sábado, 7 de março de 2026
[Versos de través] Passeio
De um exílio passado entre a montanha e a ilha Vendo o não ser da rocha e a extensão da praia.
De um esperar contínuo de navios e quilhas
Revendo a morte e o nascimento de umas vagas.
De assim tocar as coisas minuciosa e lenta
E nem mesmo na dor chegar a compreendê-las.
De saber o cavalo na montanha. E reclusa
Traduzir a dimensão aérea do seu flanco.
De amar como quem morre o que se fez poeta
E entender tão pouco seu corpo sob a pedra.
E de ter visto um dia uma criança velha
Cantando uma canção, desesperando,
É que não sei de mim. Corpo de terra.
Hilda Hilst
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Aquela
Árias Pequenas. Para Bandolim
Êxtase
Dez chamamentos ao amigo
Trump quer saber se pode marcar um golo de livre ao FC Porto (!!!)
Tiago Ferreira Resende
Insólito
O presidente dos Estados
Unidos fez várias menções ao FC Porto durante um discurso na Casa Branca,
proferido no âmbito da recepção ao Inter Miami. Trump recordou o jogo entre o
FC Porto e o Inter de Miami no Mundial de Clubes, que a equipa portuguesa
perder por 2-1. Esse jogo foi o primeiro da história do futebol em que uma
equipa dos EUA venceu uma equipa europeia.
“Nenhum jogo do Inter Miami no
Mundial de Clubes foi mais importante do que aquele frente ao FC Porto. O Porto
marcou primeiro, mas vocês voltaram mais fortes do intervalo e empataram.”
Trump lembrou depois o momento decisivo da partida, protagonizado por Lionel
Messi, que também estava na Casa branca. “Aos 54 minutos, o Leo chegou-se à
frente para um dos seus famosos livres, batendo a bola de forma a contornar a
barreira para bater o guarda-redes e fazer um golo sensacional.”
A meio da intervenção, Trump interrompeu o discurso para fazer uma pergunta que provocou gargalhadas entre os presentes. “Será que eu também era capaz de marcar um livre ao FC Porto se treinasse muito?”
Você sabia?
Eu não sabia que Lula, Mantega, Lewandowski, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e companhia eram de direita... https://t.co/DPG8bMJXJo
— Rodrigo Constantino (@Rconstantino) March 5, 2026
Não foi o Ocidente que começou esta guerra
O único estadista europeu que apoiou a ofensiva de Israel e dos EUA foi Zelensky. Porque, tal como Israel, não pode ignorar a guerra que a teocracia iraniana declarou contra o Ocidente
É tão fácil condenar e
criticar a ofensiva de Israel e dos EUA contra o Irão, ou duvidar do seu
resultado. Para condenar, lá está o curioso direito internacional, cujos
rigores só se aplicam a dois países no mundo (Israel e os EUA). Para criticar,
enumera-se tudo o que pode correr mal, como se tudo estivesse a correr bem
antes. Para duvidar, explica-se que o Irão nunca será a Suíça, como se só a
transformação do Irão numa Suíça pudesse justificar o esforço de o desarmar.
Valerá a pena perder tempo com
tais argumentos? São apenas buracos para as avestruzes meterem a cabeça. Nenhum
toca o problema fundamental: a razão de ser da teocracia iraniana é a guerra
apocalíptica contra o Ocidente. Por isso, tem promovido agressões terroristas,
ajudado Putin e trabalhado para adquirir armas que lhe permitam devastar
Israel. Para os seus líderes, tão fanáticos como corruptos, não há limites.
Viu-se em janeiro, quando massacraram dezenas de milhares de opositores. Vê-se
agora, quando procuram alargar a guerra bombardeando quase todos os seus
vizinhos.
Não foi o Ocidente que começou esta guerra. O que o Ocidente está a fazer é tentar pôr-lhe termo. Durante anos, esperou que sanções e diplomacia contivessem o Irão. Os mullahs contornaram as sanções, e tourearam a diplomacia. Com a Rússia e a China interessadas nos seus recursos e na sua agressividade, não estão sozinhos. O povo iraniano sofre as restrições económicas. Ao regime, porém, nunca faltaram armas e dinheiro para sustentar braços armados no Líbano, em Gaza, ou no Iémen.
