quinta-feira, 5 de novembro de 2026

4-11-2026: Oeste sem filtro – Mensagens de Vorcaro revelam favores a amigos e ataques à Revista Oeste + Democratas conquistam maioria no Congresso dos EUA + Governo Lula impõe sigilo no pacote de bondades lançado nas eleições

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[Viagens & Destinos] Centro do Rio a pé

Hoje o passeio é pelo Centro do Rio de Janeiro, andando por ruas cheias de história, comércio e tradição. 

Começamos na Rua Sete de Setembro e seguimos pela Rua da Assembleia até a Rua Gonçalves Dias, onde entramos na Confeitaria Colombo, uma das mais famosas e bonitas confeitarias do Brasil, aberta em 1894. Depois passamos pela Rua do Ouvidor, uma das ruas mais antigas da cidade, e chegamos na Avenida Rio Branco. 

Voltamos para a Sete de Setembro e demos uma passada rápida na Rua Uruguaiana para ver a fachada da Casa Cavé, confeitaria centenária fundada em 1860. Na sequência, seguimos pela Rua da Carioca, Avenida República do Peru e Avenida República do Chile, onde entramos na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, com sua arquitetura em forma de cone e seus vitrais enormes. O passeio termina na Rua Senador Dantas.

📍 Trajeto do vídeo:

Rua Sete de Setembro

Rua da Assembleia

Rua Gonçalves Dias – Confeitaria Colombo

Rua do Ouvidor

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Show me!

Uma coisa é vencer uma eleição. Outra, muito diferente, é tomar o poder

Na democracia, o poder não pertence a quem governa. Pertence ao povo. Os governantes apenas o exercem, temporariamente, por delegação da vontade popular.

E toda delegação exige prestação de contas.

A história ensina que nem toda ruptura democrática chega acompanhada de tanques nas ruas, soldados armados ou generais anunciando a queda de um governo.

O poder também pode ser usurpado silenciosamente, pela manipulação das instituições, pelo desrespeito às regras ou pela supressão da vontade popular.

Mas suspeitar não é provar. E questionar não é acusar.

A democracia deve ser suficientemente sólida para conviver com perguntas e suficientemente transparente para respondê-las.

Ao acompanhar as eleições americanas, voltei a refletir sobre os diferentes sistemas de votação.

Nos Estados Unidos, não existe um modelo único. Cada estado estabelece suas regras e escolhe os equipamentos utilizados.

Há eleitores que preenchem cédulas de papel, posteriormente contabilizadas por leitores eletrônicos. Outros utilizam máquinas nas quais fazem suas escolhas numa tela, com a produção de um registro físico do voto. Existe ainda a votação por correspondência, mediante cédulas de papel submetidas a procedimentos de verificação e contagem.

Trump’s Legacy Will Ultimately Be Determined By The Outcome Of The Third Gulf War

Andrew Korybko 

If the conflict drags on or he provokes Iran into obliterating the Gulf’s energy infrastructure in retaliation for being nuked, for example, then the resultant surge in the cost of living that was responsible for the Republicans’ latest bloodbath will sweep MAGA into the dustbin of history in 2028 

The Democrats retook control of Congress in an electoral bloodbath that decimated the Republicans during the midterms. Many had predicted that this would happen, and it’s not because of the Canadian meddling that the White House recently drew attention to or any other countries’ related efforts, but due to the cost of living surging as a result of the Third Gulf War that Trump initiated with Bibi. Higher oil prices naturally translated into higher prices across the board that hit average Americans very hard. 

Trump earlier threatened to become “Mr. Veto” if the Republicans lost control of Congress, elaborating that the Supreme Court recently strengthened his executive authority, and his sharing on social media of a pic of a red hat with the word “VETO” on it after the results poured in suggests that he’s serious. That’s sensible since it would be illogical for him to pass up the opportunity to veto legislation against his agenda when the Democrats don’t have the two-thirds supermajority in both chambers to overrule him. 

