terça-feira, 20 de outubro de 2026

Seis dias antes da urna

Entenda por que o Bolsa Família só subiu quando a urna ficou perto, e quem vai pagar a conta depois


Rogerio Pires

Ontem, segunda-feira, o dinheiro novo do Bolsa Família começou a cair nas contas de milhões de famílias. Faltam cinco dias para o segundo turno. Em 17 de setembro, o governo anunciou o aumento e publicou o decreto no mesmo dia, em edição extra do Diário Oficial. Tudo a toque de caixa, num único dia, com a eleição já em campo. Coincidência de calendário?

Os números são estes: o piso sobe de R$ 600 para R$ 691, aumento de 15,04%, e o valor médio por família vai de R$ 675 para R$ 777. O programa atende mais de 19 milhões de lares. Quem recebe vai sentir no bolso, e é justamente por isso que a data importa.

Agora o ponto que o Planalto prefere esconder: esse aumento não estava no orçamento. O projeto que o governo enviou ao Congresso em agosto reservava R$ 157,1 bilhões para o programa em 2027 e não previa reajuste nenhum. Se a correção era uma necessidade real, por que ficou de fora da peça que o próprio governo escreveu? Porque a necessidade não era do beneficiário. Era da campanha.

O governo responde que é mera reposição da inflação, o INPC acumulado de março de 2023 a agosto de 2026. Então por que ela não veio ao longo do caminho? A inflação justificaria a correção desde o início do mandato. Durante meses o beneficiário ficou com o valor defasado, e a correção só apareceu quando a urna ficou perto. Foi uma decisão tomada às pressas, de olho na pesquisa, não no orçamento.

A queda do status quo em França... E não só

A ilusão da ordem: 5 verdades desconfortáveis sobre a crise e o colapso do Contrato Social em França

Francisco Henriques da Silva

Introdução: O rastilho de uma crise que vai além das ruas.

A maior parte dos media prefere ignorar o que está diante dos olhos, uma vez que  aborda a onda de violência na França como se fosse só mais um protesto estudantil ou as reivindicações de uma categoria profissional. Esse posicionamento está longe de explicar o que está realmente a acontecer. O que se vê nas ruas não é um protesto comum, mas sim um ataque direto e contínuo ao poder do Estado. A revolta urbana tornou-se, assim,  uma ferramenta para criar instabilidade de forma planeada.

Sejamos claros, em vez de uma luta social legítima, o que se passa nas ruas das cidades francesas consiste num movimento claramente insurrecional. Hoje, assiste-se a uma aliança pragmática entre a extrema-esquerda, a ultra-esquerda anarquista, criminosos comuns e grupos marginalizados do Magrebe e de África, que nunca foram integrados na sociedade francesa. No fundo, isto representa a aplicação política da chamada “Nova França” defendida por Jean-Luc Mélenchon. Não presenciamos uma revolução histórica, mas sim uma farsa que explora a fragilidade do país.

O contrato social francês está claramente em colapso. Para entender como essa crise se aprofunda e por que pode desestabilizar toda a Europa, precisamos de analisar cinco verdades desconfortáveis que sustentam essa situação. 

Ponto 1: Não é sobre o gasóleo nem sobre professores — É o fim do contrato social.

No dia 17 de outubro de 2026, o que aconteceu em França não foi apenas um protesto, mas sim o fim do contrato social. Quando a violência toma conta das ruas, tentar reduzir a raiva popular a meras reivindicações específicas é uma ilusão perigosa. Quem coloca fogo numa câmara municipal não está a pedir mais professores, e quem saqueia uma loja de luxo no centro de Paris não está a protestar contra o preço do combustível.

Alemanha: 87% dos suspeitos com mandado de captura são estrangeiros

Paulo Hasse Paixão

Mais de 148 mil pessoas continuam sujeitas a mandados de detenção em aberto na Alemanha, e apenas 11,2% delas têm cidadania exclusivamente alemã. No total, 87% dos suspeitos com mandado de detenção são estrangeiros, segundo dados fornecidos pelo Ministério Federal do Interior em resposta a uma consulta parlamentar. 

