sábado, 3 de outubro de 2026

JN: Juristas e entidades da imprensa criticam decisões da Justiça que cancelaram debate da Globo

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They Hate America

Majid Rafizadeh 

Photo: Michael M. Santiago/Getty Images

§  Coming from a Muslim family and being raised in Syria and Iran, I am all too aware of politicians and influencers such as Abdul El-Sayed, Zohran Mamdani and others who carry that same formative identity.

§  Americans should be clear-eyed: Islamist politicians and influencers in the United States will never place their first loyalty with America. It will not happen. Do not even think about it.

§  The first reality is that when you grow up under Islamist religion, teachings and doctrine, as I did, your identity is not your nationality. It is not "American" or "German" or any other geographic label. It is entirely the particular version of Sharia and Islamic doctrine you were taught. That is where all allegiance is rooted. Everything else — citizenship papers, the Constitution, the flag — is secondary, to be used to protect and expand this primary identity.

§  The second reality is the doctrine of exclusive truth we were taught. We were raised to believe our path is the only correct one and that everyone else is on the wrong path, destined for hell because they are not favored by Allah.

§  Shia Islam was presented as the final, perfect religion; all others as incomplete or corrupted. This premise produces a sharp view of the world as "us versus them." We were taught that a person who does not affirm the shahada... before the end of his days, or who never believed it in the first place, does not enter heaven. This teaching instills in one a sense of moral superiority: we are the good; everyone else, unless he converts, is deficient. (…)

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[Versos de través] As sem razões do amor

Carlos Drummond de Andrade 

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou de mais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade 

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Para Sempre 
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Nunca mais

Domingo de votação será de chuva no Rio; veja a previsão

Aproximação e passagem de uma nova frente fria fazem com que guarda-chuva se torne item essencial na bolsa do carioca ao longo do fim de semana

Foto: Reginaldo Pimenta
Manuela Viegas

Título de eleitor, documento com foto, colinha e guarda-chuva! Estes serão os objetos essenciais para quem for votar no próximo domingo (4), já que a previsão é de tempo instável, segundo o Sistema Alerta Rio. Antes disso, no sábado (3), os cariocas ainda enfrentarão um dia parecido com esta sexta-feira (2): de chuva e temperaturas amenas.

Nesta sexta-feira (2), o tempo permaneceu chuvoso e com temperaturas amenas devido ao transporte de umidade do oceano em conjunto com a atuação de áreas de instabilidade. As temperaturas também entraram em declínio, com mínima de 18°C e máxima de 25°C.

O tempo do sábado (3) continuará sendo influenciado pelo transporte de umidade e as áreas de instabilidade. A previsão é de céu encoberto e chuva fraca a moderada a qualquer momento. A temperatura se estabiliza, mas ainda permanece amena, com máxima de 24°C e mínima de 17°C.

No domingo (4), dia das Eleições Gerais de 2026, a aproximação e passagem de uma nova frente fria pelo oceano influenciará o tempo na cidade do Rio. Embora a temperatura entre em elevação, com máxima de 29°C e mínima de 19°C, ainda há previsão de chuva para o município, principalmente a partir do fim da tarde. Os ventos estarão moderados, podendo ser pontualmente fortes.

A desinformação e a impotência do eleitor: como mudar o atual enquadramento?

Gastão Reis

Acompanhar o desenrolar das campanhas eleitorais nas ruas e na televisão é quase um exercício de masoquismo, dado o grau de desinformação com que os eleitores são tratados. Tomemos, inicialmente, o caso das ruas e suas bandeirolas; em seguida, as propagandas na TV com as inserções de falas breves, nas quais somos informados sobre nomes e números, mas raramente sobre os partidos a que os candidatos pertencem.

