segunda-feira, 20 de julho de 2026

Juventude sem valores, sem regras, sem referências: um diagnóstico da crise atual


Maria Helena Costa

Vivemos dias em que um simples vídeo nas redes sociais expõe uma realidade dolorosa: gerações inteiras de jovens parecem flutuar sem âncora. Sem valores morais sólidos, sem regras claras e sem referências verdadeiras. O que vemos não é um mero “problema de geração”, mas o fruto amargo de uma cultura que rejeitou a autoridade de Deus. Até hoje, a sociedade tem-se aconselhado com supostos experts, recorrendo a métodos, técnicas e a toda a sorte de instruções para tentar mudar este cenário. Contudo, o resultado foi o fracasso total. Como cristãos reformados, não podemos limitar-nos a lamentar ou a insistir nessas mesmas soluções humanas. Chegou a hora de deixar de lado quaisquer preconceitos e, finalmente, olhar para esta realidade à luz das Escrituras. 

A realidade observada

Muitos jovens crescem hoje num vácuo espiritual e moral. A família desestruturada, a escola relativista, as redes sociais como principal educadora e a ausência de autoridade legítima criaram uma geração que “faz o que é recto aos seus próprios olhos” (Juízes 21:25).

Uma das causas mais profundas é a terceirização precoce da educação. Colocar os filhos na creche desde muito cedo significa, na prática, entregar as primeiras e mais formativas referências a outros adultos e, principalmente, aos pares. Em muitos casos, esses adultos são mais permissivos e chegam até a criticar abertamente os pais que tentam impor limites ou valores. Em vez de os pais e avós serem as principais vozes de autoridade e amor, a criança passa a ter como modelo de comportamento os colegas de creche e educadores que, muitas vezes, não partilham da mesma visão moral e espiritual dos pais.

Acresce ainda outra decisão aparentemente “neutra”, mas profundamente danosa: a convicção de que não se deve criar os filhos “na religião dos pais”, mas deixá-los livres para, mais tarde, escolherem por si mesmos. O resultado é uma geração sem bases seguras e firmes. Sem uma cosmovisão cristã sólida, transmitida desde a infância, o jovem fica vulnerável a qualquer vento de doutrina, ideologia ou prazer passageiro.

Não se trata apenas de uma rebeldia passageira. É a manifestação prática da depravação total descrita na Bíblia: o coração humano, ferido pelo pecado, inclina-se naturalmente para a autonomia e rejeita qualquer limite externo (Romanos 3:10-18; Jeremias 17:9). 

Rio precisa de ordem, não de romantização da ilegalidade

Em artigo, Quintino Gomes Freire afirma que o Rio precisa ampliar o Tolerância Zero e deixar de tratar a desordem como parte da identidade carioca

Foto: Rafael Catarcione/RioTur

O carioca vive reclamando que a cidade está desorganizada, que virou uma bagunça e que alguém precisa fazer alguma coisa. Mas sempre que alguém resolve agir, porém, recebe uma avalanche de críticas. A cantilena é sempre a mesmo: “podia estar roubando”, “podia estar matando”. Sempre ignorando que direta ou indiretamente, a camelotagem clandestina está quase sempre ligada ao crime organizado.

É o que acontece com a acertada política de Tolerância Zero adotada pelo prefeito Eduardo Cavaliere nas praias da Zona Sul. A iniciativa, ao menos em sua proposta inicial, não tem nada de extraordinário. Busca fazer valer as regras que sempre existiram e promover um choque de ordem entre o Leme e o Leblon. Só no Rio de Janeiro que combater atividade ilegal e clandestina que sustenta redes de falsificadores e contrabandistas, que indiretamente acabam ligados até mesmo a facções criminosas causa algum espanto. Na verdade, a Prefeitura está apenas cumprindo sua obrigação.

