quarta-feira, 4 de março de 2026

The Planned “NATO Bank” Is Expected To Finance Europe’s Impending Arms Race With Russia

Andrew Korybko 

The Russian-Polish security dilemma will likely serve as the impetus for fully unleashing and properly managing the capabilities of European NATO as a whole per the US’ National Defense Strategy

RT drew attention in late January to a report by Izvestia about the West’s alleged plans to launch a “Defense, Security, and Resilience Bank” (DSRB) by 2027. Their article relies on in-depth research by the Atlantic Council, which came up with the idea of what was at first called the “NATO Bank”. The purpose is to provide “low-interest loans for defense modernization”, thus facilitating the goal of NATO members spending 5% of GDP on defense without significantly curtailing social and infrastructure spending.

Instead of slashing such programs to redirect funds to defense at the risk of helping populist-nationalists during the next elections and/or provoking unrest, they’d only spend a fraction of the principal each year servicing their DSRB loan instead of paying the cost upfront as if it was part of their annual expenditures. The Executive Summary of the Atlantic Council’s in-depth research hyperlinked to above also notes that “An additional critical function of the DSR bank would be to underwrite the risk for commercial banks”.

This would then “enabl[e] them to extend financing to defense companies across the supply chain.” The supplementary purpose is to finance large-scale orders that these companies themselves are unable to afford on their own and most member states can’t finance either without potential populist pushback. Defense companies can then expand production, pump out the requested military-technical equipment at scale, and then sell it at a much more affordable price for accelerating NATO’s planned militarization.

Da rua ao rodapé, o que o Brasil ignora

Rafael Nogueira

As manifestações do último domingo reuniram gente em várias capitais, com a Avenida Paulista como palco principal. Nas cidades que acompanhei, de perto ou de longe, muito se gritou de correto e verdadeiro, mas faltou apoio a pessoas concretas, com nome, rosto e biografia, que passam por dramas intensos e desapareceram da pauta no momento em que mais precisavam. 

Porto Alegre, 1-3-2026

Condenado pelo STF a vinte e um anos e seis meses de prisão por crimes relacionados à alegada tentativa de golpe de Estado, Filipe Martins foi preso preventivamente em 2 de janeiro de 2026 com base num registro de acesso ao LinkedIn depois apontado como sem valor probatório. Ficou preso assim mesmo. A Polícia Penal do Paraná, reconhecendo que seu histórico funcional “o coloca em condição diferenciada de risco no convívio com a população carcerária comum”, transferiu-o para o Complexo Médico Penal de Curitiba, unidade com maior segurança e monitoramento. O ministro Alexandre de Moraes ordenou sua devolução imediata à Cadeia Pública de Ponta Grossa.

A Constituição Federal, no artigo 5º, inciso XLIX, assegura a todo preso o respeito à integridade física e moral. O artigo 40 da Lei de Execução Penal reforça que tal dever recai sobre todas as autoridades. O STF, no RE 841.526, firmou que o Estado responde objetivamente pelo descumprimento dessa obrigação, chegando a reconhecer responsabilidade até em casos de suicídio de detentos. Converter a prisão em risco adicional à vida do custodiado é inversão da lógica constitucional.

O país que se diz acordado dorme justamente quando a vigília se faz necessária.

Se o próprio aparato penitenciário registra cenário sensível e toma providências protetoras, por que o Judiciário manda o preso de volta ao ambiente de maior risco? Cabe ao Estado explicar com clareza os critérios dessa escolha. Assessor de Bolsonaro, primeiro preso por uma viagem que não fez, depois recolhido à domiciliar e novamente encarcerado por um acesso a rede social que também não realizou: concorde-se ou não com suas ideias, o que está em jogo transcende a simpatia pelo réu.

Renato Gaúcho se manifesta após acerto com o Vasco

Após acerto, o técnico Renato Gaúcho destacou a alegria de retornar ao Vasco da Gama com postagem em rede social

França Fernandes

O técnico Renato Gaúcho publicou uma foto nas redes sociais nesta terça-feira (3) e comentou o acerto com o Vasco da Gama, demonstrando felicidade por voltar a São Januário. 

Renato Gaúcho destacou a alegria de retornar ao Gigante da Colina, Clube que comandou entre 2005 e 2006, além de uma segunda passagem em 2008. A identificação com o Vasco e o histórico no banco de reservas reforçam a expectativa por um novo ciclo.

A contratação foi concluída no início da tarde, e o treinador chega com a comissão técnica composta por Marcelo Salles e Alexandre Mendes, profissionais que já trabalharam com ele.

