quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Quando a vítima não é das nossas

Miguel A. Baptista

Imaginem que um partido de esquerda radical era impedido de participar presencialmente num debate radiofónico. Não era excluído do debate, note-se: podia intervir, mas à distância. A razão? Os seus representantes teriam, aparentemente, uma espécie de lepra política que os impedia de partilhar o estúdio com os restantes participantes.

Imaginem agora que a líder desse partido não se conformava com a discriminação e, no dia do debate, irrompia pelo estúdio, reclamando o direito de ocupar o lugar que lhe estava destinado.

Os jornalistas depressa a promoveriam a nova Pasionaria. Teria sido a mulher corajosa que não se resignava perante a injustiça e ousava derrubar barreiras. A heroína que combatia os fascismos e o patriarcado tóxico. Multiplicar-se-iam os memes com o seu rosto, acompanhados de palavras de ordem em sua homenagem. Circulariam abaixo-assinados de solidariedade. A direção da rádio seria pressionada a demitir-se por ter permitido aquela ignomínia discriminatória.

Um cantautor comporia uma balada em louvor da guerreira que não se vergava perante a opressão. Numa manifestação de apoio à proscrita, as t-shirts com a sua fotografia conviveriam harmoniosamente com os lenços e as bandeiras da Palestina.

Os partidos que aceitassem participar no debate sem a presença física da líder seriam denunciados como cúmplices da opressão. Um jornal mais à direita que descrevesse a sua justa reivindicação como uma «invasão» seria imediatamente catalogado de nazi. E quem ousasse lembrar que a intrépida guerreira poderia vir a sofrer consequências pela sua atitude seria também acusado de fascismo.

Imprensa argentina repercute vitória do Vasco contra o Boca na Sul-Americana

Imprensa argentina destaca atuação ruim do Boca Juniors antes da expulsão de Andrés Gómez e falta de pontaria da equipe da casa

Altair Alves

O Vasco venceu o Boca Juniors por 1 a 0, na noite desta terça-feira, na Bombonera, em Buenos Aires, no primeiro confronto da semifinal da Copa Sul-Americana. O gol da equipe carioca, que chegou a jogar com um jogador a menos após expulsão de Andrés Gómez aos 18 minutos do segundo tempo, foi marcado por Adson. 

O resultado repercutiu na imprensa argentina, que valorizou o triunfo do Vasco fora de casa. Até o momento da expulsão de Gómez, quando o Vasco não sofria perigo, o ‘Clarín’ destacou a ausência de Paredes e a exibição ruim do Boca Juniors contra o time brasileiro:

“Boca não vê a bola sem Paredes e Vasco vence na Bombonera” 

Clarín repercute vitória do Vasco contra o Boca Juniors, foto: Reprodução

Depois da expulsão de Andrés Gómez, o Boca Juniors, com um a mais, foi produtivo e levou muito perigo ao gol do Vasco. Diante da melhora, os argentinos quase chegaram ao empate, mas não conseguiram superar a equipe carioca.

Vendedor de laranjas abandona carro e salva criança que se afogava em praia de Rio das Ostras

Vendedor de 31 anos voltava de uma entrega quando percebeu que o menino era arrastado pelo mar na Praia do Abricó

Altair Alves 

Foto: Jefferson Rodrigues/Arquivo pessoal

Um vendedor de laranjas de 31 anos protagonizou um resgate na Praia do Abricó, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, no último domingo (11/10). Jefferson Rodrigues percebeu que uma criança estava se afogando e que o pai não conseguia alcançá-la. Diante da situação, ele deixou o veículo em que estava e entrou no mar para socorrer o menino. O momento foi registrado em vídeo [Abaixo]. I

Jefferson retornava de uma entrega acompanhado do patrão quando notou o desespero do pai. Segundo o vendedor, a criança era arrastada pela água, enquanto as condições do mar dificultavam a aproximação do homem e a saída da água.

“Eu não pensei em nada. Só parei para pensar na hora em que consegui pegar nele dentro da água. Eu falei: é uma criança, eu tenho três crianças em casa. Só lembro do pai tentando chegar até ele”, relatou.

O resgate também exigiu esforço do próprio Jefferson. Durante a tentativa de levar o menino para a areia, uma onda fez com que a criança escapasse de seus braços. O vendedor, porém, conseguiu alcançá-la novamente e, dessa vez, retirou-a da água em segurança.