Chegamos ao ponto de um procurador da República sustentar que não caberia à Prefeitura do Rio fiscalizar as praias da própria cidade: ele quer suspender o programa. Diz que a competência pra fiscalizar a orla seria da União. Pela lógica torta do funcionário concursado, seria necessário colocar a Polícia Federal ou até a Marinha para caminhar pela areia e verificar se cada ambulante possui licença. Um disparate. Aliás, como tem sido a atuação do MP Federal sempre que tem se metido no cotidiano da cidade: parece querer ver os assaltantes tomando conta das praias, os drogados e adictos nas ruas defecando e atacando cidadãos – há casos vários até de estupro infantil – e agora querem ver as mercadorias falsificadas gerando lucros à quadrilhas do crime organizado. O MP Federal ignora a destruição de Prédios Tombados Federais, o vilipêndio de monumentos protegidos pelo Iphan, acha irrelevantes nos sucessivos – e bem curiosos – incêndios em bens da UFRJ, mas atua seguidamente pra proteger assaltantes, cracudos e agora os camelôs clandestinos vendedores de mercadoria contrafeita ou roubada. Com essa atuação, o Brasil vai longe!

Previsão indica aproximação de frente fria durante a semana no Rio

Até quarta-feira (22), tempo deve permanecer estável no município

Romulo Cunha

O tempo estável, de céu com poucas nuvens e temperatura alta, como neste domingo (19), deve se repetir nos próximos três dias na cidade do Rio. Contudo, na quinta-feira (23), há possibilidade de chuva, devido aproximação de uma frente fria.

Neste domingo, o predomínio foi de céu claro no município por causa da atuação de um sistema de alta pressão. Segundo o Alerta Rio, a cidade teve temperatura máxima de 33°C, às 13h, no Aeródromo de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste. A mínima, de 12°C, aconteceu às 7h, com registro na Base Aérea do Campo dos Afonsos, na Zona Oeste.

Com o calor, cariocas e turistas compareceram à praia de Copacabana, na Zona Sul, para se refrescar no mar calmo e aproveitar o dia ensolarado. 

O erro de desistir de Flávio antes mesmo de a eleição começar

A tese de que Flávio “reelege Lula” parte de duas premissas frágeis: a confiança cega nas pesquisas e a ideia de que a eleição brasileira será disputada em condições normais

Leandro Ruschel


A pergunta parece pragmática: por que apoiar Flávio Bolsonaro se, pelas pesquisas, ele acabaria reelegendo Lula?

É uma dúvida compreensível. Ninguém sério quer entregar o país de bandeja para o PT. Ninguém que entenda a gravidade do momento deveria tratar eleição como torcida, vaidade ou capricho familiar. Mas a pergunta, do jeito que costuma ser formulada, parte de duas premissas que precisam ser enfrentadas antes de qualquer conclusão: a primeira é que as pesquisas são confiáveis; a segunda é que o jogo será limpo.

E, a esta altura, acreditar nas duas coisas exige um esforço quase heroico de ingenuidade.

O principal líder da direita brasileira está preso e inelegível. Jair Bolsonaro foi retirado do tabuleiro. O nome que venceu a esquerda, que organizou o campo conservador e que continua sendo a liderança inconteste da direita não pode disputar. Isso, por si só, já bastaria para mostrar que não estamos diante de uma eleição normal.

Mas o problema não para aí. Qualquer outro nome que incomode demais pode ser colocado sob pressão pelo aparato institucional. Inquérito, inelegibilidade, tornozeleira, denúncia, decisão judicial, censura, investigação seletiva: o cardápio já está aberto e em uso. Quando um lado entra na eleição com seu principal líder fora do jogo e com seus possíveis substitutos sob ameaça permanente, não se trata de disputa democrática comum. Trata-se de eleição administrada.

E mesmo quando o sistema não precisa retirar formalmente uma candidatura, ele pode fazer algo igualmente eficiente: controlar as condições do debate. Foi o que aconteceu em 2022. Um lado fez campanha com muito mais liberdade. O outro foi sistematicamente censurado, limitado, enquadrado e vigiado. Ideias, vídeos, falas, denúncias e perfis foram tratados como ameaça institucional. Não é possível discutir “viabilidade eleitoral” ignorando esse contexto.

É aqui que entram as pesquisas.

What’s Driving Germany’s Planned €800 Billion Remilitarization?

Andrew Korybko 

Ideological, economic, and personal interests are responsible for the ruling liberal elite’s fateful decision that’ll lead to Germany replacing the US as Russia’s top perceived adversary

The Financial Times reported in early July that “Germany to borrow €800bn for rearmament in historic shift”. The larger context concerns the “NATO 3.0” concept that the US is implementing whereby it’s pushing the European members of the bloc to take more responsibility for their security. In practice, this means that the EU will lead Russia’s containment in Western Eurasia per the new “cordon sanitaire” that Trump 2.0 built around it over the past year, with Germany planning to play the main role in this theater.

