terça-feira, 11 de agosto de 2026

10-8-2026: Oeste sem filtro – Complô petista contra vice de Flávio Bolsonaro é revelado + Defesa de Marcelo Conde pede que m. deixe relatoria do caso que envolve a própria mulher

[Livros & Leituras] Nos vrais maîtres

Histoire secrète des hommes qui vendent la France à l’UE

Ghislain Benhessa, Éditions l’Artilleur/Toucan, Paris, février 2026, 176 pages. 

Qui gouverne vraiment la France ? Les politiques… ou des juges que personne ne connaît ? 

Alors que les démocraties européennes sont en crise, un coupable  tout trouvé s’impose : l’UE et sa Commission non élue, dirigée par l’omniprésente Ursula von der Leyen. Mais cette accusation passe à côté de l’essentiel.

Dans ce livre implacable, Ghislain Benhessa démontre que le centre du pouvoir est ailleurs. La vraie « machine » qui pilote, c’est la  Cour de justice basée à Luxembourg. Elle fabrique le Droit, qui s’impose  aux États, aux gouvernements et aux parlements. À l’ombre des peuples,  les hommes en noir décident. Et les politiques s’exécutent. 

Mais qui sont ces juges qui verrouillent la domination de l’UE et  interdisent toute marche arrière ? D’où viennent-ils ? Quelles sont leurs  convictions, leur idéologie ?

En remontant le fil de cette histoire cachée, Ghislain Benhessa expose la face compromise de l’Europe. Aux côtés de Walter Hallstein, premier président de la Commission et ex-militant  nazi, le lecteur découvre avec stupeur des figures aussi troublantes  que Maurice Lagrange, artisan méticuleux du statut des Juifs de Vichy, ou Karl Roemer, acteur du pillage des biens français au service du IIIe Reich.

De Jean Monnet à Emmanuel Macron, des années 1950 à nos jours, la liste est longue de ceux qui, à Bruxelles comme à Paris, ont fait le choix d’en finir avec la France souveraine. Officiellement pour le  Bien du peuple. Mais peut-être surtout pour le leur.  

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

[Sétima Arte] O Dia da Coruja


O Dia da Coruja, The Day of the Owl (Italiano: Il giorno della civetta) é um filme de drama policial de 1968 dirigido por Damiano Damiani, baseado no romance homônimo de 1961 de Leonardo Sciascia, adaptado para o cinema por Damiani e Ugo Pirro. É estrelado por Franco Nero, Claudia Cardinale e Lee J. Cobb. Wikipedia(inglês)

***

Baseada no romance homônimo de Leonardo Sciascia, esta história trata das dificuldades enfrentadas por um policial do norte que investiga um assassinato da máfia em uma pequena cidade siciliana em 1961.

Salvatore Colasbena, um fornecedor de construção, foi assassinado e enterrado sob um manto de alcatrão porque ele se recusou a se juntar ao grupo de construção de estradas controlado pela máfia. Sua viúva, Rosa, é investigada pela polícia, mas o honesto capitão Bellodi chega a suspeitar do chefe da máfia, Don Mariano Arena, quando não consegue encontrar testemunhas, nenhuma evidência, apenas obstrução hostil por influências corruptas do governo.

O capitão Bellodi não tem ideia de que sua busca pela verdade agitará um ninho de vespas. Figuras poderosas têm interesse em garantir que a própria existência da máfia possa ser negada.

Para o Descondenado, ser anticomunista é ser "anti-latino-americano"

Leandro Ruschel 

Não, Descondenado.

Comece acertando a genealogia. Não foi o avô nem o bisavô. Foram os pais de Marco Rubio que deixaram Cuba, em 1956. Tentaram voltar em 1961, mas desistiram diante da repressão do regime comunista. Rubio nasceu em Miami, em 1971. Você errou duas gerações na mesma frase em que se julgou apto a diagnosticar a alma do homem. 

Rubio não odeia a América Latina. Rubio odeia o que fizeram com a América Latina. 

E quem fez foi você. 

Foi você que, em 1990, fundou o Foro de São Paulo ao lado do carniceiro Fidel Castro. O pretexto era articular a esquerda continental depois da queda do Muro. O objetivo real era recuperar na América Latina o que o socialismo tinha acabado de perder no Leste Europeu: DITADURAS SOCIALISTAS. 