O contrato do técnico com o Vasco terá validade até o fim de 2026. A diretoria aposta na experiência do treinador para fortalecer o elenco e buscar maior estabilidade na temporada, especialmente no Campeonato Brasileiro.

“Está tudo em aberto”

Declarações de Francesco Farioli após o Sporting 1-0 FC Porto


No rescaldo do clássico em Alvalade (1-0), Francesco Farioli lamentou “o resultado, que não foi o desejado”, mas lembrou que “a batalha ainda vai a meio” e prometeu “jogar todas as cartas em casa”, até porque continua “tudo em aberto” e o grupo “está pronto para a segunda mão”. 

Depois de explicar que “o golo do Sporting nunca deveria ter surgido, porque nesse lance houve falta sobre o Pepê” e de afirmar que o amarelo mostrado a Alberto Costa “não era cartão”, o técnico italiano recordou alguns “aspetos que afetaram as dinâmicas do jogo” e deixou um aviso: “Estamos no limite no que diz respeito às questões antidesportivas”.

Resultado para reverter
“Fizemos um bom jogo, especialmente a primeira parte. O resultado não foi o desejado, infelizmente, mas ainda vamos a meio da batalha. Vamos jogar todas as nossas cartas no Dragão. Estamos prontos para a segunda mão.”

As opções do treinador
“Não estou a preparar o próximo jogo. Queria ter alguns jogadores em campo hoje e eles fizeram um bom jogo. Tive de fazer algumas substituições forçadas, como a do Alberto pelo cartão amarelo, que não era cartão. Antes disso, o Sporting já tinha tido três situações em que devia ter levado amarelo e não levou.”

Nikolas se defende dos ataques da esquerda

3-3-2026: Oeste sem filtro – M manda transferir Filipe Martins para a prisão de Ponta Grossa + Israel bombardeia parlamento do Irã + Gilmar Mendes acusado de fraude processual no Caso Master

O mundo à beira do abismo e Brasília em chamas! 

No programa de hoje, cobrimos o ataque sem precedentes de Israel à assembleia de Aiatolás no Irã, o alerta dos EUA para evacuação no Oriente Médio e a declaração de Trump de que é 'tarde demais para negociações'.

Enquanto o mundo ferve, o 'sistema' age no Brasil:

A Blindagem de Lulinha: Davi Alcolumbre anula a votação que quebrava o sigilo bancário do filho de Lula na CPMI do INSS. Lulinha agora culpa a amiga lobista pela farra.

Guerra no Judiciário: Relator acusa Gilmar Mendes de 'fraude processual' no Caso Master e a PGR questiona decisão do ministro que poderia beneficiar Jair Bolsonaro.

Perseguição e Saúde: Moraes manda transferir Filipe Martins de volta para o PR e traz delegado do 8 de janeiro para o STF.

Revelado: Bolsonaro teve mais de 140 atendimentos médicos em 39 dias na prisão.

[Quadro da Quarta] Amor entre as ruínas

Edward Burne-Jones, 1894.

Atualmente no Wightwick Manor

Anteriores:
“O Concerto”, Nicolas Tournier, 1630-1635 
Construção do Palácio de Versailles 
Paisagem mediterrânica 
O menestrel no seu jumento 
Henri de La Rochejaquelein combatendo em Cholet, 17 de outubro de 1793
Somnambulant

terça-feira, 3 de março de 2026

[Livros & Leituras] L'ONU contre ISRAËL: La politique contre la vérité

Dossier établi par Raphaël Delpard, 17BIS, Saligues, octobre 2025, 128 pages.


Une enquête rigoureuse sur la position de l’ONU face à Israël.

Analyse claire des résolutions et des votes des Nations Unies.

Décryptage des alliances et stratégies géopolitiques au Moyen-Orient.

Ouvrage de référence sur la diplomatie et le droit international.

Écrit par Raphaël Delpard, auteur engagé et documenté.

Et si l’ONU avait failli à sa mission?

Depuis plus de soixante-dix ans, Israël est devenu l’obsession d’une partie des institutions internationales. Résolutions à sens unique, condamnations symboliques, complaisance envers des régimes liberticides : que vaut encore la parole de l’ONU quand elle s’acharne sur la seule démocratie du Proche-Orient, tout en ignorant les crimes de ses voisins? 

Ce livre d’enquête, L’ONU contre Israël, démonte un à un les mécanismes d’un biais structurel. À travers l’analyse des votes, des discours, des alliances de circonstance et des silences complices, il montre comment l’institution censée défendre la paix et les droits de l’homme est devenue le théâtre d’une offensive diplomatique constante contre Israël.