O Conselheiro

Conversa fictícia inspirada no reencontro entre pai e filho 

O poder tem uma característica curiosa: quanto mais alto se chega, mais gente aparece oferecendo conselhos. Quase sempre acompanhados de pedidos.

Depois de meses sem se encontrarem pessoalmente, Jair e Flávio Bolsonaro voltaram a conversar.

Um já conhecia os corredores do Planalto. O outro imagina percorrê-los.

O que realmente disseram pertence aos dois. O que poderiam ter dito pertence à imaginação deste cronista.

Jair estava sentado no sofá, diante da televisão desligada.

— Pai, preciso de uns conselhos.

— Quantos?

— Alguns.

— Então sente. Você ainda nem tomou posse e Brasília já começou a fazer efeito.

— Ainda preciso ganhar a eleição, pai.

— Então é melhor aprender antes. Depois, talvez não tenha tempo.

Flávio acomodou-se ao lado dele.

— Tenho pensado em algumas nomeações. Três nomes para um mesmo cargo.

— Ótimo.

— Como assim, ótimo?

— Já tem dois inimigos antes mesmo de escolher.

— E se eu não escolher nenhum?

— Aí terá três.

Ausência no Debate

Marcelo Guterman

A decisão de ir ou não a debates atende a um simples cálculo eleitoral: quantos votos potencialmente se perde ou se ganha para cada opção. Rogério Marinho certamente fez esse cálculo, e concluiu que a correnteza está favorável e não é hora de balançar o barco. Ou melhor, o não comparecimento balança menos o barco do que partir para o debate.

Haverá exploração do fato, sem dúvida. “Fujão” será o apelido mais carinhoso, além de lembranças sobre o desmaio do senador em debate há 10 anos, quando concorria à prefeitura do Rio. Mas a decisão oposta, de acordo com a avaliação da campanha de Flávio, traz ainda mais riscos. A chance de Lula jantar o senador não é desprezível, dada a diferença de experiência e de tirocínio entre os dois candidatos.

Lembro até hoje do debate entre Lula e Alckmin nas eleições de 2006. Alckmin tinha à disposição todo o arsenal do mensalão, e era um político com luz própria, não um estepe do pai. Em determinado momento, sob a saraivada de acusações do adversário, Lula se sai com “por que tanta agressividade, candidato?”, acompanhado de um sorriso maroto. Ali ele quebrava o clima desfavorável, distensionava o ambiente e reenquadrava o debate nos seus termos. Alckmin acabou com menos votos do que no 1o turno, não por causa do debate, claro, mas o debate certamente não ajudou.

O governo de coligação Troika: Passos, modernizou sim

Henrique Pereira dos Santos

"Onde é que Passos modernizou o país? Assim de repente lembro-me da CRESAP, da diminuição de freguesias e da flexibilização dos despedimentos. Quer dar-nos exemplos de "modernização"?" 

Este foi o comentário de um leitor ao meu post sobre o último (no sentido de o mais recente) vencido da vida, Passos Coelho. 

Foto: Manuel de Almeida/Lusa

Confesso que tenho cada vez menos paciência para este tipo de perguntas retóricas, basta perguntar a uma coisa qualquer destas novas que respondem às nossas perguntas, escusam de me perguntar a mim. 

Aquela que usei respondeu-me em segundos:

 "• Reforma do IRC: Aprovada no final de 2013, reduziu gradualmente a taxa geral de IRC e simplificou o enquadramento fiscal para reforçar a competitividade das empresas e promover o investimento. 

• Reforma do Mercado de Arrendamento Urbano: Atualizou o regime das rendas e dinamizou o mercado imobiliário, facilitando os despejos em caso de incumprimento e a reabilitação urbana. 

• Reforma da Administração Local: Concretizou a reorganização territorial autárquica com a extinção e agregação de freguesias (reduzindo o número total a nível nacional), além de limitar o número de cargos políticos locais e empresas municipais. 

• Reforma do Estado e da Função Pública: Introduziu a requalificação (mobilidade especial), redefiniu suplementos remuneratórios e aumentou o horário de trabalho na Administração Pública de 35 para 40 horas semanais (medida posteriormente revertida). 