Os estrangeiros representam 87,3% do total de suspeitos procurados, enquanto outros 1,5% são cidadãos alemães que também possuem uma segunda nacionalidade. Os dados já estão a contribuir para o debate sobre a imigração em massa e a criminalidade, especialmente num país onde a violência, as violaçõese os crimes graves são cometidos de forma desproporcional pela população estrangeira.

O jornal Welt obteve a resposta do ministério do interior a uma pergunta do deputado Sebastian Münzenmaier, do partido Alternativa para a Alemanha (AfD).

Münzenmaier declarou ao Welt a este propósito:

“Os números falam por si: a esmagadora maioria dos criminosos procurados por mandados de detenção não possui passaporte alemão”.

O deputado defendeu uma “mudança radical de rumo” que inclua controlos fronteiriços permanentes e completos, o termo imediato da permanência de criminosos estrangeiros na Alemanha e o cumprimento das penas de prisão no país de origem.

Alexander Throm, porta-voz para a política interna do grupo parlamentar da União Democrata Cristã (CDU), um partido que é em grande parte responsável pelas políticas de imigração do regime alemão, afirmou:

“Cada mandado de detenção em aberto representa um risco para a segurança. A elevada proporção de criminosos estrangeiros, incluindo muitos de outros países da UE, demonstra que devem ser tomadas medidas”.

Throm observou ainda que os controlos fronteiriços introduzidos em Setembro de 2024 fizeram mais do que limitar a imigração ilegal:

“Não se limitaram a reduzir a imigração ilegal. Desde o seu início, em Setembro de 2024, mais de 17.500 pessoas foram detidas nas nossas fronteiras com mandados de detenção em aberto”.

Heiko Teggatz, presidente do Sindicato da Polícia Alemã, considerou os números preocupantes, afirmando:

O papel miserável do jornalismo no debate público

Henrique Pereira dos Santos

Não, não vou propriamente escrever sobre a capa e etc., de ontem, do Público, isso faz parte da agitprop de uns jornalistas que vivem da caridade da família Azevedo, não entra na classificação de jornalismo.

Interessa-me sim a descrição que é feita dos problemas no sector da habitação, em que o jornalismo vai torturando a realidade até que diga o que o jornalista quer que diga, dando como resultado uma má equação de problemas reais que só por sorte poderá desembocar em boas soluções para um problema mal equacionado.

Nas dezenas de horas de conversa sobre o carnaval montado no Rossio e no Porto, a pretexto de uma suposta crise nunca vista da habitação, faz impressão a desinformação promovida pelos jornalistas, entrevistando alegremente gente que ou está a dizer mentiras, ou está mal informada sobre a questão, sem que o jornalista assuma a sua obrigação de verificar factos.

Comecemos pela caracterização dos problemas no sector da habitação como sendo a maior crise que alguma vez se viu no sector da habitação, uma parvoíce sem nome, bastaria olhar para as fotografias dos imensos mares de barracas à volta das grandes cidades, ou para as condições de vida nos bairros populares e periferias do fim dos anos sessenta e princípios dos anos setenta, ou mesmo até aos anos oitenta, para ter uma noção clara de que é uma estupidez estar sempre a repetir que os jovens de hoje enfrentam uma situação que os seus jovens pais e avós nunca enfrentaram.

Se quiserem ser mais rigorosos, como seria dever dos jornalistas, podem dar um salto aos censos nacionais que a partir de 1970 têm dados muito extensos sobre a habitação em Portugal, para perceber que é simplesmente mentira estar-se perante uma situação nunca vista na habitação.

Uma das entrevistadas numa dessas romarias ao carnaval do Rossio dizia que era professora, estava em Lisboa há dois anos, agora até tinha arranjado um quarto (ou uma casa, não me lembro) mas até aqui vivia nos sofás de amigos porque não conseguia arranjar casa, coisa que em muitas opiniões recolhidas sem audição crítica por parte dos jornalistas, era uma situação que os pais nunca tinham tido, na sua juventude.