Acúmulo de lixo, mau cheiro, aumento de moscas: cariocas reclamam das caçambas da Comlurb

Dificuldade para passagens de pedestres, falta de lixeiras menores, recolhimento do lixo em horários considerados inapropriados também são queixas de moradores de diversos bairros da cidade

Felipe Lucena 

De diversas partes da cidade do Rio de Janeiro surgem reclamações em relação às caçambas de lixo da Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro, a Comlurb. Mau cheiro, aumento de insetos e ratos, dificuldade para locomoção de pessoas e veículos, entre outras queixas foram ouvidas pela reportagem do DIÁRIO DO RIO.

“Muito cheiro ruim e sujeira. Até quando tiram o lixo, o mau cheiro continua, porque as caçambas continuam sujas, escorrendo chorume. Proliferaram insetos e ratos. Minha casa está cheia de moscas. É nojento e insalubre“, declarou Mariana Bastos, moradora do Rio Comprido.

Caçamba na Rua Teixeira de Castro, em Bonsucesso. Foi colocada num local onde disputa espaço com o ponto de ônibus, veículos, pedestres e ciclistas. Foto: Hugo Costa

Moradores de diferentes bairros do município alegam que depois que a Comlurb passou a colocar mais caçambas e modificar as operações de recolhimento de lixo, a situação piorou.

O geógrafo e pesquisador Hugo Costa pontua que: “Em 2024, a Comlurb entregou três mil novos contêineres de grande capacidade. Meses depois, mais três mil estavam em processo de instalação. A expectativa era adicionar 30 mil dessas novas caixas em toda a cidade até o fim daquele ano. Era para ser uma solução para pontos críticos, mas se espalhou como uma praga para toda a cidade. E o lixo continua espalhado pelo chão: usuários de drogas seguem revirando o lixo e jogando pelas calçadas“.

2-3-2026: Oeste sem filtro – Povo volta às ruas + EUA e Israel eliminam o aiatolá + Lulinha confessa


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[Aparecido rasga o verbo] Carta de Valadão Gutierez

Aparecido Raimundo de Souza

O VALADÃO GUTIEREZ me mandou uma carta registrada para minha residência, carta essa chegada três dias atrás. Nela me conta as novidades mais recentes de sua vida. Fazia tempo (aliás, muitos anos) não recebia nada desse amigo paulista de São José dos Campos, radicado no Rio de Janeiro e agora, para meu espanto, residindo na Capital do Brasil. Quem diria! Achei tivesse esquecido de mim, ou perdido o endereço e telefone. Com a chegada dessa missiva inesperada, todavia, caiu por terra o pensamento de que fosse permanecer em silêncio por alguns janeiros mais, sem dar sinais de estar vivo e com saúde. Mas vamos às novas peripécias do prezado Valadão:

“Amigo Aparecido — começa ele. Da última vez em que nos falamos, pretendia ser candidato à deputado federal em segundo mandato pelo Podemos, (só que por lá, apesar de dois mandatos, eu não podia nada), a Renata Fedeu vivia me tolhendo os passos. Então me filiei ao PT o (Partido dos Trambiqueiros), o mesmo cabide de emprego do nosso presidiariodente, o Mula. Com a ajuda dele e agora também do Lulinha, vai ser moleza. Se ganhar, e sei que vou, acho que já havia falado contigo, em outros tempos, minha intenção, não outra, é a de continuar mamando nas tetas do governo, almoçar todo dia ao lado da Primeira Cama, a Canja de Galinha, comprar uma mansão para minha velha mãe em Alphaville”.

“Na mesma pancada — segue o Valadão —, também providenciarei uma propriedade para a mana Júlia, defronte à residência do Fábio Jr (você deve se recordar, de como a Júlia adora as músicas do Fábio Júnior, principalmente aquela do “Pai Herói”, que continua resgatando, até hoje, momentos de nosso falecido, dos tempos em que ele era vivo. Que Deus o tenha!).  E, de contrapeso, uma fazendinha para a Rúbia (lembra dela?) em Brotas ou Botucatu, entre outras cositas...”.

Vou interromper a carta de Valadão Gutierez e abrir um pequeno parêntese para discorrer rapidamente sobre a Rúbia. (Logo que conheci o Valadão, veio de roldão, a Rúbia. Tivemos um caso relâmpago (exatamente cinco anos e meio) que acabou na maternidade. Foram dois filhos e quatro pedidos de pensão de alimentos na justiça.  Parei na cadeia duas vezes, fugi da delegacia umas seis, e, ainda tenho dois oficiais com mandados de citação para serem cumpridos nos meus calcanhares. Pois bem. Fechando parêntese e voltando ao Valadão e as suas estupendas linhas.

