quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

[Daqui e Dali] Nova corte na aldeia

Humberto Pinho da Silva

Quando era rapazote, ia com os meus pais veranear a pequena povoação do Vale da Vilariça.

Depois da janta, familiares e amigos abancavam-se na escaleira de velho e delapidado solar, cujas salas serviam de arrecadação a alfaias agrícolas, e as portas desvidraçadas abriam-se a largas varandas, que permitiam entrada a andorinhas em voos certeiros para os ninhos.

Nessa nova "Corte na Aldeia" havia letrados e “analfabetos”, que aprenderam a ler e escrever à custa de dolorosas reguadas.

Obtido o diploma, deram ”às de Vila Diogo”, abandonando a escola e os livros.

Nessa época não havia TV; e o único aparelho de TSF, movido a bateria, pertencia a lavrador abastado, que era colocado em dia de festa à janela, para quem quisesse bailar ao som da música da Emissora Nacional.

Como disse, à noitinha, pela fresca, depois de uma tarde cálida, acomodávamos nas escadas do velho casarão brasonado.

Conversava-se, contávamos tradicionais historietas, e advinhas... até que aproveitando pausa de silêncio, saltou de súbito a pergunta:

- Qual é o ato mais importante da vida?

Ouve-se murmúrios, e uma voz se ergueu: É o casamento!...

Risinhos... e prosseguiu:

Quem pode e sabe realizar matrimónio por amor, com companheira que o ajude nos abrolhos da vida, acha um tesouro. Não é verdade que por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher… que o acompanha, quase sempre, na sombra?

Força Jovem se manifesta sobre saída de Coutinho do Vasco

Craque revelado na base do Vasco da Gama, Philippe Coutinho anunciou oficialmente que não permanecerá no Gigante da Colina

Altair Alves

A Força Jovem, principal torcida organizada do Vasco da Gama, se posicionou sobre a saída do meia Philippe Coutinho do Clube. O jogador alegou cobranças excessivas por parte da torcida e de influenciadores para deixar o Cruzmaltino. 

Em nota publicada nas redes sociais, os torcedores criticaram a postura do jogador. Eles se referiram a Coutinho como um jogador “mimado”, que no Vasco, quem joga mal é cobrado, e quem joga bem é elogiado. 

Ainda no comunicado, a Força Jovem destaca que em nenhum momento pediu a saída do atleta. Entretanto, ressaltou que nenhum atleta será blindado, pois o Gigante da Colina é maior que tudo e todos.

A era Moraes está perto do fim

André Marsiglia

Há um conhecido ditado na aviação segundo o qual piloto novato não derruba avião. O excesso de confiança e a arrogância que muitas vezes decorrem da experiência são a causa da maior parte dos acidentes aéreos. O universo da política não está imune a esse fenômeno. 

A história nos conta que regimes autoritários e seus ditadores também seguem a mesma toada. Não percebem que o contexto mudou e insistem em repetir o roteiro ao qual foram acostumados; quando se dão conta, sua cabeça está a prêmio. 

Foi assim a débâcle do regime militar brasileiro iniciado em 1964. O regime foi aplaudido e a repressão tolerada pela imprensa enquanto se voltou contra guerrilheiros, mas tornou-se politicamente insustentável quando atingiu estudantes, artistas, jornalistas e setores da classe média. 

Algo semelhante parece estar ocorrendo neste momento no país. Enquanto a ditadura do STF, encabeçada desde 2019 por Moraes, serviu para sufocar o bolsonarismo e a direita, tidos pela grande imprensa e pela intelectualidade brasileira como radicais, os mecanismos jurídicos excepcionais foram tolerados pela opinião pública. 

Agora, com o cenário composto por um Bolsonaro debilitado e um STF que pretende blindar negociatas de ministros, a situação muda de figura e a conduta da Corte já não é tolerada da mesma forma. 

Moraes está fazendo o que sempre fez; o que mudou foi a crítica. Os tempos mudam, a roda da fortuna gira, os interesses trocam de mãos. Durante anos, decisões abusivas foram toleradas em nome de uma finalidade política considerada virtuosa por certos setores. Mas o que antes era visto como aceitável passou agora a ser percebido como arbítrio, e só Moraes não enxerga. 