As pessoas contratadas para segurar as bandeirolas nas ruas parecem não receber treinamento algum sobre como manejá-las eficientemente. Há casos em que as giram como se desenhassem no ar o símbolo do infinito — aquele oito deitado. Quem passa a pé ou de carro simplesmente não consegue ler o nome ou o número do candidato. Há também os que parecem nos dar adeus com o artefato, movendo-o rapidamente de um lado para o outro como limpadores de para-brisa sob chuva forte. E nada de conseguir ler.

Outro grupo se posiciona nas vias do lado errado de quem passa em uma determinada direção. Novamente, a leitura se torna impossível. Quanto aos partidos, as letras de suas siglas são diminutas, refletindo sua desimportância no mar de legendas que dominam os parlamentos municipais, estaduais e federais.

Melhor seria se os contratados segurassem as bandeirolas como se fossem placas, ou se os mastros tivessem um suporte em forma de “L” invertido para mantê-las esticadas, facilitando a leitura de quem transita. Nesse sentido, funcionam bem melhor os grupos que circulam ou ficam parados com mochilas equipadas com uma plaqueta acima da cabeça, exibindo a foto e o número do candidato. Ainda assim, o partido continua desprestigiado por letrinhas minúsculas de difícil identificação.

Vamos e venhamos: a informação recebida por quem passa é muito pobre para permitir um conhecimento real das propostas. Alguém poderia argumentar que cabe ao eleitor buscar mais dados na internet. No entanto, a oferta brutal de nomes e números deixa o cidadão atordoado e desanimado diante da tarefa hercúlea de garimpar tantas opções até escolher seu voto.

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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Advertência de Calvino quanto à grave responsabilidade pelo nosso voto

Título e Vídeo: Vitor Grando, Facebook, 2-10-2026, 18h10

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[Aparecido rasga o verbo] Aconteceu na lua de mel

Aparecido Raimundo de Souza

PARTIMOS COM TUDO, além de uma boa pitada de satisfação e esperança, o coração batendo descompassado, em vista dos sonhos e principalmente esperançados na nossa fé, e, dentro dela, a certeza de que nada nos separaria. Era o começo. O tempo todo, o mundo colado aos nossos pés, parecia feito só para nós dois. O mar calmo de Copacabana, não batia, se emoldurava suave se entrelaçando na areia, enquanto o sol descia devagar, se fartava a passos miúdos tingindo tudo de ouro, e cada olhar se engrandecia numa promessa como se dissesse, ou melhor sussurrasse: “estou aqui, para sempre”.

Aconteceu ali, entre o céu e o mar, naqueles dias que deveriam ser só luz e alegria. Veio devagar, sem aviso, uma palavra dita sem pensar, um silêncio que cresceu entre nós, um mal-entendido que virou o muro e foi cair em cheio na avenida movimentada que passava em frente ao nosso hotel. De repente, o que se fazia meigamente doce, ficou amargo. O que era confiança, virou dúvida. Descobrimos que carregar a própria história também significava englobar defeitos, medos, feridas, tristezas e incertezas que ainda não cicatrizaram e que às vezes, sem querer, acabamos machucando justamente a quem mais amamos.

Ficamos de frente um para o outro, tão perto e ao mesmo tempo tão distantes. Do nada, a nossa lua de mel virou uma tremenda lua de merda, como se fosse o primeiro teste: não a lua de mel de paixão, mas de paciência, de perdão, de aprender que amar não é só ter alegrias, mas saber edificar quando algo se quebra ou se deteriora. Choramos, nos calamos, depois falamos tudo, vomitamos o que doía, o que esperávamos, o que tínhamos medo de perder. E ali, naquele lugar que deveria ser somente um todo perfeito, aprendemos a verdadeira noção de realidade: o amor não nasce pronto. Ele se constrói também nas horas difíceis, principalmente nos minutos estropiados e macambúzios em que tudo parece conspirar contra.