6-3-2026: Oeste sem filtro – M mais perto da cadeia depois de mensagens de Vorcaro? + Toffoli nega acesso a provas obtidas durante relatoria no Caso Master + Justiça americana pede novos documentos no caso Filipe Martins
sexta-feira, 6 de março de 2026
[Aparecido rasga o verbo] O que efetivamente determina o nosso destino?
Aparecido Raimundo de Souza
“Uma jovem que começa num bairro esquecido pode se tornar inventora de
futuros. Uma mulher que inicia a sua jornada em meio ao silêncio pode
descobrir, num piscar de olhos a sua voz no palco do mundo. O início não é
sentença, é apenas uma peça do cenário”. Tudo isso e muito mais pode ser lido
no livro de Maria Isabel Szpacenkopf em seu “O olhar do poder”. O que realmente
molda o caminho, nas palavras, agora na visão de Raul Parelo em “A vida
suspeita do subversivo”, é “a coragem de continuar, mesmo quando o horizonte
parece distante demais”.
Parinoush Saniee em seu romance “O livro do destino” deixa claro e
cristalino que o ponto de chegada “não é uma linha reta, mas um mosaico de
acasos e decisões”. O ponto de partida, pode ser humilde, doloroso ou até mesmo
bastante caótico — mas não é uma prisão. Cada curva, cada queda, cada
levantada, cada recomeço acrescenta uma nova camada à narrativa. E, no fim, o
que importa “não é de onde se veio, mas o que se construiu ao longo da
travessia”.
Assim, a crônica da nossa vida ensina: nenhum ponto de partida indica o
destino. O que o determina alimentando é a persistência em caminhar, a ousadia
constante em mudar de rota e a fé persistente em que o amanhã pode ser
diferente do ontem. E o ontem, do hoje. O ponto de onde se inicia a viagem, é
apenas uma circunstância inicial, um instante que nos situa no tempo e no
espaço, mas não nos aprisiona de nenhuma forma.
A filosofia ensina que o ser humano é um esboço em aberto: não nasce pronto, se constrói aos poucos. Martin Heidegger em “Ser o tempo” fala do “ser-aí” lançado no mundo, mas com a liberdade de se projetar além das condições dadas”. Sartre, por sua vez, lembra que “a existência precede a essência” — ou seja, não somos definidos pelo lugar de onde viemos, mas pelas escolhas que fazemos.
“A matéria é mentirosa, do título ao final”
Fonte: tororó.
A matéria é mentirosa, do título ao final,
mostrando que o único intuito é usar meu nome para ganhar leitores e acenar
para a militância à qual esse jornal serve.
Não vetei oito nomes e muito menos aceitei Eduardo
Cunha no partido.
Não sou presidente nacional nem estadual do partido,
mas sempre fui claro, inclusive em entrevistas: não serei usado para eleger
pessoas que não têm os mesmos princípios e valores que eu.
Isso é responsabilidade e respeito com meu
eleitor.
O post que fez Vorcaro chamar Bolsonaro de "idiota"
Aqueles que vivem de esquemas não costumam gostar de
gente honesta mesmo...
Título, Texto e Imagem: Rodrigo Constantino, X, 5-3-2026, 10h48
William Waack: "Caio o que te chamou mais atenção nas mensagens de Vorcaro?"
— Luli (@crisdemarchii) March 6, 2026
Caio Junqueira: "A grande mensagem é o Vorcaro no dia da prisão mandando uma mensagem para o Dom Pedro III perguntando se ele vai ou não bloquear a P**$ÃO?" CNN pic.twitter.com/bTtsXhcK1Z
quinta-feira, 5 de março de 2026
[Viagens & Destinos] Copacabana à noite
Copacabana Posto 6 – Night Walk com Som do Mar | 4K
Caminhada noturna em Copacabana, no Posto 6, começando à beira da praia.
