domingo, 2 de agosto de 2026

Dedo numa ferida aberta

O Itamaraty exige desculpas pelas bravatas de Milei, mas tenta minimizar as declarações de Lula sobre o Paraguai — que podem custar caro aos brasileiros

Nuno Vasconcellos


Do ponto de vista prático, o incidente diplomático causado pelas declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o Paraguai envolve questões mais sensíveis e seus desdobramentos podem ter consequências muito mais sérias para o Brasil do que as desavenças recentes com a Argentina. Isso mesmo! A pendenga atiçada pelas bravatas do presidente Javier Milei durante a convenção do PL, em São Paulo, no domingo passado, tem tudo para cair no esquecimento. O outro desentendimento, porém, veio em um momento inadequado e suas consequências podem pesar no bolso dos brasileiros.

Como presidente da República, Lula deveria ser o primeiro a saber que esta não é uma boa hora para provocar o Paraguai. Explica-se: desde que as turbinas de Itaipu começaram a girar, nos anos 1980, o Brasil tem, por direito, 50% da carga da usina. Na prática, fica com muito mais, pois compra parte da eletricidade que caberia ao vizinho e sócio. No final, o Brasil fica com cerca de 70% da carga, enquanto os outros 30% ficam com o Paraguai.

O acordo que garante as condições atuais de fornecimento dessa energia, assinado em 2024 depois de longo debate, vence no próximo dia 31 de dezembro. Nos últimos anos, o Paraguai tem endurecido o jogo e ameaçado dar outro destino para os 20% excedentes que vende para o Brasil caso não receba mais por essa energia. O Brasil, por sua vez, considera o valor que paga por essa eletricidade excessivo e conta com uma redução. No fim das contas, qualquer acordo terá que ser homologado pelos Congressos dos dois países. É aí que está o problema: foi exatamente do Congresso do Paraguai que partiram as reações mais iradas às palavras de Lula.

Vasco e Fluminense empatam sem gols no 1º jogo das oitavas da Copa do Brasil

Vasco e Fluminense empataram por 0 a 0 neste sábado, no Maracanã, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil

Anderson Montalvão

O Vasco ficou no empate por 0 a 0 com o Fluminense, na tarde deste sábado (1º), no Maracanã, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Em um clássico equilibrado, disputado e com poucas chances claras de gol, nenhuma das equipes conseguiu abrir vantagem, e a vaga nas quartas de final será definida na próxima semana. 

Foto: Lucas Merçon/Fluminense

A equipe comandada por Pedro Emanuel começou melhor e teve mais presença ofensiva nos primeiros minutos, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em oportunidades de perigo. Com o passar do tempo, o Fluminense equilibrou as ações e passou a explorar os contra-ataques.

A melhor oportunidade da primeira etapa foi tricolor. Aos 32 minutos, John Kennedy acionou Canobbio em velocidade, e o uruguaio finalizou cruzado, levando perigo ao gol defendido por Léo Jardim. Público e renda da partida.

Na volta do intervalo, o jogo ficou mais aberto. Logo aos oito minutos, Lucho Acosta encontrou John Kennedy livre na área, mas o atacante parou em grande defesa de Léo Jardim, que evitou o gol do Fluminense.

O Vasco respondeu rapidamente. Aos 10 minutos, Paulo Henrique fez boa jogada pela direita e cruzou na medida para Tchê Tchê, que apareceu livre dentro da área, mas cabeceou para fora, desperdiçando a melhor chance cruz-maltina na partida.

Super Campeões

FC Porto venceu o SCU Torreense (1-0) e juntou a 25.ª Supertaça ao 31.º título nacional


O FC Porto venceu o SCU Torrense por 1-0 e juntou a 25.ª Supertaça Cândido de Oliveira ao 31.º título nacional. Em Coimbra, onde já haviam erguido o troféu por três vezes, os Campeões Nacionais bateram os detentores da Taça de Portugal com um golo de Victor Froholdt e isolaram-se ainda mais como o mais titulado dos clubes portugueses: a partir de agora, passam a ser 88 os troféus expostos no Museu FC Porto. 

Francesco Farioli promoveu duas alterações na equipa titular no jogo de apresentação - Diogo Costa rendeu Cláudio Ramos, Alberto Costa rendeu Alan Varela e Pablo Rosario subiu para o meio-campo -, mas foi a formação de Torres Vedras quem entrou melhor, ao visar a baliza portista em duas ocasiões nos primeiros instantes do encontro - Diogo Costa travou ambas as tentativas. 