The Democrats will therefore have to either compromise over the next two years or the US will remain legislatively paralyzed with both sides blaming the other ahead of the next elections. The Democrats might also try to once again impeach Trump, but they lack the two-thirds supermajority in the Senate to oust him from office, so it would only be symbolic. In any case, Trump might pivot towards foreign policy if domestic policy is deadlocked, which could have important implications for many countries.

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João Pereira dos Santos

Ontem elogiei André Ventura por ter afirmado que não concederia asilo político a Bolsonaro, demonstrando que coloca os portugueses e os interesses nacionais acima das suas simpatias pessoais e das conveniências políticas estrangeiras.

Hoje, Donald Trump mostrou-nos o que acontece quando a direita abandona esses princípios, resvala para o globalismo do costume e se deixa capturar por interesses alheios aos dos povos que governa: é reduzida, e muito bem, à insignificância.

Trump ganhou as eleições com uma agenda simples: reemigração, recuperação da indústria americana, restabelecimento da ordem publica nas cidades e melhoria das condições de vida da classe trabalhadora. Era uma agenda soberanista, que pretendia devolver aos americanos o controlo das suas fronteiras, da sua economia e do seu destino.

E conseguiu alguns resultados interessantes. A imigração caiu drasticamente, com estimativas que apontam para um saldo migratório negativo, pela primeira vez em décadas, demonstrando que controlar as fronteiras é, acima de tudo, uma questão de vontade política. Começou também a proteger a economia americana através da imposição de tarifas alfandegárias, procurando incentivar o regresso da produção industrial e dos empregos bem remunerados aos Estados Unidos.

Tudo isto correspondia às aspirações de milhões de americanos que estavam cansados de ver o seu país governado em função dos interesses de toda a gente, excepto dos seus próprios cidadãos.

Até que veio Israel.

Não me interpretem mal. Entre uma democracia e organizações terroristas islamistas que veneram os responsáveis por algumas das maiores atrocidades da História, sei perfeitamente de que lado estou. Mas jamais submeteria o meu povo a um brutal agravamento do custo de vida para financiar uma guerra em defesa de um aliado estrangeiro.

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[Quadro da Quarta] Virgem Maria amamentando rodeada de anjos

Jean Hey, 1493

Wikipédia 

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O Despertar 
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Um funeral em Ornans

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Douglas Ruas confirma três nomes para o seu secretariado; veja quem são e os planos para 2027

Governador eleito do RJ concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira, 3 de novembro

Quintino Gomes Freire

O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), apresentou nesta terça-feira (3/11), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Centro da capital, três integrantes de seu futuro secretariado. Os escolhidos são Anderson Monteze, para a Secretaria de Planejamento, Gestão e Inovação; Maria Gabriela Bessa, que comandará a Casa Civil e Governança; e a vice-governadora eleita Fernanda Louback (PL), que ficará à frente da Secretaria de Políticas Inclusivas e da Mulher. 

Os anúncios começam a definir a estrutura do governo que assumirá o Palácio Guanabara em janeiro de 2027. O principal desafio será enfrentar a situação financeira do estado, que tem um déficit estimado em R$ 14 bilhões para o próximo ano. Ruas pretende reduzir o número de secretarias, rever despesas e reorganizar áreas da administração pública.

Durante a apresentação, o governador eleito afirmou que ainda não definiu quantas pastas terá sua gestão, mas garantiu que a estrutura será menor que a atual.

“Nós ainda não temos o número definido, mas é certo que teremos uma significativa redução em relação ao número que nós temos hoje”, afirmou Douglas Ruas.

Os três nomes já integravam as articulações para a formação do governo. Como o DIÁRIO DO RIO havia antecipado, Gabriela Bessa e Anderson Monteze estavam entre os cotados para assumir funções estratégicas, enquanto Fernanda Louback já havia sido anunciada para uma pasta dedicada à inclusão e às mulheres.