It’s presently competing with Poland for leadership over Central & Eastern Europe (CEE) in coordination with its Ukrainian junior partner, but even if Poland manages to carve out a “sphere of influence” for itself, Germany’s planned €800 billion remilitarization ensures that it’ll remain a force to be reckoned with. It’s already the case that “The EU Poses A Much More Credible Threat To Russia Than The Inverse”, but now, “Germany Might Replace The US As Russia’s Top Perceived Adversary”.

Former President and incumbent Deputy Chair of the Security Council Dmitry Medvedev warned in early May about the 1941-threat posed by Germany’s remilitarization, and recently, top Russian expert Dmitry Trenin argued that it’s now the EU – and not the US – that’s fanning the flames of war with Russia. Since Germany is the bloc’s de facto leader, it therefore follows that it’s the country most responsible for placing NATO and Russia on the path to clashing around 2030 like Moscow now expects is possible.

FIFA destaca Diogo Costa entre os guarda-redes do Mundial

Capitão do FC Porto liderou os Power Rankings do Campeonato do Mundo

Terminada mais uma edição do Campeonato do Mundo, a FIFA publicou a versão final dos Power Rankings e Diogo Costa destaca-se como o guarda-redes com a melhor nota individual na classificação desenvolvida sob a orientação de Arsène Wenger, antigo treinador e atual Diretor de Desenvolvimento do organismo que tutela o futebol mundial.

Tendo por base nas métricas recolhidas durante os 104 jogos do torneio que a Espanha venceu, a FIFA divulgou “uma análise objetiva e baseada em dados do desempenho de cada jogador” e reconheceu as boas exibições do capitão do FC Porto na baliza de Portugal.

Autor de 20 defesas em cinco jogos - foi eleito MVP na última jornada da fase de grupos -, o número 1 da seleção nacional somou ainda 207 ações com bola (114 dentro da área e 93 fora) diante da RD Congo (1-1), do Uzbequistão (5-0), da Colômbia (0-0), da Croácia (2-1) e da Espanha (0-1).

Analisados os “dados de desempenho mais detalhados do planeta”, através dos quais a FIFA procura “avaliar a performance em diferentes áreas, destacando os principais atributos de cada jogador”, Diogo Costa foi quem mais exibiu “capacidade de fazer a diferença na defesa da baliza, demonstrando presença, autoridade e capacidade para dominar a respectiva área”.

[Sétima Arte] Greyhound: na mira do inimigo

Greyhound é um filme de guerra norte-americano dirigido por Aaron Schneider, estrelado por Tom Hanks, Stephen Graham, Rob Morgan e Elisabeth Shue e lançado em 2020. 

O filme, uma adaptação do romance The Good Shepherd (1955) do escritor britânico C.S. Forester, retrata uma missão naval durante a Batalha do Atlântico. Nesta missão, um comandante americano busca defender um comboio naval aliado de submarinos alemães.

Inicialmente agendado para ser lançado nos cinemas americanos em 12 de junho de 2020 pela distribuidora Sony Pictures Releasing, o longa teve sua estreia adiada indefinidamente e posteriormente cancelada devido à pandemia de COVID-19.

A Sony posteriormente vendeu os direitos de distribuição do filme para a Apple TV+, que distribuiu o filme de forma digital em 10 de julho daquele mesmo ano.

Greyhound recebeu críticas positivas em relação às suas sequências de ação e o uso efetivo de sua curta duração. No Oscar 2021, o filme recebeu uma nomeação para o prêmio de melhor som. Wikipédia 

domingo, 19 de julho de 2026

[Antigamente] ALF, o ETeimoso


ALF, um acrônimo da expressão inglesa Alien Life Form, ou seja, forma de vida alienígena, gira em torno de Gordon Shumway, um extraterrestre peludo do planeta destruído chamado de Melmac.

Ao seguir um sinal de rádio amador, ele acaba caindo na garagem da família americana Tanner, de Riverside, Califórnia. A típica família de classe média — Willie o pai e assistente social, Kate a mãe, com os filhos Lynn (adolescente) e Brian (criança), além da gata Lucky — se vê obrigatoriamente acolhendo o forasteiro alienígena.