Onde é? Qual o nome? 😉

[As danações de Carina] E se dissesse tudo o que eu sinto, você ainda me olharia assim?

Carina Bratt

JURO POR DEUS que eu não chegaria até você só para falar das coisas bonitas. De forma alguma. Não te diria apenas que o meu peito acelera quando você abre a porta do banheiro e ao sair e entrar no nosso quarto, o cheiro gostoso do seu sabonete vem junto com o perfume do seu corpo. Nessa hora um quê de fascínio me embriaga. Eu sei e você também sabe, a coisa não para por aí. Quando você se desenrola da toalha e se aninha ao meu lado, só de cuequinha Zorba encimada por uma camiseta rasgada em vários lugares, a cama parece entrar em uma espécie de colapso alucinativo inexplicável. Esse embriagamento tem o condão de atacar frontalmente o cheiro forte do pecado, e o faz em face da sua alma vertiginosa também se prostrar anagogiada como um presente à parte. 

A nossa alcova é o meu lugar favorito no mundo e quando você, depois de fazermos aquele amor gostoso, entre gritos lancinantes e palavras repletadas de maviosidades, o seu ‘eu’ relaxado adormece feliz agarrado ao meu calor e sempre, nessa hora, eu fico por um breve tempo só olhando, divagando flanando com medo de piscar (de piscar, imagine!) e descobrir que é tudo um sonho. Isso, eu sei, você já sabe, ou pelo menos desconfia, acredito que eu não sou tão boa em disfarçar o quanto te amo, o quanto te desejo e o quanto tenho aquele medo receoso de que um dia você não me deixe mais fazer parte da sua vida. Às vezes, nas minhas doideiras fico pensando se num desses dias porvindouros você simplesmente não me abandone e vai embora de vez. O que guardo a sete chaves, com vergonha, com medo de parecer pequena, ou doente, ou até demais para qualquer pessoa tida como normal é carregar o vazio que ficará de você. Isso me tira do sério, e altera sobremaneira as batidas do meu coração do compasso normal.

Te diria que há noites em que eu acordo de madrugada com um medo sem nome. Não é de ladrão, não é de morte, é só um vazio que dói no peito, que não tem explicação plausível, que some de manhã como se nunca tivesse estado lá, mas que nas horas escuras me faz querer ligar para você às três da manhã (mesmo você estando ao meu lado, agarrado ao meu corpo) só para ouvir a sua voz sonolenta dizer ‘calma, Carina, eu estou aqui’. Te diria que às vezes eu fico com ciúmes de coisas ridículas: da sua amiga de trabalho que você ri tanto das piadas, da série que você assiste sem mim, até do cachorro vira-lata da esquina que você sempre dá uma parada para fazer carinho quando voltamos do café na padaria. Te diria, mesmo tom, que há dias em que eu me odeio por isso, por ser essa menina mulher pela metade, que mede amor em pedaços, que conta quem você olhou mais um segundo, que guarda pequenas mágoas em meio as calcinhas como se fossem moedas sem valor.

sábado, 1 de agosto de 2026

Esta capa da Veja talvez seja um dos retratos mais acabados da degradação do jornalismo brasileiro, que se tornou vassalo do sistema


Karina Michelin

Uma revista que durante décadas se orgulhou de confrontar o poder agora se ajoelha diante dele. Em vez de fiscalizar as instituições, agora as sacraliza e ainda exige reverência - Nada mais abominável. 

Ao transformar uma urna eletrônica em um “monumento à democracia”, a Veja promove a mais perigosa inversão de valores. Democracia não é um dogma nem uma religião -  é o direito de questionar máquinas, governos, tribunais e qualquer instituição do Estado. 

A urna eletrônica na capa da Veja e o artigo publicado parece mais uma peça de marketing nos moldes soviéticos, um objeto de adoração, um verdadeiro bezerro de ouro diante do qual o cidadão deve apenas se curvar. Questioná-la passa a ser tratado como blasfêmia - é a clara substituição do pensamento crítico pelo dogma político. 

Canal Livre recebe Flávio Bolsonaro para discussão sobre cenário eleitoral

Programa vai ao ar no próximo domingo (2) na Band e na BandNews

O programa Canal Livre deste domingo (2) recebe Flávio Bolsonaro (PL), dando continuidade à série de entrevistas com os candidatos à presidência da República.