Anderson Monteze terá missão de rever orçamento e criar teto de gastos

Escolhido para comandar a Secretaria de Planejamento, Gestão e Inovação, Anderson Monteze terá a responsabilidade de conduzir parte das medidas de ajuste fiscal do novo governo. Entre as primeiras tarefas estão a revisão da proposta orçamentária de 2027 e a elaboração de um projeto de teto de gastos para limitar o crescimento das despesas públicas.

[Livros & Leituras] Front Populaire

La revue de Michel Onfray, nº 26, septembre-octobre-novembre 2026, 160 pages.

Qui est complotiste?🤔

[Livros & Leituras] Valeurs Actuelles nº 4692

du 29 octobre au 4 novembre 2026, 90 pages. 

Daronco acumula 21 erros de arbitragem em jogos do Vasco; veja polêmicas

Pênalti não marcado contra o Palmeiras reacende críticas ao árbitro, que tem série de decisões contestadas em partidas do Vasco

Altair Alves

Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O árbitro Anderson Daronco [foto] voltou a ser motivo de revolta entre os vascaínos após a derrota por 1×0 para o Palmeiras, no domingo (1), pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil. A não marcação de um pênalti em toque de mão de Alexander Barboza, dentro da área, reacendeu as críticas ao juiz, que acumula um histórico controverso em partidas do Cruzmaltino. 

Foto: Cesar Greco/Palmeiras

De acordo com um levantamento do jornalista Wesley Curty, Daronco já apitou 29 partidas do Vasco com apenas 42% de aproveitamento Gigante da Colina. Além do retrospecto desfavorável, o árbitro tem aproximadamente 21 erros em jogos do Cruzmatino, incluindo possíveis pênaltis não marcados e gols anulados equivocadamente.

Entre os episódios mais lembrados estão partidas do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. Em 2015, no empate sem gols com o Coritiba, em São Januário, o Vasco teria sido prejudicado por um pênalti não marcado. Dois anos depois, na derrota por 1 a 0 para o Flamengo, outro lance de possível penalidade também entrou na lista de reclamações.

Veja os erros de arbitragem

• Vasco 0x0 Coxa – Br 15
Pênalti não marcado 

• Vasco 0x1 Flamengo – Br 17
Pênalti não marcado

• Vasco 2×0 São Paulo – Br 18
Gol mal anulado 

• Vasco 2×0 São Paulo – Br 19
Não expulsão e foi salvo pelo VAR. Além de ter sido um dos poucos árbitros a relatar na súmula os cânticos da torcida 

• Vasco 1×1 Cap – Br 19
Pênalti não marcado, salvo pelo VAR e também gol mal anulado.

How Useful Will The New P4M Platform Be For Brazil, India, & Turkiye?

Andrew Korybko 

While the EU has already subordinated itself to the US as a result of the latter’s hegemonic power play over the Global West after the start of the Ukrainian Conflict’s large-scale phase in early 2022, this doesn’t automatically mean that those three will bandwagon as the US’ other junior partners

RT drew attention to Indian External Affairs Minister Dr. Subrahmanyam Jaishankar’s remarks at the inaugural Partners for Multilateralism, International Law, Peace and Prosperity (P4M) Summit on the sidelines of the UNGA in late September. The gist is that multilateralism is being challenged like never before by “extreme competition, geopolitical tensions and actual conflicts”, which has contributed to “The 4F crisis of Fuel, Food, Fertilizer and Finance” that he argues can only be addressed multilaterally.

The P4M’s joint statement echoes these concerns and was initially co-sponsored by Australia, Barbados, Brazil, Canada, the European Union, India, and Kenya with signatories from over a dozen countries like Turkiye as well as separate EU members such as Slovakia. Russian geo-economic guru Yaroslav Lissovolik, who runs BRICS+ Analytics, noted in his article about this group that it could “build linkages across the North-South axis between the middle powers from the developed world and the Global South.”

