segunda-feira, 10 de agosto de 2026

[Sétima Arte] No vale das sombras

In the Valley of Elah (No Vale de Elah, em Portugal, No Vale das Sombras, no Brasil) é um filme norte-americano de 2007 dirigido por Paul Haggis. 

No primeiro fim de semana após retornar do Iraque, Mike Deerfield (Jonathan Tucker) desaparece. Ele passa a ser considerado como foragido do exército, com seus pais, Hank (Tommy Lee Jones) e Joan (Susan Sarandon), sendo informados.

Ao saber do caso, Hank, que é um ex-policial militar, decide partir em busca do filho.

Ele recebe a ajuda da detetive Emily Sanders (Charlize Theron), que trabalha na jurisdição onde Mike foi visto pela última vez.

À medida que as investigações avançam o que era um caso de desaparecimento torna-se uma suspeita de assassinato, o que faz com que Emily tenha que enfrentar o alto escalão militar.  

***

Fala terráqueos como vão vcs? Cês tão legais? Como tá a Pandemia de vcs? Tá Boa? Tá ruim? Tá coisada que nem a minha? Espero que não… Eu nem posso reclamar, na verdade, sabe… eu reclamo porque a gente sempre reclama de tudo né? Então eu vou dizer que eu tô legal… 

Terceiro e último filme dessa sexta-feira, primeiro de abril… dia da mentira. É um drama… de duas horas de duração chamado “No Vale das Sombras” (ou “In The Valley of Elah” no original em inglês), lançamento dele foi em 2007, então já tá velhinho. Eu tropecei nele zapeando no catálogo da Netflix. O filme estrelado por Tommy Lee Jones, Charlize Theron, Susan Sarandon e Jason Patric conta a história de Hank Deerfield (interpretado por Tommy Lee Jones) um sargento aposentado das Forças Armadas Americanas que resolve procurar pelo filho Mike (interpretado pelo ator Jonathan Tucker), que desaparece do nada, próximo à base onde estava trabalhando depois de voltar de uma campanha sangrenta na Guerra do Iraque. 

domingo, 9 de agosto de 2026

[As danações de Carina] No dia dos pais, minha mãe...

Carina Bratt

Meus queridos leitores das minhas ‘Danações’ de todos os domingos e, em especial ao meu amigo Jim Pereira.

DE CORAÇÃO, rogo a todos os meus leitores de domingo, da minha coluna ‘Danações’ por contas desse domingo não ter enviado, como sempre faço a minha colaboração. A todos, pois, as minhas sinceras desculpas pelo atraso no envio do texto.

Não foi por descuido nem por esquecimento, tampouco por falta de importância, muito pelo contrário.

O meu amigo Jim e todos os meus leitores precisam saber o que houve. Ontem à noite, eu e Aparecido precisamos retornar de uma viagem com certa urgência à Vila Velha.

Minha mãe precisou ser levada às pressas. E careceu de ficar internada. 

Eu e Aparecido corremos com ela, e graças ao Pai Maior, cuidamos de tudo o que foi necessário, e nessa correria angustiada de cada momento, acabei me esquecendo de enviar as minhas ‘Danações’. 

Tudo o que era rotina e calma se desfez em preocupações, e só agora, às 14h50 consegui respirar aliviada ao vê-la bem e em franca recuperação. Mais calma e serena, pude dar uma parada básica e voltar à normalidade e obviamente aos meus afazeres cotidianos. Sem me esquecer, de enviar essa pequena ‘Nota de esclarecimento’.

Agradeço a todos e especialmente ao amigo Jim, que todos os domingos publica os meus escritos e me acolhe com o seu coração grandioso em face da sua paciência.

Em breve prometo entregar o texto que deveria ter sido enviado ontem.

Aos meus leitores, em contrapartida, repetindo, sei que merecem acima de tudo uma explicação e sei também que posso contar com a compreensão de todos nesses momentos difíceis.