Budanov’s & Zaluzhny’s Factions Are Surpassing Zelensky’s In Influence

Andrew Korybko 

The trend is that Zelensky’s oligarchic faction is declining as the intelligence and military ones respectively represented by Budanov and Zaluzhny rise with all that entails for Ukraine’s future

Several factions exist within Ukraine. The main ones are Zelensky’s ruling clique (who himself represents a collection of oligarchic interests whose engagement with him used to be managed by Yermak), former Commander-in-Chief-turned-Ambassador-to-the-UK Zaluzhny (and the armed forces in general), and former GUR chief-turned-Chief-of-Staff Budanov (who still represents the intelligence faction). Their interplay is becoming more complicated just as Ukraine’s diplomatic and political dynamics are too.

The Economist recently reported that “Divisions are emerging within Ukraine’s delegation. One wing, centred on Mr Budanov, believes Ukraine’s interests are best served by a swift American-led agreement, and fears the window for action may soon close. But another wing, apparently still influenced by the controversial former chief of staff Andriy Yermak, who departed in a corruption scandal, is much less keen. Mr Zelensky appears to be balancing between them, while also having his own ideas.”

This was then followed by the New York Times reporting that “In negotiations over recent weeks, officials have discussed the idea of forming a demilitarized zone controlled by neither army…To make it easier for both sides to accept the idea, negotiators have also discussed forming a free-trade zone in any possible demilitarized area.” In light of The Economist’s report right beforehand, this suggests that Budanov’s faction is pushing its agenda at the expense of the Yermak-aligned one that’s associated with Zelensky.

Lula News em pânico, o clima no Supremo e os protetores de Toffoli


Leandro Ruschel

O Brasil entrou numa nova fase do processo político iniciado em 2019. E essa fase tem uma característica conhecida em qualquer revolução que se proponha a destruir garantias institucionais em nome de um bem maior: em determinado momento, o mecanismo criado para perseguir adversários passa a atingir parte dos próprios aliados.

Durante sete anos, sob o argumento da defesa da democracia, consolidou-se um regime de exceção. O chamado inquérito das fake news — aberto de ofício, sem sorteio, com relatoria definida por canetada — transformou-se num instrumento permanente de repressão política. A Constituição foi relativizada. A jurisprudência foi moldada conforme a necessidade do momento. A atividade do Ministério Público foi esvaziada. E qualquer crítica passou a ser enquadrada como ameaça institucional.

A imprensa profissional não apenas silenciou. Aplaudiu.

Aplaudiu o fechamento de veículos oposicionistas. Aplaudiu a censura de conteúdos. Aplaudiu prisões preventivas alongadas. Aplaudiu a transformação de decisões excepcionais em rotina. Tudo isso sob o mantra da proteção democrática.

O que mudou agora não é o método. O método é o mesmo. O que mudou é o alvo.

Após as revelações envolvendo contratos milionários ligados ao Banco Master — incluindo o contrato de R$ 129 milhões envolvendo o escritório da esposa do ministro Moraes e os R$ 35 milhões recebidos por empresa da qual o ministro Toffoli era sócio — o inquérito foi novamente mobilizado. Desta vez, para investigar supostos vazamentos na Receita Federal.

Em vez de responder às revelações, investiga-se quem tornou as informações públicas.

Crianças como instrumentos de agendas políticas


Telmo Azevedo Fernandes

O enorme escândalo que abalou o Reino Unido a propósito da prescrição rotineira de bloqueadores da puberdade a menores de idade para suposto tratamento hormonal de jovens com incongruência dita de género, continua a inquietar a sociedade inglesa. Apesar do SNS inglês ter proibido desde 2024 a continuação destas práticas, o tema continua hoje a ter desenvolvimentos que lembram as mais desumanas e grotescas experiências da Alemanhã nazi com crianças.

No final do ano passado, depois do NHS anunciar um ensaio clínico financiado em 10,7 milhões libras, para estudar os efeitos dos bloqueadores da puberdade e corrigir erros do sistema nacional de saúde identificados em relatórios anteriores, é notícia de que os cientistas se preparam efetivamente para fazer testes em crianças que se identificam como transgénero, sendo que os investigadores pretendem recrutar 226 crianças para este efeito e as acompanharão até ao início da sua idade adulta.