E funcionou. 

Cuba entrou em 2026 com o pior ano econômico em sete décadas e fechou agosto de 2025 com 1.185 presos políticos, o maior número já registrado pela Prisoners Defenders. Sessenta e sete anos de "revolução" para chegar aqui. 

A Venezuela, que já foi o país mais rico da América Latina, expulsou mais de um quarto da própria população. Quase oito milhões de pessoas fugindo do "Socialismo do Século XXI". 

Mas eu entendo a frustração. Trump, com Rubio ao lado, está desmontando peça por peça o projeto totalitário que você passou trinta e seis anos montando. 

Would Russia Really Cease To Exist Without Maximum Victory In The Ukrainian Conflict?

Andrew Korybko 

What’s altogether most important in this thought exercise, which resembles the scenario implied by top Russian expert Vasily Kashin in late May, is that Russia keeps pace in the arms race and that its people remain resilient

Former Russian President and incumbent Deputy Chair of the Security Council Dmitry Medvedev declared in late July that “Our common task is to preserve our country. The only way to preserve our country is victory in the special military operation.” Victory has been officially described by the authorities from Putin on down as demilitarizing Ukraine, denazifying it, restoring the country’s constitutional neutrality, and having Kiev officially recognize the loss of five regions in full.

Maximum victory would be the best way to ensure Russia’s comprehensive national interests, but even in the scenario that the aforesaid goals aren’t all achieved by the time that the conflict ends per a speculative cost-benefit calculation by Putin, Russia would likely still survive. This scenario can’t be ruled due to the Foreign Minister Sergey Lavrov recently reaffirming his country’s commitment to the “Spirit of Anchorage” in which Putin would reportedly cease hostilities if Trump gets Zelensky to cede Donbass.

The West’s (specifically the US’ and France’s) new Ukrainian-fronted “war of attrition” against Russia, which also targets civilian logistical infrastructure and is due to Trump “escalating to de-escalate” with Russia, could also change Putin’s calculations if it radically intensifies. The aforesaid factors are being shared not to imply that Russia should compromise on its pursuit of maximum victory, just to highlight why it might, thus leading to the thought exercise inspired by Medvedev’s remark.

Justiça censura TV Record e proíbe exibir entrevista de Cabrini e ex-marido de Maria da Penha é preso

Marco Antônio Heredia Viveros concedeu entrevista ao Domingo Espetacular, mas reportagem foi proibida de ir ao ar por decisão judicial; prisão preventiva foi cumprida neste domingo


A Justiça brasileira impediu a Record de exibir uma entrevista de Roberto Cabrini com Marco Antônio Heredia Viveros, ex-marido de Maria da Penha, prevista para o Domingo Espetacular deste domingo (9). Horas depois da repercussão em torno da reportagem, Heredia foi preso preventivamente em Natal, no Rio Grande do Norte.

A decisão judicial determinou que a emissora não exibisse a entrevista em suas plataformas e estabeleceu multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. A ordem também alcançou conteúdos relacionados à reportagem.

Na prática, a decisão impediu que uma reportagem já produzida por um dos principais programas jornalísticos da televisão brasileira chegasse ao público — uma censura prévia, isto é, a intervenção do Estado antes da publicação de determinado conteúdo.

A Constituição de 1988 estabelece, em seu artigo 220, que “é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística” e determina que nenhuma lei pode constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística.

Heredia concedeu a Cabrini sua versão sobre o caso que deu origem à Lei Maria da Penha e contestado pontos da narrativa consolidada sobre os crimes pelos quais foi condenado. O conteúdo integral da entrevista, porém, não pôde ser conhecido pelo público justamente porque sua transmissão foi proibida.

Notas dos jogadores do Vasco no empate contra o Bahia na Fonte Nova

Jair foi o principal destaque do Vasco da Gama, enquanto David e Marino Hinestroza receberam as menores avaliações na análise

Anderson Montalvão

Vasco empatou em 0 a 0 com o Bahia neste domingo (9), na Arena Fonte Nova, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em uma partida movimentada, o Cruzmaltino apresentou uma atuação coletiva consistente, competiu de igual para igual com o adversário e teve bons momentos, principalmente na primeira etapa. 

