
Manuel Cândido Pimentel
Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 7-2-2024
Anteriores:Trinta foram os dias
Metáforas
A oeste
Minha confissão leal
Rei Cortiço
Eurídice

Manuel Cândido Pimentel
Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 7-2-2024
Anteriores:Aparecido Raimundo de Souza
Há em mim um outro “Medo”, ou melhor, um “Medo paralelo” com o semblante
ameno, sociável, cortês, hospitaleiro, e lhano, me mostrando que eu não fui
suficiente. Ou dito de outra forma, de não ter sido capaz o bastante. Mas me
acolhe. Me abraça, me aquece. Não é o mesmo “Medo” de ter chegado até aqui e,
no fim, me descobrir incapaz ou inapto ou pior, o de me pegar
“abestalhadamente” beócio e atônito, pelo fato de que durante toda a minha vida
errônea não fiz o bastante, não amei o suficiente, ou que não vivi em nenhum
momento vendo a vida por uma visão mais amena e cálida. Apesar disso, esse
“Medo bom”, me bota pra cima, me enaltece e me acalma. Me tranquiliza.
Esse meu “Medo bom” e acessível, aparece quando o silêncio se alonga,
quando olho para trás e vejo caminhos diferenciados que não tomei, palavras
adocicadas que não disse, abraços que não troquei com as pessoas que faziam
parte ativa do meu “eu” diário. Nessas
horas amargas e difíceis, esses “Outros Medos” os fétidos e devassos, caem
matando, enquanto o meu “Medo bom” e sublime me chama a atenção o tempo
todo:
— Aparecido, tenha calma. Acredite, olhe para cima. Pense em Deus. Sua
paz chegará o mais rápido que possa imaginar...
Os outros “Medos”, os desafortunados da sorte aproveitam esse meu estado de fraqueza com incidência emocional para aquele buraco maior e mais complexo notadamente o de perder realmente quem verdadeiramente dentro do meu coração eu amo. De um dia à frente, acordar e perceber que alguém partiu, que a presença dos que faziam parte do meu cotidiano virou lembrança, que o som da voz dessas criaturas se calou para sempre. Esse é o mais silencioso e o mais doloroso dos meus “outros medos”. Eles se escondem atrás de cada despedida, se engrandecem em cada noite que cai, criam uma espécie de vida paralela a cada vez que o telefone demora a tocar.
Exmo. Senhor Alto-Comissário Volker Türk,
Confesso a minha perplexidade ao ler a carta que enviou ao Presidente da Assembleia da República portuguesa, na qual apela à retirada ou revisão dos projetos de lei do PSD, Chega e CDS-PP sobre identidade de género. A missiva, que surge na sequência de uma queixa apresentada por dirigentes do Bloco de Esquerda, sugere um profundo desconhecimento ou desatualização relativamente à evolução desta matéria à escala mundial. Com isto em mente e com o devido respeito pelas funções que exerce, permito-me refutar os seus argumentos com clareza:
A soberania democrática
portuguesa não está em causa.
Portugal é um Estado de Direito democrático. As leis sobre o registo civil e a proteção de menores são da competência exclusiva da Assembleia da República, legitimamente eleita pelos portugueses. Uma queixa de uma força política da oposição — cuja representação parlamentar foi expressivamente reduzida pelo eleitorado nas últimas eleições, precisamente pelo seu papel de pendor ideológico na imposição da agenda de afirmação de género — não converte uma recomendação internacional numa imposição legal. O Parlamento português debate, em especialidade, a reintrodução da avaliação médica e a proibição de intervenções médicas irreversíveis em menores. Tal não constitui uma “violação de obrigações internacionais”; trata-se do exercício legítimo da soberania e do estrito dever de proteger as crianças.
A Convenção sobre os
Direitos da Criança exige proteção, não experimentação.
O superior interesse da
criança (artigo 3.º da Convenção) e o direito a ser protegida de práticas
prejudiciais à sua saúde física e mental devem prevalecer sobre qualquer
discurso de “autodeterminação” de um menor. Os bloqueadores da puberdade e as
hormonas de afirmação de género (cross-sex) em adolescentes não são tratamentos
comprovadamente seguros nem reversíveis. São intervenções que interferem no
desenvolvimento biológico normal, acarretando riscos documentados de:
– Infertilidade
permanente ou severamente comprometida (sobretudo quando os bloqueadores são
iniciados em fases precoces da puberdade e seguidos de hormonas);
– Redução da densidade óssea e risco acrescido de osteoporose
precoce;
– Impactos ainda insuficientemente estudados no desenvolvimento
cerebral e na função sexual adulta;
– Efeito de “lock-in” (aprisionamento) quase total: a esmagadora
maioria dos jovens que inicia o uso de bloqueadores progride para as hormonas
de afirmação de género.