Hoje lembro o que aconteceu nos nossos primeiros dias não manchou o nosso começo, pelo contrário, o tornou mais verdadeiro. Porque foi lá, naquele momento entre risos e lágrimas, lagrimas e risos, que percebemos: não importava o que viesse, se estivéssemos dispostos a entender, a ceder, a recomeçar… a perdoar, sobretudo a perdoar, então sim, conseguiríamos seguir caminhando juntos. O “para sempre” não é coisa de um dia só. E nunca será.  O “para sempre” é renovado automaticamente todos os dias, começando por deixar claro aquele incidente em que descobrimos como agir para que o nosso enlace matrimonial não terminasse mal.

Sábado terá feira de adoção pet na Barra da Tijuca

Evento acontece, das 14h às 18h, no 1º piso do Shopping Metropolitano. No local, postulantes a tutores poderão adotar cães e gatos resgatados de maus-tratos

Patricia Lima

Neste sábado (3), cães e gatos resgatados das ruas e de maus-tratos podem ganhar uma chance de ter uma família com a nova edição da feira de adoção realizada no Shopping Metropolitano. O evento acontece, das 14h às 18h, no 1º piso, entre as lojas PetFun e Polishop.

A feira pet é resultado de uma parceria com a ONG Adoção Carioca e a PetFun, que acontece a cada dois meses. A inciativa procura aproximar animais resgatados de pessoas interessadas em oferecer uma nova oportunidade a eles. A participação é gratuita.

No evento, os candidatos a tutores podem conhecer os animais disponíveis para adoção e conversar com os protetores para esclarecer dúvidas sobre cuidados, adaptação ao novo ambiente e rotina com um animal de estimação. A proposta é incentivar uma escolha consciente e reforçar a importância da guarda responsável.

Os interessados serão avaliados pela equipe da feira para verificar se o perfil e as condições do possível tutor são adequados para receber o animal. Além de ganhar um novo integrante para a família, quem realizar uma adoção terá 20% de desconto em compras na PetFun, benefício utilizável no prazo de até 30 dias.

Título e Texto: Patricia Lima, Diário do Rio, 2-10-2026, 3h47 

Revista Oeste nº 343: O diabo veste toga

Caro leitor, 

Flávio Dino e seus aliados no Supremo atropelam a lei em decisões que favorecem Lula às vésperas da eleição. 

Dias atrás, Gilmar Mendes validou o reajuste do Bolsa Família em plena corrida eleitoral — uma medida de forte apelo popular. Agora, novas decisões do Supremo aumentam ainda mais a tensão em torno do pleito. 

E há muito mais em jogo. 

Se reeleito, Lula poderá indicar mais quatro ministros ao STF durante um novo mandato. Com isso, terá a oportunidade de ampliar significativamente sua influência sobre a composição da Corte. 

A dois dias das eleições, a Oeste mostra em sua reportagem de capa as decisões e os movimentos de integrantes do STF que podem influenciar o processo eleitoral. 

A verdade precisa ser dita - e divulgada. 

O silêncio é exatamente o que interessa a quem pretende exercer poder sem resistência, sem fiscalização e longe dos olhos da sociedade. 

Você sabe o tamanho do que está em jogo? 

A nova edição da Oeste vai ao ar em instantes. 

O debate que o Brasil não viu

Duas decisões judiciais em poucas horas, uma ministra escolhida por Lula e uma regra que todos tinham assinado. Os detalhes explicam o silêncio de quinta-feira

Rogerio Pires 

Às 21h30 de quinta-feira, horário em que os candidatos à Presidência deveriam estar frente a frente, a TV Globo exibiu um filme. Aves de Rapina. Pela primeira vez desde 2002, a emissora cancelou o último debate presidencial do primeiro turno, a três dias da eleição.

Não fui eu quem escolheu o título do filme. Mas confesso que ele não saiu da minha cabeça a noite inteira.

Para entender como chegamos até aqui, é preciso voltar algumas horas.

A cadeira que ninguém podia ver

Na quarta-feira, Lula avisou que não iria ao debate. Direito dele. Só que havia uma regra no regulamento, o item 7 da ata do debate, assinado previamente por todas as campanhas, inclusive a dele: quem faltasse teria o púlpito vazio identificado, e os adversários poderiam dizer o que perguntariam ao ausente.