As duas equipes chegaram a balançar as redes em duas oportunidades cada, mas os quatro gols foram anulados por impedimento. Apesar de não ter conseguido transformar as chances em vitória, o Vasco mostrou novamente evolução defensiva e chegou ao quarto jogo consecutivo sofrendo apenas um gol. Veja os melhoresmomentos.

Notas dos jogadores do Vasco

As avaliações abaixo foram apuradas pelo ge após a partida na Arena Fonte Nova.

·         Léo Jardim: 5,5

·         Paulo Henrique: 6,0

·         Carlos Cuesta: 6,5

·         Saldivia: 5,0

·         Robert Renan: 6,0

·         Cuiabano: 5,0

·         Jair: 7,0

·         Barros: 6,0

·         Tchê Tchê: 5,5

·         Thiago Mendes: 6,5

·         Adson: 6,5

·         Spinelli: 5,0

Entrada de Dragão

FC Porto venceu o FC Alverca na primeira jornada da Liga Portugal 2026/27 (2-0)

Depois de “queimar os barcos” usados no percurso rumo ao título, o FC Porto entrou com o pé direito no campeonato e conquistou os primeiros três pontos frente ao FC Alverca (2-0). Tal como aconteceu há praticamente um ano, na visita do CD Nacional ao Estádio do Dragão, Luís Godinho voltou a fazer vista grossa a dois pênaltis a favor do FC Porto. Desta feita, ao contrário do que sucedera na quinta jornada da Liga Portugal 2025/26, o VAR alertou-o em ambas as ocasiões e o juiz da AF Évora não teve alternativa senão assinalar as duas grandes penalidades. 


Pressionantes desde o apito inicial, os Campeões Nacionais só precisaram de oito minutos para se adiantarem: lançado por William Gomes, Victor Froholdt cruzou para André Silva, que foi atingido pelo guarda-redes adversário dentro da área. Depois de consultar as imagens fornecidas pelo videoárbitro, Luís Godinho assinalou pênalti e o camisola 19 fez o gosto ao pé (1-0).

À meia-hora de jogo, só um corte decisivo de Ian Luccas impediu Zaidu de desviar um cruzamento de William Gomes para a baliza, mas até ao intervalo ainda haveria tempo para os 47.558 portistas que encheram as bancadas voltarem a festejar. De novo à direita, Pepê combinou com William antes de cruzar para a zona do segundo poste, onde André Silva foi impedido de chegar devido a um puxão na camisola por parte de Touaizi.

[Sétima Arte] No vale das sombras

In the Valley of Elah (No Vale de Elah, em Portugal, No Vale das Sombras, no Brasil) é um filme norte-americano de 2007 dirigido por Paul Haggis. 

No primeiro fim de semana após retornar do Iraque, Mike Deerfield (Jonathan Tucker) desaparece. Ele passa a ser considerado como foragido do exército, com seus pais, Hank (Tommy Lee Jones) e Joan (Susan Sarandon), sendo informados.

Ao saber do caso, Hank, que é um ex-policial militar, decide partir em busca do filho.

Ele recebe a ajuda da detetive Emily Sanders (Charlize Theron), que trabalha na jurisdição onde Mike foi visto pela última vez.

À medida que as investigações avançam o que era um caso de desaparecimento torna-se uma suspeita de assassinato, o que faz com que Emily tenha que enfrentar o alto escalão militar.  

***

Fala terráqueos como vão vcs? Cês tão legais? Como tá a Pandemia de vcs? Tá Boa? Tá ruim? Tá coisada que nem a minha? Espero que não… Eu nem posso reclamar, na verdade, sabe… eu reclamo porque a gente sempre reclama de tudo né? Então eu vou dizer que eu tô legal… 

Terceiro e último filme dessa sexta-feira, primeiro de abril… dia da mentira. É um drama… de duas horas de duração chamado “No Vale das Sombras” (ou “In The Valley of Elah” no original em inglês), lançamento dele foi em 2007, então já tá velhinho. Eu tropecei nele zapeando no catálogo da Netflix. O filme estrelado por Tommy Lee Jones, Charlize Theron, Susan Sarandon e Jason Patric conta a história de Hank Deerfield (interpretado por Tommy Lee Jones) um sargento aposentado das Forças Armadas Americanas que resolve procurar pelo filho Mike (interpretado pelo ator Jonathan Tucker), que desaparece do nada, próximo à base onde estava trabalhando depois de voltar de uma campanha sangrenta na Guerra do Iraque. 

domingo, 9 de agosto de 2026

[As danações de Carina] No dia dos pais, minha mãe...

