Humberto Pinho da Silva
Tudo passa açodado: passam
as horas, passam os dias, passam os anos e, sem percebermos, chega a caduquice,
a decadência, a velhice… e tudo passa num ápice!...
Então, atônitos,
interrogamo-nos, como foi possível!?
Paulatinamente, passaram
os dias alegres da juventude e, de súbito, o que nos parecia não ter fim,
acaba… e já somos homens e mulheres feitos...
As graciosas linhas do
rosto juvenil evolam-se; branqueiam–se de neve os grisalhos cabelos; e, de
repente, os indesejados sulcos da face surgem… e, com eles, maleitas e
achaques, próprias do lúgubre crepúsculo... Assim como esmorecerá a memória, e
os cansados olhos se embaciaram para sempre ...
Escreveu Frei Heitor Pinto, na “Imagem da Vida Cristã”, citando prática de São Gregório, que “A morte começa logo que nascemos.”
Asseverando convicto que a
vida nunca para, mas rola, assim como o tempo, que nunca está, mas
constantemente passa. E termina afirmando que é erro saudar amigo dizendo
“Como está?”. Porque ninguém “Está”, mas “Passa”.
As águas do rio não estão,
mas correm, passam; como passam também, os ponteiros do relógio que, sem cessar
medem minuto a minuto o tempo.
No vigor da mocidade alimentamos - falsa ilusão! - que a vida não passa, não têm fim; os que perecem, são sempre os outros… os velhos… os avós, os pais.























