pain of punitive tariffs if they refuse. In parallel, the US’ special operation in Venezuela, pressure against Iran, and simultaneous attempts to subordinate Nigeria and other leading energy producers could curtail China’s access to the resources required for fueling its superpower rise. The combined effect thus far is already placing immense pressure upon China to cut a deal with the US.

[Discos pedidos] Canções de amor

No Rio, o turista nunca tem razão: Hotel Pestana segura R$13 mil de hóspede doente e se recusa a remarcar estadia

Turista mineira fica doente antes da viagem, e depois de passar o dia tentando falar com a Central de Reservas do Hotel de Luxo e mandar o atestado médico, recebe a informação de que o Pestana Rio Atlântica vai ficar com o dinheiro dela e com o quarto. Pra hóspede, que não queria reembolso e sim apenas remarcar, fica só o prejuízo e uma péssima imagem do Rio.

Gabriella Lourenço


O que seria um fim de semana de descanso no Rio – em alta temporada – terminou em frustração e prejuízo para uma turista mineira que acabou perdendo R$ 13 mil após adoecer na véspera da viagem e não conseguir ser atendida e nem remarcar a hospedagem num hotel de luxo na praia de Copacabana, na Zona Sul da capital. O hotel ficou com a grana e com o quarto, e o sonho de conhecer o Rio em grande estilo virou pesadelo.

A reserva de Liliane Souza – com valor bem alto por conta da alta temporada – previa apenas três diárias com café da manhã, de sexta (20/2) a domingo (23/2), em uma super suíte de frente para o mar no Pestana Rio Atlântica, da famosa rede portuguesa de hotéis de alto padrão, com pagamento antecipado na modalidade tarifa pré-paga. Segundo a cliente, não houve assinatura de nenhum contrato físico, mas a informação de que não seriam permitidas alterações ou reembolso constava nas condições da reserva online, em cláusulas com letras reduzidas, onde também está escrito que só a primeira diária seria perdida caso não houvesse o comparecimento – “bem confuso”, diz a agente de viagens. É justamente esse tipo de previsão que, muitas vezes, passa despercebido no momento da contratação e acaba gerando impacto financeiro significativo quando ocorre um imprevisto.

Na quinta-feira anterior ao check-in, a hóspede informou ao Hotel por e-mail – pois a central de reservas não atendia o telefone por supostos “problemas técnicos” – através da agência de viagens, Korptur, que enfrentava um problema de saúde que a impossibilitava de viajar. Atendida pela atendente Bárbara, a agente de Liliane não solicitou o reembolso e sim apenas alteração das datas, inclusive se dispondo a pagar multa equivalente a uma diária e eventual diferença tarifária caso o novo período fosse mais caro (embora nada seja mais caro que o carnaval e o réveillon no Rio). Mesmo com o envio de relatório médico para comprovar a condição, o hotel negou-se a fazer a remarcação com base numa “política de tarifa não reembolsável” e mantido a cobrança integral. O DIÁRIO teve acesso ao atestado médico e receituário que comprovam a história.

Totens com botão de emergência e câmeras com IA chegam à Barra em projeto piloto da PM

A Polícia Militar do Rio instala a partir de sexta-feira (27) seis totens com câmeras inteligentes e botão de emergência no entorno do Condomínio Novo Leblon, na Barra da Tijuca

Quintino Gomes Freire

Quem circula pelas ruas no entorno do Condomínio Novo Leblon, na Barra da Tijuca, vai começar a ver uma novidade a partir da próxima sexta-feira (27): seis totens com câmeras inteligentes e botão de emergência, em um projeto piloto da Polícia Militar do Rio de Janeiro em parceria com uma empresa privada.

As imagens captadas pelos equipamentos serão transmitidas em tempo real para a sala de monitoramento do 31º BPM (Recreio). A ideia é que, em caso de urgência, qualquer pessoa possa apertar o botão no totem e falar direto com o operador, que pode acionar a viatura mais próxima.

Segundo a descrição do projeto, o sistema usa inteligência artificial e reconhecimento facial. Também permite ampliar a imagem em até 400 vezes. Outra promessa é a integração entre os totens: se uma pessoa ou um veículo sair do campo de visão de um equipamento, o monitoramento continuaria automaticamente pelo totem seguinte.