Com apresentação de Rodolfo Schneider, o encontro busca aprofundar o debate sobre os rumos da sucessão presidencial e os fatos marcantes da última semana.

A pauta da entrevista abrangerá os resultados das últimas pesquisas eleitorais e o atual estágio das negociações para a formação das candidaturas.

Além das questões internas, o programa analisará o cenário internacional, especificamente o impacto das novas tarifas americanas contra o Brasil e seus reflexos no processo eleitoral brasileiro.

Outro ponto de destaque serão os desdobramentos da recente Convenção do PL. Os entrevistadores questionarão o senador sobre o mal-estar gerado pelas declarações do presidente argentino, Javier Milei, bem como as possíveis punições relativas ao uso de inteligência artificial em um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro exibido na ocasião.

A bancada de entrevistadores será composta pelos jornalistas Fernando MitreAdriana Araújo e Eduardo Oinegue, contando também com a análise do cientista político Fernando Schüler. O Canal Livre vai ao ar no domingo, às 20h, na BandNews TV e, às 22h na tela da Band.

Antevisão: FC Porto-SCU Torreense

Supertaça Cândido de Oliveira joga-se a partir das 20h15 em Coimbra


A temporada 2026/27 arranca este sábado à noite no Estádio Cidade de Coimbra. A partir das 20h15 (RTP1), FC Porto e SCU Torreense medem forças na 46.ª edição da Supertaça Cândido de Oliveira - o primeiro jogo oficial da nova época, que opõe os Campeões Nacionais aos vencedores da Taça de Portugal.

Recordistas de vitórias na prova com 24 títulos, mais do que toda a concorrência junta, os Dragões vão disputar a Supertaça pela 35.ª vez e preparam-se para regressar à cidade onde festejaram em 2004 - após duas finais em Leiria, uma no Algarve e nove em Aveiro.

A formação de Torres Vedras, por sua vez, estreia-se na Supertaça depois de fazer história na prova rainha do futebol português. Em maio, no Jamor, a equipa orientada por Luís Tralhão venceu o Sporting após prolongamento (2-1) e tornou-se o primeiro emblema da Segunda Divisão a conquistar a Taça de Portugal.

Os caminhos dos finalistas da Supertaça cruzaram-se pela última vez em 1999, quando o SCU Torreense venceu o FC Porto nas Antas (0-1) na quinta eliminatória da Taça de Portugal. Antes desse desaire, os portistas haviam somado dez vitórias e quatro empates frente ao emblema sediado no Estádio Manuel Marques - onde, em março de 1958, se festejou o mais dramático dos campeonatos.

31-7-2026: De Leste a Oeste, com Ana Paula Henkel – Anthony Fauci: poder, dinheiro e mentiras



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O diário de Fauci: ele enganou o Congresso e contava manchetes enquanto os americanos morriam 
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[Versos de través] Minha confissão leal

Aparecido Raimundo de Souza











O que temos dela?
de toda a vida boa que passou,
lealmente confesso, sem floreios nem mentiras:
Não temos mais as mãos quentes da mamãe em nossa cabeça,
não temos o sorriso da esposa esperando na porta,
não temos os gritos dos filhos correndo pelo corredor,
não temos o peso quente do neto dormindo no colo,
não temos a força dos dias de glória,
não temos o beijo roubado no escuro do cinema,
não temos a noite que nunca acabava
com os amigos, a cerveja, a risada que doía a barriga.

Tudo isso ficou lá. Lá onde?
No passado que não volta mais,
no tempo que se foi como o vento na praia.
Mas o que temos dela,
o que realmente é nosso,
ninguém nunca vai poder tirar:
Temos o gosto do bolinho de chuva
que a língua ainda lembra, trocentos anos depois.

Temos o jeito exato de dobrar uma camisa
que ela nos ensinou, e que fazemos até hoje,
sem perceber, como quem reza uma oração.
Temos a marca do primeiro passo do filho mais velho
gravada no osso do peito, mais forte que qualquer tatuagem.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Anthony Fauci enganou o mundo sobre a Covid e o tempo provou a verdade + Itamaraty não tem dinheiro para entregar passaportes nos consulados

Neste comentário contundente, Alexandre Garcia desconstrói as narrativas do Ministério da Fazenda e analisa os dados reais da economia e da gestão pública.