He expects that “the ranks of the P4M platform could well expand via the middle powers in Asia, most notably such ASEAN economies as Vietnam, Malaysia and/or Indonesia”, which are either formal BRICS members like Indonesia or BRICS+ partners like Vietnam and Malaysia. The P4M also embodies India’s long-running multi-alignment strategy and France’s newfound call for a “coalition of independents”. Here are three background briefings that concisely document recent ideational developments of relevance:

Por que Brasília olha para Washington na terça-feira

O resultado americano pode mudar o tom com a direita brasileira

Rogerio Pires 

Amanhã, terça-feira, 3 de novembro, mais de 23 milhões de americanos já terão votado antes mesmo de as urnas abrirem. Em 2022, na mesma altura, eram 15 milhões. Quando um eleitor corre para votar com essa antecedência, ele quer dizer alguma coisa. A pergunta é o quê, e quem vai entender o recado.

Donald Trump não está na cédula, mas é dele o nome que paira sobre cada urna. Estão em jogo as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado, onde os republicanos têm 53 vagas contra 47. A imprensa que nunca aceitou o resultado de 2024 já escreveu o enredo: onda democrata, derrota republicana, fim de festa.

Vamos aos números que ela repete. Segundo a Reuters/Ipsos, os democratas têm 47% a 35% na intenção de voto para o Congresso, e a aprovação de Trump está em 31%. O Decision Desk HQ dá 59% de chance de os democratas retomarem a Câmara. Só que o próprio levantamento avisa o que a manchete esconde: é dado nacional, que não projeta quem controla cada Casa. Eleição americana não se decide no voto médio do país. Decide-se distrito a distrito.

E é nos distritos que a conta muda. Os novos mapas dão aos republicanos uma vantagem líquida estimada de 5 a 12 cadeiras antes de o primeiro voto ser contado. O partido também chega com dezenas de milhões de dólares a mais em recursos de campanha. No Senado, a projeção é de empate em 50 a 50, e nesse cenário quem desempata é o vice-presidente JD Vance. Uma onda que termina empatada no Senado é uma onda bem menor do que a anunciada.

Trump entendeu isso e foi para a rua. Fez comícios em mais da metade dos estados na reta final. Enquanto os adversários apostavam na pesquisa, ele apostou no corpo a corpo, o mesmo método que desmentiu os institutos em 2016 e voltou a desmentir em 2024, quando venceu em todos os estados-pêndulo. Quem aposta contra essa campanha de rua já perdeu antes.

O que pesa no bolso do eleitor, e é aí que a eleição será decidida, é a gasolina acima de US$ 4 por galão e a inflação que não cede. É o preço do posto, da feira, do aluguel. O eleitor americano vota com a carteira, como qualquer um de nós. A direita acerta quando fala de fronteira, de corte de impostos e de segurança do voto, e precisa convencer esse eleitor de que o remédio é o dela, não o de quem prometeu e não entregou.

2-11-2026: Oeste sem filtro – Vorcaro aciona Corte Interamericana de Direitos Humanos + m. e Alcolumbre celebraram a vitória de Lula em almoço reservado + E a disputa pela liderança das casas legislativas

[Aparecido rasga o verbo] Os dois bancos e a passageira de tirar o fôlego

Aparecido Raimundo de Souza

DENTRO DO ÔNIBUS, naquele vaivém de gente subindo e descendo, atrelado ao barulho ensurdecedor, havia dois bancos que seguiam lado a lado. Um à direita, outro à esquerda. Sempre ali, calmos, firmes, cumprindo seus ofícios de receberem quem cansava os esqueletos e os pés. Até que numa das muitas paradas, subiu aquela preciosidade de tirar o fôlego.

A beldade se aprochegou vagarosamente despreocupada, acondicionada num vestidinho curto de verão, um tecido de natureza leve que dançava ao ritmo de seus passos. A jovem não fazia mal nenhum, não buscava provocar, apenas vinha, como qualquer outra pessoa, indo para onde precisava. Assim que ela pisou os primeiros passos após a roleta, o silêncio do ônibus se mexeu. E dois bancos começaram a sussurrar entre si.