Isso não é novidade nenhuma. Em 2006, Lula, então presidente e candidato à reeleição, faltou ao debate da Globo três dias antes do primeiro turno. A cadeira dele ficou vazia diante do país. Ninguém correu à Justiça. O eleitor viu e tirou as próprias conclusões.

Vinte anos depois, a coligação de Lula foi ao TSE para que o eleitor não visse. E conseguiu. A ministra Estela Aranha concedeu liminar suspendendo o item 7: nada de púlpito identificado, nada de perguntas dirigidas ao candidato do PT. Na avaliação dela, a exposição poderia criar uma situação de desequilíbrio.

Desequilíbrio. Guarde essa palavra.

“Cockpit Clash” & “Pilot Brawl”: The Media’s Grotesque Distortion of the Attempted Flydubai Hijacking

A stabbed captain. A hijack distress code. A plunging aircraft packed with Israelis. Yet major media outlets still called it a “pilot fight,” “cockpit brawl” or “clash.” The coverage of Flydubai Flight FZ1073 showed how quickly terrorism targeting Israelis can be softened, qualified and reframed

Rachel O'Donoghue 

Key Takeaways

·         The evidence pointed early to an attempted hijacking, not a “pilot fight.” Major outlets still used “brawl,” “clash” and “altercation.”

·         The New York Times repeatedly foregrounded doubt even as its own reporting documented the stabbing, plunge and attempted takeover.

·         The coverage reflected a broader problem the media appears to have with Israeli victims: an instinct to soften, qualify and cast doubt on attacks targeting them.

Wednesday’s attempted hijacking of Flydubai Flight FZ1073 carried chilling echoes of an earlier era of aviation terrorism. Fifty years after Entebbe – when Palestinian and German terrorists hijacked an Air France flight originating in Tel Aviv and separated Jewish and Israeli hostages before an audacious IDF rescue – a commercial jet packed with Israelis once again became the target of an attempted mass-casualty terror attack.

This time, catastrophe was averted not by commandos arriving on the ground, but by the extraordinary actions of those already in the air. A badly wounded captain managed to release the cockpit door, allowing passengers and crew to rush in and overpower the attacker before reserve pilots aboard the flight took control of the aircraft.

The footage emerging from passengers’ phones captured just how terrifying those moments were: screams as the aircraft plunged, blood inside the cabin, a wounded captain and the aftermath of a desperate struggle to prevent the plane from crashing.

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TV Globo cancela debate

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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Interferência estrangeira: Eleição anulada na Romênia em 2024 gera alerta ao Brasil de 2026

Em entrevista exclusiva, Stéphane Luçon — jornalista francês radicado na Romênia — detalha as alegações de interferência russa. Comparamos até onde o caso romeno parece com o brasileiro

David Ágape 

Em 24 de novembro de 2024, Călin Georgescu venceu o primeiro turno da eleição presidencial da Romênia. Pouco mais de uma semana depois, em 2 de dezembro, a Corte Constitucional validou o resultado. Em 4 de dezembro, o então presidente Klaus Iohannis tornou públicos documentos dos serviços de inteligência sobre possível interferência estrangeira. Dois dias depois, a mesma Corte anulou toda a eleição.

Georgescu deveria enfrentar Elena Lasconi no segundo turno. Não enfrentou. Quando a eleição foi refeita, em 2025, tentou registrar novamente sua candidatura e foi impedido de concorrer. A nova disputa terminou com a eleição de Nicușor Dan, centrista pró-União Europeia e defensor da permanência da Romênia no eixo da UE e da OTAN. A anulação continua cercada por controvérsias sobre a extensão da influência russa, a atribuição das operações digitais a Moscou e a relação entre as irregularidades apontadas e o resultado da votação.