A série foi criada pelo marionetista, roteirista, e produtor de televisão Paul Fusco (dois bonecos controlados – um para plano médio, um para corpo inteiro, além da voz) e pelo diretor, roteirista, ator e produtor Tom Patchett.

Estreou em 22 de setembro de 1986, ficou no ar até 24 de março de 1990, contando com 102 episódios em 4 temporadas, na rede NBC. 

No Brasil, estreou na Rede Globo com o nome ALF, o ETeimoso em 1987 aos domingos no horário das 12h.

Auge do sucesso no Brasil, ALF teve dois vídeos VHS lançados pela Lorimar Home Vídeo em 1987, cada qual contendo quatro episódios da primeira temporada da série. Foi exibida pela emissora carioca até 1995.

No final da década de 1990, teve uma rápida passagem pela Rede Bandeirantes, onde era exibido de segunda a sexta, às 20h00, antecedendo o programa Documento Especial.

Calado até às eleições de outubro

Um tirano que trancou um ex-presidente para a própria família


Rogerio Pires

Comece por uma imagem simples: uma porta. 

Do lado de dentro, um homem de 71 anos que carrega no corpo as marcas de uma facada que quase o matou em 2018. Do lado de fora, os filhos, os netos, os amigos. E, a partir da semana que vem, também o presidente de um país vizinho, que atravessaria a fronteira para um aperto de mão. 

Nenhum deles pode entrar. 

A decisão saiu na sexta-feira, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes. Ficam suspensas por 30 dias todas as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar em Brasília. As exceções cabem numa linha: médicos, fisioterapeutas e advogados. Antes disso, o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho e pré-candidato à Presidência, já havia sido proibido de visitar o pai por 90 dias. 

E há um terceiro prazo, o mais revelador de todos. Visitas de caráter político ou eleitoral estão vedadas até o fim das eleições de outubro. Foi com base nessa regra que o ministro negou, no sábado, o pedido para que Javier Milei, presidente da Argentina, visitasse Bolsonaro no dia 25, quando estará no Brasil para a convenção que deve oficializar a candidatura de Flávio. 

O estopim de tudo isso? Uma carta. Escrita à mão. Um pai dizendo ao filho que confia nele e pedindo união à família. Flávio publicou a carta nas redes. Para o ministro, isso violou a cautelar que proíbe Bolsonaro de se manifestar em redes sociais, inclusive por meio de terceiros. A defesa alegou que o ex-presidente não sabia que o texto seria divulgado. O argumento foi integralmente rejeitado. 

Mas a forma jurídica não esgota a pergunta política. E a pergunta política é uma só: qual o tamanho proporcional da resposta a uma carta de pai para filho? 

"A parcialidade, militância e produção de desinformação por empresas ditas 'jornalísticas'"

Marco Angeli

A enorme crise desencadeada na mídia norte americana pela recusa de entidades jornalísticas em transmitir o pronunciamento ao vivo do presidente Trump enfia o dedo diretamente numa ferida que é do mundo todo:

A parcialidade, militância e produção de desinformação por empresas ditas 'jornalísticas', mas que não passam de veículos camuflados de propaganda dos que pagam mais.

Caso típico, no Brasil, da rede globo e seus satélites. Instalados confortavelmente atrás da fachada do 'jornalismo', essas empresas encharcam o mundo de desinformação, casos que vão da cobertura mentirosa da crise do Covid19 até o encobrimento de fraudes e favorecimento de candidatos em eleições de todo o mundo.

Esses mesmos que jamais são responsabilizados e nunca são punidos por aquilo que cometem e que só tem um nome: crime.

O questionamento viral a respeito que ocorre hoje talvez tenha um efeito saneador: o de livrar o mundo, talvez parcialmente, dessas pragas da desinformação que, infelizmente, têm o poder de criar ou destruir governos.

Esse é o cerne numa questão em que Donald Trump insiste há anos, a de expurgar do cenário 'empresas jornalísticas' que insistem em agir contra o que sua própria concessão para operar obriga, nas democracias: a de informar sem parcialidade, e deixar a opinião ou crítica para o público que paga pela sua existência.