O jornalista critica duramente a comparação descabida feita entre a economia do Brasil e a da Argentina, mostrando que a Argentina cresceu o dobro do PIB brasileiro no último período e mantém um IDH muito superior.

Garcia alerta para a disparada da dívida pública federal — que cresce 8 bilhões de reais por dia devido à gastança do governo —, ao ponto de o Itamaraty deixar de emitir e entregar passaportes nos consulados por falta de verba.

Na segunda parte, o colunista aborda o depoimento de Anthony Fauci no Senado dos EUA sobre tratamentos na pandemia e critica a cegueira ideológica do jornalismo que prejudicou o combate à COVID no Brasil. 


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Governo Trabalhista pressionou para que imigrantes e pessoas 'trans' figurassem nas Notas da Libra Esterlina

Paulo Hasse Paixão 

O Gabinete do Conselho de Ministros do Reino Unido pressionou fortemente para que a reformulação icónica das notas bancárias desse destaque a figuras LGBT+ e de minorias étnicas, alegando que grandes figuras históricas como Winston Churchill representavam uma “imagem incompleta” da identidade britânica. Esta iniciativa ocorreu pouco antes de o Banco de Inglaterra decidir abandonar estas mesmas figuras históricas em favor de imagens de ouriços e raposas. 

Esta recente revelação expõe a máquina ideológica em ação dentro de Whitehall (e na City, também). Enquanto o público se revoltava com a ideia de trocar os heróis nacionais por animais, os funcionários do governo faziam ativismo por mudanças ainda mais radicais, impulsionadas pelas políticas globalistas de imigração e identidade que estão a desintegrar as sociedades na Europa.

Numa carta ao tesoureiro-chefe do Banco de Inglaterra, no Verão passado, os funcionários do Gabinete para a Igualdade e Oportunidades, parte do Gabinete do Conselho de Ministros, liderado por Bridget Phillipson, argumentaram que as atuais figuras históricas refletiam “dimensões limitadas da identidade britânica”, apelando a “uma maior representatividade das mulheres, das pessoas com deficiência, das comunidades de minorias étnicas e dos indivíduos LGBT+”, com o objetivo de “enviar um forte sinal de progresso e reconhecimento”.

Anthony Fauci deixa à posteridade um legado infame, depois de invocar a Quinta Emenda mais de cem vezes numa audiência no Senado

Paulo Hasse Paixão 

Anthony Fauci recusou responder às perguntas do Senado sobre as origens da COVID-19 na quarta-feira, alegando proteção legal ao abrigo da Quinta Emenda, de que não pode usufruir por ter sido perdoado por Joe Biden 

O ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), Anthony Fauci, invocou os seus direitos contra a autoincriminação ao abrigo da Quinta Emenda, durante uma audiência no Senado dos EUA, liderada pelo senador Rand Paul (republicano do Kentucky) na quarta-feira, recusando-se a responder a todas as perguntas que lhe foram dirigidas, após afirmar que temia que o seu depoimento pudesse ser utilizado num processo judicial por perjúrio.

Fauci disse que já tinha testemunhado sob juramento perante o Congresso em várias ocasiões e argumentou que os repetidos apelos de Paul para que fosse processado não lhe deixaram outra escolha senão permanecer em silêncio, seguindo o conselho dos seus advogados. No entanto, como o ex-presidente Joe Biden já lhe tinha concedido um perdão geral, Rand Paul e juristas que entretanto se pronunciaram sobre o silêncio de Fauci acreditam que a Quinta Emenda não lhe permite recusar responder a perguntas e afirmou que enfrentará uma votação para o considerar em desobediência ao Congresso.

Adivinhando a intenção do médico, Rand Paul afirmou no início da audiência:

“Um perdão pode proteger uma pessoa de um processo criminal. Não reescreve a história. Não apaga documentos. Não transforma uma afirmação enganadora em verdadeira. Haverá outra pandemia, haverá outra crise, e haverá novamente autoridades que insistirão que a incerteza deve ser ocultada para o bem público. Elas exigirão obediência. Invocarão a ciência, ‘Eu sou a ciência’, como se fosse um mandamento. Argumentarão que as autoridades governamentais não podem ser questionadas porque questioná-las minaria a confiança pública. Estão enganados. É o secretismo que destrói a confiança. É a arrogância que destrói a confiança. É a censura que destrói a confiança. É a recusa em admitir o erro que destrói a confiança. Esta perda de confiança pode ser o seu [de Fauci] legado mais prejudicial. A confiança não pode ser imposta. Ela precisa de ser conquistada. Nenhum cientista está acima do escrutínio, nenhum funcionário público está acima da responsabilidade e nenhum funcionário público tem o direito de tratar o sofrimento de milhões de americanos como uma nota de rodapé na sua versão preferida da história.”