Sobre a sua afirmação relativa a uma “proibição absoluta”.
Paulo Hasse Paixão
Uma proposta legislativa no Massachusetts estabelece uma comissão exclusivamente islâmica que dá prioridade à contratação de muçulmanos para cargos no governo estadual, levantando preocupações sobre o favoritismo religioso e a igualdade de tratamento perante a lei
Os legisladores de
Massachusetts estão a avançar com um projeto-lei para criar uma comissão
permanente composta exclusivamente por muçulmanos que daria prioridade à
contratação de fieis de Maomé para cargos no governo estadual.
A comissão procura recomendar
muçulmanos para serem nomeados para cargos no governo estadual de forma a
abordar uma série de alegados problemas, que vão desde a economia à saúde. O
painel de 11 pessoas, composto exclusivamente por muçulmanos, seria nomeado
pela governadora democrata Maura Healey.
O senador estadual democrata Jamie Eldridge, do Partido Democrata [foto], autor do projeto, afirmou:
“Massachusetts sempre se
orgulhou de ser líder em igualdade e direitos civis, um legado que este projeto
de lei amplia”.
De acordo com o projeto-lei, a
comissão irá
“identificar e recomendar muçulmanos americanos qualificados para cargos de nomeação em todos os níveis de governo, incluindo conselhos e comissões, conforme a comissão considerar necessário e apropriado”.
Fui conferir. O comitê foi instituído pelo Decreto 12.839/26. O artigo 3º diz que ele será composto por quatro representantes de cada poder.
Especificamente quanto ao Executivo
Federal, diz no art. 3º, §4º que ele será representado pelos titulares das
seguintes pastas:
1) Secretaria de Relações
Institucionais da Presidência da República, que coordenará o Comitê
Interinstitucional de Gestão;
2) Casa Civil;
3) Ministério das Mulheres;
4) Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Se Janja foi recebida na qualidade de coordenadora, presumir-se-ia que ela estivesse exercendo algum cargo em uma das pastas acima.
Patricia Lima
Para garantir mais segurança aos usuários das passarelas da cidade, a Prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, instalou 30 bloqueadores físicos, em formato de “curral”, nas rampas de acesso de 15 passarelas. A medida visa restringir a circulação irregular de motocicletas.
Os equipamentos foram
instalados segundo os distritos mais desrespeitados. No Primeiro Distrito, oito
passarelas receberam as contenções. Outras quatro foram instalados no Segundo
Distrito, e três no Terceiro.
A Prefeitura destaca que os
bloqueadores inviabilizam a passagem de motos, mas cadeirantes conseguem
circular pelas passarelas de forma hábil. A circulação de pedestres também não
sofre comprometimento algum.
Além de assegurar a segurança
dos pedestres, as instalações também contribuem para a segurança pública, já
que algumas passarelas do município são usadas como rotas de fuga após a
prática de crimes. A restrição física dificulta a ação de bandidos motorizados,
fortalecendo a proteção da população e o ordenamento urbano.
Sobre a medida, o prefeito Netinho Reis (MDB) destaca: “A passarela é um espaço destinado ao pedestre e precisa ser respeitada. Estamos adotando medidas concretas para proteger a população, principalmente quem precisa atravessar essas vias diariamente”, afirma ele, acrescentado que, com a medida, a administração municipal pretende fazer os espaços públicos da cidade mais seguros:
FC Porto vai defrontar Man City, Liverpool, PSV, Real Betis, Napoli, Feyenoord, Slavia Praha e LASK na fase de liga
Manchester City (casa),
Liverpool FC (fora), PSV Eindhoven (casa), Real Betis Balompié (fora), SSC
Napoli (casa), Feyenoord (fora), SK Slavia Praha (casa) e LASK (fora) serão os
adversários do FC Porto na fase de liga da Liga dos Campeões 2026/27, ditou o
sorteio realizado esta quinta-feira no Fórum Grimaldi, em Monte Carlo.