Poles Shouldn’t Let Themselves Be Duped By Zelensky’s Dishonest Reconciliation Attempt

Andrew Korybko 

His five-step plan is nothing more than a distraction from him doubling down on his anti-Polish policies

Zelensky announced a five-step plan last week for improving ties with Poland after his state-level glorification of the Volhynia Genocide’s OUN-UPA culprits sent them into a tailspin. The first is “decisions on the diplomatic track”, likely in reference to assuring Poland that top Ukrainian figures will stop talking about their dispute, both the core issues thereof and other facets. The purpose is to prevent further escalations such as that which followed Budanov’s false comparison of Poland with Russia in early July.

The second step is opening up all of the Ukrainian secret police’s and foreign intel agency’s archives on the Volhynia Genocide. Marta Havryshko, a US-based author and researcher focused on Ukrainian nationalism, the far right, and the Russo-Ukrainian War, noted that these archives have already been open for years. In her view, this announcement is a distraction from the government’s quietly increased funding of the Ukrainian Institute of National Memory, which is responsible for heroizing the OUN-UPA.

Moving along, the third step is Kiev’s decision to grant Warsaw many more permits to search for and exhume the remains of the Volhynia Genocide’s victims in order for them to then finally have a proper burial. If implemented at scale like Poland has long sought to have happen, then this would indisputably address one of the core issues of their dispute, but it would still fall short of formal Ukrainian recognition of this war crime and an end to its glorification of the culprits.

[As danações de Carina] Buraco de tatu

Carina Bratt

ENGRAÇADO como são as coisas. Hoje de manhã, rodando aqui pelo sitio Shangri-Lá, eu mais a Ellen, neta de Aparecido e Silvia, uma amiga que trouxemos de Vila Velha, achamos um. Mas alto lá: um o quê? Um trocinho redondo, bem feito, a terra nova ao redor ainda úmida, como se tivesse sido cavado na hora em que o sol nascia. Quem passa rápido certamente não veria. Tem que abaixar, olhar devagar, espiar com toda a calma, tipo assim, com os olhos de quem já conhece o jeito gostoso da terra. É um buraco de tatu. Não tem engano. Um minúsculo buraco de tatu. 

Meu pai sabia tudo de buraco. Na roça do sitio da minha avó, onde eu passei um bom tempo da minha infância, cresci, ouvindo ele dizer que ‘tatu é bicho que não gosta de viver em sociedade‘. Não faz alarde. Não canta, não toca, não faz pirraça. Não deixa rastro de onde vem nem para onde vai. Se assemelha muito, em dias de agora, aos nossos ladrões de terninhos de grifes dependurados em nossas costas mamando nas tetas desse povo sem eira nem beira. Quando você vê a porta redonda na terra, ele já está lá há três dias, ou já foi embora há três noites.

Ninguém nunca vê assim de cara, no tapa, um tatu cavando. Ele faz tudo no escuro mais escuro, no silêncio calma e tranquilo como quem cumpre um acordo antigo com o chão. Meu pai tinha uma teoria engraçada. Ele apregoava que ‘cada buraco de tatu guardava um segredo. Uma confidência enorme, grandiosa, ‘mais maior’ que as dos nossos ‘reconditórios’. Tanto poderia ser um osso de galinha que ele roubou do terreiro de noite, como uma moeda de dois reais (na época dele, um vintém que alguém perdeu há cinquenta anos), como poderia ser, de igual forma, uma tristeza que a gente enterrou sem querer e depois esqueceu que existia.

Estacionamento de shopping pode ficar de graça no RJ

Proposta em tramitação na Alerj prevê até seis horas de gratuidade mediante apresentação de nota fiscal e proíbe exigência de valor mínimo de compra

Mariana Motta

Motoristas do Estado do Rio de Janeiro podem ter uma nova regra para o uso de estacionamentos em shoppings, centros comerciais e estabelecimentos similares. O Projeto de Lei nº 7.926/2026, em análise na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), propõe o fim da cobrança para consumidores que realizarem compras ou contratarem serviços nesses locais. 

Pela proposta, o cliente que apresentar a nota fiscal ou comprovante de consumo terá direito à gratuidade do estacionamento por até seis horas. Caso a permanência ultrapasse esse período, o estabelecimento poderá cobrar apenas o valor referente ao tempo excedente.

O texto estabelece ainda que os empreendimentos não poderão exigir valor mínimo de compra para conceder o benefício. A medida valeria para shoppings centers, galerias comerciais, centros empresariais com área comercial integrada e outros estabelecimentos semelhantes.