O melhor inseticida


Há quem diga que o Brasil precisa de um novo governo. Outros defendem uma nova política. Alguns, mais otimistas, acreditam que basta trocar os personagens e conservar o espetáculo.

O problema é que a peça está em cartaz há tanto tempo que até os cupins já aprenderam a decorar as falas.

E continuam devorando o cenário.

O Brasil não precisa apenas de uma mudança de governo. Precisa de uma boa dedetização.

A infestação tomou conta da casa. Está nas instituições, nos gabinetes, nos corredores do poder e, pior, entrou pelas portas das nossas próprias famílias.

A violência saiu das estatísticas e ganhou as ruas. A insegurança deixou de ser apenas física. Tornou-se econômica, social e até jurídica. Já não sabemos se podemos caminhar em paz, investir com segurança ou confiar que a lei de hoje continuará valendo amanhã.

Empresas fecham as portas. Trabalhadores perdem seus empregos. Os juros alcançam alturas que fariam inveja aos aviões comerciais. A corrupção continua circulando com desenvoltura, enquanto o contribuinte, esse eterno patrocinador involuntário do espetáculo, recebe a conta.

E que conta!

Há alguns anos, um candidato prometeu que a esperança venceria o medo.

Venceu foi a eleição.

Entrevista de página inteira com a diretora do Datafolha, Luciana Chong, ao Valor Econômico

“a tentação de demonizar um campo político é maior do que a fidelidade aos fatos”

Marcelo Guterman

Destaquei o trecho abaixo, em que a diretora comenta o fiasco do instituto na aferição das intenções de voto no RJ. 

Apenas para lembrar, no dia 1/10, o Datafolha soltou uma pesquisa em que colocava Eduardo Paes à frente de Douglas Ruas com uma vantagem de 47 a 35 dos votos válidos. O resultado foi 49,3 a 42,8 para Ruas. Mesmo na margem máxima de erro (45 a 37), a votação em Ruas foi subestimada em nada menos do que 12,3 pontos percentuais. Isso corresponde à bagatela de 1,15 milhão de votos válidos.

A explicação da diretora para o erro se resume ao achaque do crime organizado e das milícias aos eleitores. Esse achaque se daria de duas formas: 1) os pesquisadores não teriam acesso às regiões dominadas pelas facções e 2) os eleitores dessas regiões estariam sendo obrigados a votar nos candidatos aliados ao crime. No caso, Douglas Ruas.

O que pensar a respeito?

A primeira alegação pode ter algum sentido, se assumirmos como premissa que os moradores dessas regiões são eleitores majoritariamente de Ruas. Ao não franquear o acesso, a intenção de voto em Ruas estaria sendo subestimada. Seria necessário levantar a quantidade de votos em regiões dominadas pelo narcotráfico, mas considerando que a diferença foi de 1,15 milhão de votos, isso significaria que 27% dos eleitores de Ruas estariam “escondidos” nessas regiões. Isso, repito, se 100% desses eleitores votassem em Ruas. Meio puxado, mas ok até aqui.

Goleada! Por 25 x 0 Justiça rejeita recurso e mantém Vasco x Boca no Maracanã

O colegiado de 25 desembargadores do TJRJ dá razão unânime ao Vasco e confirmou o jogo da semifinal da Sul-Americana no Maracanã

Foto: Dikran Sahagian/Vasco

França Fernandes

Vasco x Boca Juniors, nesta terça-feira, definitivamente será no Maracanã. Na tarde desta segunda-feira, um colegiado de 25 desembargadores do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) votou, de maneira unânime, contra a liminar obtida pelo Consórcio Fla-Flu na tentativa de derrubar a semifinal da Copa Sul-Americana do estádio.

O Vasco já havia recebido sinal positivo do STJ (Superior Tribunal de Justiça) na última sexta-feira, mas este colegiado já estava marcado.

Os 25 desembargadores presentes votaram contra a liminar de Fla-Flu, dando razão ao Vasco. A segurança pública, argumentando que um jogo desse tamanho precisa ser no Maracanã, além de questões de logística, pelo fato do elenco do Boca Juniors já estar no Rio de Janeiro e cerca de 70 mil ingressos já terem sido vendidos, foram os diferenciais para a decisão.