A fase de liga da principal prova de clubes europeia arranca a 8 de setembro
e termina a 27 de janeiro. A ordem, as datas e os horários das
oitos jornadas serão divulgados pela UEFA no sábado, 29 de agosto.
Os oito primeiros classificados da fase de liga avançam diretamente para a fase
a eliminar, enquanto os clubes que terminem entre o 9.º e o 24.º lugar disputam
o play-off de apuramento para os oitavos de final. Os restantes 12 ficam fora
das competições europeias.
Informações a reter sobre o sorteio
Cinco meses depois, o Rio ainda espera uma resposta que sumiu da pauta do Supremo
Timeline
No sábado, no estádio de Moça Bonita, em Bangu, algumas poucas centenas de pessoas ouviram o presidente da República agradecer a Deus por um governador que ninguém elegeu.
“Deus nos deu um homem chamado Ricardo Couto”, disse Lula, no lançamento da campanha de Eduardo Paes ao governo do estado. E completou, virando-se para o candidato: Couto começou uma limpeza que Paes “vai ter que continuar quando for eleito”.
O chefe do Executivo federal, num palanque eleitoral, elogia o homem que ocupa o Palácio Guanabara sem ter recebido um único voto, e já entrega a continuidade do trabalho dele ao próprio candidato.
Se isso não te incomoda, talvez seja porque a história de como chegamos até aqui foi contada em pedaços, espalhada por seis meses, e ninguém juntou as peças na sua frente.
Então deixa eu juntar.
A cadeira que foi esvaziando
Em maio de 2025, o vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado. O Rio ficou sem vice.
Em dezembro de 2025, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi afastado após operação da Polícia Federal. O Rio ficou sem o segundo da fila.
Em 23 de março de 2026, véspera do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que tratava do uso da Ceperj e da Uerj como máquina eleitoral em 2022, Cláudio Castro renunciou. O Rio ficou sem governador.
Sobrou o terceiro da linha sucessória: o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto. Ele mesmo dizia, no início, que ficaria um mês. Já são cinco.
Paulo Hasse Paixão
Zack Polanski, líder do Partido Verde do Reino Unido, partilhou uma ameaça de morte contra Nigel Farage na sua conta do Instagram, onde tem mais de 700 mil seguidores, apenas algumas semanas após o brutal assassinato de Ann Widdecombe, porta-voz do Reform UK para a imigração e justiça, num aparente ataque terrorista com motivações políticas
A publicação gerou indignação, sobretudo à luz do recente assassinato de Widdecombe, e porque Farage tem sido alvo de centenas de ameaças de morte e múltiplos ataques físicos ao longo dos anos. Tanto mais que o Ministério do Interior do governo trabalhista reduziu substancialmente o destacamento de segurança do líder do Reform.
Vamos
dar nome aos bois:
Essa é a tal "ala do STF" que é sempre ouvida para criticar André Mendonça e/ou a oposição ao governo Lula.
Agora, essa "ala" tem a cara de pau de defender que o inquérito de Lulinha vá para a 1ª instância.
Essa é a mesma "ala" que processou, diretamente no STF, algumas PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA por GOLPE DE ESTADO.
Essa é a mesma "ala" que processou, diretamente no STF, um JORNALISTA QUE FEZ MATÉRIAS CRÍTICAS ao Flávio Dino.
Essa é a mesma "ala" que processou, diretamente no STF, uma família que teria atacado Alexandre de Moraes no aeroporto de Roma.
O
que esperar de um telejornal que afirmou que Lula “não deve nada à Justiça”?
Quase nada
Renata Vasconcellos e César Tralli têm
falado muito nas sabatinas este ano... E, pior, estão endossando narrativas
falsas, como se fossem os donos da verdade. Neste vídeo, eu analiso o
desempenho dos dois apresentadores do Jornal Nacional nas entrevistas com Romeu
Zema e Ronaldo Caiado.
No dia 10 de setembro, às 20h, faço um evento aberto aqui no canal. Vou mostrar como a notícia é produzida por dentro, o que decide o que vira manchete e o que fica de fora, e como reconhecer isso sozinho em qualquer veículo. Sem custo, aqui mesmo no YouTube. Inscrições em https://www.metodolacombe.com/yt
Com um jogador a menos, Vasco da Gama segura pressão, conta com gol de Andrés Gómez na etapa final e sai na frente por uma vaga na semifinal
Anderson Montalvão
O Vasco largou na frente na
disputa por uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. Na noite desta
quarta-feira (26), em São Januário, o Cruzmaltino venceu o Vitória por 1 a 0,
mesmo atuando com um jogador a menos desde o primeiro tempo.