Com apreço, reiterando as minhas desculpas sinceras,

Título e Texto: Carina Bratt, em Vila Velha, ES, 9-8-2026

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[As danações de Carina] E se dissesse tudo o que eu sinto, você ainda me olharia assim?
‘Esdruxulidades’ para ninguém botar defeitos
Buraco de tatu
O meu maior desejo vem exatamente daquilo que sequer tenho coragem de revelar
Não inflói, nem contribói - Mas diverte muito!
Sobre o amor 
Cochinchina

[Antigamente] Paris: canicule de 1911

Canicule de 1911 : la France suffoque pendant 70 jours et pleure des milliers de jeunes enfants 

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Columbo 
[Antigamente] ALF, o ETeimoso 
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Morreu! 
O amigo da onça (2) 
[Antigamente] Caneco 70

Dia dos Pais para todos. Menos para um

Condenados pelos crimes mais brutais do país passam o Dia dos Pais em casa. O ex-presidente não pode abraçar os próprios filhos

Rogerio Pires 

Hoje é Dia dos Pais. E antes de qualquer outra coisa, quero homenagear todos os pais brasileiros. Os que acordam cedo, os que chegam tarde, os que criam sozinhos, os que se desdobram para estar presentes. A data é deles.

Mas existe um pai, neste domingo, que a Justiça brasileira proibiu de receber os próprios filhos.

Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliar, pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para receber Flávio, Carlos e Jair Renan na tarde do Dia dos Pais. A defesa foi clara: tratava-se de um pedido excepcional, de caráter humanitário e familiar, apenas para preservar o vínculo entre um pai e seus filhos, pelo tempo e nas condições que o ministro entendesse cabíveis.

Alexandre de Moraes negou.

No despacho publicado neste sábado, o ministro julgou o pedido prejudicado, lembrando que as visitas ao ex-presidente estão suspensas por 30 dias desde 17 de julho, com exceção apenas de médicos, fisioterapeutas e advogados. A suspensão foi imposta depois que Flávio Bolsonaro leu publicamente uma carta escrita pelo pai, o que Moraes considerou descumprimento das medidas cautelares. Essa é a justificativa oficial, e ela precisa ser registrada aqui, porque jornalismo sério registra os dois lados.

Registrado o outro lado, vamos ao que ele não explica.

Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos próprios pais, cumpre pena em regime aberto desde janeiro de 2023. Vive no interior de São Paulo, casou-se, teve um filho, cursa faculdade de Direito.

Alexandre Nardoni, condenado pela morte da filha Isabella, progrediu ao regime aberto em 2024. Ana Carolina Jatobá, condenada pelo mesmo crime, também já deixou o regime fechado.

Elize Matsunaga, condenada pelo homicídio e esquartejamento do marido, está fora da prisão desde 2022 e hoje trabalha como motorista de aplicativo.

E tem mais.

Brasileiro preso em Cuba é acusado de espionagem e pode ser condenado à morte

Embaixada brasileira em Havana afirma acompanhar o caso, mas não faz qualquer esforço pelo brasileiro

Allan Dos Santos

Marcelo Scampini está em prisão preventiva e responde a processo por espionagem. Documento cubano obtido pela Timeline prevê penas que podem chegar à prisão perpétua ou, em tese, à morte

Um cidadão brasileiro está preso em Cuba e é investigado pelas autoridades do regime por espionagem, em um processo mantido integralmente sob sigilo e que envolve, segundo seu advogado, equipamentos eletrônicos utilizados para captar sinais nas proximidades de instalações consideradas estratégicas.

Documentos obtidos com exclusividade pela Revista Timeline identificam o brasileiro como Marcelo Scampini e mostram que o processo tramita sob o número PN260302100257. O contrato oficial de serviços jurídicos emitido pela Organización Nacional de Bufetes Colectivos (ONBC), estrutura à qual pertencem os advogados cubanos, registra expressamente como assunto: “ESPIONAJE, ART. 116.1.2.3.4.6”.

O mesmo documento classifica Scampini como “imputado, acusado o sancionado” e informa que o caso está vinculado à unidade de investigação da PNR de Villa Marista, em Havana.

Villa Marista não é um endereço qualquer dentro do sistema cubano: é historicamente associada aos órgãos de Segurança do Estado.

A Timeline teve acesso também a uma extensa manifestação escrita do advogado cubano Manuel Alejandro Alonso Díaz, contratado pela família para representar Scampini.