Ora este chamado ensaio clínico não é prudência científica e muito menos um avanço médico. É um sinal de falência moral, porque há coisas que uma civilização não deve experimentar, precisamente para não perder a sua humanidade. A superstição moderna de que todos os problemas humanos se resolvem com protocolos científicos é perigosíssima.

15 verdades sobre os governos Lula

18-2-2026: Oeste sem filtro – Escola de Samba que homenageou Lula é rebaixada + Decisão de M para investigar a Receita Federal divide o STF

Quantas horas M vai dar para a LIESA se explicar??

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17-2-2026: Oeste sem filtro – Saúde de Bolsonaro e a vingança de Moraes + M determina operação da PF contra a Receita Federal + Após desfile eleitoral Lula viaja para a Índia 

[Viagens & Destinos] Barra da Tijuca — um dos bairros mais desejados do Rio de Janeiro 【4k】verão 2026


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Temporal na Tijuca: Fui pego pela chuva! (Áudio 3D Binaural) 
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Algumas ruas do Grajaú 
Feira da Glória – A maior feira livre do Rio de Janeiro 
Um bairro tranquilo no subúrbio carioca: Vila da Penha 
Copacabana: Réveillon e depois 
Algumas ruas da Vila da Penha 
Árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas 
Da Lagoa a Copacabana: o Sr. Diamantino, 91 anos e 60 anos de história

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Por favor, alguém se lembra do discurso deste senhor, desejando Feliz Natal aos cristãos?

«Na sua mensagem sobre o início do mês do Ramadã, sagrado para os muçulmanos, o secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu esta terça-feira (10-2-2026) este período como um tempo de reflexão e oração.

Para os muçulmanos em todo o mundo, o chefe da ONU associou também o período a uma “nobre visão de esperança e paz”.»

Se lembrou, peço mais um favor: informar em qual capela, igreja, catedral… ele assistiu à Missa do Galo.

Muito obrigado!

Abraços e beijos de carinho./- 

Estratégia inevitável

Rafael Nogueira

Já faz tempo que a política brasileira se explica mais pelas artes cênicas do que pela ciência política, uma vez que é feita de personagens barulhentos e de sangue frio, de frases pré-fabricadas, de atos inacreditáveis, de promessas em profusão, de comédias e tragédias, e, no fim, de atuação, músicas, figurinos, cenários e roteiros feitos, treinados e decididos no bastidor. Já não podemos mais votar com a ingenuidade de supor que Executivo e Legislativo, por serem eleitos, são o miolo do poder. Hoje, o eleitor lúcido presta atenção nas aposentadorias do Supremo Tribunal Federal. E faz sentido.

Vejam o que recebi num grupo de WhatsApp: “considerando a composição do STF, agora é mais importante o Flávio ganhar do que fortalecer qualquer direita alternativa”. E o curioso é que o cidadão não disse isso por paixão pelo Flávio, nem por devoção aos Bolsonaro, nem por fé em programa de governo. Disse por cálculo institucional de longo prazo. É o voto útil migrando da encenação de campanha para os bastidores da toga. Num país em que a caneta de poucos pesa mais do que o voto de muitos, o entra-e-sai do Supremo vira assunto de primeira grandeza. Quem ganha indica; quem indica molda; quem molda segura o rumo por muito tempo.

O cálculo vai muito além de evitar “perder uma eleição”. Perder essa janela é ver o adversário emplacar ministros jovens o bastante para atravessarem décadas e mais décadas, fechando um arranjo que só muda em ritmo geológico. Some-se a isso a razoável suspeita de que certos desajustes econômicos serão agravados. Esses rombos, uma vez criados, não se desfazem com indignação em rede social. Eis a realpolitik brasileira: não escolher o melhor, mas evitar o pior.