— Ela senta aqui! — insistiu o da direita, todo prosa.  Olha como ela é delicada. Merece um cantinho bom, perto aqui da janela, pra sentir o vento... nas partes salientes... e na hora de descer...

— Não, seu desmilinguido. Aqui é melhor! — rebateu o da esquerda, meio ruidoso.  Do meu lado, ela ficará mais perto da terceira porta e obviamente mais fácil pra se locomover quando precisar deixar o recinto. Ela deve estar cansada. Olhe para o rostinho dela.

E foi assim, baixinho, mas teimoso, que a briga entre esses dois “sentadores de um coletivo” começou. Um dizendo que o seu assento era mais confortável, o outro observando que o seu se fazia mais seguro. Um elogiando a luz do sol que batia ali, o outro garantindo que ao seu lado, havia mais espaço. Enquanto isso, a jovem passageira parada, com a mão na bolsa, tentava guardar a carteira com o passe, ao tempo em que se segurava, como podia, ao arrepio em que a condução seguia a sua rota fazendo curvas e freando abruptamente diante de um trânsito caótico.  Olhando de um lado para outro, se segurando espavorida, se fazia a preciosa desatenta, sem saber onde se acomodar, mantendo, todavia, um sorriso tímido nos lábios bem torneados.

A verdade é que nenhum dos dois admitia: não era apenas sobre oferecer um lugar seguro. A coisa se fundava na admiração tola e genuína de quem se enamora e fica de queixo caído com a beleza indescritível de uma mulher de porte elegante, não sabendo muito bem (exatamente por serem  míseros bancos), como lidar com toda aquela venustidade primorosa. Queriam ambos, ser úteis, almejavam ser, obviamente, os escolhidos, mas no exagero da disputa que se fazia acirrada, quase esqueciam de ser um bocadinho ajuizado e acolhedores.

[Livros & Leituras] Benjamim e os dias cheios de nada

Pedro Chagas Freitas, Oficina do Livro, Alfragide, junho de 2026, 384 páginas. 

Benjamim vive as emoções como ninguém. A sua forma de ver a vida, de pensar a vida, de sentir a vida, é desconcertante. A existência também o é. 

Ao atravessar as páginas deste livro, vamos conhecer um caminho de emoções, de gargalhadas, de lágrimas, de medos, de coragens, este é ao mesmo tempo um diário e um caderno de sentimentos, com múltiplas camadas e ainda mais leituras. 

Pedro Chagas Freitas nasceu em Guimarães em 1979. É escritor, jornalista, formador na área da escrita criativa e orador. Com quase 40 livros publicados, é um dos autores mais lidos em Portugal e em países como a Itália, o Brasil ou o México, com vendas superiores a um milhão de cópias em todo o mundo. Vencedor do Prémio Bolsa Jovens Criadores do Centro Nacional de Cultura em 2006, é o fundador do Campeonato Nacional de Escrita Criativa. Além da escrita, é palestrante e autor da stand-up tragedy «Sim, Eu Empurro Portas que Dizem Puxe», com a qual tem percorrido o país.

Criou dois jogos de escrita criativa — A Fábrica da Escrita e o Supergénio. Publicou, entre muitos outros, livros inesquecíveis como A Raridade Das Coisas Banais e Prometo Falhar.

Não cheguei à metade do livro. 😡

Me lembrei da raposa do Pequeno Príncipe: não me cativou, nem um pouco.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

[Sétima Arte] Um homem, um cavalo, uma pistola

Un uomo, un cavallo, una pistola (Brasil: Um Homem, Um Cavalo, Uma Pistola) é um filme italiano do gênero western Spaghetti lançado em 1967.

Sinopse

Tomando a identidade de um inspetor postal encontrado morto na trilha, um estranho pistoleiro caçador-de-recompensas, cavalga numa pequena cidade do oeste quando de repente, se vê em meio a um assalto à diligência executado por uma quadrilha de 20 sanguinários pistoleiros.