Flávio Bolsonaro detalha PROPOSTAS e VIRA VOTO de Igor do Flow


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'Não entendi o enredo desse samba'

Ao tentar exaltar Lula em seu desfile, a Acadêmicos de Niterói acabou criando mais problemas do que benefícios eleitorais para o presidente da República

Nuno Vasconcellos 

Arte: Kiko

Se a escola de samba Acadêmicos de Niterói tivesse brilhado na Marquês de Sapucaí, a história seguiria um rumo diferente do que vem seguindo. Se a escola tivesse evitado os erros infantis que cometeu e tivesse feito um desfile à altura do que normalmente se vê no Grupo Especial do Carnaval carioca, haveria neste momento uma disputa renhida para saber de quem partiu a ideia de levar ao Sambódromo, no Rio de Janeiro, na noite do domingo de Carnaval, a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva — desde sua saída de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, até seu terceiro mandato na Presidência do Brasil. A fila de candidatos a se apresentar como o pai — ou a mãe — da criança seria quilométrica.

Só que tudo deu errado. No final das contas, o desfile, ao invés de aumentar a popularidade de Lula, como temia a oposição, causou danos consideráveis à imagem do presidente. Tão consideráveis que, para o pessoal da esquerda, a ressaca provocada pelos excessos do Carnaval, além de não ter ido embora na Quarta-Feira de Cinzas, ainda deve se prolongar por um bom tempo.

Embora a ideia de cantar a vida de Lula na Avenida não tenha partido do presidente, os danos recaíram exclusivamente sobre sua popularidade. A cada minuto, fica mais difícil encontrar alguém disposto a assumir a paternidade — ou a maternidade — da ideia infeliz de transformar a história do retirante que se tornou presidente num enredo que recebeu mais vaias do que aplausos.

Uma semana depois do desfile, a Acadêmicos de Niterói, que fez sua estreia e, provavelmente, sua despedida do Grupo Especial do Carnaval carioca, continua dando o que falar. O espetáculo que ela protagonizou foi patético, repleto de provocações baratas aos adversários e recheado de clichês tão previsíveis que, ao invés de divulgar de forma positiva, acabou provocando arranhões desnecessários na imagem de Lula.

[As danações de Carina] Enfim, a chegada tão esperada de Heitor se fez real

Carina Bratt

‘Não sei quem você é
Nem de onde você vem
Só sei que você
É tão linda esperando um neném...’*

O SILÊNCIO, para ela, parecia mais profundo ao mesmo tempo mais inquietante, desde que Luíza descobriu que carregava um coração dentro de si. Uau! Não era apenas o seu, havia um outro, pequeno, em formação, pulsando em segredo, como um canto de melodia suave anunciando a chegada de alguém que ainda não conhecia o mundo, mas a partir de um momento especial, o transformaria.

Luíza caminhava pela casa com a mão pousada sobre a barriga, como quem protege um tesouro invisível. Cada gesto simples, beber água, escolher uma fruta, se deitar ou se levantar, se tornara um ritual. Não era mais só por ela. Claro que não. Era por ele, ou por ela, o filho, ou a filha que ainda não tinha rosto, mas já tinha uma doce presença.
Os vizinhos diziam:
— É cedo, você ainda não sente nada’.

Mas ela, dentro de si, sabia o que sentia. Não eram chutes nem movimentos, era uma conversa silenciosa. Um pacto. O novo ser falava através da intuição, e ela a futura mamãe, respondia com cuidado e esperança. No espelho, ao se olhar, se via diferente. Não apenas pela curva discreta que começava a se desenhar, mas pelo olhar. Havia uma luz nova, uma espécie de coragem diferenciada que nascia junto com o medo.

Porque ser mãe em primeira viagem, era isso: caminhar entre o espanto e a fé, entre a dúvida e a certeza de que tudo a partir desse evento, valia a pena. Altas horas da noite, deitada na rede, imaginava o futuro. O primeiro choro, o primeiro sorriso, o primeiro passo. Mas também engendrava o presente: aquele instante sagrado em que o filho ainda não ia além de um segredo guardado no ventre, protegido pelo calor do corpo e pelo amor imenso e febril que já transbordava.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

[Versos de través] Árias Pequenas. Para Bandolim

Hilda Hilst

Antes que o mundo acabe, Túlio,
Deita-te e prova
Esse milagre do gosto
Que se fez na minha boca
Enquanto o mundo grita
Belicoso. E ao meu lado
Te fazes árabe, me faço israelita
E nos cobrimos de beijos
E de flores

Antes que o mundo se acabe
Antes que acabe em nós
Nosso desejo.