E é nesse documento que aparecem os elementos mais graves do caso.

O que Marcelo teria admitido

Segundo Alonso Díaz, o processo está submetido à chamada “reserva del examen de las actuaciones”, mecanismo que mantém secreta a investigação. O próprio advogado afirma não ter acesso ao conjunto do inquérito.

Onde é? Qual o nome? 😉

Cada vez mais isolado

O Brasil amplifica as crises com os Estados Unidos e a Argentina, enquanto o Paraguai não liga para o que Lula falou e fecha acordo nuclear com Washington


Nuno Vasconcellos

Entre as críticas cada vez mais ácidas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Brasil têm recebido do presidente da Argentina, Javier Milei, um ponto deve ser levado a sério. Muito a sério. Não porque envolve troca de ofensas entre os governantes, mas porque toca numa questão sensível demais para ser ignorada. Como disse o comunicado de Buenos Aires sobre o rebaixamento das relações entre os dois países, decidida por Brasília, “o Brasil está se isolando do restante da região por razões puramente ideológicas”.

Ninguém precisa gostar de Milei para concordar com o que ele diz. Basta observar os acontecimentos recentes no campo das relações internacionais para constatar as consequências da postura brasileira. O que mais chama atenção nesses episódios é a capacidade que o Itamaraty tem demonstrado de amplificar problemas menores e escolher caminhos errados na hora de lidar com as questões mais sérias.

CORPO MOLE

Na semana passada, como reação às declarações de Milei sobre Lula, o Itamaraty retirou o embaixador do Brasil, Júlio Bitelli., de Buenos Aires e rebaixou a embaixada na Argentina para uma representação de negócios. Como consequência, forçou a saída de Brasília do embaixador argentino, Guillermo Daniel Raimondi.

Pela importância das relações entre os dois países tanto do ponto de vista econômico quanto geopolítico, isso já seria suficiente para acender o sinal de alerta. Só que a crise não parou por aí. Como reação ao corpo mole que o Brasil vem fazendo para aprovar o nome de Daniel Perez, escolhido pelo presidente Donald Trump para ser embaixador dos Estados Unidos no Brasil, o secretário de Estado Marco Rubio cancelou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiz Viotti.

[Aparecido rasga o verbo – Extra] Ficou em mim uma ausência que nunca foi embora

Aparecido Raimundo de Souza

Para meu Pai Roberto, onde estiver, as minhas saudades eternas. E aos meus filhos, todas as felicidades do mundo.

MEU PAI, desde que me conheço por gente, esteve divorciado do meu dia a dia. Por incrível que pareça, esse afastamento se fez sempre disperso e fragmentado. Em decorrência do vazio intransponível e levado pelo peso endoidecido, bem ainda por sua dinâmica de existência, o vácuo enegrecido se estendeu, ou melhor, ainda se alonga e persiste por todos os meus setenta e três anos. Em outras palavras, essa disjunção doentia hoje e agora, se sustenta e até o presente momento, alimentada por uma carga negativa que sobrevive e creio, se dilatará e se engrandecerá até os fins dos meus dias aqui na Terra.

A minha vida, desde os 19 de março de 1953, sofre com esse esvaziado. Meu pai nunca me segurou desde os encantos dos primeiros passos. Não ouviu as minhas primeiras palavras, não esteve ao meu redor quando careci de conselhos, nem quando celebrei as minhas conquistas. Cresci ao apego do acaso, carregando um silêncio pesado dentro do peito, um espaço grandioso e incomensurável que nunca se preencheu — e eu, tolo, abobado, abestalhado, infantil e leigo, julguei houvesse me ajustado ou me amoldado, ou ainda, me naturalizado com a densa situação.

Certas coisas, em nossa vida, a gente por mais que se viva ou queira deixar que passe em branco, tipo assim despercebido, não gera os resultados esperados.  Até que a notícia chegou do nada: Papai havia morrido. Foi a partir de então, quando descobri, ou melhor, me conscientizei de que ele já não estava mais neste mundo. A saudade dele bateu e caiu intransigente. Se fez forte, corpulenta e grossa, destemida, alentada e fornida. Caiu como um temporal com ventos destruidores. Estranho, não é mesmo? Esquisito pra caramba, assemelhado a um membro paralítico que a gente sabe que tem na conjunção do corpo, todavia, por algum motivo de força maior, não podemos usá-lo.