L’accord avec le Hamas isole un peu plus Téhéran et le Hezbollah

Michel Taube

L’annonce d’un accord prévoyant le désarmement du Hamas constitue un événement dont il est encore difficile de mesurer toutes les conséquences. Si sa mise en œuvre reste entourée d’incertitudes, sa portée politique est déjà considérable. Pour la première fois depuis de nombreuses années, l’organisation islamiste est contrainte d’envisager ce qui était jusqu’ici impensable : renoncer à la lutte armée comme unique horizon. 

Ne nous trompons pas. Le Hamas demeure une organisation terroriste islamiste. Son idéologie, son projet politique et sa vision du monde n’ont pas changé du jour au lendemain. Les valeurs qu’il porte restent incompatibles avec une paix durable et avec les aspirations d’une grande partie des peuples de la région. 

Mais l’histoire est parfois faite de défaites avant d’être faite de conversions. Si le Hamas accepte aujourd’hui le principe de son désarmement, ce n’est pas parce qu’il aurait changé de nature. C’est parce qu’il reconnaît, au moins implicitement, que sa stratégie de la violence a échoué. Après avoir entraîné Gaza dans une catastrophe humaine, économique et politique sans précédent, l’organisation est confrontée à une réalité qu’elle ne peut plus ignorer. 

Korybko To MAGA: Here’s A Quick Clarification Of Russia’s Policies On Issues Of Importance

Andrew Korybko 

As a proud member of MAGA (with certain policy differences) since Trump came down the escalator and an equally proud “Non-Russian Pro-Russian”, I feel a special obligation to clarify the facts about Russian policy for fellow MAGA in order to dispel newly false perceptions of it.

Laura Loomer’s trip to Ukraine and interview with Zelensky were the culmination of a trend over the last 18 months of MAGA souring on Russia and warming up to Ukraine. While she might have been driven to a degree by personal motives vis-à-vis her rivalries with Tucker Carlson and Candace Owens, her reversal from a staunch critic of Ukraine to a fierce supporter parallels Trump “escalating to de-escalate” with Russia through a new Ukrainian-fronted “war of attrition”. Something far greater is therefore going on.

It was assessed here that “Average members of the movement have come to believe that Putin and those around him support everything that they oppose such as Leftism, Islamism, Iran, and the ‘MAGA dissidents’” for the reasons that were explained in the preceding hyperlinked analysis. This perception, however, is objectively false. While Russia and the US don’t see eye-to-eye on everything, Russia isn’t the US’ irreconcilable adversary and potentially even a latent enemy like it’s now being presented as.

The present piece will therefore quickly clarify Russia’s policies on issues of importance to MAGA. The purpose isn’t to convince average members of the movement to support Russia’s policies, just to inform them of what they are and contextualize why they might be at odds with the US’ in some cases. The base as a whole probably won’t rebalance their views on Russia, nor will this likely get Trump to reverse his recent escalatory moves, but it’s still useful for everyone to be aware of the facts in any case:

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China

Russia and China are strategic partners but crucially not mutual defense allies. They both envisage a future world order where non-Western countries have a greater say, thus explaining their joint opposition to US policies that seek to prevent this. Nevertheless, they’re not entirely on the same page either, since Russia arms India against China as part of its regional balancing act while China informally complies with some Western sanctions against Russia and sells drones, parts, and fiber optics to Ukraine.

30-7-2026: Oeste sem filtro – Lula convida m. para um cafezinho + PF recorre ao governo contra decisões de Mendonça + Lula disse que irá derrotar os americanos na guerra da narrativa + Vice de Flávio

#NoticiasAoVivo #PoliticaBrasil #Trump #GovernoLula #Geopolitica #STF #Brasil #Economia #UltimasNoticias  

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27-7-2026: Oeste sem filtro – Milei causa crise diplomática + Ministro da Fazenda chama Milei de “palhaço” + Lula torra 250 milhões em propaganda 
"Tudo isso não passa de uma guerra de narrativas. O buraco real é bem mais embaixo." 