Hilda Hilst

Anteriores:
Êxtase 
Dez chamamentos ao amigo 
Tenta-me de novo 
Amavisse 

Tarifas de Trump são declaradas inconstitucionais pela Suprema Corte dos EUA


Leandro Ruschel

A decisão recente da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou inconstitucional a utilização da Lei de Emergência Econômica por Donald Trump para impor tarifas comerciais amplas, marca um dos episódios mais relevantes deste novo mandato. Não apenas pelo impacto direto na política externa americana, mas pelo que revela sobre o funcionamento real de uma república baseada em pesos e contrapesos. 

A lei em questão, criada na década de 1970, foi concebida como instrumento de pressão diplomática em situações excepcionais. Permitiria ao presidente impor restrições comerciais severas — inclusive bloqueios — diante de ameaças externas. O ponto central da decisão da Corte é que essa prerrogativa foi expandida além de sua finalidade original. 

Ao utilizar tarifas como mecanismo generalizado de política econômica, o Executivo teria, na prática, exercido uma função que, pela Constituição americana, pertence ao Congresso: a criação de impostos. 

Essa distinção não é meramente técnica. Ela define os limites do poder. 

A decisão, que não foi unânime, reflete exatamente essa tensão. De um lado, a maioria entendeu que houve extrapolação de competência. De outro, ministros divergentes destacaram a necessidade de o presidente ter instrumentos amplos para responder a emergências nacionais. Essa divergência revela um dilema clássico das democracias: até que ponto se deve limitar o poder para preservar a ordem institucional, mesmo que isso reduza a capacidade de ação estratégica do Estado? 

No plano imediato, trata-se de uma derrota para Trump. As tarifas eram uma das principais ferramentas de sua política externa, especialmente na tentativa de reconfigurar a relação dos Estados Unidos com outras potências, como a China. Sem esse instrumento, a capacidade de pressão se reduz, ainda que o presidente busque alternativas legais. 

Mas a análise não pode parar aí. 

Malu Gaspar comenta o caso Master em entrevista à CBN


Leandro Ruschel

Resumo do conteúdo:

STF vive crise interna e amplia tensão ao investigar suposto vazamento de dados

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de determinar a investigação sobre um suposto vazamento de dados da Receita Federal envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal e seus familiares aprofundou o mal-estar interno na Corte e evidenciou uma crise institucional que já vinha se desenhando nos bastidores.

Segundo relatos de ministros, a medida foi recebida com forte desconforto. Isso porque, na semana anterior, havia um movimento articulado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, e outros integrantes do tribunal para reduzir tensões internas e conter os danos de imagem provocados pelo chamado “caso Master”. Nesse contexto, ocorreu uma reunião reservada com o ministro Dias Toffoli que teria como objetivo levá-lo a renunciar à relatoria do processo.

O esforço era o de distensionar o ambiente interno e minimizar o impacto público do caso. No entanto, o vazamento quase literal do conteúdo dessa reunião — a ponto de gerar suspeitas de que o encontro tenha sido gravado — já havia ampliado o clima de desconfiança entre os ministros. Poucos dias depois, ainda durante o Carnaval, a Polícia Federal foi acionada para apurar o suposto vazamento de dados fiscais.

A ampliação da investigação e o incômodo no tribunal

O ponto central do desconforto reside na amplitude da medida determinada por Moraes. Se a suspeita inicial envolveria apenas dados relacionados a ele próprio, sua esposa e o escritório dela, por que solicitar à Receita Federal a verificação de acessos aos dados de mais de cem pessoas, incluindo ministros e familiares?

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Uma reflexão sobre a informação, a guerra e a hipocrisia


António Justo

A guerra é suja e suja quem se envolve nela seja diretamete seja a nível de discurso! É com profunda tristeza que verifico como os média oficiais na Europa estão mais virados para a formatação da opinião pública do que para a criação de espíritos livres e críticos. A informação é confecionada de maneira a que o público desenvolva uma mente preconceituosa, incapaz de ver a realidade para além dos rótulos pré-estabelecidos, fixando-a apenas em categorias emocionais como se os povos não fossem capazes de mais. 