Se faz inerte. Foi assim ou pior. Foi por esse sentir que a falta dele se apossou de mim. Estagnou. O não estar presente o autor da minha vida, me moldou por completo. Meu Deus, sentir uma falta tamanha de quem nunca esteve presente não é coisa normal. Mas na saudade, ou dentro dela, foi por conta do seu peso malévolo que descobri tarde demais, ela não nasce apenas do que vivemos. 

sábado, 8 de agosto de 2026

48 horas depois, a caçada começou

A PGR arquivou o caso de Alfredo Gaspar em maio, por falta de indícios. Ele virou vice de Flávio Bolsonaro numa quarta-feira. Na sexta, a Polícia Federal entrou em cena

Rogerio Pires 

Preste atenção na cronologia desta história. Ela diz mais do que qualquer editorial. 

Na quarta-feira, 5 de agosto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente em sua chapa. Ex-procurador de Justiça, ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, Gaspar chegou ao posto depois de semanas de especulação. 

Na sexta-feira, 7 de agosto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Federal investigue indícios de crimes na execução de emendas Pix auditadas pelo Tribunal de Contas da União. Na lista, está justamente a emenda indicada por Alfredo Gaspar. 

Quarenta e oito horas. Esse foi o intervalo entre o anúncio político e a decisão judicial. 

O caso que já tinha sido encerrado 

Para entender o peso desse calendário, é preciso voltar alguns meses. 

Em abril, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou à Procuradoria-Geral da República uma representação contra Gaspar. O motivo: emendas Pix de sua autoria, no total de R$ 6,2 milhões, destinadas ao município de São José da Laje, no interior de Alagoas. Uma auditoria do TCU havia apontado falhas de rastreabilidade na aplicação do dinheiro pela prefeitura. 

A PGR analisou. E arquivou. 

No parecer, o órgão foi direto: indicar emendas é atribuição constitucional do parlamentar, e isso, por si só, não permite presumir responsabilidade por irregularidades na execução dos recursos. A gestão do dinheiro cabe ao ente que o recebe, no caso, a prefeitura. E, mais importante, a Procuradoria registrou a “ausência de indícios concretos da participação do representado nas possíveis irregularidades”. O despacho de arquivamento foi assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho. 

Justiça e povo: um divórcio perigoso

O Supremo Tribunal espanhol decretou que pessoas que atravessassem a fronteira numa zona onde não existissem «barreiras físicas» não poderiam ser devolvidas imediatamente ao local de onde provinham, as chamadas «devoluções a quente». Muitos acreditam que esta jurisprudência terá contribuído para criar um enorme efeito de chamada na atual crise migratória de Ceuta. 

Há pouco mais de um ano, no Reino Unido, um juiz suspendeu a expulsão de um criminoso albanês porque o seu filho não gostava do «tipo de nuggets vendidos no estrangeiro». 

Em Portugal, o Tribunal Constitucional chumbou a lei que permitia que pessoas condenadas por crimes particularmente graves, como homicídio, pudessem perder a nacionalidade portuguesa. A medida aplicar-se-ia apenas a quem mantivesse outra nacionalidade, não podendo, portanto, criar situações de apatridia. E leis deste tipo vigoram em vários países europeus, com longa tradição democrática e de respeito pelos direitos humanos, como França, Países Baixos, Bélgica ou Dinamarca. 

Acredito que a maioria da opinião pública destes três países teria muita dificuldade em compreender estas decisões, e ainda maior dificuldade em concordar com elas. 

Não discuto estas decisões do ponto de vista jurídico, até porque não é essa a minha área. Discuto-as do ponto de vista social e político. 

E, sob esses pontos de vista, acredito que um grande divórcio entre o poder judicial e a opinião pública não é desejável. Quer esse divórcio resulte de formulações jurídicas excessivamente afastadas do senso comum, quer de interpretações dos juízes que possam ser percecionadas como politicamente enviesadas. 