Carina Bratt

Meus queridos leitores das minhas ‘Danações’ de todos os domingos e, em especial ao meu amigo Jim Pereira.

DE CORAÇÃO, rogo a todos os meus leitores de domingo, da minha coluna ‘Danações’ por contas desse domingo não ter enviado, como sempre faço a minha colaboração. A todos, pois, as minhas sinceras desculpas pelo atraso no envio do texto.

Não foi por descuido nem por esquecimento, tampouco por falta de importância, muito pelo contrário.

O meu amigo Jim e todos os meus leitores precisam saber o que houve. Ontem à noite, eu e Aparecido precisamos retornar de uma viagem com certa urgência à Vila Velha.

Minha mãe precisou ser levada às pressas. E careceu de ficar internada. 

Eu e Aparecido corremos com ela, e graças ao Pai Maior, cuidamos de tudo o que foi necessário, e nessa correria angustiada de cada momento, acabei me esquecendo de enviar as minhas ‘Danações’. 

Tudo o que era rotina e calma se desfez em preocupações, e só agora, às 14h50 consegui respirar aliviada ao vê-la bem e em franca recuperação. Mais calma e serena, pude dar uma parada básica e voltar à normalidade e obviamente aos meus afazeres cotidianos. Sem me esquecer, de enviar essa pequena ‘Nota de esclarecimento’.

Agradeço a todos e especialmente ao amigo Jim, que todos os domingos publica os meus escritos e me acolhe com o seu coração grandioso em face da sua paciência.

Em breve prometo entregar o texto que deveria ter sido enviado ontem.

Aos meus leitores, em contrapartida, repetindo, sei que merecem acima de tudo uma explicação e sei também que posso contar com a compreensão de todos nesses momentos difíceis.

Com apreço, reiterando as minhas desculpas sinceras,

Título e Texto: Carina Bratt, em Vila Velha, ES, 9-8-2026

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[As danações de Carina] E se dissesse tudo o que eu sinto, você ainda me olharia assim?
‘Esdruxulidades’ para ninguém botar defeitos
Buraco de tatu
O meu maior desejo vem exatamente daquilo que sequer tenho coragem de revelar
Não inflói, nem contribói - Mas diverte muito!
Sobre o amor 
Cochinchina

[Antigamente] Paris: canicule de 1911

Canicule de 1911 : la France suffoque pendant 70 jours et pleure des milliers de jeunes enfants 

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Columbo 
[Antigamente] ALF, o ETeimoso 
Orelhões 
Morreu! 
O amigo da onça (2) 
[Antigamente] Caneco 70

Dia dos Pais para todos. Menos para um

Condenados pelos crimes mais brutais do país passam o Dia dos Pais em casa. O ex-presidente não pode abraçar os próprios filhos

Rogerio Pires 

Hoje é Dia dos Pais. E antes de qualquer outra coisa, quero homenagear todos os pais brasileiros. Os que acordam cedo, os que chegam tarde, os que criam sozinhos, os que se desdobram para estar presentes. A data é deles.

Mas existe um pai, neste domingo, que a Justiça brasileira proibiu de receber os próprios filhos.

Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliar, pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para receber Flávio, Carlos e Jair Renan na tarde do Dia dos Pais. A defesa foi clara: tratava-se de um pedido excepcional, de caráter humanitário e familiar, apenas para preservar o vínculo entre um pai e seus filhos, pelo tempo e nas condições que o ministro entendesse cabíveis.

Alexandre de Moraes negou.

No despacho publicado neste sábado, o ministro julgou o pedido prejudicado, lembrando que as visitas ao ex-presidente estão suspensas por 30 dias desde 17 de julho, com exceção apenas de médicos, fisioterapeutas e advogados. A suspensão foi imposta depois que Flávio Bolsonaro leu publicamente uma carta escrita pelo pai, o que Moraes considerou descumprimento das medidas cautelares. Essa é a justificativa oficial, e ela precisa ser registrada aqui, porque jornalismo sério registra os dois lados.