Descobrindo que o objeto do ataque não era um cofre cheio de ouro, mas sim a própria diligência que foi construída em ouro, ele convoca a ajuda de um velho pregador vigarista e vai atrás da perigosa quadrilha e seu precioso produto de roubo. 

No IMDb: 6,1  

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Quando a suspeita condena (Above suspicion) 
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O templo da perdição

Nota Oficial

 

Nem uma montra partida

Henrique Pereira dos Santos

Um dos meus amigos fica muito incomodado por eu escrever o que me apetece a propósito de coisas sobre as quais ele tem uma opinião diferente. 

É normal, a mim também me irritam os advogados de elites que dão entrevistas em horário nobre das televisões a propósito de anúncios de processo crime ao comandante nacional da polícia por abuso de poder, fugindo de esclarecer em que medida vê uma intenção, reforço, uma intenção, do comandante da polícia beneficiar ilegitimamente das ordens dadas para reposição da legalidade em espaço público, ou prejudicar terceiros, que é a substância do abuso de poder. 

Mas isso não me faz considerar que isso são meras estratégias comerciais de um advogado que vive de defender gente que usou o poder em seu benefício, eu limito-me a discordar da ideia de que há qualquer indício de intenção, reforço, intenção, do comandante nacional da polícia beneficiar das suas decisões, ou prejudicar terceiros. 

Mas à actual esquerda, em manifesto momento (estas coisas são de ir e vir, como os pêndulos) de perda de influência social, não chega discutir as ideias pelo seu valor facial, precisa mesmo de destruir a base moral de quem discorda dos delírios que a esquerda insiste em defender, contra o senso comum (a esquerda, como qualquer pessoa ou organização, poderia estar carregada de bom senso e, mesmo assim, perder influência social por não se aproximar do senso comum). 

Vai daí, ofensivamente, embora, tenho a certeza, sem a consciência da gravidade da acusação (por isso continuo bastante próximo desse meu amigo em muitas outras coisas), o meu amigo acusa-me: "É o terreno escorregadio que o Henrique escolhe diariamente para justificar as suas ideias aqui, na Palestina e nos outros sítios onde os mais fortes armados abusam dos mais fracos". 

Eu não me ofendo, limito-me a lamentar a falta de consequência prática da leitura de Descartes “O bom senso é a coisa que, no mundo, está mais bem distribuída: de facto, cada um pensa estar tão bem provido dele, que até mesmo aqueles que são os mais difíceis de contentar em todas as outras coisas não têm de forma nenhuma o costume de desejarem mais do que o que têm. E nisto, não é verosímil que todos se enganem; mas antes, isso testemunha que o poder de bem julgar, e de distinguir o verdadeiro do falso que é aquilo a que se chama o bom senso ou a razão, é naturalmente igual em todos os homens; da mesma forma que a diversidade das nossas opiniões não provém do facto de uns serem mais razoáveis do que outros, mas unicamente do facto de nós conduzirmos os nossos pensamentos por vias diversas, e de não considerarmos as mesmas coisas”. 

Possível paz na Ucrânia? A Europa irrelevante pagando e andando de cara alegre para não destoar


Francisco Henriques da Silva

A Europa pode cometer um dos maiores erros estratégicos da sua história recente. Pode ficar de fora das negociações que vão decidir o futuro da sua própria segurança. Washington e Moscovo negociam, Kiev está presente, e Bruxelas parece só observar, protestar e esperar para ver.

A conhecida PESC (Política Externa e de Segurança Comum) da UE ainda se baseia principalmente na cooperação intergovernamental. Não segue um modelo de integração supranacional. É, pois, uma coordenação vaga e não vinculativa.

Isso quer dizer, de forma simples, que os governos nacionais decidem.

Hoje, nestas condições, a Europa está numa situação humilhante e mostra como é irrelevante na diplomacia e como lhe falta uma estratégia comum. A Europa não fala a uma só voz e não consegue isso porque não tem uma liderança política que reúna consenso, ainda depende muito dos Estados Unidos na defesa e não consegue usar o seu peso económico para ganhar influência geopolítica. Vistas bem as coisas, são 27 almas a olhar para o umbigo e a puxar cada uma para o seu lado. Mas, deixemo-nos de fantasias: a soberania é isso mesmo.