“Queria lutar — diz enfático na sequência de sua missiva, o Valadão Gutierez. Enquanto estive no Podemos, fundei uma ONG. Meu objetivo é seguir pelejando tenazmente para acabar com os mendigos, das largadas à sorte, mandar para os quintos os pobres e necessitados, bem ainda extirpar, de vez, com as prostitutas. Encontrei a solução ideal para essa gama de probleminhas que denigrem e enfeiam a imagem do País. Por exemplo, só para você ter uma rápida noção do meu cronograma de trabalho, almejo elaborar uma lei onde os mendigos, os pedintes de ruas e esquinas morrerão enforcados, com toda honra e dignidade, em praça pública. Exportarei para os Estados Unidos, em forma de adoção, as crianças desamparadas”.

[Livros & Leituras] A sombra do que fomos

Luis Sepúlveda, Porto Editora, outubro de 2009, 160 páginas. 

Luis Sepúlveda regressa ao romance com uma grande homenagem ao idealismo dos perdedores.

Num velho armazém de um bairro popular de Santiago do Chile, três sexagenários esperam impacientes pela chegada de um quarto homem. Cacho Salinas, Lolo Garmendia e Lucho Arencibia, antigos militantes de esquerda derrotados pelo golpe de estado de Pinochet e condenados ao exílio, voltam a reunir-se trinta e cinco anos depois, convocados por Pedro Nolasco, um antigo camarada sob cujas ordens vão executar uma arrojada ação revolucionária. Mas quando Nolasco se dirige para o local do encontro é vítima de um golpe cego do destino e morre atingido por um gira-discos que insolitamente é lançado por uma janela, na sequência de uma desavença conjugal…

Prémio Primavera de Romance 2009, A Sombra do que Fomos é um virtuoso exercício literário posto ao serviço de uma história carregada de memórias do exílio, de sonhos desfeitos e de ideais destruídos. Um romance escrito com o coração e o estômago, que comove o leitor, lhe arranca sorrisos e até gargalhadas, levando-o no fim a uma reflexão profunda sobre a vida.

****

Foi a 4 de outubro de 1949, na localidade chilena de Ovalle, a mais de 300 km a norte da capital, Santiago, que nasceu Luis Sepúlveda.

Filho de um militante do Partido Comunista e proprietário de um restaurante, e de uma enfermeira de origens mapuche (um povo indígena da região centro-sul do Chile e do sudoeste da Argentina), Luis Sepúlveda cresceu no bairro San Miguel de Santiago e estudou no Instituto Nacional, onde começou a escrever por influência de uma professora de História.

Aos 15 anos ingressou na Juventude Comunista do Chile, da qual foi expulso em 1968. Depois disso, militou no Exército de Libertação Nacional do Partido Socialista. Após os estudos secundários, ingressou na Escola de Teatro da Universidade de Chile, da qual chegou a ser diretor. Anos mais tarde, licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Iraniano no Brasil agradece a Trump e Israel por ataque ao Irã

Eles GUARDAM o AVIÃO em CASA - Conheça o FLY VILLE em Santa Catarina

Sol? Chuva? Confira previsão do tempo para 1ª semana de março no Rio

Terceiro mês do ano marca o fim do verão e o início do outono

Raphael Fernandes 

Sol entre nuvens na Zona Sul do Rio de Janeiro. Foto: Cristina Boeckel/G1

A primeira semana de março na cidade do Rio de Janeiro será predominantemente ensolarada, mas com possibilidade de precipitações em alguns momentos.

De acordo com o site especializado em meteorologia ”Climatempo”, a capital fluminense terá, nesta segunda-feira (2/3) e também na terça (3/3), sol com algumas nuvens e chuva passageira. À noite, apesar da nebulosidade, o tempo fica firme. Nos dois dias, os termômetros cariocas devem marcar de 17 a 33 graus.

Para quarta (4/3) e quinta (5/3), a tendência também é de sol entre nuvens, com pancadas de chuva durante a tarde. Na sexta (6/3), vale ressaltar, o tempo será parecido, mas não deve chover. Nesses três dias, as temperaturas ficarão entre 22ºC e 31ºC.

“Acorda Brasil” leva multidões às ruas, amplia pressão contra STF e une direita em torno de Flávio Bolsonaro


Wesley Oliveira

Manifestações do movimento “Acorda Brasil” reuniram milhares de pessoas neste domingo (1º), em ao menos oito capitais, com pautas que incluíram a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, a derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria e críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em São Paulo, principal palco do ato, lideranças da direita transformaram a mobilização em demonstração de força política e reforçaram o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como principal referência do campo conservador para 2026.

