terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Rubio’s Munich Speech Detailed Trump 2.0’s Envisaged New World Order

Andrew Korybko 

What Trump 2.0 wants to do is lead Western Civilization’s comprehensive reforms with a view towards building a nascent civilization-state that would then unrestrainedly wield its restored collective strength to coerce rising rivals into subordinating themselves to it for restoring unipolarity

Marco Rubio, who’s one of the most powerful figures in the US due to his roles as Secretary of State and National Security Advisor, gave an historic speech at last weekend’s Munich Security Conference detailing Trump 2.0’s envisaged new world order. His words were shaped by the National Security Strategy, the National Defense Strategy, and the “Trump Doctrine”, which readers can learn more about from the preceding hyperlinked analyses. The present one will review, contextualize, and analyze his speech.

He lambasted the notion that “the end of history” arrived after the Old Cold War wherein liberal democracies would supposedly proliferate across the world and the “rules-based global order” would replace national interests. Rubio particularly criticized the outsourcing of industry to adversaries and rivals, the outsourcing of sovereignty to international institutions, self-impoverishment “to appease a climate cult”, and mass migration, all of which he admitted were mistakes and says the US wants to fix.

Rubio declared that Trump 2.0 will renew and restore Western Civilization on its own if need be but prefers to do so together with Europe from which the US emerged. He then loftily praised their shared civilization in multiple ways before claiming that its reinvigoration will inspire their armed forces. This preceded him touching upon Trump 2.0’s plans to reindustrialize, end mass migration, and reform global governance to that end, which he said will deliver tangible dividends to the Western masses.

[Livros & Leituras] OMERTA + CAUSEUR + FRONTIÈRES

OMERTA, nº 11 – Trimestriel: décembre 2025-janvier-février 2026, OMERTA Media, Boulogne-Billancourt, 128 pages.

👍👍👍👍👍

Mort de Quentin à Lyon, radioscopie d’une infamie

Gilles William Goldnadel

La mort de Quentin, lynché par des militants antifascistes, fournit un nouvel exemple tragique de l’indignation à géométrie variable de certains médias, peu enclins à dénoncer la violence d’extrême gauche, estime Gilles-William Goldnadel

Quentin est mort lynché. Il était de ceux qui, avec le collectif féministe Némésis, protestaient contre la présence de Rima Hassan, admiratrice du Hamas terroriste et violeur de femmes, à l’Institut d’études politiques de Lyon. Des antifas, probablement membres de la Jeune Garde, l’ont roué de coups, conformément à leurs usages. L’enquête qui viendra nous en dira davantage. En attendant, il convient de faire la radioscopie d’une infamie, avant et après.

Avant. La Jeune Garde, proche des Insoumis, n’est toujours pas définitivement dissoute. Contrairement à Génération Identitaire, pourtant infiniment moins violente. La Ligue des droits de l’homme a formé un recours très humaniste contre sa dissolution. La seconde était située très à droite, la première très à gauche. Elle porte son saint antifascisme en bannière. Elle fait le coup de poing contre tous les nouveaux nazis qu’elle décrète ainsi de droit divinatoire. Les opposants à l’immigration massive et illégale, les « sionistes génocidaires », et de manière générale « l’extrême droite » maudite. Elle est ointe de l’huile protectrice du privilège rouge sang.

Isto é do mais asqueroso que há

João Braz

Isto não é jornalismo, nem sequer opinião, é esterco e javardice da mais imunda...

Morre uma pessoa, foi morta por um grupo de extrema-esquerda, está mais que comprovado. Pois a notícia não o refere, mas aponta que era um jovem "ativista" e "nacionalista"...

Só falta estes javardos escreveram que estava a merecer...

Será que se fosse alguém morto pelo ICE, a palavra ICE não surgiria mil vezes?....

Quem dá um cêntimo que seja a estes javardos é também um grande javardo.

Título, Imagem e Texto: João Braz, Facebook, 16-2-2026, 16h36 

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Mort de Quentin Deranque : plusieurs suspects identifiés, dont certains liés à l’« ultragauche »

"Você não DESPREZA A IMPRENSA o suficiente!"

  No DESFILE ELEITORAL tivemos ataques: 

- à família,

- a Bolsonaro,

- aos evangélicos,

- aos conservadores,

- aos presos políticos. 

Mas, para a VEJA, "atitude radical" é: 

- usar camisa do Brasil,

- não cantar o samba,

- ignorar o desfile. 

Você não DESPREZA A IMPRENSA o suficiente!