Chegamos a esse ponto quando o país percebeu, com a sabedoria que só a pancada ensina, que o centro de gravidade se deslocou. Ninguém nega o peso do Planalto e do Congresso, mas é cego, louco ou tolo quem não admite que boa parte das decisões realmente decisivas migrou para a esfera judicial — às vezes por mecanismos previstos em lei, às vezes por expansões interpretativas, noutras vezes por decisões individuais que viram realidade antes que o debate termine. Que cena é mais comum hoje do que a do parlamentar que aprova uma lei, comemora, posa para foto, aí alguém judicializa, e pronto? Como diria Joaquim, meu filho de um ano e nove meses: “cabô”. É como se o trabalho do Parlamento fosse rascunho, porque é o Supremo quem, na prática, faz a redação final.

“A Polícia Federal não pode ser reduzida a uma guarda pretoriana”

O que vimos na Sapucaí não foi segurança, foi intimidação

Diego Muguet

Em uma democracia, a vaia é um direito sagrado e o termômetro da liberdade. Quando a polícia intervém para silenciar o escárnio popular, ela deixa de proteger o Estado para blindar o ego de quem está no poder.

Esse comportamento aproxima o Brasil de autocracias onde a polícia serve para "higienizar" a imagem do líder. O objetivo dessas abordagens é o medo: criar um silêncio forçado onde o cidadão pensa duas vezes antes de criticar para não ser "orientado" por agentes armados. 

​A Polícia Federal não pode ser reduzida a uma guarda pretoriana. Ao focar no desconforto político em vez da ameaça real, a instituição quebra a neutralidade e flerta com o autoritarismo. Um país onde a vaia precisa de autorização policial já não é mais plenamente livre.

​O uso da força para proteger a imagem de um político é o sintoma mais claro de uma democracia que respira por aparelhos. Onde o governo controla o termômetro da insatisfação, a liberdade é a primeira vítima.

O pai da perseguição no Brasil tem nome: Dias Toffoli

Moraes é o rosto. Toffoli é o autor 

Foi o ex-advogado do PT, indicado ao Supremo por Luiz Inácio Lula da Silva, quem abriu o Inquérito das Fake News — ponto de partida da perseguição contra opositores da esquerda. 

Não esqueçam esse pequenininho detalhe. 

Título, Imagem e Texto: Fernanda Salles, X, 17-2-2026, 16h49

Prova de vida do INSS agora é automática, mas exige atenção do segurado

Arte: Kiko

A prova de vida do INSS deixou de ser, para a maioria dos aposentados e pensionistas, uma obrigação presencial anual no banco. Desde que o sistema automático passou a valer, cabe ao próprio INSS comprovar que o beneficiário está vivo, por meio do cruzamento de dados oficiais. A mudança trouxe alívio para milhões de segurados, especialmente idosos, mas ainda exige cuidados importantes para evitar bloqueios inesperados.

Na prática, o INSS utiliza registros de atividades do cidadão para validar a prova de vida. Ações como usar biometria no banco, acessar o aplicativo Meu INSS, atualizar documentos, votar nas eleições ou passar por atendimento no SUS já são suficientes para confirmar a regularidade do benefício. Quando alguma dessas movimentações é identificada ao longo de 12 meses, a prova de vida é considerada válida automaticamente.

No entanto, o sistema não alcança todos os segurados. Pessoas que não realizam nenhum tipo de movimentação oficial por longos períodos, idosos acamados, moradores de áreas isoladas, brasileiros que vivem no exterior ou beneficiários com dados desatualizados podem ser convocados para fazer a prova de vida manualmente. Nesses casos, o INSS avisa pelo extrato do benefício, pelo Meu INSS ou pela Central 135.

17-2-2026: Oeste sem filtro – Saúde de Bolsonaro e a vingança de Moraes + M determina operação da PF contra a Receita Federal + Após desfile eleitoral Lula viaja para a Índia

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Rubio’s Munich Speech Detailed Trump 2.0’s Envisaged New World Order

Andrew Korybko 

What Trump 2.0 wants to do is lead Western Civilization’s comprehensive reforms with a view towards building a nascent civilization-state that would then unrestrainedly wield its restored collective strength to coerce rising rivals into subordinating themselves to it for restoring unipolarity

Marco Rubio, who’s one of the most powerful figures in the US due to his roles as Secretary of State and National Security Advisor, gave an historic speech at last weekend’s Munich Security Conference detailing Trump 2.0’s envisaged new world order. His words were shaped by the National Security Strategy, the National Defense Strategy, and the “Trump Doctrine”, which readers can learn more about from the preceding hyperlinked analyses. The present one will review, contextualize, and analyze his speech.