A Estratégia da “Trégua Limitada”

Observemos o momento atual: fala-se agora em conversações para uma “trégua limitada” de paz, em vez de se procurar um verdadeiro acordo de paz duradouro. Quando Putin recusa, a narrativa dominante é simples afirmar que “o mau do Putin não quer”. Mas será esta a leitura correta? Não. Ele não quer porque percebe que uma trégua limitada, neste contexto, apenas serviria para dar à UE e ao Reino Unido tempo e espaço para se rearmarem e se prepararem para uma guerra mais efetiva no período pós trégua.

Bruxelas e Londres mantêm o mesmo espírito de autojustificação moral: a crença inabalável de que são os “bons e honestos” e o outro lado é invariavelmente o agressor. Esta tática e postura impedem qualquer progresso real e tem sido fundamentada sistematicamente numa narrativa pós-fática. 

O Interesse Camuflado da UE na Ucrânia

A verdade, que raramente é contada, é que a União Europeia sempre teve interesse em apossar-se da Ucrânia, seja economicamente, seja geopoliticamente. E tem feito tudo para que não se chegue a acordos sérios que possam estabilizar a região sem a sua hegemonia. O mais lamentável de tudo é que, devido a uma estratégia contínua de informação pós-fática, onde os factos são moldados para servir narrativas, o povo europeu foi de tal maneira emocionalizado que em geral perdeu a capacidade de discernimento.

Hoje, o cidadão comum pensa, de forma simplista, que o mal está do lado da Rússia e o bem do lado da Europa. No entanto, se formos ver as coisas com isenção, a Europa tem vivido melhor do que outros povos não apenas pelo seu trabalho e engenho, mas também e em grande medida, devido à sua hipocrisia nas relações internacionais.

Ukraine’s Fast-Tracked EU Membership Would De Facto Advance EU Federalist Goals

Andrew Korybko

The approval of “reverse enlargement” to Ukraine and other candidate states would institutionalize a three-tiered Europe between the “E6”, Central Europe, and the new partial members from Eastern Europe and the Balkans for facilitating Germany’s divide-and-rule federalist plans

Politico reported on the EU’s plan to grant Ukraine partial membership by next year at the earliest as part of a comprehensive solution to that country’s conflict. An unnamed official described this as “reverse enlargement” and explained that “It would be a sort of recalibration of the process — you join and then you get phased in rights and obligations.” This modus operandi would enable all the other candidates to join too and thus complete the bloc’s expansion in Eastern Europe and the Balkans.

If Orban isn’t ‘democratically deposed’ during next month’s parliamentary elections, then the EU plans to appeal to Trump to pressure him into agreeing to this, absent which they’ll remove Hungary’s voting rights. Left unsaid is the assessment from early November when this general idea was first reported about how “Poland Might Impede The EU’s Push To Speedily Grant Ukraine Membership” if this compels it to open its agricultural market to another deluge of low-cost and low-quality Ukrainian exports.

Per the preceding hyperlinked analysis, “neither half of its ruling duopoly wants to be blamed for the domestic consequences of Ukraine joining the EU, especially not ahead of fall 2027’s next parliamentary elections. Prime Minister Donald Tusk’s ruling liberal-globalist coalition is already facing an uphill battle and would torpedo any hope of keeping control if they supported this, while President Karol Nawrocki from the conservative-nationalist opposition would betray his base if he went along with them.”

Por que a esquerda ataca a família, a religião e a lei


Leandro Ruschel

Episódios recentes, como a utilização do carnaval para promover narrativa política e atacar valores tradicionais, costumam ser tratados como manifestações culturais ou, no máximo, como provocação ideológica. Essa leitura erra o essencial.

Não se trata de estética. Trata-se de estratégia.

Para compreender esse tipo de movimento, é necessário ir além do episódio e observar a estrutura de pensamento que o sustenta. Ao longo do último século, a tradição marxista estabeleceu como objetivo central a destruição das bases da sociedade vigente para a construção de uma nova ordem. Não uma reforma gradual, mas uma substituição completa.

Essa diferença é fundamental.