Avisos deverão informar direito dos consumidores

Caso seja aprovado e sancionado, o projeto também obrigará os estabelecimentos a divulgarem, em locais de fácil visualização, informações sobre o direito à gratuidade do estacionamento para clientes que comprovarem o consumo no local. A proposta prevê que o descumprimento da norma poderá resultar em penalidades com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Jair Bolsonaro não está preso

Os presidiários no Brasil têm direitos que Jair Bolsonaro não tem

Tatiane Melchior Stefanello Hodson

Eles podem receber visitas da família e de outras pessoas. Tem autorização para saidinhas no Natal, Dia dos Pais, Carnaval e outras datas comemorativas. Presidiários têm acesso à celular e internet, e frequentemente recebemos ligações de marginais de dentro dos presídios tentando aplicar golpes.

Jair Bolsonaro, enquanto presidente, seguiu a Constituição e respeitou os direitos do presidiário Lula, que recebeu 572 visitas em seis meses.

O STF não só respeitou os direitos de Lula, como anulou a prisão desse traste que foi condenado em várias instâncias com infinitas provas de seus crimes de corrupção.

Jair Bolsonaro foi acusado de um golpe, mas não há provas. Não há delatores. Não existiu um processo legal na prisão de Jair.

Todas essas circunstâncias evidenciam que o  ex-presidente Jair Bolsonaro foi SEQUESTRADO pelo atual Executivo e Judiciário brasileiro.

Ele já esteve encarcerado no hospital, no presídio e em seu domicílio. À medida que a eleição se aproxima, seus carcereiros aumentaram o seu isolamento e agora, o tornaram totalmente incomunicável com o resto do mundo. Especialmente com as pessoas a quem Jair confia, ou que poderiam ajudá-lo. Seus próprios filhos não têm mais acesso ao pai.

Em que país estamos vivendo??

O golpe se voltou contra quem o desferiu

A tentativa de punir Flávio e a ofensiva de Trump contra o Brasil podem produzir o efeito contrário e favorecer seus alvos


Nuno Vasconcellos

O calendário eleitoral avança. Nesta semana terá início a temporada de convenções partidárias e, com elas, haverá uma mudança formal, porém importante, no cenário da disputa. Daqui por diante, os políticos que disputarão cargos eletivos este ano poderão ser chamados de candidatos — algo que já eram há muito tempo, mas que não podiam dizer. A convenção nacional do PL, de Flávio Bolsonaro, será no sábado, 25 de julho. A do PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrerá na próxima semana, dia 2 de agosto.

Os candidatos não precisarão recorrer a subterfúgios para pedir voto ao eleitor. No Brasil é assim: o Código Eleitoral é rígido e estabelece uma série de restrições a quem vai disputar eleições. Mas a impressão que fica é a de que os postulantes aos cargos nem ligam para isso.

Até o dia 4 deste mês, por exemplo, Lula, Tarcísio Gomes de Freitas, de São Paulo, e os outros governadores que disputarão a reeleição participaram de dezenas de inaugurações de obras de suas gestões. Os eventos nada mais foram do que comícios. Eles falavam e agiam como candidatos, distribuíam tapinhas nas costas dos correligionários — só não podiam se apresentar como candidatos.

MALHA FINA

Mais de uma vez, nessas ocasiões, os limites da lei eleitoral foram ultrapassados. Dias atrás, a Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo se manifestou favorável à aceitação de uma denúncia contra o presidente Lula. O motivo foi um pedido explícito de votos para as candidatas que apoiará na disputa pelo Senado em São Paulo, Simone Tebet e Marina Silva — suas ex-ministras. A punição é multa de R$ 5.000 a R$ 25.000.

Será que o presidente está preocupado com isso? Não parece. Em 2024, Lula fez exatamente o mesmo: pediu votos antes da hora para o então candidato Guilherme Boulos, do Psol, que disputou a Prefeitura de São Paulo com o apoio do PT. Até hoje, mais de dois anos depois, não há registro do pagamento da multa, reduzida de R$ 20.000 para R$ 15.000.

Onde é? Qual o nome? 😉

sábado, 18 de julho de 2026

VEJA como a mídia é podre

[Pernoitar, comer e beber fora] Restaurante do Hotel Inatel, Piódão


Buffet:

Salada, Bacalhau e Vitela

Provei esta e aquele:


Bons, com certeza. Gostei mais do bacalhau.
Salão corretamente climatizado.
Atendente simpático.
Banheiro impecável.
Vista linda. 