Registrado o outro lado, vamos ao que ele não explica.

Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos próprios pais, cumpre pena em regime aberto desde janeiro de 2023. Vive no interior de São Paulo, casou-se, teve um filho, cursa faculdade de Direito.

Alexandre Nardoni, condenado pela morte da filha Isabella, progrediu ao regime aberto em 2024. Ana Carolina Jatobá, condenada pelo mesmo crime, também já deixou o regime fechado.

Elize Matsunaga, condenada pelo homicídio e esquartejamento do marido, está fora da prisão desde 2022 e hoje trabalha como motorista de aplicativo.

E tem mais.

Brasileiro preso em Cuba é acusado de espionagem e pode ser condenado à morte

Embaixada brasileira em Havana afirma acompanhar o caso, mas não faz qualquer esforço pelo brasileiro

Allan Dos Santos

Marcelo Scampini está em prisão preventiva e responde a processo por espionagem. Documento cubano obtido pela Timeline prevê penas que podem chegar à prisão perpétua ou, em tese, à morte

Um cidadão brasileiro está preso em Cuba e é investigado pelas autoridades do regime por espionagem, em um processo mantido integralmente sob sigilo e que envolve, segundo seu advogado, equipamentos eletrônicos utilizados para captar sinais nas proximidades de instalações consideradas estratégicas.

Documentos obtidos com exclusividade pela Revista Timeline identificam o brasileiro como Marcelo Scampini e mostram que o processo tramita sob o número PN260302100257. O contrato oficial de serviços jurídicos emitido pela Organización Nacional de Bufetes Colectivos (ONBC), estrutura à qual pertencem os advogados cubanos, registra expressamente como assunto: “ESPIONAJE, ART. 116.1.2.3.4.6”.

O mesmo documento classifica Scampini como “imputado, acusado o sancionado” e informa que o caso está vinculado à unidade de investigação da PNR de Villa Marista, em Havana.

Villa Marista não é um endereço qualquer dentro do sistema cubano: é historicamente associada aos órgãos de Segurança do Estado.

A Timeline teve acesso também a uma extensa manifestação escrita do advogado cubano Manuel Alejandro Alonso Díaz, contratado pela família para representar Scampini.

E é nesse documento que aparecem os elementos mais graves do caso.

O que Marcelo teria admitido

Segundo Alonso Díaz, o processo está submetido à chamada “reserva del examen de las actuaciones”, mecanismo que mantém secreta a investigação. O próprio advogado afirma não ter acesso ao conjunto do inquérito.

Onde é? Qual o nome? 😉

Cada vez mais isolado

O Brasil amplifica as crises com os Estados Unidos e a Argentina, enquanto o Paraguai não liga para o que Lula falou e fecha acordo nuclear com Washington


Nuno Vasconcellos

Entre as críticas cada vez mais ácidas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Brasil têm recebido do presidente da Argentina, Javier Milei, um ponto deve ser levado a sério. Muito a sério. Não porque envolve troca de ofensas entre os governantes, mas porque toca numa questão sensível demais para ser ignorada. Como disse o comunicado de Buenos Aires sobre o rebaixamento das relações entre os dois países, decidida por Brasília, “o Brasil está se isolando do restante da região por razões puramente ideológicas”.

Ninguém precisa gostar de Milei para concordar com o que ele diz. Basta observar os acontecimentos recentes no campo das relações internacionais para constatar as consequências da postura brasileira. O que mais chama atenção nesses episódios é a capacidade que o Itamaraty tem demonstrado de amplificar problemas menores e escolher caminhos errados na hora de lidar com as questões mais sérias.

CORPO MOLE

Na semana passada, como reação às declarações de Milei sobre Lula, o Itamaraty retirou o embaixador do Brasil, Júlio Bitelli., de Buenos Aires e rebaixou a embaixada na Argentina para uma representação de negócios. Como consequência, forçou a saída de Brasília do embaixador argentino, Guillermo Daniel Raimondi.