Desta forma, não há mais volta: a semifinal será no Maracanã. Foram cerca de três semanas de batalhas judiciais entre Vasco e a dupla Fla-Flu.

A equipe comandada por Pedro Emanuel venceu o Boca Juniors na Bombonera por 1 a 0 na última semana e se classifica para a decisão com um empate.

Fonte: Globo Esporte

Título e Texto: França Fernandes, Vasco Notícias, 19-10-2026

[Aparecido rasga o verbo] Simplesmente Samária

Aparecido Raimundo de Souza

CONHECI A SAMÁRIA que me foi apresentada por indicação de um amigo, no exato instante em que procurava alguém para me auxiliar no dia a dia, uma vez que a minha secretaria Carina, precisava se afastar para cuidar da mãe adoentada. Seria apenas uma conversa inicial, pensei com meus botões. Mas bastou ouvi-la dizer "bom dia" para que algo em mim se transformasse. Sua voz se fazia maviosa, pausada, tipo assim, como quem cuidava das próprias palavras antes de soltá-las ao sabor do vento. Não havia pressa nelas, nem durezas. Cada frase vinha envolta numa ternura que não fingia simplesmente existir. E quando horas depois vi o seu rosto, (pelas câmeras projetadas através de nossos celulares), senti um encantamento que não esperava.

Vislumbrei, de cara, uma clareza no olhar. De roldão, uma serenidade que parecia acalmar o ambiente à sua volta, como se ela inteira trouxesse consigo um pedacinho de paz que eu nem sabia que me faltava. Aos bocados poucos, fui-me envolvendo sem querer, sem planejar. A cada conversa, um desejo novo nascia, insistia quieto e tímido, qual seja, o de estar perto, o de ouvir mais uma vez aquela sua voz adocicada, o de saber também como foi o seu dia. Mas então, quando tentei seguir em frente, dizer o que sentia, veio o silêncio pesado, de profundidade densa, e com ele, o peso dos setenta e três anos que carrego. Ela é jovem, bonita, vistosa, tem na presença que inebria, a vida toda ainda se abrindo diante de seu futuro.

E eu? Meu Pai! Eu trago uma longa estrada percorrida, e com ela, rugas que contam histórias, rusgas que trazem à tona os cabelos que o tempo destituiu da cor original. Então vieram as indagações me açoitarem: Como me atrever a dizer o que sinto? Seria justo? Que direito tenho, ou teria de sonhar acordado, de “quimerar” com alguém que está no início e eu já tão perto do “quase-fim?”. A diferença de idade entre ela e eu, ergue um muro que parece intransponível. Com isso, por vezes, o coração bate mais forte e a boca entreaberta quase solta a verdade. Mas então, nessa hora, me lembro dos meus anos. Sopeso a juventude que contemplo nela, e embasbacado engulo as palavras. Prefiro guardar esse sentimento como um tesouro só meu, uma quimera adocicada que me permita ao menos admirá-la de longe, sem, todavia, incomodar, sem exigir nada.

19-10-2026: Oeste sem filtro – Ato de Flávio na Paulista reúne uma multidão + Roberta Luchsinger chama Lula de mentiroso + Análise do primeiro debate presidencial

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[Livros & Leituras] O segredo do meu turbante

A história real da menina que quase perdeu a vida após um bombardeio, teve o rosto deformado e desafiou o Talibã ao assumir uma identidade masculina para salvar sua família

Nadia Ghulam e Agnès Rotger, Globo Livros, Editora Globo, Rio de Janeiro, 2021, 304 páginas.

A incrível e emocionante história real da afegã que assume a identidade do irmão para sobreviver 

Aos oito anos de idade, Nadia Ghulam teve a casa onde vivia com sua família, no Afeganistão, destruída por uma bomba. Ela passou dois anos no hospital, teve o rosto deformado e perdeu todos os homens da sua família. Nadia, então, percebe que não tem quem traga o sustento para casa e sozinha decide fazer de tudo para salvá-los. 