O gol da vitória foi marcado por Andrés Gómez [foto], aos 13 minutos da etapa final. O colombiano puxou contra-ataque, cortou para o meio e finalizou de pé esquerdo. Lucas Arcanjo ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol vascaíno.
![]() |
| Foto: Matheus Lima/Vasco |
Com o resultado, o Vasco terá
a vantagem do empate no jogo de volta das quartas de final. A decisão acontece
na próxima quarta-feira (2), no Barradão, em Salvador.
Expulsão ainda no primeiro
tempo
A partida ficou complicada
para o Vasco aos 15 minutos. Cauan Barros recebeu inicialmente cartão amarelo
após tocar com o braço na bola, mas a arbitragem mudou a decisão depois de
revisão do VAR e aplicou o vermelho.
Os vascaínos reclamaram que a
bola havia tocado na mão de Renato Kayzer antes de atingir Cauan Barros. O
árbitro Matheus Delgado Candançan, porém, manteve a expulsão.
Pedro Emanuel precisou mexer
no time e colocou Paulo Henrique no lugar de Claudio Spinelli.
Apesar da desvantagem
numérica, o Vasco conseguiu competir e teve boas oportunidades. Facundo Colidio
cabeceou perto da trave após cobrança de escanteio de Lucas Piton.
Ainda no primeiro tempo, Ramon
Rique também levou perigo em chute de fora da área. Lucas Arcanjo defendeu e
deu rebote, mas o meia vascaíno não conseguiu aproveitar.
Na segunda etapa, o
Cruzmaltino passou a explorar ainda mais os contra-ataques.
Aos oito minutos, Andrés Gómez chegou a marcar, mas o gol foi anulado por impedimento. Pouco depois, porém, o colombiano não desperdiçou.
No programa de hoje, trazemos atualizações exclusivas sobre a autorização de Alexandre de Moraes para as visitas de Carlos e Flávio Bolsonaro a Filipe Martins, com direito a uma entrevista imperdível com o advogado Ricardo Scheiffer.
Além disso, detalhamos a denúncia chocante de Mello Araújo sobre a tentativa de assassinato que sofreu após combater a corrupção na Ceagesp, deixando a empresa com R$ 40 milhões de lucro.
Falaremos também sobre a derrota de Lulinha na justiça em relação ao vídeo sobre o INSS e como o caso foi parar no Ministério Público da Espanha, com a participação do advogado Fábio Pagnozzi.
No giro de notícias de hoje, você também vai ver:
A delação do ex-dono da Reag focada em Jaques Wagner e ACM Neto.
A situação dramática de um condenado do 8/1 que vive com R$ 880 e tenta afastar multa de R$ 16 mil.
O destino das armas de Jair Bolsonaro nas mãos da PGR e do STF.
A crise econômica: Habib's em recuperação judicial com dívida milionária e o cenário de 6,3 mil empresas na mesma situação.
Lula, a taxa das blusinhas e as negociações de bastidores com o Congresso.
A promessa do novo embaixador dos EUA sobre as eleições no Brasil.
Existe um caminho pouco conhecido que permite chegar a Copacabana saindo de Botafogo sem passar pela Rua Barata Ribeiro.
Neste vídeo, vou mostrar um percurso utilizado principalmente por moradores da Zona Sul do Rio de Janeiro. Ao longo do caminho, passaremos por ruas residenciais, trechos pouco conhecidos e pelos históricos Arcos do Leme, uma passagem que muitos turistas sequer imaginam existir.
O percurso começa na Rua Voluntários da Pátria, passa por um pequeno trecho da Praia de Botafogo e segue pelas ruas Professor Álvaro Rodrigues, Clotilde Guimarães, Rua da Passagem, General Góis Monteiro e Avenida Carlos Peixoto.
Em seguida, acessamos a Rua Coelho Cintra, também conhecida como Ladeira do Leme. No alto da subida, atravessamos os históricos Arcos do Leme, construídos por volta de 1776 para reforçar a proteção da cidade contra possíveis invasões pelo litoral.
Ao final do vídeo, você poderá acompanhar imagens aéreas mostrando todo o percurso visto do alto.