O som das ondas quebrando, os barcos de pesca junto à Colônia dos Pescadores e um passeio pelo calçadão em uma noite tranquila no Rio de Janeiro.
Relíquias do Centro do Rio: Caminhando por ruas históricas e um estacionamento que poucos conhecem
Barra da Tijuca — um dos bairros mais desejados do Rio de Janeiro 【4k】verão 2026
Temporal na Tijuca: Fui pego pela chuva! (Áudio 3D Binaural)
Tijuca a pé
Algumas ruas do Grajaú
Feira da Glória – A maior feira livre do Rio de Janeiro
Caso Master: petistas tentam empurrar a culpa para Bolsonaro, cronologia revela outra história
Cronologia de nomeações mostra que os servidores acusados já ocupavam posições estratégicas nos governos Lula e Dilma
David Agape
Na manhã de 4 de março de
2026, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a
terceira fase da Operação Compliance Zero. A decisão levou à segunda prisão de
Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, ao afastamento judicial de dois
servidores do Banco Central — ambos com tornozeleira eletrônica — e ao bloqueio
e sequestro de bens de até R$ 22 bilhões. Segundo a investigação, os dois
funcionários públicos recebiam propina para atuar como espiões internos da
autarquia em favor do banqueiro, repassando informações sensíveis e antecipando
movimentos da fiscalização.
Antes mesmo de o país absorver
a dimensão do que estava descrito nos
autos — que incluem desde planos de ataques físicos contra jornalistas até uma
rede privada de vigilância operando no entorno do banco, envolvendo até o FBI —
a tropa
digital alinhada ao governo Lula tentou emplacar nas redes a tese de
que o caso Master seria, na essência, culpa da gestão de Roberto Campos Neto,
ex-presidente do Banco Central indicado por Jair Bolsonaro. O argumento central
repetido nas redes é que o Master só teria existido porque o Banco Central
autorizou, em 2019, a transferência do controle do antigo Banco Máxima para
Daniel Vorcaro.
O problema é que essa
narrativa exige ignorar parte substancial do que as próprias investigações
revelam. A prisão dos dois servidores do Banco Central mostra que o núcleo do
esquema estava instalado na estrutura de supervisão bancária muito antes de 2019.
A cadeia de promoções que levou Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana a
esses cargos começa em 2007 e atravessa, sem ruptura, os governos Lula, Dilma e
Temer.
A cronologia ganha ainda mais
peso quando se observa o ambiente político em torno do Banco Master já durante
o atual governo. Daniel Vorcaro manteve interlocução frequente com figuras
centrais da administração Lula e com aliados históricos do PT. Em pelo menos
uma ocasião, chegou a se reunir diretamente com o próprio presidente Lula.
A engrenagem montada anos
antes
A tese de que o escândalo Master seria um produto direto da era Bolsonaro esbarra em um dado elementar: Paulo Sérgio e Bellini não foram alçados ao núcleo da supervisão bancária por Campos Neto, nem por Bolsonaro. Eles já estavam entrincheirados ali quando Campos Neto assumiu a presidência do Banco Central, em fevereiro de 2019.
Bolsonaro junior à la conquête du Brésil
De passage à Paris, le fils de l'ex-président emprisonné expose sa méthode et son programme pour gagner la présidentielle du Brésil, le 4 octobre prochain. Et sa vision des relations franco-brésiliennes
Mériadec Raffray
4-3-2026: Oeste sem filtro – Vorcaro e mafiosos na cadeia + Mendonça critica posição da PGR no caso Master + Dino tenta salvar Lulinha
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, voltou para a prisão nesta quarta-feira (4). A ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, veio após a PF (Polícia Federal) apontar a existência de uma espécie de milícia ligada a Vorcaro para atacar e intimidar críticos, adversários e jornalistas. #CNNBrasil
quarta-feira, 4 de março de 2026
The Planned “NATO Bank” Is Expected To Finance Europe’s Impending Arms Race With Russia
Andrew Korybko
The Russian-Polish security dilemma will likely serve
as the impetus for fully unleashing and properly managing the capabilities of
European NATO as a whole per the US’ National Defense Strategy
RT drew
attention in late January to a report by Izvestia about the West’s alleged
plans to launch a “Defense,
Security, and Resilience Bank” (DSRB) by 2027. Their article relies on
in-depth research by the Atlantic
Council, which came up with the idea of what was at first called the “NATO
Bank”. The purpose is to provide “low-interest loans for defense
modernization”, thus facilitating the goal of NATO members spending 5% of GDP
on defense without significantly curtailing social and infrastructure spending.