Admito que os quadros legais devam funcionar como mecanismos de moderação e como barreiras aos populismos e aos imediatismos justicialistas. A Justiça não pode ser feita ao sabor da indignação do momento nem das maiorias circunstanciais. 

Debate na Band: Tarcísio e Haddad se enfrentam neste domingo, 9 de agosto

A Band abre a temporada de debates eleitorais na TV com confrontos entre candidatos aos governos de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Piauí, Ceará, Amazonas, Bahia, Paraná, Rio Grande do Norte, Paraíba, Maranhão, Goiás e do Distrito Federal.   

Em São Paulo, o formato do debate foi definido com as campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, e Fernando Haddad (PT), ex-prefeito da capital paulista e ex-ministro da Fazenda. 

A cobertura especial, na sede da emissora, em São Paulo, começa às 19h, com a chegada dos candidatos. O debate terá início às 20h, com transmissão ao vivo na TV aberta, Band.com.br, YouTube do Band Jornalismo e Bandplay. Em São Paulo, o debate também será transmitido simultaneamente no Kwai. Veja mais detalhes →  

Veja mais destaques:

·         Saiba quais são os candidatos a governadores de todos os estados

·         Como assistir aos debates para governadores na tela da Band

·         Mitre: A expectativa para os debates de domingo na Band

·         Reinaldo Azevedo: Eleição nos coloca diante de soberania ou submissão

O homem de Lula caiu na malha da PF e a meretriz estampa o nome de Flávio

PF achou pilhas de dinheiro vivo no caso que cerca o vice-líder de Lula no Senado. Adivinhe quem a imprensa colocou na manchete


Rogerio Pires

Na terça-feira, 4 de agosto, a Polícia Federal deflagrou mais uma fase da Operação Sem Desconto, a investigação da Farra do INSS, o esquema que sangrou o contracheque de aposentados e pensionistas num rombo estimado em mais de R$ 6,3 bilhões. Foram 18 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo STF, cumpridos no Distrito Federal e no Maranhão.

E o que os agentes encontraram? Pilhas de dinheiro vivo. E, no escritório do advogado Willer Tomaz, em Brasília, uma máquina profissional de contar cédulas. Isso mesmo: máquina de contar dinheiro em escritório de advocacia. A imprensa maranhense noticiou cerca de R$ 500 mil em espécie apreendidos; a PF não divulgou o valor total. O objeto desta fase, segundo a própria corporação, é lavagem de dinheiro: laranjas, empresas de fachada, contas de terceiros e transações em espécie para apagar o rastro do dinheiro desviado dos aposentados.

Agora a pergunta de um milhão: no colo de quem esse escândalo desabou?

No colo do senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão. Sabe quem é Weverton? É o vice-líder do governo Lula no Senado. É o líder do bloco parlamentar formado por PDT e PT, o bloco do Planalto. É o relator da indicação de Jorge Messias, o advogado-geral de Lula, para uma vaga no Supremo. Quando o Planalto precisa de alguém de confiança para carregar uma pauta sensível no Senado, chama Weverton. Ele já figura como investigado no inquérito desde a fase de dezembro de 2025. Agora a PF foi buscar a esposa, a filha e as irmãs dele.

Traduzindo: a operação que achou pilhas de dinheiro e máquina de contar cédulas atingiu o núcleo familiar de um dos homens mais importantes de Lula no Congresso.

7-8-2026: Oeste sem filtro – André Mendonça peita PF lulista que defende amigão de Vorcaro + STF impõe derrota a m. e abre janela a presos do 8 de janeiro

[Versos de través] A oeste

Manuel Cândido Pimentel 

Aqui estou a oeste comovido. Lembro-me de tudo  
quando a tua presença enchia a minha e vibrávamos 
como uma corda de violino ou uma taça de champanhe
que bebíamos com morangos. Sabíamos a festa!

Eu acariciava o teu pescoço longo de gazela
e perdia-me no frémito nervoso do teu corpo
como quem se perde numa floresta
e não quer regressar a algures.

Éramos o que éramos. Amantes!
Desconhecíamos o destino, e o futuro
era um rasgo de luz profundo que nos fitava.