Ela subverte as leis do talibã e do regime extremamente machista que proíbe as mulheres de trabalhar e estudar e assume a identidade do irmão morto para buscar o sustento da família. 

A história de coragem e sobrevivência de Nadia tem muito em comum com a da ativista paquistanesa Malala Yousafzai, que desafiou o mesmo talibã para ter acesso à educação. 

Nadia e Malala são hoje as vozes mais ativas na defesa dos direitos humanos e das mulheres em áreas tomadas por fundamentalistas islâmicos. 

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

“Vocês sabiam que gente morta não é eleita?”

Há pouco, saiu a notícia de que Janones deu entrada em uma UTI com problemas cardíacos. Vi inúmeras pessoas que, apesar das divergências políticas, desejarem a ele um breve restabelecimento. Eu fui pelo mesmo caminho.

E ver isso foi muito legal. Não se trata de falsa virtude. É que minha Bíblia diz que devo amar até mesmo o meu inimigo.

Agora, olhem esta figura do vídeo. Ele valida o assassinato brutal de Charlie Kirk e estimula o assassinato de Flávio e de toda a Família Bolsonaro em pleno pleito eleitoral.

Essa é a democracia dessa gente! Eles acusam os outros daquilo que eles próprios promovem, com requintes de crueldade.

Ele foi ousado. Dito isso, vamos torná-lo bem famoso. 

Texto: Jaqueline Martins, Facebook, 19-10-2026, 6h05

How “Globalize the Intifada” came to France’s streets

The violent protests that began in France quickly began to make use of pro-Palestinian imagery and slogans

Sharon Levy

Key Takeaways:

·     What began as student protests over France’s education system quickly escalated into mass rioting, looting, and the destruction of buildings and property.

·       The appearance of Palestinian flags and symbolism at protests across Europe highlights how the pro-Palestinian movement has become a vehicle for causes unrelated to Israel.

·    The pro-Palestinian movement has turned into a vehicle for broader anti-Israel and anti-Western activism, normalizing the glorification of violence and destruction.

French demonstrations that began as a response to teacher shortages, overcrowded classrooms, and deteriorating schools quickly spiraled into some of the most destructive protests the country has seen.

Buildings have been set on fire, including the town hall in Limoges, while luxury stores and supermarkets have been looted and police vehicles attacked.

In nearly every video and photo from the protest, there is one item that, at first glance, appears out of place – the Palestinian flag.

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A França em pé de guerra: violência, pilhagem, destruição e a falência da República

Paulo Hasse Paixão

A agitação social que assola França desde o início de outubro intensificou-se este fim de semana, com imagens a circular nas redes sociais que mostram uma clara escalada da violência por parte dos radicais de extrema-esquerda e das minorias étnicas e uma chocante deterioração da ordem pública. O caos persistente expõe as limitações da resposta do regime Macron e levanta questões alarmantes sobre a capacidade – e a vontade – do governo para conter a crise.

Os dados oficiais mais recentes revelam que no sábado 550 mil pessoas participaram em tumultos e protestos em todo o país, incluindo 110 mil na área metropolitana de Paris. Outros relatos indicam que os tumultos e o caos se espalharam para outros países da UE.

Em Paris, a polícia utilizou gás lacrimogéneo e canhões de água enquanto os radicais de extrema-esquerda destruíam montras, pilhavam lojas, incendiavam veículos e atacavam as forças de segurança. Os manifestantes atacaram lojas de luxo e alguns terão ameaçado invadir o Palácio do Eliseu.

Os distúrbios surgiram em outras grandes cidades francesas. Um posto de turismo foi incendiado em Lyon, enquanto os manifestantes terão invadido edifícios públicos em Lille. Em Marselha, os radicais envolveram-se em batalhas campais com a polícia, derrubaram um busto de Marianne e vandalizaram a sede da autarquia.

Guerre civile en France : qu’est-ce qui déclenchera l’étincelle ?


Robin de La Roche

J’ai longtemps cru qu’une nouvelle guerre civile en France était impossible. Après tout, depuis la Vendée durant la Terreur et enfin la Commune (1870-1871), aucun épisode ne pouvait réellement entrer dans cette classification. Je n’en suis plus si sûr.

