quinta-feira, 3 de setembro de 2026

[Viagens & Destinos] De Botafogo a Copacabana: de carro e depois visto do céu

Neste vídeo, saio da Rua São Clemente, em Botafogo, e sigo até o Humaitá. Depois, continuo o passeio pela Lagoa Rodrigo de Freitas e pelo Corte do Cantagalo até chegar a Copacabana.

Durante o trajeto, mostro ruas, avenidas e paisagens que fazem parte da rotina dos moradores da Zona Sul do Rio de Janeiro.

🚁 Mas a experiência não termina quando chegamos a Copacabana!

Ao final do vídeo, preparei uma apresentação aérea mostrando todo o percurso realizado de carro.

Embora as imagens pareçam ter sido captadas por um helicóptero ou por um drone, elas foram produzidas com uma ferramenta do Google, permitindo visualizar o trajeto completo por uma perspectiva diferente.

Espero que você goste deste passeio.

Se gostar do vídeo, deixe o seu comentário e compartilhe a sua experiência.

Um grande abraço!

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

The Leipzig Incident Has All The Hallmarks Of A False Flag

Andrew Korybko 

It was carried out to justify the German economy’s evolution to war footing, distract from the resultant problems, and legitimize a future serious escalation against Russia

Germany blamed Russia for last month’s incident in Leipzig when one explosives-laden drone was found on the tarmac in proximity to Ukrainian cargo planes, another reportedly collided with a separate cargo plane as it tried to land but failed to explode, and a third was later found close to the premises. Putin condemned their claim, shared his opinion that it was a false flag due to them planting evidence, and speculated that the motive was to distract from domestic problems by fearmongering about Russia.

While skeptics might roll their eyes, the Leipzig incident has all the hallmarks of a false flag. For starters, Germany is implying cartoonish incompetence on the part of Russia. The public is supposed to believe that the most skilled drone operators in the world, who were tasked with what would have been the most sensational Hybrid War attack on NATO ever, left a drone on the tarmac, got unlucky when another failed to explode after it hit a landing cargo plane, and left another nearby. That’s difficult to believe.

The second point to make in support of Putin’s hypothesis is that something similar happened last fall when unknown drones forced major airports in Scandinavia to temporarily ground all flights. Zelensky predictably blamed Russia and called for closing the Danish Straits to its shipping. As with the Leipzig incident, no evidence was ever shared in support of that claim, but it served as the precedent to blame Russia for mysterious drone-related incidents in Europe in order to justify more escalations against it.

O feitiço de Gotham: como a narrativa da doença apaga o crime

Maria Helena Costa

Demorei algum tempo a escrever sobre o tema que domina a comunicação social e as redes sociais há alguns dias. Não por falta de uma opinião formada sobre a tragédia, mas simplesmente porque tenho estado ocupada com outros assuntos e, verdade seja dita, já há demasiada gente a debitar linhas sobre o caso. No entanto, hoje, ao deparar-me com a frase deste grafismo da CNN Portugal — “Lindsay Clancy matou os três filhos. ‘O facto de termos um crime que foi planeado não lhe retira o ónus de ter sido causado pela doença mental’”—, foi-me impossível conter a reação. A leitura daquele argumento não me provocou apenas discórdia; empurrou-me, de imediato, para o imaginário de Gotham, a cidade de Batman.

Gotham City não é um cenário de ficção sobre o crime; é um tratado sobre o colapso das instituições. É uma cidade permanentemente em chamas, devorada pelo caos, pela destruição e pelo medo, onde a população conta os corpos nas ruas enquanto os criminosos mais perigosos entram e saem de um sistema que se recusa a puni-los. A tragédia de Gotham não nasce da falta de polícias ou de leis; nasce da ilusão burocrática de que a barbárie pode ser domesticada num divã. É esse mesmo labirinto psicológico que ameaça agora o nosso mundo real.

Lindsay Clancy não discute que estrangulou Cora, Dawson e Callan. O julgamento em Massachusetts discute se, no momento em que o fez, era criminalmente responsável. A frase que circulou na CNN Portugal resume a tese da defesa: o facto de o crime ter sido planeado não retira o ónus de ter sido causado pela doença mental.

Se o júri aceitar essa tese, ela não sai pela porta da prisão no dia do veredicto. Segue-se um internamento compulsivo numa unidade psiquiátrica de segurança, com revisões periódicas e o Ministério Público com voz nas decisões de uma eventual alta. Andrea Yates, o precedente mais invocado, nunca foi libertada. Isso é um facto. E é precisamente aqui que a analogia com Gotham deixa de ser uma caricatura e passa a ser um aviso.