• Privatizações: Avançou com a reprivatização de empresas estratégicas do setor energético, de transportes e de comunicações (como a EDP, REN, TAP e ANA Aeroportos), cumprindo metas do memorando da Troika. 

• Reforma da Legislação Laboral: Flexibilizou as regras de contratação e despedimento, reduziu o valor das compensações por cessação de contrato e alterou o regime dos feriados e dias de descanso.". 

Gigante! Vasco supera pressão na Bombonera após expulsão de Andrés Gómez

Vasco supera a pressão do Boca Juniors na Bombonera, vence por 1 a 0 com gol de Adson e leva vantagem para decidir a vaga na final

Anderson Montalvão

O Vasco da Gama conquistou uma vitória histórica ao derrotar o Boca Juniors por 1 a 0, na Bombonera, pelo jogo de ida da semifinal da Copa Sul-Americana. Mesmo diante da pressão da torcida argentina, o Cruzmaltino demonstrou personalidade e garantiu vantagem importante para a partida de volta. 

Foto: Matheus Lima/Vasco

O gol vascaíno saiu aos 25 minutos do primeiro tempo. Andrés Gómez avançou pela direita e cruzou na medida para Adson, que aproveitou a oportunidade para balançar as redes e colocar o Gigante da Colina em vantagem.

Na segunda etapa, o cenário ficou mais complicado para o Cruzmaltino. Andrés Gómez foi expulso após receber o segundo cartão amarelo, deixando a equipe com um jogador a menos e aumentando a pressão do Boca Juniors em busca do empate.

Mesmo em desvantagem numérica, o Vasco resistiu à pressão argentina e preservou o resultado. Com organização defensiva e determinação, o Gigante da Colina suportou o momento mais delicado da partida e garantiu o triunfo fora de casa.

A vitória também tem peso histórico: o Cruzmaltino conquistou seu primeiro triunfo na Bombonera, escrevendo um novo capítulo na história do confronto com o tradicional clube argentino.

13-10-2026: Oeste sem filtro – Nunes Marques impõe regras para o canal batizado de “Exército do Lula” + A 12 dias da eleição, governo Lula perdoa dívidas e promete distribuir dinheiro que não tem + Fachin discute Caso Master com Andrei Rodrigues

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[Quadro da Quarta] Suzanne no banho

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Anteriores: 
A Batalha de Palestro 
Um funeral em Ornans 
A Festa de Baco 
Interior com jovem mulher ao piano 
Cristo na coluna 
A Escola de Atenas

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Douglas Ruas defende que Maracanã é patrimônio de todos

Torcedor do Vasco da Gama, governador eleito do Rio, Douglas Ruas revela que Maracanã é patrimônio de todos e conversará com consórcio

Aniele Lacerda 

Torcida do Vasco em final no Maracanã, foto: Renato Padalka/Ekobanpress

Em meio à batalha do Vasco para atuar no Maracanã, Douglas Ruas, governador eleito no Rio de Janeiro, abriu o jogo sobre o futuro do estádio. O parlamentar concedeu uma entrevista à TV Globo recentemente.

Assim, entre os vários assuntos tratados, o governador falou sobre o Maraca ser um patrimônio da população. Diante disso, seu objetivo é ter uma reunião com o consórcio para que o estádio possa sediar espetáculos de diversos times.

– Eu espero que a gente possa conversar com o consórcio que administra e buscar um consenso, entender o que tem de divergência e se a gente possa buscar um consenso entre todos os clubes do Estado do Rio de Janeiro – disse Douglas Ruas, que completou:

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[Aparecido rasga o verbo] Segue, firme e forte, essa eterna e imorredoura “Casa da mãe Joana”

Aparecido Raimundo de Souza

SE ALGUÉM SE DESSE ao árduo e dificultoso trabalho de fazer um ensaio político sobre o Brasil (perdão, sobre o brazzzzzzil, grafado assim mesmo), teria farto material não só para estudo e dissertação, como descobriria que a nossa boa terrinha não é séria, e não é séria e confiável faz bom tempo. Por aqui, tudo vive jogado as moscas, as traças, aos ratos de esgoto e outros insetos asquerosos e nojentos. Perguntarão os senhores e as senhoras leitoras: baseado em quais motivos fazemos essas referências tão ignominiosas e depreciativas a uma nação que tem, perdão que teria tudo para crescer aos olhos do mundo, deslanchando e se destacando com nobreza e notoriedade entre as outras potências existentes? Antes de respondermos, vamos deixar aclarado o que venha ser um país? 