La population de souche et de droite – l’énorme majorité silencieuse du peuple – a été très patiente, j’irai même jusqu’à dire très docile. Trop ? Lorsqu’on a demandé aux Français de remettre à la gendarmerie les armes de famille encore en leur possession, ils ont obéi, en masse, livrant un trésor de guerre (dans tous les sens du mot) qu’ils auraient été bien inspirés de conserver.

Samedi, des racailles sont entré chez des particuliers. Ce soir, alors que j’écris ces lignes, les témoignages affluent de nombreuses hordes de 15 à 20 sauvages qui rackettent, attaquent, frappent, cassent, dans Paris. Sur les réseaux, pulullent des appels à « prendre le XVIe » (arrondissement privilégié de Paris).

Il ne leur suffit donc plus de faire des razzias dans les magasins, il s’apprêtent – barbaresques des temps post-modernes – à s’attaquer aux personnes. À nous, à nos parents, à nos enfants.

Partout, les Français commencent à s’organiser pour se protéger. Pour l’instant, c’est avec de ridicules armes : ici une casserole pleine d’eau, là un sac à main. Mais la situation pourrait rapidement changer. Le peuple a compris ce soir, par le discours vide de celui qui est supposé protéger les Français – mais prend l’avion pour faire son tourisme diplomatique – que les autorités ne protégeront plus personne. Nous sommes donc totalement abandonnés, comme la Police elle-même a été abandonnée. Or, en Europe, et particulièrement en France, le pouvoir ne se justifie que parce que celui qui le détient protège ceux sur lesquels il l’applique. C’est bien ce sur quoi la république des coquins a failli.

Creative Energy Diplomacy Can Lead To The US Getting The EU To Unfreeze Russia’s Assets

 Andrew Korybko 

Russia could legally transfer ownership of its frozen assets to the US, which would then be returned to Russia in exchange for US stakes in its energy industry that could also deter Ukrainian attacks against it, but Trump will first have to obtain what would then be the US’ frozen funds from Europe

Polish Foreign Minister Radek Sikorski dramatically declared during the Warsaw Security Forum that Russia’s frozen assets in Europe would only be returned “over our dead bodies”. This coincided with a report by the Financial Times alleging that “US floats unfreezing some Russian assets to restart Ukraine peace talks”. Trump’s Special Envoys Steve Witkoff and Jared Kushner supposedly suggested the week prior “for them to be moved into a new special-purpose financial vehicle overseen by Washington.”

Despite the Europeans’ opposition, this could still be achieved with creative energy diplomacy. It was explained in April 2025 “How Gas Pipelines & Seized Russian Assets Could Give The US Lots Of Leverage Over The EU”. Russia could transfer legal ownership of its frozen assets in Europe to the US, whether in whole or in part, as payment for large-scale purchases of Boeing jets like was reportedly discussed back then and/or for the US to return the funds to Russia for stakes in its pipelines and/or energy companies.

A noite em que a máscara caiu. De novo

Cariocas, mulheres e vítimas da violência. Veja só o que Lula pensa de você

Rogerio Pires

Faltavam poucos minutos para o fim do primeiro bloco quando o presidente da República resolveu explicar ao Brasil o que pensa de quem nasceu no Rio de Janeiro. Diante das câmeras da Band, no primeiro encontro com Flávio Bolsonaro em toda a campanha, Lula chamou o adversário de “malandro carioca”.

Não foi escorregão de botequim. Foi escolha de palavra, em horário nobre, a uma semana do segundo turno. Eu estudei na Escola Técnica Visconde de Mauá, em Marechal Hermes. Saí de lá técnico em eletrônica e passei mais de vinte anos no serviço público ao lado de gente que pega trem lotado antes de o sol nascer e só volta para casa à noite. Professores, enfermeiras, vigilantes, estudantes que conciliam emprego e curso noturno. Conheço o carioca de perto. Malandro não é a palavra que me vem à cabeça.