Mas um dia houve em que o dia não chegou
e a luz esmaeceu e o rasgo se fechou… para sempre.
O futuro sou eu hoje, aqui, a oeste comovido.


Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 28-1-2024

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Minha confissão leal 
Rei Cortiço 
Eurídice 
Vogais 
Visão

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Mayor de Nova Iorque, que se opõe à identificação dos eleitores, vai exigir prova de identidade em supermercados de desconto

Paulo Hasse Paixão

A  exigência de um documento de identidade para aceder a descontos em supermercados financiados pelos contribuintes na cidade de Nova Iorque evidenciou as inconsistências na oposição do Mayor Zohran Mamdani à exigência de um documento de identidade para votar 

Os supermercados municipais propostos pelo autarca de Nova Iorque vão exigir que os consumidores obtenham um documento de identidade emitido pelo município para aceder a produtos básicos com desconto, de acordo com as autoridades responsáveis ​​pelo projeto.

Durante uma conferência de imprensa na semana passada, Mamdani afirmou que produtos como leite, queijo e pão teriam preços cerca de 30% mais baixos do que os praticados no retalho, enquanto a responsável interina da Corporação de Desenvolvimento Económico, Jeanny Pak, disse que um sistema de identificação semelhante a um cartão de biblioteca ajudaria a impedir os clientes de comprar produtos com desconto para revenda. mdani

Mamdani afirmou que o programa, de inspiração claramente marxista, visa fornecer alimentos a preços acessíveis, em vez de criar oportunidades para que as pessoas lucrem com a revenda de produtos. No entanto, os críticos observaram que Mamdani e os seus aliados do movimento Socialistas Democráticos da América (DSA) opuseram-se veementemente à exigência de identificação dos eleitores, apesar de apoiarem a identificação para o programa de supermercados. Duas das cinco lojas previstas já foram anunciadas, estando a primeira prevista para abrir apenas no final de 2027, dado que a cidade procura parceiros privados para operar os mercados, uma vez que não tem experiência na gestão de supermercados.

Distopia do Reino Unido: Imigrante afegão recebe pena leve por violar um jovem com deficiências cognitivas num parque público

Paulo Hasse Paixão

Um requerente de asilo afegão acusado de violação de um homem vulnerável em Leicester, Inglaterra, foi condenado a apenas seis anos de prisão. Cumprirá não mais que quatro 

Islamuddin Talash, um requerente de asilo de 43 anos do Afeganistão, foi condenado por violar um jovem de 20 anos em Leicester, Inglaterra, no dia 9 de Outubro de 2023. A vítima não conhecia a região, pois tinha fugido de casa, e procurava comprar uma bicicleta. Talash alegou que possuía uma e convidou a vítima para o seu hotel. De seguida, levou-o para um parque próximo, onde ocorreu o ataque.

De acordo com as provas apresentadas durante o julgamento, o crime de Talash tem a agravante de ter exposto conscientemente a vítima a potenciais riscos de saúde, uma vez que estava a ser submetido na altura a tratamentos contra uma doença sexualmente transmissível. Felizmente, o jovem, que tem dificuldades cognitivas e sociais, não contraiu a doença.

Ainda assim, Talash, que entrou na Grã-Bretanha alegando perseguição dos talibãs, foi condenado no Tribunal da Coroa de Leicester a apenas seis anos de prisão, sendo que a sentença estipula até que o criminoso cumpra em regime de presídio somente dois terços da sua pena.

O afegão enfrenta também a deportação automática no final da sua sentença, embora não haja garantia de que esta seja executada, uma vez que a maioria dos imigrantes consegue recorrer com sucesso do seu regresso a países como o Afeganistão. O caso sublinha a ameaça contínua representada pelos requerentes de asilo para o público britânico, fazendo eco de muitos ataques semelhantes nos últimos anos.

[Aparecido rasga o verbo] Havia um sol naquele céu...

Aparecido Raimundo de Souza

HAVIA UM SOL, naquele céu, meu Deus! Era um sol bonito, diferente, grandioso, mavioso, aconchegante, e trazia em sua pele macia algo desvairado e excepcional de todos os outros. Não era um sol agressivo de meio-dia, à pino, que queimava a nuca e fazia a gente correr para a sombra mais próxima, mas aquele sol, uau!... Ele se mostrava dourado, e nos finais de todas as tardes, derramava sobre toda a extensão do terreiro, uma incandescência inebriante, como se alguém tivesse virado, tipo assim, um balde de mel sobre o meu mundinho que não ia além do portão de madeira que separava a rua e as demais residências da nossa.