Quase dois anos depois, parte da discussão que antecedeu a anulação romena já aparece na eleição brasileira de 2026. Em 17 de setembro, Eduardo Bolsonaro disse ter alertado autoridades americanas para o risco, em sua avaliação, de o STF anular uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro. Citou como precedente a anulação romena, após alegações de interferência russa. Não apresentou evidências de que o Brasil seguirá o mesmo caminho.

From Bucharest to Brazilia: What Brazil Can Learn From Romania’s Canceled Election

Ele se acha dono do Supremo

Lula comemorou a chegada do primeiro comunista ao STF. O que ele fez desde então explica a festa


Rogerio Pires

Nesta quarta-feira, o ministro Flávio Dino abriu um inquérito no Supremo Tribunal Federal. Ninguém pediu. Nenhuma autoridade com foro especial estava envolvida nos fatos. E, pelo despacho de 12 páginas, o relator escolhido foi ele mesmo.

O tema soa nobre: uma “aparente onda de ataques” contra imagens religiosas. Só que das dez reportagens citadas como base, apenas uma é posterior à decisão que ele tomou no domingo. As outras nove estavam publicadas havia meses. Não eram urgentes até agora.

Então por que agora? Basta olhar o calendário.

Na sexta, 25, André Mendonça, vice-presidente do TSE, mandou tirar do ar posts que associavam Flávio Bolsonaro a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira. A ordem ressalvava críticas, opiniões e sátiras.

No domingo, 27, Dino acolheu um pedido do humorista Antonio Tabet e mandou os posts voltarem. Detalhe: fez isso dentro de um processo do Supremo, passando por cima da Justiça Eleitoral.

Na segunda, Luiz Fux suspendeu a decisão e criticou o método. E deixou uma pergunta no ar: “Faz sentido que este Supremo Tribunal Federal determine a veiculação de notícia comprovadamente falsa?”

Na quarta, nasce o inquérito das imagens religiosas. No mesmo processo.

O ministro comunista

O rótulo não é meu. É dele. Em julho de 2019, ainda governador do Maranhão, disse numa entrevista: “Sou comunista, graças a Deus”. Em 2015, na TV Brasil, se definiu como socialista, comunista e marxista, e afirmou fazer o que Lenin recomendava. Foi filiado ao PCdoB de 2006 a 2021.

Vídeo: taxistas se envolvem em briga generalizada no Galeão

Confusão ocorreu durante retirada de ponto do Táxi.Rio; imagens que circulam nas redes sociais mostram pessoas sendo agredidas

Aretha Dossares

Ao menos 20 taxistas se envolveram em uma briga generalizada nesta quarta-feira (30), em frente à entrada do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram agressões e dois envolvidos sendo chutados após caírem no chão.
Em uma das gravações, um homem aparece cercado e agredido por vários taxistas. Em outro momento, dois envolvidos caem no chão e são chutados enquanto permanecem caídos. As imagens não esclarecem o que teria provocado o confronto.

Segundo o RIOgaleão, a confusão ocorreu durante a retirada do ponto do Táxi.Rio localizado no embarque, no segundo piso. A concessionária informou que havia solicitado a mudança à Prefeitura do Rio para melhorar o fluxo de veículos no acesso ao aeroporto.

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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Nova Padroeira

Terá chegado enfim a altura dos europeus destituírem a sua "classe dominante"?

Afonso Belisário


A febre da guerra está novamente a subir por toda a Europa. Isto aconteceu várias vezes nos quatro anos e meio desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, coincidindo geralmente com importantes eleições nacionais – particularmente as da Roménia, Moldávia, Hungria, Polónia e Alemanha – quando certos partidos políticos locais foram demonizados como “pró-Putin” e “ameaças à segurança” do resto da Europa. Os tambores da guerra também soam alto sempre que o aumento dos orçamentos militares é debatido nos governos dos estados escandinavos e bálticos, na Finlândia, na Alemanha e na Polónia, bem como na Comissão Europeia. O fluxo e refluxo dos gritos de guerra políticos contra a Federação Russa acompanham de perto os calendários eleitorais e parlamentares da Europa.