Para o presidente, porém, o lugar de nascimento parece bastar como acusação. Ele colou a origem a um defeito de caráter, como quem repete piada velha em mesa de bar. Flávio abriu o bloco seguinte prestando solidariedade aos moradores do Rio. Fez o que qualquer representante do estado deveria fazer.

“Sua mulher da economia”

A segunda cena foi ainda mais reveladora. Ao falar de Dani Marques, coordenadora do programa econômico da campanha adversária, Lula não disse o nome dela. Chamou-a de “sua mulher da economia”.

Pense no peso dessa expressão. Daniella Marques nasceu em Barra Mansa, é economista formada pela PUC-Rio e presidiu a Caixa Econômica Federal, um dos maiores bancos públicos do país. Foi demitida pelo próprio Lula em janeiro de 2023. Ele conhece bem a trajetória dela. Escolheu apagar o nome e reduzi-la a um pronome possessivo, como se ela pertencesse a alguém.

O primeiro debate presidencial


A sete dias do segundo turno, o Brasil assistiu ao primeiro debate presidencial e a um fenômeno extraordinário: dois vencedores e nenhum derrotado.

Não houve empate. Houve duas vitórias.

Pelo menos, segundo as respectivas assessorias dos candidatos.

Antes mesmo de as luzes do estúdio se apagarem, os vencedores já estavam anunciados. Cada campanha tinha sua comemoração preparada, seus melhores momentos selecionados e uma versão da história pronta para circular.

É uma das maravilhas da política brasileira. No futebol, o placar costuma contrariar metade da torcida. Nos debates presidenciais, porém, a realidade parece ter perdido o direito de apitar o jogo.

Basta ouvir os assessores.

De um lado, comemora-se a firmeza do candidato. Do outro, exalta-se sua serenidade. Se atacou, demonstrou coragem. Se não respondeu, revelou equilíbrio. Se interrompeu, foi incisivo. Se permaneceu calado, mostrou superioridade.

Na política, até o silêncio pode ser transformado em discurso memorável.

Os marqueteiros entram em campo antes mesmo de os candidatos deixarem o estúdio.

Selecionam frases, recortam imagens, distribuem vídeos e anunciam uma vitória que já estava decidida antes da primeira pergunta.

As redes sociais fazem o resto.

O "Sem Graça" que o Brasil precisa...

Ricardo Érik dos Santos

Meu povo, deixa o tio Ric@rdinho falar umas cositas para vós. Não me xinguem. Reflexão minha.

Flávio é PROPOSITALMENTE SEM GRAÇA mesmo. Ele é o "Marco Rúbio" do "Donald Trump", versão tupiniquim. Trump é "showman", Rúbio não sorri. Trump fala; Rúbio EXECUTA. Só que Trump - assim como Bolsonaro - CONSTRUIU essa imagem ao longo de ANOS. Flávio sequer sonhava em ser candidato: ele foi o plano de emergência. Num país SÉRIO, seria JAIR BOLSONARO na sua tela. Mas o Brasil não é sério. E é sobre isso que quero falar.

JAIR que é o memeiro, o corte Tramontina, o tiozão do pavê no dia de natal. Flávio é o carregador de piano, o faxineiro que recolhe os copos e pratos e prepara a casa para a OUTRA festa. Não esperem mais embates folclóricos de tiradas engraçadas. Os últimos que fizeram isso, foi o próprio Jair, Padre Kelmon e por último, o Garotinho (estou rindo até agora do "leitinho feliz").

Alguns reclamam que Flávio "não responde" as acusações de Lula. Responder mentiras? Gastar o tempo de uma audiência gigantesca e CARA, pra se enervar com uma estratégia de arapuca adversária, que não considera respostas lógicas? Responder a um homem que disse ao vivo para microfones de vários repórteres, com todas as letras, que Jair Bolsonaro MATOU Marielle Franco? É com esse sujeito que vocês querem que Flávio "responda"? Tem certeza?

Outros queriam que Flávio fosse de "Tarcísio", que arregaçou seu "Lula" tão incompetente quanto o original. Só que nosso bravo "Chokito" asfaltador de ruas e de corruptos, é uma calculadora ambulante. Uma MÁQUINA de gestão. Que já havia administrado praticamente um País, que é o Estado mais rico da nação.