Um país, para ser rotulado como tal, é como simploriamente chamaríamos de uma “casa”, onde habita uma família, com parentes, agregados e, eventualmente, visitas ou hóspedes. Para que ela funcione a contento, existem conceitos elementares de organização, regras e, sobretudo, autoridade, sem os quais a convivência entre seus pares, se torna difícil, capenga, truncada e, dependendo de certas situações, indigestamente fastidiosa e insuportável. Todos sabem (ou deveriam cultivar esse entendimento) que tudo nela é de todos, se resguardando, obviamente, os objetos de uso pessoal, entre os quais as simples escovas de dentes, por exemplo e logicamente as roupas caracterizadas como íntimas. Furtar um objeto ou danificá-lo, de caso pensado, e despropositado, e não tendo sentido prático pela consequência do gasto, a não ser que o autor seja uma ovelha desgarrada ou um desequilibrado mental, certamente tal avaria não passaria despercebida e prontamente se veria reprimida pelos demais.

Como situar uma casa que, ao invés de uma família, fosse habitada por delinquentes, que rebentam os fios que guarnecem as lâmpadas de todos os cômodos, quebram os pratos, queimam as cortinas com cigarros, e cospem no chão? Tem mais itens: picham as paredes, xingam e agridem as visitas, perturbam os vizinhos, mijam e defecam fora do vaso sanitário, sem falar, mas já o fazendo, no descuido em não puxar a cordinha da descarga, promovendo um entupimento estapafúrdico no infeliz do “cagador”, que muitas vezes, em face desses esquecimentos, ficaria sem saber onde enfiar o nariz. Não existe nada mais infame, os senhores devem saber que uma bacia de privada com o cheirador congestionadamente atravancado ou embatumado por fezes de péssimos odores.

[Livros & Leituras] Os Maias

Obras completas de Eça de Queiroz, volume VI, Círculo de Leitores, Lisboa, maio de 1980, 678 páginas. 

A ação de Os Maias passa-se em Lisboa, na segunda metade do século XIX, e apresenta-nos a história de três gerações da família Maia.

A ação inicia-se no Outono de 1875, quando Afonso da Maia, nobre e rico proprietário, se instala no Ramalhete com o neto recém-formado em Medicina. Neste momento faz-se uma longa descrição da casa – “O Ramalhete”, cujo nome tem origem num painel de azulejos com um ramo de girassóis, e não em algo fresco ou campestre, tal como o nome nos remete a pensar.

Afonso da Maia era o personagem mais simpático do romance e aquele que o autor mais valorizou, pois não se lhe conhecem defeitos. É um homem de carácter, culto e requintado nos gostos. Em jovem aderiu aos ideais do Liberalismo e foi obrigado, por seu pai, a sair de casa e a instalar-se em Inglaterra. Após o pai falecer regressa a Lisboa para casar-se com Maria Eduarda Runa, mas pouco tempo depois escolhe o exílio por razões de ordem política.

Fruto deste casamento resultou apenas um filho, Pedro da Maia, que apresentava um temperamento nervoso, fraco e de grande instabilidade emocional. Afonso desejaria educá-lo à inglesa, mas Maria Eduarda, católica fervorosa, cujo fanatismo mais se exacerba ao viver em Inglaterra, país protestante, não o consente e Pedro é educado por um padre mandado vir de Lisboa. Pedro cresce, muito ligado à mãe e após a sua morte, ficou inconsolável, tem crises de melancolia negra recuperando apenas quando conhece uma mulher, extraordinariamente bela e vistosa, chamada Maria Monforte. Enamora-se dela e, apesar do seu pai não concordar, devido a rivalidade entre as famílias Maia e Monforte, casa com ela, o que o afasta do convívio do pai. O jovem casal parte para Itália e inicia uma vida faustosa. 