16-2-2026: Oeste sem filtro – Carnaval do PT tem evangélicos humilhados e Lula vaiado + Oposição reage a desfile que virou palanque eleitoral


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“A degradação que hoje emana do STF já é, de longe, a maior ameaça à democracia” 
Por isso parei 
13-2-2026: Oeste sem filtro – Toffoli deixa o caso Master; oposição vai às ruas contra ministros + Ex-marqueteiro do PT critica folia de Janja e Lula no Carnaval 
1º de março de 2026: 'Fora Lula, Moraes e Toffoli!'

[Aparecido rasga o verbo] E as máscaras dos “carnavais fracassados” por acaso alguém sabe dizer onde ficaram? É mesmo? Onde??!!

Aparecido Raimundo de Souza

HAVIA, OU MELHOR, houve um tempo em que as máscaras do carnaval eram promessas de brilho, de fuga e de reinvenção. Cada rosto escondido atrás de um véu colorido carregava a esperança de ser outro mais leve, mais livre, mais feliz. Mas nem todo carnaval cumpre a sua promessa. Quem leu “O País do Carnaval”, do baiano Jorge Amado... talvez volte no tempo e se ache no texto que abaixo escrevo.

Nos “carnavais fracassados”, segundo Paulo Roberto Barros Braga, “as máscaras não escondem, apenas denunciam. O sorriso pintado escorre com a chuva, o brilho se apaga antes da meia-noite, e a fantasia pesa como fardo”. O batuque da bateria soa distante, como se o coração da festa tivesse perdido o compasso.

No dizer de Joaozinho Trinta, “São carnavais em que a multidão dança sem acreditar na própria coreografia, em que os confetes se confundem com poeira, e os foliões se tornam espectadores de uma alegria que não chega”. As máscaras, outrora cúmplices da ilusão, se tornaram espelhos daquilo que não se quis ver: a solidão no meio da multidão, o vazio pesado por trás da euforia.

No entanto, apesar disso, há uma beleza melancólica nesses carnavais falhados. O saudoso Luiz Fernando Veríssimo em um brilhante texto publicado no Jornal Zero Hora, assim se expressou: “Porque mesmo quando a festa não acontece, a máscara insiste em existir. Em ser. Ela guarda a memória de um desejo, de uma tentativa, de uma coragem de se reinventar ainda que por instantes. E cá entre nós, consegue”.

Pois bem! Talvez seja isso que nos move: a certeza de que, mesmo nos “carnavais fracassados”, há sempre uma máscara esperando para ser usada de novo, como quem acredita que a próxima dança, o próximo canto, o próximo riso, finalmente vingará.

Nos jornais do Rio de Janeiro e São Paulo, se costuma falar dos “carnavais como símbolos de alegria coletiva, da explosão cultural que atravessa ruas e avenidas. Mas há também os “carnavais que não vingaram”.  Aqueles que por falta de público, de recursos ou de espírito, se tornaram apenas promessas não cumpridas”.

As máscaras desses “carnavais fracassados” não esconderam as euforias, mas revelaram os desencantos e as tristezas. Eram rostos pintados que caminharam em desfiles esvaziados, fantasias que brilharam sob luzes apagadas, sambas que ecoaram em arquibancadas quase silenciosas. O que deveria ser catarse virou registro melancólico: a festa do povo que não aconteceu.

[Livros & Leituras] Capim em chamas

Cyprian Ekwensi, Edições 70, Lisboa, 1979, 144 páginas.

As aventuras de uma família de pastores nômadas, da tribo dos Fulani, cujo chefe é atacado pelo malefício do sokugo – a doença que torna os homens errantes –, chegariam, só por si, para prender, do princípio ao fim, a atenção dos leitores.

Todavia, a leitura deste livro, na sua simplicidade de processos narrativos, necessita de ser feita de um modo especial, pois deve ter em conta toda a paisagem que serve de pano de fundo à ação: a Nigéria, com as suas etnias e costumes, a luta daqueles que, dedicando-se à criação de gado, palmilham distâncias enormes, montando e desmontando os seus acampamentos, na procura incessante de melhores pastagens para o gado, sua única fonte de recursos de subsistência.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

"Estou enojado por tudo"

• Ataque aos conservadores

• Lula como”herói nacional”

• Bolsonaro tratado como palhaço

• Enredo “sem anistia”

• Pessoas fazendo o L

• Artistas da Rouanet

• Tudo isso passando em rede nacional pela Globo.