Na Avenida Paulista, a concentração começou pouco antes do meio-dia e se consolidou, ao longo da tarde, como o centro simbólico e político das manifestações pelo país. O caminhão de som “Avassalador” reuniu governadores, parlamentares e dirigentes partidários, em um palco que evidenciou a tentativa de unificação da direita em torno de uma agenda comum — anistia, críticas ao STF e oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além de Flávio, discursaram o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), organizador do ato, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) também participaram do evento, reforçando o caráter político da mobilização.

A presença simultânea de pré-candidatos ao Palácio do Planalto no mesmo palanque foi tratada como sinal de convergência estratégica. Caiado afirmou que, caso eleito, seu “primeiro ato” será conceder anistia plena aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Zema, sem citar nomes, declarou que “ninguém no Brasil é intocável”, em referência indireta a ministros do STF. Já Flávio adotou tom eleitoral ao projetar o retorno de Jair Bolsonaro ao Planalto em 2027.

“O silêncio não é mais uma opção. Nós estamos aqui e não vamos desistir do nosso Brasil”, afirmou Flávio Bolsonaro. Em outro momento, dirigindo-se ao pai, acrescentou: “Em janeiro de 2027, você vai pessoalmente subir aquela rampa do Planalto junto com o povo brasileiro”.

Impeachment e críticas aos ministros do STF dominaram os discursos

As críticas ao Supremo e a defesa do impeachment de ministros da Corte foram temas recorrentes nos discursos na Avenida Paulista. Do alto do trio elétrico, lideranças da direita concentraram críticas especialmente em decisões envolvendo os atos de 8 de janeiro e investigações contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Torcida do Vasco aponta culpados por eliminação no Carioca

O Vasco da Gama teve pênalti perdido contra o Fluminense e acabou eliminado na semifinal do Campeonato Carioca

França Fernandes

O Vasco empatou com o Fluminense por 1 a 1, na tarde deste domingo (1), e acabou eliminado na semifinal do Campeonato Carioca. Nas redes sociais, muitos torcedores do Cruzmaltino apontaram o principal responsável pela eliminação.

Foto: Delmiro dos Santos Junior/Mochila Press

Em jogo pegado, o Vasco saiu na frente do Fluminense com gol de Robert Renan. No segundo tempo, Brenner teve pênalti, mas parou nas mãos de Fábio. Ganso teve a chance na penalidade e não desperdiçou para sacramentar a classificação tricolor.

Nas redes sociais, torcedores do Cruzmaltino criticaram muito Brenner, que perdeu o pênalti, e Barros, que cometeu a penalidade decisiva. Veja os comentários sobre a dupla abaixo:

Como foi o jogo entre Vasco e Fluminense

domingo, 1 de março de 2026

Militantes NAS redações: “Tenham vergonha!”

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[Discos pedidos] Abençoado Sol (I)

Metamorfoses ambulantes

Para não perder eleitores, políticos brasileiros não se acanham em dizer agora o oposto do que diziam antes. E apostam no curto prazo ao invés de olhar para o futuro


Nuno Vasconcellos

Quem acompanhou, na semana passada, o último capítulo da novela que terminou com a aprovação pela Câmara dos Deputados da lei que endurece o tratamento às facções do crime organizado, reparou um detalhe, no mínimo, intrigante. Parlamentares da situação, que normalmente rejeitam toda e qualquer medida minimamente rigorosa de combate à bandidagem, acabaram dizendo sim ao mesmo texto que cobriam de críticas em novembro do ano passado — quando o relatório apresentado pelo deputado Guilherme Derrite (PP/SP) foi aprovado por 370 votos a 110. No final das contas, o projeto foi aprovado por votação simbólica e seguiu para sanção do presidente da República.

Merece atenção, especialmente, essa mudança de posição dos deputados da esquerda a respeito de uma posição que parecia um dogma sagrado em sua cartilha de princípios — o de que bandido bom é bandido solto e sem a obrigação de prestar contas à Justiça. O que terá acontecido nos últimos meses para justificar uma mudança de posição tão radical a respeito de um assunto tão sensível, como é o combate à criminalidade? 

Vamos aos fatos. Derrite ocupava a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e se licenciou do cargo para relatar um projeto de lei destinado a punir as facções criminosas que espalham terror pelo país. O momento não poderia ser mais propício. No dia 28 de outubro, uma operação vigorosa conduzida pelas polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro nas comunidades da Penha e do Alemão terminou com 122 mortes. Cinco das vítimas fatais eram policiais. Entre as outras 117, a grande maioria era de narcotraficantes ligados à facção Comando Vermelho.