He lambasted the notion that “the end of history” arrived after the Old Cold War wherein liberal democracies would supposedly proliferate across the world and the “rules-based global order” would replace national interests. Rubio particularly criticized the outsourcing of industry to adversaries and rivals, the outsourcing of sovereignty to international institutions, self-impoverishment “to appease a climate cult”, and mass migration, all of which he admitted were mistakes and says the US wants to fix.

Rubio declared that Trump 2.0 will renew and restore Western Civilization on its own if need be but prefers to do so together with Europe from which the US emerged. He then loftily praised their shared civilization in multiple ways before claiming that its reinvigoration will inspire their armed forces. This preceded him touching upon Trump 2.0’s plans to reindustrialize, end mass migration, and reform global governance to that end, which he said will deliver tangible dividends to the Western masses.

[Livros & Leituras] OMERTA + CAUSEUR + FRONTIÈRES

OMERTA, nº 11 – Trimestriel: décembre 2025-janvier-février 2026, OMERTA Media, Boulogne-Billancourt, 128 pages.

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Mort de Quentin à Lyon, radioscopie d’une infamie

Gilles William Goldnadel

La mort de Quentin, lynché par des militants antifascistes, fournit un nouvel exemple tragique de l’indignation à géométrie variable de certains médias, peu enclins à dénoncer la violence d’extrême gauche, estime Gilles-William Goldnadel

Quentin est mort lynché. Il était de ceux qui, avec le collectif féministe Némésis, protestaient contre la présence de Rima Hassan, admiratrice du Hamas terroriste et violeur de femmes, à l’Institut d’études politiques de Lyon. Des antifas, probablement membres de la Jeune Garde, l’ont roué de coups, conformément à leurs usages. L’enquête qui viendra nous en dira davantage. En attendant, il convient de faire la radioscopie d’une infamie, avant et après.

Avant. La Jeune Garde, proche des Insoumis, n’est toujours pas définitivement dissoute. Contrairement à Génération Identitaire, pourtant infiniment moins violente. La Ligue des droits de l’homme a formé un recours très humaniste contre sa dissolution. La seconde était située très à droite, la première très à gauche. Elle porte son saint antifascisme en bannière. Elle fait le coup de poing contre tous les nouveaux nazis qu’elle décrète ainsi de droit divinatoire. Les opposants à l’immigration massive et illégale, les « sionistes génocidaires », et de manière générale « l’extrême droite » maudite. Elle est ointe de l’huile protectrice du privilège rouge sang.

Isto é do mais asqueroso que há

João Braz

Isto não é jornalismo, nem sequer opinião, é esterco e javardice da mais imunda...

Morre uma pessoa, foi morta por um grupo de extrema-esquerda, está mais que comprovado. Pois a notícia não o refere, mas aponta que era um jovem "ativista" e "nacionalista"...

Só falta estes javardos escreveram que estava a merecer...

Será que se fosse alguém morto pelo ICE, a palavra ICE não surgiria mil vezes?....

Quem dá um cêntimo que seja a estes javardos é também um grande javardo.

Título, Imagem e Texto: João Braz, Facebook, 16-2-2026, 16h36 

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Mort de Quentin Deranque : plusieurs suspects identifiés, dont certains liés à l’« ultragauche »

"Você não DESPREZA A IMPRENSA o suficiente!"

  No DESFILE ELEITORAL tivemos ataques: 

- à família,

- a Bolsonaro,

- aos evangélicos,

- aos conservadores,

- aos presos políticos. 

Mas, para a VEJA, "atitude radical" é: 

- usar camisa do Brasil,

- não cantar o samba,

- ignorar o desfile. 

Você não DESPREZA A IMPRENSA o suficiente!