Instead of slashing such
programs to redirect funds to defense at the risk of helping
populist-nationalists during the next elections and/or provoking unrest, they’d
only spend a fraction of the principal each year servicing their DSRB loan
instead of paying the cost upfront as if it was part of their annual
expenditures. The Executive Summary of the Atlantic Council’s in-depth research
hyperlinked to above also notes that “An additional critical function of the
DSR bank would be to underwrite the risk for commercial banks”.
This would then “enabl[e] them to extend financing to defense companies across the supply chain.” The supplementary purpose is to finance large-scale orders that these companies themselves are unable to afford on their own and most member states can’t finance either without potential populist pushback. Defense companies can then expand production, pump out the requested military-technical equipment at scale, and then sell it at a much more affordable price for accelerating NATO’s planned militarization.
Da rua ao rodapé, o que o Brasil ignora
Rafael Nogueira
As manifestações do último domingo reuniram gente em várias capitais, com a Avenida Paulista como palco principal. Nas cidades que acompanhei, de perto ou de longe, muito se gritou de correto e verdadeiro, mas faltou apoio a pessoas concretas, com nome, rosto e biografia, que passam por dramas intensos e desapareceram da pauta no momento em que mais precisavam.
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| Porto Alegre, 1-3-2026 |
Condenado pelo STF a vinte e
um anos e seis meses de prisão por crimes relacionados à alegada tentativa de
golpe de Estado, Filipe Martins foi preso preventivamente em 2 de janeiro de
2026 com base num registro de acesso ao LinkedIn depois apontado como sem valor
probatório. Ficou preso assim mesmo. A Polícia Penal do Paraná, reconhecendo
que seu histórico funcional “o coloca em condição diferenciada de risco no
convívio com a população carcerária comum”, transferiu-o para o Complexo Médico
Penal de Curitiba, unidade com maior segurança e monitoramento. O ministro
Alexandre de Moraes ordenou sua devolução imediata à Cadeia Pública de Ponta
Grossa.
A Constituição Federal, no artigo 5º, inciso XLIX, assegura a todo preso o respeito à integridade física e moral. O artigo 40 da Lei de Execução Penal reforça que tal dever recai sobre todas as autoridades. O STF, no RE 841.526, firmou que o Estado responde objetivamente pelo descumprimento dessa obrigação, chegando a reconhecer responsabilidade até em casos de suicídio de detentos. Converter a prisão em risco adicional à vida do custodiado é inversão da lógica constitucional.
O país que se diz acordado
dorme justamente quando a vigília se faz necessária.
Se o próprio aparato penitenciário registra cenário sensível e toma providências protetoras, por que o Judiciário manda o preso de volta ao ambiente de maior risco? Cabe ao Estado explicar com clareza os critérios dessa escolha. Assessor de Bolsonaro, primeiro preso por uma viagem que não fez, depois recolhido à domiciliar e novamente encarcerado por um acesso a rede social que também não realizou: concorde-se ou não com suas ideias, o que está em jogo transcende a simpatia pelo réu.
Renato Gaúcho se manifesta após acerto com o Vasco
Após acerto, o técnico Renato Gaúcho destacou a alegria
de retornar ao Vasco da Gama com postagem em rede social
França Fernandes
O técnico Renato Gaúcho publicou uma foto nas redes sociais nesta terça-feira (3) e comentou o acerto com o Vasco da Gama, demonstrando felicidade por voltar a São Januário.