[Aparecido rasga o verbo] Se eu pudesse voltar no meu tempo

Aparecido Raimundo de Souza

AQUI ESTOU no conforto da minha cozinha, exatamente quando o relógio marca uma e quarenta e cinco desta manhã de sábado.  Antes de sair hoje cedo, para o trabalho, como sempre faço, todos os dias, deixei um café pronto na garrafa térmica para quando voltasse da rua, sentasse e fizesse um lanche rápido para não jantar (seria pesado em vista do adiantado dos ponteiros) e obviamente o melhor de tudo, não iria dormir de barriga vazia. Tenho sempre em estoque uns dois ou três pacotes de bisnaguinhas da Plusvita na dispensa, na geladeira, leite, queijo em fatias, geleia, manteiga e marmelada.

Requento o café da garrafa, misturo ao leite e faço um “engana barriga” como mamãe costumava dizer quanto papai chegava tarde do serviço com uma baita de uma fome. Enquanto cuido da barriga, entra pela janela aberta um vento ameno e nessa hora, me vem à lembrança o tempo de papai e mamãe. Eles se sentavam na mesa onde estou agora, e papai em silêncio, falava um pouco do seu trabalho e mamãe emendava tagarelando de como transcorreu o seu dia, o que fez, e depois de uma conversa de quase uma hora, se recolhiam para o quarto e minutos depois, papai roncava alto e em bom som.

Nunca consegui colocar na cabeça como a mamãe conseguia dormir com papai parecendo uma betoneira ao lado dela. Enquanto lavo as poucas louças sujas, (não gosto de deixar nada em cima da mesa, menos ainda nos cafundós da pia. Um vento ameno entra pela janela da lavanderia, se espalha e me traz um questionamento do qual nunca consegui me livrar, tampouco esquecer. E pior, saber verdadeiramente o que responderia a mim mesmo. Parece tarefa fácil, mas voltar no tempo... se pudesse voltar no “ontem”, ou melhor dito, no meu tempo que passou e se foi faz bom período o que eu faria?

As pessoas do meu convívio sempre respondem essa pergunta com coisas grandes. Voltariam passos atrás, para não ter casado com fulana, para ter aceitado aquele emprego, para não ter comprado um carro de segunda mão, talvez, se tivesse esperado um pouco mais, daria entrada num novo.  Eu não. Se eu tivesse só uma viagem, ou somente uma chance de apertar o botão de voltar, de retroceder, não mudaria nada de importante. Não almejaria ganhar na loteria; não lutaria para ter cargo importante; ser igual como esses políticos sujos; que só fazem merda; mesmo modos de ministros que se acham os deuses intocáveis.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

O crime de visitar Israel

José António Rodrigues Carmo

Um grupo de influenciadores portugueses aceitou o convite para visitar Israel numa viagem paga. Bastou para que as televisões nacionais entrassem em estado de hiperventilação moral


Sobrancelhas levantadas, vozes acusadoras e a súbita descoberta de que uma viagem patrocinada pode influenciar a percepção de quem viaja.

É uma revelação importante.

Durante décadas, jornalistas, artistas, artivistas e políticos viajaram a convite de governos, organizações, fundações e movimentos sem que ninguém pedisse a intervenção da PJ.

As deslocações a Ramallah são missões de solidariedade. As flotilhas para Gaza são ações humanitárias. As visitas organizadas por ONG militantes são testemunhos no terreno. Mas uma viagem a Israel é "propaganda”.

A diferença, pelos vistos, está no destino. Uns países podem ser visitados e Israel apenas pode ser julgado.

O problema com os influenciadores foi terem regressado com imagens que não cabem na narrativa autorizada. Viram ruas, praias, restaurantes, mulheres livres, homossexuais sem necessidade de grua para os retirar de um telhado e cidadãos árabes que, contra as indicações da Internacional Antissionista, não pareciam viver num campo de extermínio.

Naturalmente, não viram tudo. Nenhuma viagem mostra tudo. Nem uma visita a Lisboa revela a corrupção, os bairros clandestinos e a programação integral da SIC N. Mas parece curioso que este rigor metodológico só apareça quando alguém mostra Israel sem música fúnebre por baixo e sem acompanhar com estribilhos de "genocídio", "Nethaniahu", "apartheid", etc.