Se você gosta de descobrir caminhos diferentes e conhecer curiosidades do Rio de Janeiro, este passeio é para você.
Mãe e filha foram atingidas enquanto caminhavam pela Avenida Nossa Senhora de Copacabana
Mariana Motta
Uma mulher de 25 anos e uma criança de 4 anos ficaram feridas após uma estrutura de telecomunicações desabar sobre as duas na noite desta terça-feira (25), em Copacabana, na Zona Sul do Rio. O acidente aconteceu na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, na altura da Rua Dias da Rocha. As vítimas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e levadas ao Hospital Municipal Miguel Couto.
![]() |
| Foto: Reprodução/TV Globo |
Segundo a Secretaria
Municipal de Saúde, mãe e filha foram atendidas e liberadas posteriormente.
Nenhuma das duas corre risco de vida. A mulher sofreu ferimentos no rosto e
precisou levar pontos, enquanto a criança teve fraturas em alguns dedos dos
pés.
A estrutura que caiu era um armário óptico pertencente a uma empresa privada de telecomunicações. Segundo a RioLuz, não foi possível identificar, até o momento, qual companhia é responsável pelo equipamento ou obter outras informações que permitam identificar a empresa. O material foi retirado da via e o local precisou ser interditado.
Criminosos sequestraram os coletivos para atrapalhar operação da Polícia Militar nas comunidades Fubá e Campinho
Fred Vidal e Romulo Cunha
Criminosos sequestraram 19 ônibus para utilizar como barricadas e bloquear trechos da Avenida Ernani Cardoso, entre Cascadura e Campinho, e da Rua Clarimundo de Melo, em Quintino, Zona Norte, na manhã desta quarta-feira (26). Ataques contra coletivos também ocorreram na Avenida Dom Hélder Câmara, na mesma região. As ações foram uma forma de atrapalhar uma operação da Polícia Militar. Um suspeito morreu.
Dos 19 coletivos, 18 eram
municipais. De acordo com o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio
(Rio Ônibus), 33 linhas, que passam na região, sofreram impactos no itinerário.
Os bloqueios também impactaram
o serviço de BRT. Segundo a Mobi Rio, a ação causou um fluxo intenso de
veículos e congestionamento no entorno do Terminal Paulo da Portela. Em razão
da ocorrência, as linhas 35 (Paulo da Portela x Alvorada – Parador) e 41 (Paulo
da Portela x Recreio – Expresso) operam com intervalos irregulares.
Criminosos sequestram ônibus para usar como barricadas na Avenida Dom Hélder Câmara, altura de Cascadura
— Jornal O Dia (@jornalodia) August 26, 2026
Crédito: Reprodução / Redes Sociais pic.twitter.com/lcXoxN2hfc
Na Avenida Dom Hélder Câmara,
altura da Rua Quintão, em Cascadura, criminosos usaram três ônibus. Um deles -
da Viação Vera Cruz - fazia a linha 560L (Duque de Caxias x Méier).
Ao O DIA, um morador, que preferiu não se identificar, lamentou a situação. "Tudo um caos, tudo parado. Mandaram todo mundo descer, atravessaram os ônibus e fugiram. Fecharam o trânsito. Nunca tinha visto isso por aqui, por esses lados. Ali pelo Fubá está perigosíssimo. A gente fica preocupado, com medo."
Esta questão já foi aqui apresentada por outro consulente e a vossa resposta foi «Penso que deve dar preferência ao uso da expressão "tudo o resto"».
Eu mantenho as minhas dúvidas, até porque quem respondeu não o fez com convicção ao usar o «penso que». Pois eu penso que deve ser «todo o resto», entendido como a totalidade da parte restante. Por exemplo, hoje, na capa de A Bola, lê-se que Fernando Santos fala «sobre a Liga das Nações e sobre tudo o resto».
No meu ver, estes dois conceitos são contraditórios: se fala sobre tudo, não sobra resto para acrescentar ao que fala. Ela fala, com certeza sobre a Liga das Nações e sobre a totalidade da parte restante (de matérias de futebol, certamente) que vão além do assunto principal.
Agradeço a vossa atenção.
António Antão, Professor (aposentado), Braga, Portugal
Resposta:
Carlos Rocha
A dúvida apresentada diz respeito a uma expressão que o uso fixou e que os dicionários registam.