A visão conservadora parte da ideia de continuidade: a sociedade é imperfeita, mas deve ser aprimorada com base em tradições, instituições e regras que se provaram funcionais ao longo do tempo. Já a visão revolucionária parte do pressuposto oposto: a estrutura existente é essencialmente injusta e, portanto, precisa ser destruída.

A partir dessa premissa, torna-se possível entender os alvos.

A família é uma das principais células da organização social. É nela que se formam vínculos, responsabilidades e incentivos de longo prazo, como a preservação de patrimônio e a transmissão de valores. Essa estrutura cria autonomia em relação ao Estado. Quanto mais forte a família, menor a dependência de um poder central.

Por isso, ela precisa ser enfraquecida.

[Aparecido rasga o verbo] Onde as duas estradas se confundem e se tornam um só caminho

Aparecido Raimundo de Souza 

“ESTAR SÓ” é diferente de “estar sozinho”. Será? E qual a diferença entre um e outro? O “estar só” pode ser povoado de lembranças, de vozes que ecoam dentro da memória, de fantasmas os mais diversificados que atormentam com seus traços remotos e obsoletos e que por sua vez nos acompanham sem pedir licença. O “estar só” pinta do nada, escorrega pelo corpo como uma dor de barriga fortemente armada trazendo presságios maléficos como se ressuscitasse fatos passados, lembranças de feições iracundas e sem mais nem menos, nos deixa no meio do mato sem o sorriso cativo do cachorro de todas os latidos.

Nessa hora, o “estar só” é como caminhar por um espaço sem paredes, sem chão, sem teto. É como ser transportado para um lugar de mata carbonizada pelo desconhecido. Um lugar hediondo, onde o tempo não passa, apenas se arrasta. Nesse ponto sem volta, o coração aflito mendiga por uma gota de felicidade. E ela, a felicidade, não aparece, não marca presença, se distancia sem coragem de mostrar o rosto. O silêncio, nesse lugar é o pesadelo maior. Se torna obsoleto, retrógrado e sem limites. Entra numa espécie de dança esquizofrênica que além de machucar profundamente, também maltrata, fere o âmago, pega pesado e desequilibra a alma.

Além de pegar pesado, se faz denso e odioso, se agiganta não só de uma ausência infame como se reveste de uma balburdia ensurdecedora e constante que nos lembra a falta de um abraço amigo ou de qualquer resquício benfazejo que nos acolha e nos de o abrigo procurado. “Estar só” revive o vazio imensurável. O medo planta flores carregadas de maus presságios onde até os pensamentos parecem perder o peso do brilho, a candura do viço, a sensatez de uma palavra de consolo. No “estar sozinho” não há certezas, não há direção, não há porto seguro. Apenas um mar revolto se apresenta insólito.  

O “estar só” vem com sensações iracundas que se projetam em sustos assombrosos e do nada, transformam tudo ao redor numa via de mão incerta, de suspensão sem escapatória, como se o mundo tivesse, desse “nada” e num piscar de olhos, se esquecido de dizer que apesar dos pesares, apesar dos desconfortos, tudo, no final ficará bem e em paz. Em via igual, no “estar sozinho” encontramos algo raro: como assim, algo raro? Uma anormalidade brutal, com a possibilidade de nos perdermos da verdadeira paz interior. Ela vem sem distrações, se apresenta sem máscaras, e sem pressa de ir embora.

Manifestação “Acorda Brasil”, 1º de março: Locais e horários em todo Brasil

Na manifestação Acorda Brasil, do 1/3, os brasileiros vão para a rua, contra os abusos do STF e do governo federal, gritar: fora Lula, fora Toffoli e fora Moraes!

— FORA LULA: presidente que nem deveria ter sido eleito, deveria estar preso, conduz o Brasil de forma desastrosa e usa do dinheiro do brasileiro honesto para promoção pessoal, como ocorreu no Carnaval.

— FORA MORAES: tirano que conduz o Inquérito das Fake News de forma criminosa, ataca sistematicamente a liberdade de expressão, e com a falácia de “defender a democracia” foi vítima, investigador, polícia e juiz, rasgando toda e qualquer a lei.

— FORA TOFFOLI: advogado do PT que acabou com a Lava Jato e anulou condenações de corruptos confessos, iniciou o Inquérito das Fake News e fez de tudo para se blindar de punições por seu envolvimento até o talo no Caso Master.