E o mais importante: ele não cegava. Acariciava. Pairava sobre as folhas da mangueira nos fundos do quintal, brilhava soberbo como se fosse de papel laminado, a parede de barro da casa do meu avô João Raymundo ganhava um tom indescritível, e até o pó que levantava, quando o vento passava, parecia flutuar e o fazia leve e flavescente, ensejando no ar uma mesura incandescente que se estendia e se encompridava para além dos meus olhos ávidos de menino sapeca. Eu tinha, nessa época, onze anos. Nesses dias do sol sempre bonito, eu teimava em usar uma camiseta que ficava grande em mim.

Viera herdada de tio José, (irmão de meu avô) e houve um dia especial, em que eu devorava uma manga que vovô tinha colhido minutos antes. O suco da fruta doce escorria pelo meu pulso até secar nos espaços do cotovelo, deixando uma marca engraçada tipo assim, uma coisa meio grudenta. Vovô João Raymundo se fazia sentado na cadeira de madeira perto da porta da cozinha, consertando uma rede que tinha se rasgado na semana anterior quando ele saíra para pescar com alguns vizinhos. Seus dedos grossos e cheios de calos passando a agulha de ponta fina entre os fios de náilon se conchavavam com uma delicadeza que eu nunca tinha visto em ninguém.

O radinho de pilha, encostado nos pés do fogão de lenha, tocava Milionário e José Rico, a voz do Milionário parecia vir de muito longe, misturada ao canto de um bando de passarinhos que pousavam nos galhos mais alto do vergel que se perdia para as bandas do Rio.

— Esse sol é dos bons — ele dizia sem parar de costurar, sem levantar os olhos da rede. Deixa a gente lembrar dos dias que ainda vão chegar, e dos que já se foram para bem longe no distante longínquo que agora se divorcia diante de nossas vistas.

Maracanã ou São Januário? Nuno Moreira revela preferência do elenco do Vasco

Atacante do Vasco da Gama, Nuno Moreira destaca a força da torcida em ambos os estádios e afirma qual casa é a preferida do grupo.

Altair Alves

O Vasco confirmou a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil ao vencer o Fluminense por 3 a 1, na quarta-feira, no Maracanã. Após o clássico, o atacante Nuno Moreira elogiou o trabalho do técnico Pedro Emanuel e revelou que, apesar do ambiente criado pela torcida no Maracanã, o elenco prefere atuar em São Januário. 

Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Segundo o português, o apoio dos vascaínos é marcante nos dois estádios, mas a Colina Histórica oferece um clima especial para os jogadores.

– Aqui (no Maracanã) a torcida faz lindas festas, mas também faz em São Januário. Já estive em jogos em São Januário que me deixavam arrepiado só de ouvir cantar. Acho que não há muita diferença entre Maracanã e São Januário, mas nós preferimos São Januário, por ser a casa do Vasco — afirmou.

Titular no confronto, Nuno Moreira deixou o gramado no segundo tempo para a entrada de Adson. Em campo, o Vasco construiu a vitória com dois gols de Brenner e Puma Rodríguez. Como o duelo de ida terminou empatado sem gols, o Cruzmaltino garantiu a classificação sem precisar da disputa por pênaltis.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

A “supremacia da ignorância” ou a supremacia do Estado? Lula, o ensino doméstico e o eco de Kollontai

Maria Helena Costa

Quando Luiz Inácio Lula da Silva afirma que o ensino doméstico é “a supremacia da ignorância tentando vencer o pensamento da maioria”, não está apenas a criticar um modelo pedagógico. Está a declarar, com clareza, qual é a sua concepção de educação: a escola controlada ou regulada pelo Estado deve ser o espaço obrigatório de formação das crianças, e qualquer tentativa de os pais assumirem integralmente essa responsabilidade é vista como a arrogância de uma minoria.