Terá origem no galicismo tout le reste, pelo menos, como tradução literal convergente com a locução «tudo o mais»: da sinonímia de «o mais» com «o resto» terá resultado «tudo o resto», expressão que é ou foi discutível1, mas que ocorre há bastante tempo no nosso idioma, como abonam exemplos de uso até por escritores portugueses:
(1) “O amor-próprio já eu o tinha perdido há muito tempo. E o orgulho, a vergonha, tudo o resto!” (David Mourão-Ferreira, Tal e Qual o que Era, 1963)
(2) “Venho a parte principal de minha família e bagagens em Londres tudo o resto disperso e sem ordem.” (Almeida Garrett, Cartas, 1835)
Um empresário da saúde. Um executivo de comunicação. O mesmo pedido nos dois casos, e uma pergunta que ninguém em Brasília quer responder
Rogerio Pires
Imagine que o seu telefone toca numa tarde comum. Do outro lado está um ministro do Supremo Tribunal Federal. Não é uma intimação, não é um processo, não é nada que você possa levar ao seu advogado. É uma conversa. E, no meio dela, você entende que existe um nome do qual seria melhor se afastar.
Segundo reportagem publicada nesta
terça-feira pelo Jornal da Cidade Online, com base em apuração da coluna No
Ponto, da Revista Oeste, assinada por Cristyan Costa, foi mais ou menos isso o
que aconteceu com dois empresários brasileiros.
No primeiro caso, um empresário do
ramo de saúde teria sido advertido por Flávio Dino de que o ministro poderia
atuar contra ele e contra o setor. Na conversa, segundo a reportagem, Dino
teria citado como exemplo o alcance das próprias decisões no processo das
emendas parlamentares.
No segundo, Gilmar Mendes teria
pressionado um empresário de uma grande companhia de comunicação para
interromper o contato com André Mendonça e parar de aproximá-lo de
representantes de outras áreas.
Quem é o homem que precisa ficar
sozinho
André Mendonça é o relator, no STF, de duas das maiores investigações de corrupção em curso no país: o caso do antigo Banco Master e o escândalo dos descontos indevidos nas aposentadorias do INSS.
Uma nova sondagem da CNN conduzida pela SSRS revelou
que uma parte significativa dos eleitores democratas e simpatizantes do Partido
Democrata norte-americano se identificam como socialistas, evidenciando a
divisão ideológica dentro do partido na véspera das eleições intercalares
Paulo Hasse Paixão
A sondagem revelou que, nesse terço socialista dos
democratas, 59% deles têm menos de 45 anos e que 57% são brancos. Os eleitores
democratas que se declaram socialistas também têm menos probabilidade de
ter um diploma universitário ou um rendimento anual superior a 100.000 dólares.
Significativamente, os
socialistas tendem a estar mais motivados para votar nas próximas eleições
intercalares. Enquanto 57% dos democratas não socialistas estavam “extremamente
motivados para votar”, 66% dos socialistas disseram o mesmo.
Os socialistas são mais propensos a ter uma visão favorável do Partido Democrata do que os Democratas não socialistas, com 68% a ter uma visão positiva do partido. Os socialistas têm quase o dobro da probabilidade de apoiar a viragem à esquerda do partido do que os democratas não socialistas, dos quais 36% ficariam descontentes com um candidato explicitamente socialista.
Leandro Ruschel
No vídeo, o ministro conta que na Polônia "cassaram cinco juízes da Suprema Corte" e que o presidente da corte, ao se recusar a sair, "foi saído pelo exército. Foram lá e tiraram à força."
Essa cena nunca aconteceu.
A crise polonesa foi real, mas
a história é outra. A lei de 2018 reduziu a aposentadoria de 70 para 65 anos e
atingiu 27 dos 72 juízes da Suprema Corte, não 5. A presidente da corte,
Malgorzata Gersdorf, desafiou a lei e foi trabalhar: atravessou a multidão com
uma rosa branca na mão e entrou no prédio.
Ninguém a impediu. Não houve
exército.
Ela completou o mandato normalmente, em abril de 2020. E após ordem da corte europeia, a Polônia recuou e reintegrou os juízes. Está tudo em acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia e nas imagens da época.
O ministro que passou vinte minutos ridicularizando quem acredita em "videozinhos" sem checar, narrou como fato uma remoção militar que nunca existiu. No exemplo que ele mesmo escolheu. E a plateia, de pé, aplaudiu.