Pela importância das relações entre os dois países tanto do ponto de vista econômico quanto geopolítico, isso já seria suficiente para acender o sinal de alerta. Só que a crise não parou por aí. Como reação ao corpo mole que o Brasil vem fazendo para aprovar o nome de Daniel Perez, escolhido pelo presidente Donald Trump para ser embaixador dos Estados Unidos no Brasil, o secretário de Estado Marco Rubio cancelou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiz Viotti.

[Aparecido rasga o verbo – Extra] Ficou em mim uma ausência que nunca foi embora

Aparecido Raimundo de Souza

Para meu Pai Roberto, onde estiver, as minhas saudades eternas. E aos meus filhos, todas as felicidades do mundo.

MEU PAI, desde que me conheço por gente, esteve divorciado do meu dia a dia. Por incrível que pareça, esse afastamento se fez sempre disperso e fragmentado. Em decorrência do vazio intransponível e levado pelo peso endoidecido, bem ainda por sua dinâmica de existência, o vácuo enegrecido se estendeu, ou melhor, ainda se alonga e persiste por todos os meus setenta e três anos. Em outras palavras, essa disjunção doentia hoje e agora, se sustenta e até o presente momento, alimentada por uma carga negativa que sobrevive e creio, se dilatará e se engrandecerá até os fins dos meus dias aqui na Terra.

A minha vida, desde os 19 de março de 1953, sofre com esse esvaziado. Meu pai nunca me segurou desde os encantos dos primeiros passos. Não ouviu as minhas primeiras palavras, não esteve ao meu redor quando careci de conselhos, nem quando celebrei as minhas conquistas. Cresci ao apego do acaso, carregando um silêncio pesado dentro do peito, um espaço grandioso e incomensurável que nunca se preencheu — e eu, tolo, abobado, abestalhado, infantil e leigo, julguei houvesse me ajustado ou me amoldado, ou ainda, me naturalizado com a densa situação.

Certas coisas, em nossa vida, a gente por mais que se viva ou queira deixar que passe em branco, tipo assim despercebido, não gera os resultados esperados.  Até que a notícia chegou do nada: Papai havia morrido. Foi a partir de então, quando descobri, ou melhor, me conscientizei de que ele já não estava mais neste mundo. A saudade dele bateu e caiu intransigente. Se fez forte, corpulenta e grossa, destemida, alentada e fornida. Caiu como um temporal com ventos destruidores. Estranho, não é mesmo? Esquisito pra caramba, assemelhado a um membro paralítico que a gente sabe que tem na conjunção do corpo, todavia, por algum motivo de força maior, não podemos usá-lo.

Se faz inerte. Foi assim ou pior. Foi por esse sentir que a falta dele se apossou de mim. Estagnou. O não estar presente o autor da minha vida, me moldou por completo. Meu Deus, sentir uma falta tamanha de quem nunca esteve presente não é coisa normal. Mas na saudade, ou dentro dela, foi por conta do seu peso malévolo que descobri tarde demais, ela não nasce apenas do que vivemos. 

sábado, 8 de agosto de 2026

48 horas depois, a caçada começou

A PGR arquivou o caso de Alfredo Gaspar em maio, por falta de indícios. Ele virou vice de Flávio Bolsonaro numa quarta-feira. Na sexta, a Polícia Federal entrou em cena

Rogerio Pires 

Preste atenção na cronologia desta história. Ela diz mais do que qualquer editorial. 

Na quarta-feira, 5 de agosto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente em sua chapa. Ex-procurador de Justiça, ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, Gaspar chegou ao posto depois de semanas de especulação. 

Na sexta-feira, 7 de agosto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Federal investigue indícios de crimes na execução de emendas Pix auditadas pelo Tribunal de Contas da União. Na lista, está justamente a emenda indicada por Alfredo Gaspar. 

Quarenta e oito horas. Esse foi o intervalo entre o anúncio político e a decisão judicial. 

O caso que já tinha sido encerrado 

Para entender o peso desse calendário, é preciso voltar alguns meses. 

Em abril, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou à Procuradoria-Geral da República uma representação contra Gaspar. O motivo: emendas Pix de sua autoria, no total de R$ 6,2 milhões, destinadas ao município de São José da Laje, no interior de Alagoas. Uma auditoria do TCU havia apontado falhas de rastreabilidade na aplicação do dinheiro pela prefeitura. 