Deixando registrado, porque daqui a pouco dirão que é fake news.

Texto e Vídeo: Rubinho Nunes, X, 16-2-2026, 2h35 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Três pontos com dedicatória

Jan Bednarek assinou o golo da vitória do FC Porto na Choupana e festejou com a camisola de Samu

O FC Porto foi à Madeira vencer o CD Nacional (1-0) com um golo de Jan Bednarek dedicado a Samu, que sofreu uma grave lesão no clássico e desfalcou a equipa num desafio da máxima exigência em que os Dragões prestaram homenagem a Jorge Nuno Pinto da Costa. Depois do desaire em Rio Maior e do empate caseiro frente ao Sporting, os líderes do campeonato regressaram às vitórias e mantiveram a vantagem sobre os rivais de Lisboa à 22.ª jornada.

Francesco Farioli mudou seis peças no xadrez do clássico - ao apostar em Thiago Silva, Zaidu, Rodrigo Mora, Oskar Pietuszewski e Deniz Gül nas vagas deixadas por Jakub Kiwior, Martim Fernandes, Gabri Veiga, Borja Sainz e Samu - e foi o polaco, na estreia como titular, o primeiro a obrigar o guarda-redes madeirense a intervir, já depois de Alan Varela desferir um remate de fora da área desviado por Victor Froholdt.

Deniz Gül testou os reflexos de Kaique Pereira em duas ocasiões distintas - primeiro no seguimento de um pontapé de canto e depois num lance invalidado por posição irregular de Rodrigo Mora - e, pelo meio, Jan Bednarek também viu o guardião da casa negar-lhe o golo. Ao cabo de meia-hora de sentido único, o CD Nacional esteve perto de marcar, mas Diogo Costa travou a cabeçada de Jesús Ramírez e Varela atirou por cima na última oportunidade da etapa inaugural. 

Logo a abrir a segunda parte, Pepê e Rodrigo Mora não conseguiram dar a melhor sequência a um cruzamento de Zaidu, o jovem de 18 anos deu lugar a Gabri Veiga aos 59 minutos - juntamente com Pietuszewski, substituído por Borja Sainz - e o médio espanhol fez uma assistência na primeira vez em que tocou na bola: canto teleguiado desde a esquerda e Jan Bednarek voou por entre a defesa adversária para inaugurar o marcador e festejar erguendo a camisola com o número 9 de Samu (0-1). 

O STF, o desprezo pelo povo, Banco Master e poderes nada republicanos

Gastão Reis

Os ditos valores republicanos, sempre mencionados pelo andar de cima, nunca estiveram em tamanha baixa. Tomemos o caso do desmoralizado STF. O Código de Conduta proposto pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, fez água numa das últimas sessões plenárias do STF. A recusa partiu do ministro, também em baixa abissal diante da opinião pública, Alexandre de Moraes.

Para ele, já existe legislação que cuida do assunto. Só esqueceu de dizer que ele não está nem aí para levá-la a sério. Pior: é autor de um livro didático sobre Direito Constitucional, que também não leva a sério faz tempo. Houve mesmo advogado que enumerou mais de uma centena de vezes em que Moraes passou por cima da Carta de 1988. O ministro também sequer mencionou o “contratinho” de R$ 129 milhões do escritório de advocacia de sua mulher, cuja clientela explodiu nos últimos anos. E todo mundo sabe o porquê.

Toffoli, por sua vez, não vê nada de irregular em sua própria conduta a despeito do perdão de multa bilionária da empresa J&F, cliente do escritório de advocacia de sua mulher, caso em que ele estava obviamente impedido de julgar. Mas foi lá e julgou sem constrangimento algum. E ainda se sente irritado com a imprensa e a opinião pública, que estariam em campanha para desmoralizar o STF. Deve ser um dos poucos que ainda não sabe que o STF já está desmoralizado há muito tempo.

A população ainda se recorda daquele dedo médio em riste do ministro Moraes em resposta à vaia contundente que levou quando foi assistir a um jogo de futebol num estádio paulista. Essa atitude reflete bem seu profundo desprezo pelo povo brasileiro. Segundo ele, trata-se de uma massa ignara incapaz de compreender seus altos desígnios na defesa da democracia ameaçada por um golpe que não houve. Aliás, fato comprovado pelo ministro Fux naquele belo voto de 14 horas que deveria ter deixado os ministros da primeira turma enrubescidos de vergonha. Mas é difícil perder o que não se tem.

Mas a situação de total descaramento abrange outros poderes como o Congresso Nacional, assembleias legislativas estaduais e até câmaras municipais, normalmente poderes entulhados de funcionários desnecessários cuja conta vai bater no bolso do povo. A decisão do ministro Flávio Dino de suspender, por 60 dias, os penduricalhos que permitem inflar indevidamente os salários da elite dos funcionários públicos, indo muito além do permitido por lei de 47 mil reais mensais dos ministros do STF. A decisão de Flávio Dino deverá ir a plenário do STF para ser confirmada. A conferir.

Onde é? Qual o nome? 😉

Pesquisa diz que 67% dos fluminenses têm medo de levar celular para eventos lotados

Pesquisa do Mercado Pago no Rio de Janeiro mostra que 67% dos fluminenses não se sentem seguros ao levar o celular para eventos com aglomeração


Quintino Gomes Freire

Mercado Pago fez uma pesquisa com usuários no estado do Rio de Janeiro e encontrou um retrato de medo de rua. No levantamento “Percepção de Segurança em Grandes Eventos”, a instituição diz ter identificado um público mais atento à segurança digital e disposto a usar ferramentas de proteção.

No estudo sobre percepção de segurança, 67% dos fluminenses afirmam não se sentir seguros ao levar o celular para festas com aglomeração em espaços públicos. Mesmo assim, o aparelho segue como item praticamente inevitável: 38% dizem que levam o celular normalmente. Outros 22% preferem não levar nenhum dispositivo.

O dado que mais chama atenção vem do comportamento preventivo. Segundo a pesquisa, 65% dos entrevistados não ativaram nenhum recurso de segurança no celular nos últimos 12 meses ao se preparar para eventos de rua. Dentro desse grupo, 34% afirmam que não sabem como usar os mecanismos de proteção.

Na prática, o celular continua sendo ferramenta de pagamento e acesso a banco, mesmo fora de casa. 62% dizem que não deixam de usar aplicativos financeiros na rua. Já 59% afirmam usar um ou mais aplicativos alternativos em momentos de maior exposição. E 6% relatam adotar o chamado “celular do ladrão”, um aparelho secundário para situações consideradas mais arriscadas.

[As danações de Carina] Os gritos das ‘Três Graças’, ou de quando o silêncio incurável se torna remédio para saudar a vida em sua melhor forma de expressão

Carina Bratt

HÁ CERTOS TIPOS de dores que não se curam, nem se apaziguam. Apenas se acomodam, ou fingem se ajustar. O trauma, por exemplo, é uma dessas feridas invisíveis que, ao contrário das cicatrizes na pele, não se fecha com o tempo. Ele se instala como hóspede indesejado, rearranja os móveis da memória e insiste em acender a luz quando a casa já deveria estar no escuro e em paz.

Marlucia aprendeu isso cedo. Não havia remédio que apagasse o estampido da noite em que perdeu o marido. O cara simplesmente foi embora e deixou a sua família, ou seja, abandonou a Marlucia, a Amanda e a Luana. Não havia abraço que desfizesse o nó que se formava em sua garganta sempre que o silêncio se tornava profundo demais. O trauma não era uma lembrança, era uma presença: caminhava com ela, sentava ao seu lado, dormia em sua cama. E falava do vazio...

O mundo, com sua pressa, dizia que era preciso seguir em frente. Mas como seguir quando o chão se parte em cada passo? Marlucia descobriu que o incurável não é sinônimo de fim, mas de convivência. O trauma não desaparece; a gente aprende a viver com ele, como quem carrega uma sombra que nunca se desprende.

Paradoxalmente, foi nessa convivência que ela encontrou uma forma de resistência. O trauma a lembrava da fragilidade da vida, mas também da força que brota quando se insiste em continuar. Não havia cura, mas havia caminho. Não havia esquecimento, mas havia sobrevivência.

Assim, Marlucia passou a escrever cartas de amor que nunca enviava. Em cada palavra, depositava o peso daquilo que não podia ser dito em voz alta. Era à sua maneira de transformar o incurável em linguagem, de dar forma ao silêncio que tomava conta do seu ‘eu interior’.

O trauma, afinal, não se cura. Mas pode ser narrado. E, ao ser narrado, deixa de ser apenas dor: se torna memória, se torna história, se torna parte de quem insiste em existir apesar dele. Há dores que não cicatrizam. São como rios subterrâneos: invisíveis à superfície, mas sempre correndo, erodindo. O trauma incurável é esse rio que insiste em atravessar a alma, mesmo quando a vida parece seguir em frente.

Era uma vez uma linda princesa que um dia espetou o dedo numa agulha e adormeceu; só foi acordar 100 anos depois

Que bom que o jornalismo da Folha de São Paulo demorou um pouco menos para despertar

Em tempo: observem no canto direito do editorial a lista de decisões “controversas” do Supremo. Eu nem sabia que a palavra CONTROVERSA podia ser usada como sinônimo de ILEGAL. 🤡

Título, Imagens e Texto: Marcelo Rocha Monteiro, Facebook, 12-2-2026, 14h59 

Vasco supera o Volta Redonda nos pênaltis e avança à semifinal do Carioca

Na próxima fase, o Cruzmaltino encara o vencedor do confronto entre Fluminense e Bangu

O Dia

O Vasco não teve vida fácil diante do Volta Redonda, mas avançou à semifinal do Campeonato Carioca. A classificação veio com a vitória nos pênaltis por 5 a 3 em São Januário, na noite deste sábado (14), pelas quartas do Estadual. O tempo regulamentar terminou com empate por 1 a 1. O Cruzmaltino fez um primeiro tempo péssimo e viu Ygor Catatau abrir o placar. Na etapa complementar, porém, teve outra postura, cresceu muito na partida e deixou tudo igual com Spinelli.

Foto: Matheus Lima/Vasco

O Gigante da Colina vai enfrentar na semifinal o vencedor do confronto entre Fluminense e Bangu, que medem forças às 18h de segunda-feira (16). Já o Volta Redonda disputará a Taça Rio.

O Vasco fez um péssimo primeiro tempo em São Januário. A equipe de Diniz iniciou a partida errando passes e permitiu ao Voltaço chegar com perigo duas vezes antes mesmo dos 15 minutos de partida.

O Cruzmaltino só conseguiu encaixar uma boa jogada por volta dos 22 minutos, após uma boa troca de passes. Coutinho apareceu na área para finalizar, mas a zaga do Voltaço se recuperou, e a bola saiu pela linha de fundo em escanteio.

Esse lance, porém, não fez o Vasco crescer. O time continuou com muitos erros e deixava espaços para o Volta Redonda atacar. Aos 28 minutos, o gol finalmente saiu. Jean Victor descolou ótima enfiada para Ygor Catatau, que ganhou de Carlos Cuesta na corrida e finalizou no canto esquerdo de Léo Jardim.

No retorno do intervalo, o Gigante da Colina teve outra postura: pressionou em busca do empate, parou de devolver rapidamente a bola ao adversário e deixar espaços atrás. Diniz também promoveu mexidas no time, com as entradas de Paulo Henrique, Tchê Tchê e Rojas.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Presidenciais 2026: A vitória que revelou o sistema


Cristina Miranda

A segunda volta das eleições presidenciais de 8 de fevereiro de 2026 ficará registrada como uma vitória confortável de António José Seguro. Assim o decretaram os números. Assim o celebrou o discurso oficial. Mas quem confundir este resultado com um momento de reconciliação nacional ou de reforço democrático está, no mínimo, a enganar-se – e, no máximo, a enganar o país.

O que aconteceu não foi uma onda de apoio popular a um projeto político. Foi uma mobilização defensiva do sistema. Uma vitória obtida mais pelo medo da alternativa do que pela adesão ao vencedor. E isso muda tudo.

Seguro venceu onde o sistema ainda respira com algum conforto: grandes centros urbanos, classes médias estabilizadas, funcionários públicos, pensionistas urbanos, eleitores com maior capital escolar. Não venceu porque prometeu futuro, mas porque simbolizou continuidade. Este não é um julgamento moral. É um facto político.

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“A degradação que hoje emana do STF já é, de longe, a maior ameaça à democracia”


Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF. 

Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência. 

Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição. 

A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator. 

Assinam:

Por isso parei


Walter Biancardine

Tudo o que se passou, do mensalão à prisão de Bolsonaro; da perfídia de FHC ao cachorro Orelha ou a caminhada do Nikolas - tudo foi esquecido

Ninguém quer um país melhor. Querem novos escândalos. Um por dia, como capítulos de novela. E novelas param no carnaval.

Agora entendo os criminosos que nos governam. Eles estão certos.

Podem roubar. Podem tirar. Taxar. Podem matar. Ninguém liga.

Aliás, o povo até gosta: é o novo capítulo da novela. Assim podem esbravejar nas redes sociais e se mostrar. Se enrolar na bandeira e ir nas passeatas. Se fotografar pro Instagram. Levar o cachorrinho e a avó. E terminar na churrascaria.

Mas não no carnaval.

Onde os "conservadores de Instagram"? Os que só trepam com fins reprodutivos? Os que nem veem mais TV aberta? Os que juram ir à missa todo domingo?

A hipocrisia me enoja. Por isso bebo o quanto quiser. Fumo feito um turco. Olho bundas nas ruas e escrevo o que penso. Ninguém tem o direito de se ofender e dizer "mas eu não sou assim".

13-2-2026: Oeste sem filtro – Toffoli deixa o caso Master; oposição vai às ruas contra ministros + Ex-marqueteiro do PT critica folia de Janja e Lula no Carnaval

[Versos de través] Êxtase

Aparecido Raimundo de Souza

DEIXE que eu role por sobre teu corpo,  
o meu prazer contido e aprisionado...
que ele se aloje entre as tuas pernas
numa lascívia com gritos de amor
ardentes... indecentes...
como dois amantes despudorados...

Quero sentir o teu suor
E o meu melhor...
Ah, “o meu e o teu melhor”
jorrando em meio aos nossos sexos
incoerentes... abusados e desconexos,
escorrendo ligeiro em jatos descontrolados...

E depois, muito, muito depois,
De termos, enfim, nos consumido,
Beijar teu corpo, acarinhar teu regaço...
Para em seguida, exaustos,
nos aninharmos em doces amplexos
Por ter o “teu e o “meu amor”... saciados.


Aparecido Raimundo de Souza

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Dez chamamentos ao amigo 
Tenta-me de novo 
Amavisse 
Labareda das águas

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

1º de março de 2026: 'Fora Lula, Moraes e Toffoli!'


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A orgia mais longeva da história


Rodrigo Constantino

Todos estão falando de Toffoli, mas uma manchete chamou minha atenção: "Fictor inclui bordel e ex-traficante na lista de credores". Em recuperação judicial, a holding financeira é acusada de fraude na tentativa de compra do Banco Master, e possui uma dívida declarada de R$ 4,2 bilhões. Entre os 13 mil credores, há um tradicional bordel da zona leste de SP.

Li num grupo esta quinta e gostei da síntese: o Brasil é a orgia mais longeva da história. Lembrei da frase ao ler essa reportagem, além de todos os textos sobre o caso Toffoli. Tenho receio de generalizar, de buscar no passado distante casos escandalosos de corrupção, pois isso de certa forma alivia os culpados de hoje, dilui sua responsabilidade num histórico mais abrangente.

O Brasil sempre foi um bordel. Isso não quer dizer que não tenha piorado. Nas últimas duas décadas, com a forte predominância petista no poder, era inevitável essa deterioração do que já era um tanto ruim. Se o patrimonialismo sempre foi um câncer em nossa "república", ele piorou muito com o PT. Se o nepotismo era um problema frequente, tornou-se pior. E por aí vai.

O Brasil não é um país sério faz tempo, é uma esculhambação total, várzea, paraíso dos bandidos, terra da impunidade, ícone do patrimonialismo que confunde a coisa pública com a privada. Mas é inegável que o que era terrível piorou muito

Flavio Gordon, em coluna publicada na Gazeta do Povo, busca em Calígula e no modelo soviético paralelos para o que aconteceu com o Brasil nos últimos anos. Toffoli seria o cavalo Incitatus que o imperador pervertido quis indicar ao Senado Romano, para humilhar de vez o que já estava bastante degradado. E os soviéticos, ao colocar lealdade ideológica acima de tudo, alçaram a mediocridade a um novo patamar na gestão pública. Diz Gordon:

Sim, mais do que simplesmente repetir o patrimonialismo brasileiro consagrado, o lulopetismo deu-lhe a fundamentação teórico-ideológica, sem nunca deixar de fingir que o combatia. Antonio Gramsci – pai intelectual do partido e grande teórico do aparelhamento – forneceu o mapa: conquistar a hegemonia por meio da ocupação capilar das instituições; transformar a cultura em instrumento de poder; converter tribunais, universidades, agências e estatais em pontos de sustentação de um projeto de longo prazo; enfiar seus militantes (os “companheiros”) nas mais variadas posições de poder e influência. Inspirando-se na ideia gramsciana de “Estado ampliado”, o PT traçou o objetivo de governar não apenas o Executivo, mas dirigir o imaginário, a linguagem e os próprios critérios de legitimidade social.