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Documentaire: Le suicide français

Dans un article de Valeurs actuelles consacré à Éric Zemmour, l'écrivain Denis Tillinac considère que « l’événement politique de la rentrée, c’est le succès de son livre Le Suicide français. À preuve la focalisation sur sa personne d’une haine de facture quasi djihadiste. Pétainiste pour les uns, fasciste pour les autres, il est harcelé par une meute à peu près unanime car il pointe avec une acuité cruelle les vrais ressorts de notre décrépitude morale. De notre dépossession affective. De notre mise au rebut de l’Histoire. »

Selon lui, « on peut discuter certaines des analyses de Zemmour, estimer qu’il isole trop l’objet de ses amours — la France — dans un contexte de chambardement historique mondial. […] Reste la pertinence globale du diagnostic, énoncé par un homme courageux ». Il souligne également que, comme « il n’épargne pas la droite "officielle", elle se signale par un mutisme apeuré. » 

Dans Figarovox, le sociologue, chroniqueur et auteur québécois Mathieu Bock-Côté estime que « Le suicide français est un livre d'histoire. Ou si on préfère, la chronique d'une décadence ». Bock-Côté écrit ainsi que Zemmour ouvrirait « un conflit de légitimité avec le régime soixante-huitard en refusant de souscrire à sa légende. Il a ainsi décidé de marquer son désaccord le plus complet avec l'époque, quitte à donner à l'occasion dans l'exagération, quitte à succomber à l'esprit de système, quitte à embellir exagérément les temps jadis et à noircir exagérément le présent. Mais on aurait bien tort d'y réduire sa pensée. Il révèle surtout un clivage politique authentique, recouvert par la fausse alternative entre libéraux-sociaux et sociaux-libéraux : faut-il poursuivre "l'émancipation" soixante-huitarde ou faut-il engager le réenracinement de l'homme ? »Wikipédia

[Pernoitar, comer e beber fora] Inatel Piódão Hotel

A inversão moral da epopeia homérica ou toda a verdade sobre a psyop de Christopher Nolan

Paulo Hasse Paixão

No épico ensaio vídeo que deixamos em baixo, Disparu diz muito daquilo que é preciso saber sobre a infame manobra a que Christopher Nolan sujeitou a obra de Homero.

Para além da iniquidade do casting e das aberrantes incorrecções históricas que implodem na cenografia (o guarda roupa é pobre ou implausível e um dos barcos usados no filme é uma reconstituição de um Drakkar, usado pelos vikings dois mil anos depois da era em que se desenvolve a acção da Odisseia); para além da cinematografia desleixada e do processo de banalização e desvalorização da linguagem (aparentemente, as “audiências modernas” são excessivamente estúpidas para suportarem uma tradução séria do grego homérico); para além de ser mais que evidente que existe no projecto de Nolan a clara intenção de destituir a obra dos seus mais elevados valores (e por acréscimo ou consequência, destituir a civilização ocidental das suas mais gloriosas referências); para além da eloquência de Disparu, que vale a pena apreciar (não é fácil fazer o que ele faz, assim espontaneamente, em vídeo), há que enfatizar o que o youtuber afirma no fim da sua assertiva dissertação, porque é mesmo necessário que toda a gente tenha consciência do que está aqui em causa.

Um dos eixos fundamentais na narrativa da Odisseia assenta na circunstância de que um grupo de aristocratas de Ítaca e de outras ilhas vizinhas ocupa literalmente a casa real de Ulisses, usando e abusando da mesa e da adega e dos criados durante a sua prolongada ausência (20 anos – 10 de guerra, 10 de regresso), na expectativa de que um deles seja escolhido para usurpar o seu trono e desposar a sua mulher, Penélope, que tenta por todos os meios recusar avanços e protelar a decisão de declarar rei morto, rei posto. A pressão e a humilhação a que a rainha é submetida é imensa e insustentável, mas ela persiste na sua fidelidade ao marido, acreditando que ele está vivo e regressará a casa.

Quando enfim Ulisses chega a Ítaca, apercebe-se da intrusão, do abuso, da arrogância e da deslealdade dos seus súbditos e mata-os a todos.