A PGR analisou. E arquivou. 

No parecer, o órgão foi direto: indicar emendas é atribuição constitucional do parlamentar, e isso, por si só, não permite presumir responsabilidade por irregularidades na execução dos recursos. A gestão do dinheiro cabe ao ente que o recebe, no caso, a prefeitura. E, mais importante, a Procuradoria registrou a “ausência de indícios concretos da participação do representado nas possíveis irregularidades”. O despacho de arquivamento foi assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho. 

Justiça e povo: um divórcio perigoso

O Supremo Tribunal espanhol decretou que pessoas que atravessassem a fronteira numa zona onde não existissem «barreiras físicas» não poderiam ser devolvidas imediatamente ao local de onde provinham, as chamadas «devoluções a quente». Muitos acreditam que esta jurisprudência terá contribuído para criar um enorme efeito de chamada na atual crise migratória de Ceuta. 

Há pouco mais de um ano, no Reino Unido, um juiz suspendeu a expulsão de um criminoso albanês porque o seu filho não gostava do «tipo de nuggets vendidos no estrangeiro». 

Em Portugal, o Tribunal Constitucional chumbou a lei que permitia que pessoas condenadas por crimes particularmente graves, como homicídio, pudessem perder a nacionalidade portuguesa. A medida aplicar-se-ia apenas a quem mantivesse outra nacionalidade, não podendo, portanto, criar situações de apatridia. E leis deste tipo vigoram em vários países europeus, com longa tradição democrática e de respeito pelos direitos humanos, como França, Países Baixos, Bélgica ou Dinamarca. 

Acredito que a maioria da opinião pública destes três países teria muita dificuldade em compreender estas decisões, e ainda maior dificuldade em concordar com elas. 

Não discuto estas decisões do ponto de vista jurídico, até porque não é essa a minha área. Discuto-as do ponto de vista social e político. 

E, sob esses pontos de vista, acredito que um grande divórcio entre o poder judicial e a opinião pública não é desejável. Quer esse divórcio resulte de formulações jurídicas excessivamente afastadas do senso comum, quer de interpretações dos juízes que possam ser percecionadas como politicamente enviesadas. 

Admito que os quadros legais devam funcionar como mecanismos de moderação e como barreiras aos populismos e aos imediatismos justicialistas. A Justiça não pode ser feita ao sabor da indignação do momento nem das maiorias circunstanciais. 

Debate na Band: Tarcísio e Haddad se enfrentam neste domingo, 9 de agosto

A Band abre a temporada de debates eleitorais na TV com confrontos entre candidatos aos governos de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Piauí, Ceará, Amazonas, Bahia, Paraná, Rio Grande do Norte, Paraíba, Maranhão, Goiás e do Distrito Federal.   

Em São Paulo, o formato do debate foi definido com as campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, e Fernando Haddad (PT), ex-prefeito da capital paulista e ex-ministro da Fazenda. 

A cobertura especial, na sede da emissora, em São Paulo, começa às 19h, com a chegada dos candidatos. O debate terá início às 20h, com transmissão ao vivo na TV aberta, Band.com.br, YouTube do Band Jornalismo e Bandplay. Em São Paulo, o debate também será transmitido simultaneamente no Kwai. Veja mais detalhes →  

Veja mais destaques:

·         Saiba quais são os candidatos a governadores de todos os estados

·         Como assistir aos debates para governadores na tela da Band

·         Mitre: A expectativa para os debates de domingo na Band

·         Reinaldo Azevedo: Eleição nos coloca diante de soberania ou submissão

O homem de Lula caiu na malha da PF e a meretriz estampa o nome de Flávio

PF achou pilhas de dinheiro vivo no caso que cerca o vice-líder de Lula no Senado. Adivinhe quem a imprensa colocou na manchete


Rogerio Pires

Na terça-feira, 4 de agosto, a Polícia Federal deflagrou mais uma fase da Operação Sem Desconto, a investigação da Farra do INSS, o esquema que sangrou o contracheque de aposentados e pensionistas num rombo estimado em mais de R$ 6,3 bilhões. Foram 18 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo STF, cumpridos no Distrito Federal e no Maranhão.