Não resta dúvida: Jair Bolsonaro é perseguido político

O novo capítulo da perseguição a Bolsonaro é por causa do vídeo de IA exibido na convenção do PL que ungiu Flávio candidato presidencial

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

Mario Sabino

Algoz de Jair Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes acredita que pode exigir explicações de todo mundo, mas acha que não deve explicações a ninguém.

Até hoje, não explicou como a sua mulher advogada conseguiu um contrato de R$ 129 milhões com o suposto banqueiro Daniel Vorcaro, autor da maior fraude ao sistema financeiro nacional.

Alexandre de Moraes quer agora que Jair Bolsonaro explique o vídeo produzido com inteligência artificial que foi exibido na convenção do PL que ungiu Flávio Bolsonaro candidato presidencial.

Bem ao estilo imparcial do ministro, que conquistou juízes em grandes democracias ocidentais, a exigência foi na base do perdeu, Mané.

A saber: se Jair Bolsonaro autorizou o vídeo, ele infringiu a determinação de Alexandre de Moraes de não se manifestar politicamente de forma direta ou indireta e, assim, corre o risco de voltar para o presídio; se não autorizou, foi Flávio Bolsonaro a desrespeitar a ordem do ministro e, ainda por cima, com a eventual produção de “deep fake”, o que é vedado pela legislação em campanha eleitoral. A pena, aqui, pode ser a inelegibilidade.

É tudo espantoso.

O vídeo não foi exibido em propaganda eleitoral, mas em convenção partidária — que, a rigor, não é propaganda eleitoral.

Volta para casa tem filas, apagões e ônibus lotados após ventania

Trens e metrô ficaram sem funcionar, enquanto passageiros enfrentaram longas esperas, congestionamentos e corridas por aplicativo com preços elevados


O Dia

A volta para casa dos cariocas nesta quarta-feira (29) foi marcada por transtornos após a forte ventania que atingiu o estado. Com apagões, semáforos desligados, trens e metrô paralisados e congestionamentos em diferentes regiões, milhares de trabalhadores enfrentaram longas filas e ônibus lotados para conseguir chegar em casa.

A estudante de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Maria Alice Oliveira, 27 anos, saiu do trabalho, na Rua da Assembleia, no Centro, pouco depois das 17h, mas encontrou um cenário de caos.

Vasco supera o Medellín e está nas oitavas da Sul-Americana

Vasco da Gama vence o Independiente Medellín por 1 a 0 com gol de Thiago Mendes no fim e garante classificação às oitavas da Sul-Americana

Anderson Montalvão

O Vasco está nas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Em uma noite de muita entrega em São Januário, o Cruzmaltino venceu o Independiente Medellín por 1 a 0, nesta quarta-feira (29), e garantiu a classificação para a próxima fase da competição continental. O gol da vitória foi marcado por Thiago Mendes [foto], aos 39 minutos do segundo tempo, levando a torcida vascaína ao delírio. 

Foto: Matheus Lima/Vasco

Com o resultado, a equipe comandada por Pedro Emanuel elimina os colombianos após o empate por 2 a 2 no jogo de ida e agora terá pela frente o Olimpia, do Paraguai, na disputa por uma vaga nas quartas de final. O triunfo também representa a primeira vitória do treinador português desde que assumiu o comando do Gigante da Colina.

Vasco controla a partida, mas encontra dificuldades

Empurrado pela torcida em São Januário, o Vasco iniciou o confronto com mais posse de bola e controle das ações. Apesar do domínio territorial, a equipe encontrou dificuldades para transformar o volume ofensivo em chances claras de gol.

A principal alternativa ofensiva foi Andrés Gómez, que tentou criar jogadas individuais, mas esbarrou na marcação colombiana. Já o Independiente Medellín adotou uma postura cautelosa durante toda a primeira etapa, priorizando a marcação e praticamente não levou perigo ao goleiro Léo Jardim.

Mudanças dão novo fôlego ao Cruzmaltino

O panorama permaneceu semelhante após o intervalo. O Vasco seguiu pressionando, enquanto o Medellín apostava em erros do adversário para sair nos contra-ataques.

Buscando aumentar o poder ofensivo da equipe, Pedro Emanuel promoveu as entradas de Cuiabano, Jair e Adson, que deram mais intensidade ao time. Aos 30 minutos, o Gigante da Colina ainda reclamou de um possível pênalti, mas, após revisão do VAR, a arbitragem mandou o jogo seguir.

Thiago Mendes decide no fim

Quando a partida caminhava para os pênaltis, Thiago Mendes apareceu para decidir.

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