Com mais de 120 anos, moradora de Itaperuna é reconhecida como mulher mais velha do Brasil

Certificada pelo Rank Brasil, Deolira Glicéria Pedro da Silva enfrenta agora o desafio de comprovar sua idade ao Guinness e superar a marca da francesa Jeanne Calment

Altair Alves

Com 121 anos completados em março, Deolira Glicéria Pedro da Silva [foto], moradora de Itaperuna, no Noroeste Fluminense e nascida em 1905, foi reconhecida oficialmente como a mulher mais velha do Brasil. O título foi homologado pelo Rank Brasil, sistema responsável pelo registro de recordes nacionais. O reconhecimento pode representar um passo importante para uma possível certificação internacional. O título atualmente pertence à britânica Ethel Caterham, de 116 anos. As informações foram divulgadas pelo Jornal Extra

O geriatra Juair de Abreu Pereira, que acompanha Deolira e reúne documentos para comprovar sua idade, relatou que o processo para que ela seja reconhecida pelo Guinness World Records como a pessoa mais idosa do mundo está atualmente parado. Ainda assim, o médico acredita que a certificação nacional possa contribuir para a retomada da análise.

A principal dificuldade encontrada pela família para comprovar a idade de Deolira está relacionada à perda de documentos originais. Em 1977, quando ainda vivia em Porciúncula, cidade onde nasceu e passou a maior parte da vida, uma grande enchente atingiu a residência da família e destruiu parte da documentação. Diante disso, foi necessário recorrer a cartórios para recuperar registros e emitir novos documentos. A família também contou com o apoio da Arquidiocese de Campos para validar a certidão de batismo da idosa.

Arrastões, presença do CV, mortes e tiroteios: região próxima ao Rock in Rio vive escalada de violência

Fora do contexto do grande evento, moradores da Barra Olímpica, Camorim, Curicica, Jacarepaguá e Taquara não estão vivendo em harmonia e clima de festa

Felipe Lucena 

Foto: Vans Bumbeers

Nos próximos 2 finais de semana, as áreas vizinhas ao Rock in Rio estarão sob os holofotes do entretenimento mundial. Contudo, fora do contexto do grande evento, moradores da Barra Olímpica, Camorim, Curicica, Jacarepaguá e Taquara não estão vivendo em harmonia e clima de festa.

Há algum tempo, a escalada de violência assusta os vizinhos da Cidade do Rock. O avanço do Comando Vermelho (CV) na região da Grande Jacarepaguá, Vargens e Recreio subiu muito os índices de criminalidade na região.

"Essa área era muito segura, mas agora, praticamente todos os dias, ficamos sabendo de algum crime. É tiro, roubo, morte. Assustador", conta Márcia Gregório, moradora da Barra Olímpica. 

No último sábado (29/8), faltando uma semana para o início do Rock in Rio, a Estrada dos Bandeirantes, a pouco mais de 4 km do local onde acontecerá o festival, foi fechada por criminosos. Lixeiras foram incendiadas na via na altura da Vila Sapê, no sentido Vargens.

No Aterro do Flamengo, carrocinhas de milho são guardadas na lama com alimento exposto

Carrinhos foram encontrados na lama gerada pela chuva que caiu na cidade no fim de semana. Foi recolhida quase uma tonelada de equipamentos


Patricia Lima

No Aterro da Flamengo, na Zona Sul, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) recolheu cerca de uma tonelada de equipamentos que estavam guardados irregularmente na altura do posto 3, na madrugada desta terça-feira (1º).

No local, as autoridades também encontraram carrinhos usados por vendedores de milho. Os equipamentos estavam estacionados sobre a lama gerada pelas chuvas do último fim de semana.

Vídeos feitos por frequentadores da área de lazer e divulgados nas redes sociais, mostram uma panela grande e sem tampa, com milho exposto. Os carrinhos estavam amarrados a uma árvore.

Em outro vídeo, gravado na altura do restaurante Belmonte, uma mulher limpa o milho ao lado de uma lixeira enquanto outra pessoa põe o alimento em uma panela. De acordo com o relato feito durante a filmagem, o produto seria vendido na orla.

1-9-2026: Oeste sem filtro – Fim da linha para Moraes?

[Quadro da Quarta] A Escola de Atenas

A Escola de Atenas (Scuola di Atene no original) é uma das mais famosas pinturas do renascentista italiano Rafael e representa a Academia de Atenas.

Foi pintada entre 1509 e 1510 na Stanza della Segnatura sob encomenda do Vaticano. A pintura já foi descrita como "a obra-prima de Rafael e a personificação perfeita do espírito clássico da Renascença".

A importância da obra também está em demonstrar como a filosofia e a vida intelectual da Grécia Antiga foram vistas ao final do Renascimento 

A carreira artística de Rafael, célebre pintor do Renascimento italiano, transcorreu da adolescência do artista (as primeiras obras são datadas pela historiografia a partir de 1499) a 1520, ano de sua morte, aos 37 anos.

Famoso pela perfeição e graça com que executava suas pinturas e desenhos, Rafael forma, junto com Michelangelo e Leonardo da Vinci, a tradicional tríade dos grandes mestres do Renascimento.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

[Aparecido rasga o verbo – Extra] O que significa ser “Presidente” de um país?

Aparecido Raimundo de Souza

APREGOAM OS LIVROS de literatura, que ser presidente de uma nação é ter o PODER. