domingo, 25 de outubro de 2026

Onde é? Qual o nome? 😉

[As danações de Carina] Os pássaros não cantam mais

Carina Bratt

‘Os pássaros não cantam mais e as gaiolas se transformaram em prisões’
Marien Calixte – poeta capixaba. 20.10.1935 – 25.01.2013.

HOJE, LOGO PELA MANHÃ, por volta das cinco e pouco, quando abri a janela do meu quarto, como faço todos os dias, percebi um silêncio estranhamente pesado. Uma quietude densa, lastimosa e desconcertada. Não aquele silêncio, (repito), aquele bucólico e acolhedor, de rosto bom e sorriso tranquilo, mas um ‘silêncio-extremamente vazio’, pesado e oco, tenso, como se alguma coisa importante tivesse sido levada do meu bairro. Bastou eu olhar para as árvores que moravam por todo o comprido da rua, para perceber que os pássaros não cantavam mais. 

Me lembro de quando criança, ou melhor, uma menina irrequieta e travessa, aí pela idade dos treze, o canto deles se fazia no meu despertador natural. Com isso, bem recordo, não precisava de mamãe ou de papai virem lá de dentro gritando: ‘Carina, olhe o relógio, mocinha. Vista seu uniforme, se ligue no grupo escolar!’. Eu sabia que já era manhã alta, quando os sabiás começavam as suas sinfonias nos galhos das mangueiras em sintonia meridiana, quando também os bem-te-vis pareciam avisar que o sol mavioso e acolhedor, se havia chegado e resplandecia.

Era a música gratuita, (sem dúvida alguma), uma espécie deliciosa de canção inesquecível que transmitia a sua natureza e me dava, de presente, sem pedir nada em troca. Nada, nada, nada. Coisa alguma. Hoje, as árvores (não somente aquelas da minha infância), todas as demais, sem tirar nem pôr, ficaram escassas. Os galhos onde eles, os sabiás e os bem-te-vis pousavam, foram substituídos da noite para o dia, por fios e mais fios, e em dias de agora se vêm enraizados por postes de concreto armado plantados à revelia do belo, engolindo desastradamente toda a maviosidade que fluía da vegetação ‘vestimentada’ do mais puro verde.

[Discos pedidos] Benito di Paula (* 28-11-1941 – † 18-10-2026)

sábado, 24 de outubro de 2026

BarraShopping terá árvore de Natal de 75 metros, vila interativa e shows de fogos a partir de novembro

BarraShopping inaugura decoração de Natal em 1º de novembro com árvore de 75 metros, vila interativa, Casa do Papai Noel e shows de fogos gratuitos na Barra da Tijuca

Quintino Gomes Freire

O BarraShopping, na Barra da Tijuca, vai inaugurar sua decoração de Natal no dia 1º de novembro, a partir das 19h, com o acendimento de uma árvore de 75 metros de altura, queima de fogos e personagens natalinos. 

Neste ano, o shopping comemora 45 anos e prepara uma programação com atrações gratuitas, uma vila interativa de 1.300 m² e uma Casa do Papai Noel instalada dentro da árvore gigante.

Batizada de "Um Sonho de Natal", a decoração terá como uma das principais novidades a Vila de Natal, projetada pelo cenógrafo Abel Gomes. O espaço reúne casas temáticas inspiradas em doces, presentes e instrumentos musicais, além de ambientes criados para receber famílias e crianças.

A tradicional árvore do BarraShopping, instalada no estacionamento voltado para a Avenida das Américas, terá 75 metros de altura, 160 toneladas e mais de 2 milhões de lâmpadas de LED. A estrutura contará ainda com 73 mil metros de mangueiras de LED e 1.600 pontos de iluminação estroboscópica.

O acendimento da árvore será realizado diariamente, às 18h. Já os shows de fogos acontecerão aos sábados, às 19h, até o dia 19 de dezembro, além da apresentação especial de abertura, em 1º de novembro.

Casa do Papai Noel terá oito ambientes interativos

Uma das atrações mais procuradas do Natal do BarraShopping, a Casa do Papai Noel ficará na base da árvore gigante e poderá ser visitada até 23 de dezembro. O espaço de 410 m² terá oito ambientes temáticos, com recursos digitais, objetos interativos e cenários que mostram a rotina do Bom Velhinho.

Confira os próximos passos para a conclusão da venda da SAF do Vasco

O Vasco da Gama se aproxima da conclusão da venda de 90% das ações da SAF para a empresa de Marcos Lamacchia

França Fernandes

Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) nesta sexta-feira (23), os sócios do Vasco aprovaram a venda de 90% das ações da SAF para a Almirante Participações e Empreendimentos S.A., empresa controlada por Marcos Lamacchia [foto]. Foram 4.675 votos a favor e 437 contra, além de 48 abstenções. 

A votação ocorreu em duas partes. Na primeira, foi avaliada a mudança de estatuto para a diminuição de 20% para 10% da manutenção das ações do clube associativo na SAF. Na segunda, foi a votação pela proposta do grupo de Lamacchia.

Após o resultado, o presidente do Vasco, Pedrinho, comemorou a negociação junto de Marcos Lamacchia.

– É um dia histórico pelo tipo de investidor que está entrando na instituição. É uma correção do problema, com um investidor que sabemos do potencial financeiro que tem. O mais importante é a segurança institucional com todas as garantias e o desejo do investidor de estar no Vasco. Isso foi importante para todos nós. Hoje é uma virada de página — disse Pedrinho, lembrando do imbróglio que o clube passou com a 777, antiga dona da SAF.

Próximos passos para a conclusão da venda da SAF

A Assembleia é o último dos ritos internos do clube para o repasse do futebol para a empresa. No dia 6 de outubro, o Conselho Deliberativo do Vasco já havia aprovado a mudança estatutária e venda à Almirante, decisões corroboradas pelos sócios.

Agora, clube e empresa entram em compasso de espera pelas análises dos órgãos responsáveis. A Anresf (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) avalia mudanças societárias nas SAFs do Brasil e, no caso do Vasco, ainda investiga um possível conflito de interesses na negociação, uma vez que Marcos Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia, é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras.

O conto do vigário de Lula e suas raízes


Gastão Reis

Um amigo meu, em viagem ao Chile, enviou-me um Zap no qual dizia, a respeito de Lula, que só faltava a ele jogar dinheiro de helicóptero. Trata-se da melhor metáfora para caracterizar o atual desespero de Lula & (má) Cia. do PT. O "Lulinha paz e amor" foi esquecido. Voltou o Lula "Guerra sem Paz", a ponto de ameaçar, em comício em praça pública, o governador eleito em primeiro turno, afirmando que Minas Gerais vai ficar um "cemitério de obras paralisadas" se ele, Lula, não for eleito. A memória fraca de Lula omitiu-lhe o fato de que a vantagem em diversas pesquisas aponta para a vitória da oposição.

O conto do vigário de Lula tem raízes profundas no populismo, que volta a mostrar suas garras terríveis junto à credibilidade dos menos avisados, que se deixam levar por histórias da carochinha. Tarda a hora de acordarmos para o passo de cágado do Patropi nas últimas décadas de PIBs medíocres. A marcha lenta comanda o triste espetáculo de um país que se especializou em adotar políticas econômicas equivocadas há décadas.

É hora de ler e reler o livro “O Mito do Governo Grátis”, do economista Paulo Rabello de Castro (PRC), publicado em 2014 pela Edições de Janeiro. O subtítulo traz um alerta: “O mal das políticas econômicas ilusórias e as lições de 13 países para o Brasil mudar”. Logo abaixo vem a definição de governo grátis: aquele que promete distribuir vantagens e ganhos para todos, sem custos para ninguém; um fenômeno político que está na raiz do declínio do vigor da economia brasileira e na estagnação de seu processo produtivo.

Não é possível, em poucas páginas, expor em detalhes essa obra fundamental, mas é possível lançar mão do capítulo 4, cujo título — “Brasil: sete pecados capitais do governo grátis” — nos fornece um roteiro a seguir, fazendo um contraponto com as crenças lulistas e do PT de que benesses podem ser distribuídas sem custos para a população. Esta situação nos faz relembrar o humorista português Raul Solnado sobre a Revolução dos Cravos: “O florista mandou a conta”. No nosso caso, a conta é inflação alta e baixo crescimento.

Resumão do debate na Globo: Lula foi massacrado!

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[Versos de través] Era uma vez um país

Renato Epifânio 

para o António Braz Teixeira, nos seus 90 anos


Era uma vez um país que, 
De tal modo velho e gasto,
Se tinha esquecido de si

Com quase novecentos anos
Já não sabia quem tinha sido
Quem era e quem ainda será

E que, por isso, também já não reconhecia
Os seus Reis Sábios, aqueles que, aos noventa,
Ainda inovam, ainda navegam, ainda são


Renato Epifânio 

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Os Portugueses 
[Versos de través] Ainda que mal 
As sem razões do amor 
Para Sempre 
O Tempo Passa? Não Passa

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Zelensky’s Double Standards Towards Bucha & Volhynia Further Discredit Ukraine

Andrew Korybko 

He considers the death of 500 Ukrainians at Bucha to be genocide but won’t describe the WWII-era slaughter of over 100,000 Poles by Ukrainian ultra-nationalists, including the estimated 8,000 who were killed on “Bloody Sunday”, the same for fear of an ultra-nationalist revolt if he dares to do so

Zelensky recently posted “Bucha. It was a genocide, recognized by everyone. They buried hundreds of people. They tortured people. We found the grave. There were, I believe, around 500 people.” Leaving aside the controversy over this incident, which includes Russian Foreign Minister Sergey Lavrov recently reminding everyone of his country’s different view about what happened, it’s notable that Zelensky’s standard for genocide is just the death of 500 people. This is relevant for Polish-Ukrainian relations.

Ukraine refuses to recognize the WWII-era slaughter of over 100,000 Poles in the Volhynia Region and the surrounding areas by Nazi-allied Ukrainian ultra-nationalists as genocide. In fact, he even renamed an elite commando unit in May after the perpetrators, the “Ukrainian Insurgent Army” (UPA). This sparked a political crisis with Poland that polarized public opinion on Ukraine and Ukrainians to this day. Their views towards them are expected to play a major role in fall 2027’s next Sejm elections.

Poland officially recognizes the abovementioned murders as genocide, especially since “Bloody Sunday” on 11 July 1943 resulted in the slaughter of an estimated 8,000 Poles in a single day, most of whom were at church at the time that they were killed. Despite Zelensky’s standard for genocide being just the death of 500 people, and not even all on the same day, he won’t recognize what happened in Volhynia and the nearby areas as genocide even though 16x as many people died in a single day and 200x more in total.

Por que acredito que Flávio fará um bom governo

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[Aparecido rasga o verbo] Êxtase

Aparecido Raimundo de Souza

“Eu nem sonhava te amar desse jeito, hoje nasceu novo Sol no meu peito, quero acordar te sentindo ao meu lado, viver o Êxtase de ser amado”.
“Êxtase”, de Guilherme Arantes

NÃO É BARULHO. Tampouco algo assim que se possa classificar como tumulto, desordem, alvoroço ou zoeira descomedida. Também, do mesmo modo, não é um evento, tipo uma solenidade comemorativa ou uma concentração semelhada a uma festa repletada de blandícias. A maioria das pessoas, carregam na mente, ou melhor dito, pensam e imaginam que o êxtase é um grito eufórico, uma explosão excitada, um momento de exultação que dura pouco e depois aflora e se esvai como uma folha seca em meio a um vendaval. Nada disso!

O verdadeiro êxtase, aquele considerado jubiloso, ou revestido de jovialidades e alacridades nada mais é que silêncio. Isso mesmo. Silêncio. É aquele instante mágico em que o tempo entra num desvio da caminhada e estanca, para, fica quieto, se condescende, como se o mundo inteiro à nossa volta, tivesse segurado a respiração só para o nosso “eu” interior se ligasse e percebesse que está vivo. Algumas vezes, confesso, já senti na pele esse estado contemporizado, harmonizadamente adjudicado a um relaxamento agradável de regozijos sem explicações.

E esse instante pode acontecer assim do nada, ou diante de um pôr do sol que pinta o céu de cores inexplicáveis que a gente nem sabia que existiam.  Pode ser, e de fato é, também no encontro de um olhar meigo e cativo que, sem dizer nada, fala tudo e o mais espantoso, se mostra, se amolda sem precisar de uma única palavra. Pode ser, mesmo norte, o som de uma risada obsequiosa que acalma o âmago como uma canção antiga, daquelas dos tempos da nossa infância, O êxtase não corre, não sai desembestado, não exige nem clama por pressa. Ele chega de mansinho, sem fazer barulho, sem fazer alarde, tipo assim, como quem não quer nada, e de repente a gente percebe quando ele em voz quase inaudível sussurra: “aqui estou, aqui sou, aqui respiro, aqui vim para fazer morada e ficar”.

Em paralelo, o êxtase se molda naquela sensação indescritível de que, por um momento curto e eterno, a nossa alma, a nossa vida, o nosso interior pertence ao universo inteiro. Descobrimos, espantados e atônitos, que não há passado pesando nos ombros, nem futuro causando ansiedades ou descambando para dissabores. Nessa hora, o nosso recôndito percebe, toma consciência de que só existe o agora, o já inteiro e perfeito, como uma pétala que fugiu de algum jardim de dentro de nossa vida atribulada e pousou suavemente sobre as águas tranquilas de um rio saboreado da mais pura e plena felicidade.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Lula e Flávio são os melhores candidatos de ambos os espectros

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Nossa! Que resumo! 👏 
"Os vagabundo sai daqui para ter moradia, de graça, em Lisboa!

"Se você é contra isso, se não aguenta mais um governo que usa a estrutura pública em benefício próprio, MUDA! VOTA 22!"

EM 2022, Alexandre de Moraes não permitiu que o ministro da Saúde fizesse um pronunciamento em campanha pela vacinação. Negaram até o pedido da OPAS. 

Hoje, Lula faz live onde quer, a AGU levanta hashtag e o governo faz disparos em massa, sem pudor nem medo! 

TODA A CORRUPÇÃO E PODRIDÃO DO PAÍS É REPRESENTADA PELA COR VERMELHA. E O NÚMERO, VOCÊ SABE! 

Se você é contra isso, se não aguenta mais um governo que usa a estrutura pública em benefício próprio, MUDA! VOTA 22 e cobre a mudança! 

Não existe «direito à habitação»

Telmo Azevedo Fernandes

Não existe «direito à habitação». A repetição sistemática da patranha, não a torna verdadeira, nem a banha-da-cobra das «acampadas» disfarça o embuste. A afirmação de que «todos têm direito à habitação» adquiriu uma falsa superioridade moral de quem deliberadamente esquece que a escassez de casas não é abolida através da magia de proclamações políticas.

A Constituição diz que todos têm direito a uma habitação adequada, mas não cria a obrigação jurídica de que alguém nos ofereça uma casa. A habitação é uma necessidade fundamental das pessoas, mas não é um direito a exigir que terceiros a satisfaçam. Se todos têm direito a receber uma casa, quem está obrigado a fornecê-la? Quem paga? Quem constrói? Quem é tributado?

A Constituição cria a ilusão de que a aspiração social de «uma casa para todos» se concretiza automaticamente na realidade. Os líricos alienados, consideram qualquer objecção a esta ideia uma afronta à dignidade humana.

Evidentemente que uma sociedade civilizada protege os vulneráveis. Mas uma coisa é perguntar se o Estado deve apoiar situações concretas de infortúnios que deixam alguém sem teto, e outra, bem diferente, é proclamar que todos têm direito a uma casa. Uma prestação social não faz de uma política pública um «direito», pois exigir de terceiros uma casa é esquecer os direitos alheios.

Flávio Bolsonaro encerrará campanha em frente à casa do pai na Barra da Tijuca

Flávio Bolsonaro fará seu último ato de campanha presidencial em frente à casa de Jair Bolsonaro, na Barra da Tijuca, com a presença do governador eleito Douglas Ruas

Quintino Gomes Freire

O senador Flávio Bolsonaro (PL) escolheu a Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, para encerrar sua campanha à Presidência da República. O último ato antes do segundo turno, marcado para domingo (25/10), será realizado em frente à casa de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, endereço que se tornou ponto de encontro de apoiadores durante a campanha presidencial de 2018. O governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL), participará da mobilização. 

A escolha do local tem um significado político e familiar. Foi nessa residência que Jair Bolsonaro continuou sua recuperação após receber alta hospitalar, depois de sofrer uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais, em setembro de 2018.

Naquele ano, o imóvel passou a receber aliados políticos, jornalistas e apoiadores que acompanhavam a recuperação do então candidato. As manifestações em frente à residência se tornaram frequentes na reta final da eleição, vencida por Bolsonaro contra Fernando Haddad (PT).

Agora, oito anos depois, o endereço voltará a ser usado em um momento importante de uma campanha presidencial. Segundo informações publicadas pela revista Veja, a expectativa é que o atentado de 2018 e a recuperação do ex-presidente sejam lembrados durante os discursos.

"uma coisa é reivindicar melhores condições de vida, outra é transformar um protesto numa situação de desordem."


Marcia Cernawsky

Sou brasileira e como estou cansada de dizer, vivo em Portugal há 20 anos e, ao longo desse tempo, aprendi que viver num país diferente daquele onde nascemos exige adaptação, respeito pelas leis, pelos costumes e pela maneira como aquela sociedade funciona.

Ao acompanhar as notícias sobre as manifestações pela habitação em Lisboa, especialmente a participação de uma brasileira como porta-voz de um movimento que acabou com acampamentos desmontados, dezenas de detenções e atos de vandalismo, confesso que fiquei bastante incomodada.

Não sou contra manifestações, muito menos contra o direito à habitação. Sei que Portugal atravessa uma crise habitacional grave, que os salários não acompanham o custo de vida e que muitas famílias enfrentam enormes dificuldades. São problemas reais que precisam de soluções sérias.

Mas uma coisa é reivindicar melhores condições de vida, outra é transformar um protesto numa situação de desordem. E quando vejo notícias de vandalização de monumentos históricos, como aconteceu com a estátua de D. Pedro IV, no Rossio, a minha indignação é ainda maior. Estamos a falar de património histórico e cultural português, que pertence a todos e merece ser preservado. Não consigo compreender como alguém pretende defender uma causa legítima desrespeitando aquilo que faz parte da história de um país.

O que também me incomoda é ver uma imigrante brasileira assumir uma posição de destaque num protesto com estas características. Não por ser brasileira, porque eu também sou, mas porque acredito que, quando escolhemos viver noutro país, precisamos de compreender e respeitar a sociedade que nos acolhe. Isso não significa aceitar injustiças em silêncio, mas também não significa querer fazer tudo à nossa maneira.

O Brasil vive há anos uma polarização política que, na minha opinião, se tornou insuportável. Ou se é de direita ou se é de esquerda, e parece que já não existe espaço para o bom senso. Tudo vira uma guerra ideológica. E sinceramente, não gostaria de ver essa mesma mentalidade transportada para Portugal. Saímos do Brasil, mas parece que, em alguns casos, o Brasil não sai de nós.

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20-10-2026: Oeste sem filtro – PGR contra pedido de m. para investigar Mendonça + PF pede prazo EXTRA (até depois das eleições? Quiçá depois do próximo mandato presidencial…) para investigar Lulinha + Roberta Luchsinger decide retirar as filhas do Brasil Seis dias antes da urna

[Viagens & Destinos] Dia de Sol Caminhando pela Orla de Ipanema — Rio de Janeiro

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Pedalando pelo Rio de Janeiro: Urca → Enseada de Botafogo → Aterro do Flamengo 
Conhecendo a rua mais famosa da Barra da Tijuca — Rio de Janeiro 
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Ilha do Governador de Carro 🚗🇧🇷 | Estrada do Galeão até à Praia da Bica – Rio de Janeiro 
O caminho alternativo para os Arcos do Leme: testamos a sugestão de um amigo do canal 
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[Daqui e Dali] O chavelho e Guerra Junqueiro

Humberto Pinho da Silva

Quando era adolescente conheci a filha de Guerra Junqueiro, que diziam não primar pela beleza. Recebeu-me com tanta simpatia e afetividade, que nem sequer reparei se era bela ou não.

Mas, não é da filha do ilustre poeta que pretendo escrever, mas do pai, famoso autor de "Moleirinha".

O poeta era conhecidíssimo na terra natal, Freixo de Espada à Cinta, onde possuía a “Quinta da Batoca”; mas muito mais em Lisboa, onde era deputado da nação. 

Passaram os anos e passaram os homens, e se os notáveis são esquecidos, quanto mais o simples mortal, que no dia seguinte ao enterro já ninguém fala nele, por vezes nem os familiares...

No início do século, entrevistei dezenas de individualidades ou filhos destes, quando os pais tinham falecido.

Uma senhora, muito elegante, que recebera avultados bens do avô, quando lhe perguntei por dados biográficos do antepassado, respondeu-me, apontando o indicador para retrato a óleo:

- É o meu avô!... Nada mais sabia... Ia perguntar ao pai...

Voltando ao assunto que pretendo tratar:

Guerra Junqueiro era baixinho. Possuía enormes barbas, e vestia-se modestamente na terra natal.

Homem sem vaidade, conversava com todos, não ligando a posições sociais.

Andando a espairecer pela sua terra, encontrou pequeno chavelho, e foi o levando aos pontapés, distraidamente.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Nossa! Que resumo! 👏

Você, MEI, que pagou em dia os seus impostos, o presidente Lula, junto com o Congresso, acabaram de pregar na sua testa a etiqueta de “trouxa”

Da próxima vez, deixe de pagar os seus impostos, e aguarde a próxima eleição.

Imagem e Texto: Marcelo Guterman, Facebook, 21-10-2025, 20h05

"Os vagabundo sai daqui para ter moradia, de graça, em Lisboa!