Investigações mostram que 95% dos postos do Rio funcionam em situação irregular e muitos têm ligação com crime organizado

Apenas em junho, dos 2.205 postos cadastrados no Rio, 2.100 foram notificados quanto à falta ou ausência de fornecimento dos dados fiscais sobre a compra e a venda de combustíveis

Patricia Lima

O setor de combustíveis fluminense apresenta dados alarmantes. Segundo a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-RJ) cerca de 95% dos postos do Rio não enviaram ou encaminharam, de forma incompleta, os dados fiscais sobre a compra e a venda de combustíveis. Somente em junho, dos 2.205 postos cadastrados no Rio, 2.100 foram notificados quanto à falta ou ausência de fornecimento dos dados; o que, segundo a pasta, compromete o controle fiscal e impede o combate a fraudes e à atuação do crime organizado.

Foto: Agência Brasil

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, quase metade dos postos de combustíveis do Rio pode ter algum tipo de ligação com o crime organizado. E a ausência de registros regulares de compra e venda dos insumos, impede a identificação de fraudes, o rastreamento de operações suspeitas e a apuração dos desvios pelos auditores fiscais.

No setor, as fraudes fiscais são as principais fontes de financiamento das organizações criminosas. Segundo investigações, dinheiro do tráfico de drogas e de outros crimes seriam lavados via faturamento dos postos, como se fossem resultado da venda de combustíveis e de produtos das lojas de conveniência. As fraudes seriam facilitadas porque cerca de 40% das transações ainda são feitas em dinheiro, dificultando o rastreamento financeiro.

Outro indício criminoso identificado nas investigações é o esquema da chamada “bomba baixa”, quando o equipamento é adulterado para abastecer uma quantidade menor do que a indicada na bomba, fazendo o consumidor pagar a mais por uma litragem que não recebeu. Investigadores ouvidos pelo RJ2 avaliam que apenas uma quadrilha lucrou R$ 1,6 milhão mensais com a fraude.

Advogado de Lamacchia detalha compra da SAF do Vasco e rebate o Flamengo


Aniele Lacerda

A venda da SAF do Vasco ganhou um novo capítulo nesta semana. O advogado André Sica, representante de Marcos Lamacchia na negociação, confirmou que o acordo de investimentos já foi assinado e protocolado na Justiça. Em entrevista ao ge, ele detalhou os pilares do projeto e afirmou que a operação prevê mais de R$ 3 bilhões em compromissos para recuperar o Vasco da Gama.

Segundo Sica, o objetivo inicial do investimento é resolver o maior problema financeiro do Clube: o endividamento. Ele explicou que a recuperação judicial envolve cerca de R$ 1,3 bilhão em débitos, valor que pode cair para aproximadamente R$ 800 milhões após negociações com credores. Somadas as dívidas fiscais, o montante chega perto de R$ 1,1 bilhão.

O advogado destacou que a proposta vai muito além da compra das ações da SAF. Segundo ele, o projeto foi estruturado para quitar dívidas, equilibrar o fluxo de caixa, investir no futebol e melhorar a infraestrutura do Gigante da Colina, garantindo recursos para os próximos anos.

“Estamos falando de quase R$ 1,1 bilhão em dívidas”

Ao explicar o tamanho da operação, André Sica afirmou que o pagamento do passivo é a base do acordo firmado entre o investidor e o Cruzmaltino.

– A operação faz efetivamente o repasse de valores para pagamento dessas dívidas. É o ponto básico. A gente está falando de quase R$ 1,1 bilhão em dívidas que precisam ser pagas.

Na sequência, o advogado explicou que o investidor também assumirá a responsabilidade de equilibrar as contas do clube. Segundo ele, atualmente o Vasco arrecada cerca de R$ 500 milhões por temporada, mas possui despesas próximas de R$ 800 milhões.

– A diferença entre um ponto e o outro, eu preciso aportar. E assim por diante, até nos próximos cinco anos eu vou equilibrar o caixa.

R$ 500 milhões para reforçar o futebol do Vasco

Outro destaque do acordo é um aporte exclusivo de R$ 500 milhões para fortalecer o futebol do Time de São Januário. De acordo com André Sica, o dinheiro será destinado apenas para melhorar o departamento de futebol, seja com contratações, aumento da folha salarial ou outras despesas que elevem o nível competitivo da equipe.