Nascem-lhes dois filhos: Maria Eduarda e Carlos Eduardo, sendo que Maria Monforte rejeita fortemente esse último desde o início da gestação. Pouco depois do nascimento do segundo filho, Maria Monforte apaixona-se por um príncipe italiano que estava abrigado na casa, após Pedro feri-lo acidentalmente num acidente de caça, e um dia, Pedro chega a casa e descobre que a mulher fugiu com o italiano, levando a filha. Desesperado, refugia-se em casa do pai, levando o filho, ainda bebé. Nessa mesma noite, depois de escrever ao pai uma longa carta, Pedro suicida-se com um tiro. Afonso da Maia dedica a sua vida ao neto a quem dá a educação inglesa, forte e austera, que em tempos sonhara para o filho. Num capítulo do livro essa educação, considerada a ideal, é contraposta à que umas vizinhas, as senhoras Silveiras dão ao filho e sobrinho Eusebiozinho.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

[Sétima Arte] O Meninão

You're Never Too Young (no Brasil, O Meninão) é um filme de comédia de 1955 dirigido por Norman Taurog e protagonizado pela dupla Martin e Lewis. 

Um barbeiro se vê obrigado a se fingir de criança para escapar de um bandido que o persegue. Ele acaba indo parar em uma escola só de moças, onde cai nas boas graças de uma professora. Mas gradativamente o namorado dela vai descobrindo a verdade.

***

🎬 O Meninão: A comédia esquisitona e encantadora de Martin & Lewis 😄👦✨

O Meninão (original You’re Never Too Young, 1955) é um daqueles filmes que parecem uma ameixa azeda que vira doce: começa com humor tolo e acaba deixando um sorriso largo no rosto. É uma comédia semi-musical dirigida por Norman Taurog e estrelada pela lendária dupla Dean Martin e Jerry Lewis, com Diana Lynn e o durão Raymond Burr no elenco.

Jerry Lewis vive Wilbur Hoolick, um assistente de barbeiro atrapalhado que, por um tropeço do destino, acaba com um diamante valioso no bolso sem saber, e também sendo caçado por um bandido determinado. Para escapar e pagar menos passagem num trem, ele se veste como menino de cerca de 11 ou 12 anos — um disfarce que dá origem às situações mais malucas do filme.

Aqui entra Dean Martin como Bob Miles, o noivo da professora Nancy (Diana Lynn) e colega de Wilbur, assumindo um papel que mistura charme, música e paciência — especialmente quando precisa lidar com as trapalhadas infantis que o “menino” Wilbur causa por onde passa. Dean canta, sorri e contrabalança a loucura física de Lewis com aquele jeito suave e carismático que era sua marca registrada.

Rosário: a oração que atravessou guerras e ganhou nova força em Fátima


Sérgio Carvalho

Há uma oração que atravessa séculos, acompanha famílias e aproxima acontecimentos tão diferentes como uma batalha naval no Mediterrâneo e as aparições a três crianças numa aldeia portuguesa. O Rosário une a memória de Lepanto à mensagem de Fátima: em ambos os momentos, a Igreja encontrou na intercessão de Maria uma razão de confiança diante das inquietações da história. 

Uma oração enraizada no Evangelho.

A devoção a Nossa Senhora do Rosário está profundamente ligada à tradição dominicana. A narrativa piedosa que associa a entrega do Rosário a São Domingos de Gusmão exprime essa ligação, embora deva ser distinguida da história documental da formação desta oração. Na sua essência, o Rosário reúne a repetição da saudação a Maria e a meditação dos mistérios da vida de Jesus, tornando a contemplação do Evangelho acessível à oração quotidiana. 

Lepanto e a origem da celebração.

A data de 7 de outubro ficou associada a esta devoção por causa da batalha de Lepanto, travada em 1571. A frota da Liga Santa enfrentou e venceu a armada otomana. Num contexto de confronto político, territorial e religioso, o Papa Pio V tinha convocado os cristãos à oração do Rosário, pedindo a proteção de Nossa Senhora. A vitória foi interpretada pelo pontífice como uma graça alcançada pela sua intercessão.

Em 1572, Pio V instituiu a festa de Santa Maria da Vitória. O seu sucessor, Gregório XIII, associou a celebração ao título de Nossa Senhora do Rosário. A memória litúrgica, celebrada a 7 de outubro, conservou assim a ligação entre aquele acontecimento e a oração que o acompanhara. 