E o que os agentes encontraram? Pilhas de dinheiro vivo. E, no escritório do advogado Willer Tomaz, em Brasília, uma máquina profissional de contar cédulas. Isso mesmo: máquina de contar dinheiro em escritório de advocacia. A imprensa maranhense noticiou cerca de R$ 500 mil em espécie apreendidos; a PF não divulgou o valor total. O objeto desta fase, segundo a própria corporação, é lavagem de dinheiro: laranjas, empresas de fachada, contas de terceiros e transações em espécie para apagar o rastro do dinheiro desviado dos aposentados.

Agora a pergunta de um milhão: no colo de quem esse escândalo desabou?

No colo do senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão. Sabe quem é Weverton? É o vice-líder do governo Lula no Senado. É o líder do bloco parlamentar formado por PDT e PT, o bloco do Planalto. É o relator da indicação de Jorge Messias, o advogado-geral de Lula, para uma vaga no Supremo. Quando o Planalto precisa de alguém de confiança para carregar uma pauta sensível no Senado, chama Weverton. Ele já figura como investigado no inquérito desde a fase de dezembro de 2025. Agora a PF foi buscar a esposa, a filha e as irmãs dele.

Traduzindo: a operação que achou pilhas de dinheiro e máquina de contar cédulas atingiu o núcleo familiar de um dos homens mais importantes de Lula no Congresso.

7-8-2026: Oeste sem filtro – André Mendonça peita PF lulista que defende amigão de Vorcaro + STF impõe derrota a m. e abre janela a presos do 8 de janeiro

[Versos de través] A oeste

Manuel Cândido Pimentel 

Aqui estou a oeste comovido. Lembro-me de tudo  
quando a tua presença enchia a minha e vibrávamos 
como uma corda de violino ou uma taça de champanhe
que bebíamos com morangos. Sabíamos a festa!

Eu acariciava o teu pescoço longo de gazela
e perdia-me no frémito nervoso do teu corpo
como quem se perde numa floresta
e não quer regressar a algures.

Éramos o que éramos. Amantes!
Desconhecíamos o destino, e o futuro
era um rasgo de luz profundo que nos fitava.

Mas um dia houve em que o dia não chegou
e a luz esmaeceu e o rasgo se fechou… para sempre.
O futuro sou eu hoje, aqui, a oeste comovido.


Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 28-1-2024

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Minha confissão leal 
Rei Cortiço 
Eurídice 
Vogais 
Visão

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Mayor de Nova Iorque, que se opõe à identificação dos eleitores, vai exigir prova de identidade em supermercados de desconto

Paulo Hasse Paixão

A  exigência de um documento de identidade para aceder a descontos em supermercados financiados pelos contribuintes na cidade de Nova Iorque evidenciou as inconsistências na oposição do Mayor Zohran Mamdani à exigência de um documento de identidade para votar 

Os supermercados municipais propostos pelo autarca de Nova Iorque vão exigir que os consumidores obtenham um documento de identidade emitido pelo município para aceder a produtos básicos com desconto, de acordo com as autoridades responsáveis ​​pelo projeto.

Durante uma conferência de imprensa na semana passada, Mamdani afirmou que produtos como leite, queijo e pão teriam preços cerca de 30% mais baixos do que os praticados no retalho, enquanto a responsável interina da Corporação de Desenvolvimento Económico, Jeanny Pak, disse que um sistema de identificação semelhante a um cartão de biblioteca ajudaria a impedir os clientes de comprar produtos com desconto para revenda. mdani

Mamdani afirmou que o programa, de inspiração claramente marxista, visa fornecer alimentos a preços acessíveis, em vez de criar oportunidades para que as pessoas lucrem com a revenda de produtos. No entanto, os críticos observaram que Mamdani e os seus aliados do movimento Socialistas Democráticos da América (DSA) opuseram-se veementemente à exigência de identificação dos eleitores, apesar de apoiarem a identificação para o programa de supermercados. Duas das cinco lojas previstas já foram anunciadas, estando a primeira prevista para abrir apenas no final de 2027, dado que a cidade procura parceiros privados para operar os mercados, uma vez que não tem experiência na gestão de supermercados.