O mais estranho é que o Velho Continente pode acabar pagando grande parte dos custos da reconstrução da Ucrânia, das garantias de segurança e das consequências de um possível acordo, sem ter realmente participado nas negociações, o que é revoltante. Passámos mais de 4 anos a enviar armas para a Ucrânia e a dar-lhe quantidades incomensuráveis de dinheiro, para agora ficarmos de fora a ver navios? No fim, aceitamos pagar do bolso do contribuinte europeu tudo e mais alguma coisa sem pedir nada em troca, nem um lugarzinho à mesa? Pobre Europa… 

Germany’s Attempted Takeover Of Poland By Proxy Is To Prepare Europe For War With Russia

Andrew Korybko 

Just like Nazi Germany seized Czechoslovakia’s gold and its robust military-industrial complex in the run-up to World War II, so too is today’s Germany plotting to seize Poland’s gold and subordinate European NATO’s largest army to Berlin ahead of a possibly upcoming war with Russia by 2030

One of the explanations that Polish conservative firebrand Dominik Tarczyński recently shared for liberal Prime Minister Donald Tusk’s attempted judicial coup is that he wants to then seize control of the Central Bank, introduce the euro, and finally transfer Poland’s gold to the European Central Bank (ECB) in Germany. As it turns out, Poland has the world’s 10th-largest gold reserves, and its 550 tonnes as of 2026 are more than the ECB’s 506.5. The ECB would therefore more than double its reserves in that scenario.

That’s a significant motivation for what was assessed here to be Germany’s attempted takeover of Poland by proxy through Tusk’s armed seizure of the Constitutional Tribunal with all that could follow. It could also at least temporarily rejuvenate the euro amidst the rapid militarization that most of its members, the vast majority of whom use the euro, are engaging in to prepare for war with Russia by 2030. The bloc’s de facto German leader is far ahead of everyone with a planned €800 billion program.

Poland commands European NATO’s (E-NATO) largest military, and conservative President Karol Nawrocki is opposed to the EU’s “Security Action For Europe” (SAFE) loans that would also obligate that most of the equipment be purchased from the bloc’s members, not Poland’s American and Korean partners. He accordingly proposed the “Polish SAFE 0%” program for 185 billion zloty (~$46 billion), the equivalent of the loan that the EU is extending, which Tusk’s government agreed to despite Nawrocki’s disapproval.

Bandido é bandido

Aristóteles Drummond

A sociedade brasileira precisa definir qual o grau de urgência de fazer diminuir a violência urbana, especialmente nas cidades com mais de 200 mil habitantes.

Com realismo, devemos concluir que, num primeiro momento, a prioridade deve ser prestigiar as forças policiais, e não as intimidar. Não faz sentido propor apenas ações "de inteligência" em confronto com a violência armada — e bem armada. Quando os criminosos usam drones e barricadas com explosivos, a utilização exclusiva da “inteligência” não parece muito apropriada. Cabe aos governos alertar os malfeitores para os riscos da ação criminosa e convocar as mães de infratores para fazerem o mesmo com os seus filhos.

Impressiona a naturalidade com que políticos e os chamados “formadores de opinião” estão sempre prontos para acusar a ação policial. Morrem policiais e a repercussão é muito menor do que quando um criminoso morre ou uma bala perdida provoca perdas igualmente lamentáveis.

O Legislativo deve ser claro ao definir responsabilidades nos embates. Não é possível manter uma legislação severa em relação a policiais e tolerante com a bandidagem armada e violenta.

O País e o Rio de Janeiro, em particular, pedem uma ação clara de combate à violência, que afeta a paz das famílias e até o emprego, pela fuga de empresas. A violência não é decorrência da miséria. Ela provoca a miséria!