“Ana Elisa precisa conhecer um pouco mais de história, sob o risco de repeti-la”

Marcelo Guterman

Ana Elisa, a nova deputada federal da nova geração petista, gravou vídeo nas redes sociais com uma sacada genial, nunca dantes pensada: Hitler não tomou o poder assim, do nada. Ele antes chegou ao poder por meios constitucionais, e só depois é que usou o poder do Estado para instaurar uma ditadura. 

Ana Elisa, então, ensina a lição: quem não sabe a história, corre o risco de repeti-la. Profundo. 

Mas vamos ajudar Ana Elisa com mais alguns exemplos da história, para evitarmos repeti-la.

A dupla Chavez/Maduro também chegou ao poder por meios constitucionais, e depois usaram o Estado para instaurar uma ditadura.

Daniel Ortega, na Nicarágua, também se elegeu constitucionalmente, para depois usar os instrumentos do Estado para instaurar uma ditadura.

In What Scenario Might Mobilization Occur In Russia & How Might The EU Respond?

Andrew Korybko 

Mobilization would most likely only be declared to exploit an impending breakthrough across the front, but the EU is expected to spin any such move as an impending Russian attack in order to advance its elite’s goals

The Telegraph recently claimed that Putin is preparing a “stealth mobilization” whereby administrative preparations are allegedly being made in the event that he decides to declare mobilization. The essence of these rumors isn’t new, and Putin responded to them in early September by saying that “There is no such scenario as of today that would require a mobilisation. This is an information attack on behalf of the enemy on the eve of the elections to the State Duma in an attempt to influence their results.”

Both parts of his statement are true, but it can’t be ruled out that circumstances might change, in which case it’s worthwhile analyzing the scenario in which mobilization might occur and how the EU might respond. “Russia’s Locomotive Strike Campaign Threatens To Cripple Ukraine’s Military Logistics” if carried out systematically from now through the coming winter and paired with equally systematic strikes against its gas stations, ports, power plants, and other infrastructure.

If Russian military planners come to believe that this might lead to their long-awaited breakthrough across the front, then they might advise Putin to at least do what he did four years ago by declaring the partial mobilization of experienced reservists for exploiting any such breakthrough. The goal would be to apply more military force at this strategically advantageous moment for coercing Ukraine into complying with all of Russia’s demands, or at least as many as possible, for ending the conflict in a Russian victory.

A conta da gasolina chega depois da eleição

Quem vai pagar e o que acontece com o preço quando o benefício acabar?

Rogerio Pires 

Sexta-feira, 9 de outubro, meio-dia e pouco. Dois ministros de Lula sobem ao púlpito em Brasília e anunciam que a gasolina ficará sem nenhum tributo federal. A desoneração por litro passa de R$ 0,63 para R$ 0,89, o PIS/Cofins e a Cide vão a zero, e a conta é de R$ 5,2 bilhões. O segundo turno é dia 25. Faltavam 15 dias. 

Vamos aos números que o próprio governo apresentou. Segundo o Poder360, o ministro Bruno Moretti, do Planejamento, informou que gasolina e etanol custarão R$ 3,6 bilhões em 30 dias. O etanol hidratado ganha uma subvenção maior, de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro. E nasce uma subvenção nova de R$ 1,40 por litro para o diesel importado, cerca de R$ 1,6 bilhão no período. Somando tudo, R$ 5,2 bilhões. 

A justificativa oficial veio da boca de Dario Durigan, da Fazenda: proteger a renda das famílias dos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o petróleo. É um argumento que merece ser levado a sério. Combustível caro pesa no bolso de todo mundo, do motorista de aplicativo à dona de casa que vê o feijão subir porque o frete subiu. 

Mas a pergunta que fica no ar é outra: por que agora? A guerra no Oriente Médio não começou na quinta-feira. O petróleo não ficou caro de repente na semana do segundo turno. Ainda assim, o alívio chega quando faltam pouco mais de duas semanas para o eleitor decidir quem governa o país pelos próximos quatro anos. Isso não prova nada sozinho, e cada um tira sua conclusão. Mas o calendário está aí, à vista de todos. 

Pense num síndico que passa três anos sem consertar o elevador e, na véspera da assembleia que vai decidir se ele continua no cargo, aparece com pedreiro, tinta e promessa de obra. O morador agradece a tinta. Só que ele também pergunta quem vai pagar a conta e o que acontece depois da assembleia. É exatamente essa pergunta que o governo precisa responder. 