A frase é reveladora. Não se discute a qualidade do ensino em casa, os resultados académicos ou a capacidade dos pais. Discute-se o direito de se subtrair ao “pensamento da maioria”. Noutras palavras: a educação não pertence prioritariamente à família, mas à coletividade organizada pelo Estado.

Essa lógica não é nova. Em 1920, Alexandra Kollontai escreveu em O Comunismo e a Família que a sociedade comunista deveria assumir progressivamente as funções de criar e educar as crianças. “A pátria comunista alimentará, criará e educará o filho”, afirmou. A criança sairia “do marco estreito da família” e o peso da educação passaria para a coletividade. Os pais poderiam colaborar, mas a responsabilidade principal seria social e estatal. O objetivo era formar a nova geração nos valores do regime, libertando a mulher do trabalho doméstico individual e dissolvendo a família tradicional como unidade autónoma de transmissão de valores.

Lula não citou Kollontai. Não precisa. A estrutura do argumento é a mesma: a formação da criança não pode ficar sob o domínio exclusivo dos pais quando isso diverge do projeto coletivo. O “pensamento da maioria” ocupa, no discurso contemporâneo, o lugar que a “pátria comunista” ocupava no texto de 1920. Em ambos os casos, a autonomia familiar é tratada com suspeita.

O erro em esperar que Trump salve o Brasil do regime brasileiro

A pressão americana aumentou o custo da repressão no Brasil, mas a máquina continua operando contra opositores do regime

Leandro Ruschel


Há uma ilusão confortável na direita brasileira: a de que Washington pode resolver aquilo que o Brasil não teve coragem de desmontar por dentro.

A volta de Trump elevou o custo da repressão no Brasil. Isso é verdade. O regime passou a ter de calcular melhor seus passos, medir o desgaste internacional e lidar com uma pressão externa que antes não existia.

Mas custo não é impedimento.

Os Estados Unidos nunca foram a causa da liberdade brasileira. Foram, no máximo, um freio. E freio não muda a direção do carro quando quem está ao volante continua sendo o mesmo regime.

Por isso a pergunta precisa ser respondida com cuidado: se Trump não conseguir eleger seu sucessor, o Brasil fica mais exposto?

Sim. Mas não porque Washington seja a salvação. E sim porque o problema brasileiro continua de pé: a máquina interna de censura, perseguição política, captura institucional e controle econômico.

Esse escudo tem três propriedades. E é preciso entender as três juntas.

A primeira: ele encarece a repressão, mas não a impede

Durante o período de pressão máxima, Malafaia virou réu, Zema foi puxado para o inquérito, Flávio virou alvo de um inquérito aberto por Moraes por causa de um post crítico a Lula, Gayer virou réu, Van Hattem também foi denunciado.

Ou seja: a máquina não parou. Ela só ficou mais cara de operar.

A segunda propriedade: ele é negociável

As sanções contra Moraes foram revogadas em dezembro de 2025, com Trump no auge da força política, sem nenhuma eleição pelo caminho. Não caíram por fraqueza americana. Foram trocadas.

Piscinão de Ramos passa por manutenção a partir desta quarta-feira

Lago será completamente esvaziado para ser limpo e entregue à população para uso no verão. Serviço deve terminar em setembro

Patricia Lima

O Piscinão de Ramos, na Zona Norte da cidade, vai passar por manutenção a partir desta quarta-feira (5), informou a Fundação Rio-Águas

A realização do serviço é uma preparação para o verão. Na estação mais quentes do ano, o lago costuma ser muito frequentado por moradores de Ramos e de outros bairros.

Para fazer os serviços de limpeza, as equipes da Fundação Rio-Água precisam que o equipamento estava completamente vazio, para a limpeza do fundo, como explica o presidente da entidade, João Telles:

“É um serviço rotineiro para preparar o Piscinão de Ramos para o verão. A limpeza do fundo deve ser feita com ele vazio e contribui para manter a qualidade da água desta área de lazer tão procurada por cariocas e turistas”, ressalta Telles.

Além da limpeza do fundo, os trabalhos incluem ainda a remoção de resíduos e desinfecção da areia. A previsão de conclusão é na primeira quinzena de setembro.