O Caso Master escancarou, ao ponto de a grande mídia não poder mais esconder, a república de conchavos que estão perpetuando no Brasil.

Eles estão dispostos a tudo para calar a voz do povo. E se o PT se manter no poder nas eleições de 2026, de fato a ditadura PT/STF poderá se concretizar e silenciar o país de vez.

Assim, é fundamental que o brasileiro honesto participe da manifestação do 1/3 e mostre sua força contra o sistema.

NOVO está na linha de frente dessa batalha há anos: somos o Partido com mais ações contra os abusos de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, e a sigla que mais faz oposição ao governo Lula.

Lutamos por você, brasileiro honesto, contra o sistema perverso que manda e desmanda no país. Mas precisamos da sua ajuda. Por isso, junte-se à nós na manifestação Acorda Brasil.

Confira abaixo os locais e horários da manifestação do dia 1º de março em todo o Brasil!

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Por favor, alguém se lembra do discurso deste senhor, desejando Feliz Natal aos cristãos? 
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

[Daqui e Dali] Nova corte na aldeia

Humberto Pinho da Silva

Quando era rapazote, ia com os meus pais veranear a pequena povoação do Vale da Vilariça.

Depois da janta, familiares e amigos abancavam-se na escaleira de velho e delapidado solar, cujas salas serviam de arrecadação a alfaias agrícolas, e as portas desvidraçadas abriam-se a largas varandas, que permitiam entrada a andorinhas em voos certeiros para os ninhos.

Nessa nova "Corte na Aldeia" havia letrados e “analfabetos”, que aprenderam a ler e escrever à custa de dolorosas reguadas.

Obtido o diploma, deram ”às de Vila Diogo”, abandonando a escola e os livros.

Nessa época não havia TV; e o único aparelho de TSF, movido a bateria, pertencia a lavrador abastado, que era colocado em dia de festa à janela, para quem quisesse bailar ao som da música da Emissora Nacional.

Como disse, à noitinha, pela fresca, depois de uma tarde cálida, acomodávamos nas escadas do velho casarão brasonado.

Conversava-se, contávamos tradicionais historietas, e advinhas... até que aproveitando pausa de silêncio, saltou de súbito a pergunta:

- Qual é o ato mais importante da vida?

Ouve-se murmúrios, e uma voz se ergueu: É o casamento!...

Risinhos... e prosseguiu:

Quem pode e sabe realizar matrimónio por amor, com companheira que o ajude nos abrolhos da vida, acha um tesouro. Não é verdade que por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher… que o acompanha, quase sempre, na sombra?

Força Jovem se manifesta sobre saída de Coutinho do Vasco

Craque revelado na base do Vasco da Gama, Philippe Coutinho anunciou oficialmente que não permanecerá no Gigante da Colina

Altair Alves

A Força Jovem, principal torcida organizada do Vasco da Gama, se posicionou sobre a saída do meia Philippe Coutinho do Clube. O jogador alegou cobranças excessivas por parte da torcida e de influenciadores para deixar o Cruzmaltino. 

Em nota publicada nas redes sociais, os torcedores criticaram a postura do jogador. Eles se referiram a Coutinho como um jogador “mimado”, que no Vasco, quem joga mal é cobrado, e quem joga bem é elogiado. 

Ainda no comunicado, a Força Jovem destaca que em nenhum momento pediu a saída do atleta. Entretanto, ressaltou que nenhum atleta será blindado, pois o Gigante da Colina é maior que tudo e todos.

A era Moraes está perto do fim

André Marsiglia

Há um conhecido ditado na aviação segundo o qual piloto novato não derruba avião. O excesso de confiança e a arrogância que muitas vezes decorrem da experiência são a causa da maior parte dos acidentes aéreos. O universo da política não está imune a esse fenômeno. 

A história nos conta que regimes autoritários e seus ditadores também seguem a mesma toada. Não percebem que o contexto mudou e insistem em repetir o roteiro ao qual foram acostumados; quando se dão conta, sua cabeça está a prêmio. 