Não é por acaso que o governo alemão decidiu anunciar, cinco dias antes das eleições de 6 de setembro na Saxónia-Anhalt, que a Rússia era responsável por um pequeno drone descoberto no Aeroporto de Leipzig/Halle mais de um mês antes. Embora o drone transportasse uma carga explosiva, o dispositivo não causou danos e permaneceu no aeroporto despercebido durante muitas horas no dia 4 de agosto. Quando a Alemanha acusou a Rússia de perpetrar o “ataque” quatro semanas depois, Berlim não apresentou provas concretas para as suas conclusões.

Apesar disso, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e os líderes nacionais de toda a Europa declararam imediatamente solidariedade para com a Alemanha e condenaram a “guerra híbrida” da Rússia em “solo da União Europeia”. Para muitos observadores, a acusação de Berlim pareceu ter sido feita num momento oportuno para travar o ímpeto do partido político “Alternativa para a Alemanha” (AfD), que o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão Friedrich Merz e o establishment europeu difamaram como “nazis” e “fantoches da Rússia”. Se o objetivo de Merz era evitar a derrota eleitoral dos seus aliados políticos acusando falsamente os seus adversários de serem ferramentas e espiões russos, não resultou. O AfD venceu decisivamente as eleições de 6 de setembro na Saxónia-Anhalt, e uma semana depois aseleições em Mecklemburgo-Pomerânia, e o apoio ao partido político pró-soberania nacional continua a crescer em toda a Alemanha.

Rio terá calor abafado e chance de chuva nesta quarta-feira

Instabilidades devem provocar pancadas isoladas no fim do dia e exigem atenção de moradores e motoristas

Mateus Aguiar

A quarta-feira (30/9) no Rio de Janeiro será marcada por tempo abafado, sol entre nuvens e elevação de temperatura na capital. Segundo o Climatempo, o calor ganha força ao longo do dia, mas a aproximação de instabilidades traz risco de pancadas de chuva para a tarde e a noite em diversos pontos da cidade. 

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os termômetros registram mínima na casa dos 22°C nas primeiras horas da manhã, com rápido aquecimento que pode levar as máximas até os 33°C no período da tarde. A sensação de abafamento predomina devido à alta umidade relativa do ar.

Pela manhã, o sol aparece acompanhado de variação de nebulosidade. A partir do fim da tarde, a combinação do calor com a chegada de uma frente fria no oceano favorece a formação de nuvens carregadas, provocando pancadas de chuva isoladas que podem vir acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento moderadas a fortes.

A Defesa Civil e os órgãos de trânsito orientam a população e os motoristas a ficarem atentos a pontos de alagamento e a evitar áreas sujeitas a bolsas d'água durante os momentos de chuva mais intensa.

Título e Texto: Mateus Aguiar, Diário do Rio, 30-9-2026, 6h  

“Lula fala muito. E, cada vez mais, quando fala, é uma metralhadora de bobagens”

“Quem fala muito dá bom dia a cavalo”, diz o ditado. Lula fala muito. E, cada vez mais, quando fala, é uma metralhadora de bobagens.

Marcelo Guterman

Ontem, poderia ter falado algo na linha “enquanto homem tem medo de toque, a mulher está acostumada a fazer exame ginecológico desde pequena”. Passaria batido. Mas o presidente, no meio do entusiasmo, usou a palavra “toque” para meninas também, o que é uma óbvia impropriedade.

A imprensa amiga veio em socorro. A manchete do Estadão, por exemplo, usa o termo “insinuação” para a interpretação de que Lula havia se referido a abuso sexual. Os advogados do PT usam o termo “descontextualização”. A frase completa está aí, sem cortes. Não há “insinuação” ou “descontextualização”, mas apenas uma interpretação plenamente possível.