Renato Gaúcho destacou a
alegria de retornar ao Gigante da Colina, Clube que comandou entre 2005 e 2006,
além de uma segunda passagem em 2008. A identificação com o Vasco e o histórico
no banco de reservas reforçam a expectativa por um novo ciclo.
A contratação foi concluída no
início da tarde, e o treinador chega com a comissão técnica composta por
Marcelo Salles e Alexandre Mendes, profissionais que já trabalharam com ele.
O contrato do técnico com o Vasco terá validade até o fim de 2026. A diretoria aposta na experiência do treinador para fortalecer o elenco e buscar maior estabilidade na temporada, especialmente no Campeonato Brasileiro.
“Está tudo em aberto”
Declarações de Francesco Farioli após o Sporting 1-0 FC Porto
Nikolas se defende dos ataques da esquerda
Tomara que o dono da Latam não cometa nenhum crime daqui 4 anos kkkkk 👍🏻 pic.twitter.com/FSTujCIlTF
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) March 3, 2026
Paulo Figueiredo: “Sempre bato palmas pra Malu Gaspar, mas hoje vou vaia-la. Uma reportagem esdrúxula do Nikolas Ferreira e alguém da Lagoinha que andaram no jato do Vorcaro, tentando igualar o Nikolas ao situação do Dias Toffoli. Isso é inaceitável.” pic.twitter.com/e88JHplpPv
— Pri (@Pri_usabr1) March 4, 2026
3-3-2026: Oeste sem filtro – M manda transferir Filipe Martins para a prisão de Ponta Grossa + Israel bombardeia parlamento do Irã + Gilmar Mendes acusado de fraude processual no Caso Master
O
mundo à beira do abismo e Brasília em chamas!
No programa de hoje, cobrimos o ataque
sem precedentes de Israel à assembleia de Aiatolás no Irã, o alerta dos EUA
para evacuação no Oriente Médio e a declaração de Trump de que é 'tarde demais
para negociações'.
Enquanto o
mundo ferve, o 'sistema' age no Brasil:
A Blindagem de Lulinha: Davi
Alcolumbre anula a votação que quebrava o sigilo bancário do filho de Lula na
CPMI do INSS. Lulinha agora culpa a amiga lobista pela farra.
Guerra no Judiciário: Relator
acusa Gilmar Mendes de 'fraude processual' no Caso Master e a PGR questiona
decisão do ministro que poderia beneficiar Jair Bolsonaro.
Perseguição e Saúde: Moraes
manda transferir Filipe Martins de volta para o PR e traz delegado do 8 de
janeiro para o STF.
Revelado: Bolsonaro teve mais de 140 atendimentos médicos em 39 dias na prisão.
[Quadro da Quarta] Amor entre as ruínas
terça-feira, 3 de março de 2026
[Livros & Leituras] L'ONU contre ISRAËL: La politique contre la vérité
Dossier établi par Raphaël Delpard, 17BIS, Saligues, octobre 2025, 128 pages.
Une enquête rigoureuse sur la position de l’ONU face à Israël.
Analyse claire des résolutions et des
votes des Nations Unies.
Décryptage des alliances et stratégies
géopolitiques au Moyen-Orient.
Ouvrage de référence sur la diplomatie
et le droit international.
Écrit par Raphaël Delpard, auteur engagé et documenté.
Et si l’ONU avait failli à sa mission?
Depuis plus de soixante-dix ans, Israël est devenu l’obsession d’une partie des institutions internationales. Résolutions à sens unique, condamnations symboliques, complaisance envers des régimes liberticides : que vaut encore la parole de l’ONU quand elle s’acharne sur la seule démocratie du Proche-Orient, tout en ignorant les crimes de ses voisins?
Ce livre d’enquête, L’ONU contre Israël, démonte un à un les mécanismes d’un biais structurel. À travers l’analyse des votes, des discours, des alliances de circonstance et des silences complices, il montre comment l’institution censée défendre la paix et les droits de l’homme est devenue le théâtre d’une offensive diplomatique constante contre Israël.