16-2-2026: Oeste sem filtro – Carnaval do PT tem evangélicos humilhados e Lula vaiado + Oposição reage a desfile que virou palanque eleitoral


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O STF, o desprezo pelo povo, Banco Master e poderes nada republicanos 
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Era uma vez uma linda princesa que um dia espetou o dedo numa agulha e adormeceu; só foi acordar 100 anos depois 
“A degradação que hoje emana do STF já é, de longe, a maior ameaça à democracia” 
Por isso parei 
13-2-2026: Oeste sem filtro – Toffoli deixa o caso Master; oposição vai às ruas contra ministros + Ex-marqueteiro do PT critica folia de Janja e Lula no Carnaval 
1º de março de 2026: 'Fora Lula, Moraes e Toffoli!'

[Aparecido rasga o verbo] E as máscaras dos “carnavais fracassados” por acaso alguém sabe dizer onde ficaram? É mesmo? Onde??!!

Aparecido Raimundo de Souza

HAVIA, OU MELHOR, houve um tempo em que as máscaras do carnaval eram promessas de brilho, de fuga e de reinvenção. Cada rosto escondido atrás de um véu colorido carregava a esperança de ser outro mais leve, mais livre, mais feliz. Mas nem todo carnaval cumpre a sua promessa. Quem leu “O País do Carnaval”, do baiano Jorge Amado... talvez volte no tempo e se ache no texto que abaixo escrevo.

Nos “carnavais fracassados”, segundo Paulo Roberto Barros Braga, “as máscaras não escondem, apenas denunciam. O sorriso pintado escorre com a chuva, o brilho se apaga antes da meia-noite, e a fantasia pesa como fardo”. O batuque da bateria soa distante, como se o coração da festa tivesse perdido o compasso.

No dizer de Joaozinho Trinta, “São carnavais em que a multidão dança sem acreditar na própria coreografia, em que os confetes se confundem com poeira, e os foliões se tornam espectadores de uma alegria que não chega”. As máscaras, outrora cúmplices da ilusão, se tornaram espelhos daquilo que não se quis ver: a solidão no meio da multidão, o vazio pesado por trás da euforia.

No entanto, apesar disso, há uma beleza melancólica nesses carnavais falhados. O saudoso Luiz Fernando Veríssimo em um brilhante texto publicado no Jornal Zero Hora, assim se expressou: “Porque mesmo quando a festa não acontece, a máscara insiste em existir. Em ser. Ela guarda a memória de um desejo, de uma tentativa, de uma coragem de se reinventar ainda que por instantes. E cá entre nós, consegue”.

Pois bem! Talvez seja isso que nos move: a certeza de que, mesmo nos “carnavais fracassados”, há sempre uma máscara esperando para ser usada de novo, como quem acredita que a próxima dança, o próximo canto, o próximo riso, finalmente vingará.

Nos jornais do Rio de Janeiro e São Paulo, se costuma falar dos “carnavais como símbolos de alegria coletiva, da explosão cultural que atravessa ruas e avenidas. Mas há também os “carnavais que não vingaram”.  Aqueles que por falta de público, de recursos ou de espírito, se tornaram apenas promessas não cumpridas”.

As máscaras desses “carnavais fracassados” não esconderam as euforias, mas revelaram os desencantos e as tristezas. Eram rostos pintados que caminharam em desfiles esvaziados, fantasias que brilharam sob luzes apagadas, sambas que ecoaram em arquibancadas quase silenciosas. O que deveria ser catarse virou registro melancólico: a festa do povo que não aconteceu.

[Livros & Leituras] Capim em chamas

Cyprian Ekwensi, Edições 70, Lisboa, 1979, 144 páginas.

As aventuras de uma família de pastores nômadas, da tribo dos Fulani, cujo chefe é atacado pelo malefício do sokugo – a doença que torna os homens errantes –, chegariam, só por si, para prender, do princípio ao fim, a atenção dos leitores.

Todavia, a leitura deste livro, na sua simplicidade de processos narrativos, necessita de ser feita de um modo especial, pois deve ter em conta toda a paisagem que serve de pano de fundo à ação: a Nigéria, com as suas etnias e costumes, a luta daqueles que, dedicando-se à criação de gado, palmilham distâncias enormes, montando e desmontando os seus acampamentos, na procura incessante de melhores pastagens para o gado, sua única fonte de recursos de subsistência.