Foi assim a débâcle do regime militar brasileiro iniciado em 1964. O regime foi aplaudido e a repressão tolerada pela imprensa enquanto se voltou contra guerrilheiros, mas tornou-se politicamente insustentável quando atingiu estudantes, artistas, jornalistas e setores da classe média. 

Algo semelhante parece estar ocorrendo neste momento no país. Enquanto a ditadura do STF, encabeçada desde 2019 por Moraes, serviu para sufocar o bolsonarismo e a direita, tidos pela grande imprensa e pela intelectualidade brasileira como radicais, os mecanismos jurídicos excepcionais foram tolerados pela opinião pública. 

Agora, com o cenário composto por um Bolsonaro debilitado e um STF que pretende blindar negociatas de ministros, a situação muda de figura e a conduta da Corte já não é tolerada da mesma forma. 

Moraes está fazendo o que sempre fez; o que mudou foi a crítica. Os tempos mudam, a roda da fortuna gira, os interesses trocam de mãos. Durante anos, decisões abusivas foram toleradas em nome de uma finalidade política considerada virtuosa por certos setores. Mas o que antes era visto como aceitável passou agora a ser percebido como arbítrio, e só Moraes não enxerga. 

Budanov’s & Zaluzhny’s Factions Are Surpassing Zelensky’s In Influence

Andrew Korybko 

The trend is that Zelensky’s oligarchic faction is declining as the intelligence and military ones respectively represented by Budanov and Zaluzhny rise with all that entails for Ukraine’s future

Several factions exist within Ukraine. The main ones are Zelensky’s ruling clique (who himself represents a collection of oligarchic interests whose engagement with him used to be managed by Yermak), former Commander-in-Chief-turned-Ambassador-to-the-UK Zaluzhny (and the armed forces in general), and former GUR chief-turned-Chief-of-Staff Budanov (who still represents the intelligence faction). Their interplay is becoming more complicated just as Ukraine’s diplomatic and political dynamics are too.

The Economist recently reported that “Divisions are emerging within Ukraine’s delegation. One wing, centred on Mr Budanov, believes Ukraine’s interests are best served by a swift American-led agreement, and fears the window for action may soon close. But another wing, apparently still influenced by the controversial former chief of staff Andriy Yermak, who departed in a corruption scandal, is much less keen. Mr Zelensky appears to be balancing between them, while also having his own ideas.”

This was then followed by the New York Times reporting that “In negotiations over recent weeks, officials have discussed the idea of forming a demilitarized zone controlled by neither army…To make it easier for both sides to accept the idea, negotiators have also discussed forming a free-trade zone in any possible demilitarized area.” In light of The Economist’s report right beforehand, this suggests that Budanov’s faction is pushing its agenda at the expense of the Yermak-aligned one that’s associated with Zelensky.

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Leandro Ruschel

O Brasil entrou numa nova fase do processo político iniciado em 2019. E essa fase tem uma característica conhecida em qualquer revolução que se proponha a destruir garantias institucionais em nome de um bem maior: em determinado momento, o mecanismo criado para perseguir adversários passa a atingir parte dos próprios aliados.

Durante sete anos, sob o argumento da defesa da democracia, consolidou-se um regime de exceção. O chamado inquérito das fake news — aberto de ofício, sem sorteio, com relatoria definida por canetada — transformou-se num instrumento permanente de repressão política. A Constituição foi relativizada. A jurisprudência foi moldada conforme a necessidade do momento. A atividade do Ministério Público foi esvaziada. E qualquer crítica passou a ser enquadrada como ameaça institucional.

A imprensa profissional não apenas silenciou. Aplaudiu.

Aplaudiu o fechamento de veículos oposicionistas. Aplaudiu a censura de conteúdos. Aplaudiu prisões preventivas alongadas. Aplaudiu a transformação de decisões excepcionais em rotina. Tudo isso sob o mantra da proteção democrática.

O que mudou agora não é o método. O método é o mesmo. O que mudou é o alvo.

Após as revelações envolvendo contratos milionários ligados ao Banco Master — incluindo o contrato de R$ 129 milhões envolvendo o escritório da esposa do ministro Moraes e os R$ 35 milhões recebidos por empresa da qual o ministro Toffoli era sócio — o inquérito foi novamente mobilizado. Desta vez, para investigar supostos vazamentos na Receita Federal.

Em vez de responder às revelações, investiga-se quem tornou as informações públicas.