Cada um tem suas características. 

Morre Benito di Paula, grande nome da música popular brasileira

Assessoria de imprensa do músico informou que ele tratava um câncer há cerca de um ano 

Morreu neste domingo, 18, aos 84 anos, o cantor, compositor e pianista Benito di Paula. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do músico, que informou que ele tratava um câncer há cerca de um ano. Ele estava internado no Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

Benito, cujo nome de batismo é Uday Vellozo, nasceu em Nova Friburgo (RJ), em 28 de novembro de 1941 e tornou-se um dos grandes nomes da música popular brasileira entre as décadas de 1970 e 1980.

Como pianista, ele ficou famoso por levar romantismo ao samba, com influências do jazz e do bolero, se tornando o principal representante do estilo que foi apelidado de "samba-joia" e chamado de vertente mais comercial do samba.

Benito mudou-se ainda jovem para Santos, no litoral paulista, onde começou a realizar shows em casas noturnas. Seu primeiro grande sucesso veio em 1969 com "Canção para o nosso amor", que foi trilha sonora da novela "Nino, o Italianinho", da TV Tupi.

Mas ele ganhou maior projeção com "Retalhos de Cetim", de 1973, que depois foi seguida por sucessos como "Violão Não Se Empresta a Ninguém", "Charlie Brown", "Se Não For Amor", "Mulher Brasileira" e "Vai Ficar na Saudade".

Homenagem

Em 2025, Benito di Paula foi homenageado pela escola de samba Águia de Ouro, em São Paulo. Com o enredo "Em Retalhos de Cetim, a Águia de Ouro do Jeito que a Vida Quer", a agremiação levou para a avenida referências à vida, à obra e à trajetória do artista, celebrando sua contribuição para a música brasileira.

“Quem ganhou o debate? Não sei. Só sei que perdi meu tempo”


Eu queria fazer alguma análise política sobre o debate de ontem, mas a única palavra que me ocorre é uma em inglês: “disgusting”.

O que eu vi foram dois adultos se comportando como crianças brigando no parquinho. Até o MMA tem mais regras de civilidade. As breves falas sobre algum ponto programático descambavam para acusações relevantes apenas para lactações em redes sociais. Aquela meia hora de “debate” livre foi das coisas mais deprimentes a que assisti em anos.

Ah, mas você está exigindo demais, isso é o Brasil de hoje, isso é o que o brasileiro quer ouvir, quanto mais sangue melhor. Pois é, não sei se isso é muito verdade, mas se for, merecemos o nosso destino enquanto nação.

Quem ganhou o debate? Não sei. Só sei que perdi meu tempo. Só não perdi mais porque mudei de canal no meio e fui assistir minha série favorita. Estou certo de que terminei a minha noite de domingo melhor.

Imagem e Texto: Marcelo Guterman, Facebook, 19-10-2026, 9h56

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[Sétima Arte] Quando a suspeita condena (Above suspicion)


Por 13 anos, James Stockton tem sido um pai e marido amoroso para sua esposa e filha. Ele é respeitado e admirado por todas as pessoas da cidade em que vive. Mas as coisas vão mudar, parece que James recentemente fez o que disse à esposa que era uma viagem de negócios.

No entanto, sua esposa o pegou contando uma mentira. Ela então dá uma pequena espiada e encontra a foto de uma garota. Ele diz a ela que ela é uma antiga namorada que morreu há 14 anos. Ela então pede a um amigo que a encontre, ela é informada de que ela morreu há 14 anos, mas seu namorado não era James Stockton, mas Johnny Mancini, filho de um gângster de Nova Jersey, que desapareceu há 14 anos e também foi o principal suspeito de sua morte.

É James Johnny Mancini e ele a matou? E não é só isso que está acontecendo, alguns homens de Nova Jersey vieram para a cidade natal de James e parece que são policiais e que James conhece o protagonista, mas não o estão prendendo, parece que há algo que eles querem e acham que James tem. 

No IMDB: 5,9 

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