[Sétima Arte] O templo da perdição

Indiana Jones and the Temple of Doom (no Brasil: Indiana Jones e o Templo da Perdição; em Portugal: Indiana Jones e o Templo Perdido é um filme de ação e aventura de 1984, dirigido por Steven Spielberg, com roteiro de George Lucas, Willard Huyck e Gloria Katz. 

Em 1935, o professor, arqueólogo e aventureiro Indiana Jones (Harrison Ford) tem uma nova missão: resgatar as pedras roubadas por um feiticeiro e libertar crianças escravizadas. Para tanto, enfrenta os poderes mágicos e o fanatismo de um culto que sacrifica seres humanos.

***

Indiana Jones e o Templo da Perdição é normalmente considerado o pior da trilogia original do personagem, ainda que raramente taxado como ruim. Essa rotulagem é compreensível, pois, sem dúvida alguma, trata-se do mais diferente dos três filmes, com uma pegada mais sombria e uma estrutura narrativa que se mantém inspirada nos pulps dos anos 30 e 40, mas que adiciona camadas “bondianas” à obra. E, talvez justamente por ser o diferente no meio de iguais, a obra consiga surpreender e, pelo menos para mim, manter-se em pé de igualdade com as outras.

Mal comparando, Templo da Perdição está para Os Caçadores da Arca Perdida assim como O Império Contra-Ataca está para Uma Nova Esperança e, convenhamos, seguir o sucesso do filme original com apenas mais do mesmo é um desperdício de talento e de possibilidades cinematográficas. Seus criadores, George Lucas e Steven Spielberg, estavam passando por momentos pessoais ruins, cada um lidando com separações e isso, segundo eles, contribuiu para o tom mais sombrio que permeia todo o filme que, sem dúvida, é mais carregado de momentos violentos e de temáticas duras, notadamente a escravidão infantil, o que acaba resultando em uma película única que mantém a aventura frenética do primeiro filme e adiciona esses aspectos menos, digamos, saborosos, mas que são muito bem inseridos no roteiro, fluindo facilmente.

domingo, 11 de outubro de 2026

118 900 visitas! 🫶

 

Será o fim do centrão?

Quanto mais críticas recebe, mais a elite brasileira apoia a esquerda. Nesse cenário, a polarização e a classe média transformam Flávio em favorito para o segundo turno


Nuno Vasconcellos

Caso o eleitor brasileiro se oriente nas eleições dos próximos anos pelos mesmos princípios que guiaram seu voto no domingo passado, pode-se dizer que o Centrão se tornou um organismo político em vias de extinção. Isso mesmo! A raposada que, nos últimos tempos, vem usando o centro político como uma espécie de esconderijo, desenvolveu um tipo de disfarce que permite a seus integrantes se integrarem sem dificuldades ao governo do momento, nas ocasiões em que isso lhes convém. O mesmo disfarce facilita que se transformem em oposicionistas aguerridos nos momentos em que o governo (qualquer governo) se desgasta.

A capacidade de ir de um lado para o outro sem prestar contas a ninguém deu a esse grupo um poder descomunal nos últimos governos. Só que, agora, a força do grupo parece estar escorrendo ralo abaixo. Por decisão soberana do eleitor, o Centrão saiu das eleições de 4 de outubro muito mais fraco do que entrou — e o enfraquecimento do grupo é consequência do mesmo ingrediente que o fez chegar ao tamanho que alcançou nos últimos anos.

O nome do ingrediente é polarização. Durante os últimos anos, a disputa permanente entre a esquerda petista e a direita bolsonarista a partir de um ambiente parlamentar fragmentado inviabilizou a construção de qualquer consenso político. Isso permitiu que o Centrão funcionasse como o fiel da balança e tivesse a desenvoltura necessária para ir e voltar de um lado para o outro, sempre oferecendo apoio no Congresso em troca de ministérios e de nacos cada vez mais gordos do orçamento federal.

Profecia ou ameaça? 🤔

Fico com a segunda hipótese. E você?

Título, Imagem e Texto: João Luiz Mauad, X, 10-10-2026, 21h14  

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Não se vá! 
A OESTE está no ar! 
Quem é Fernanda Louback, futura vice-governadora do RJ 
Octavio Guedes, GloboNews, março de 2026: "Flávio não tem estatura nenhuma" 
O PT faliu a Varig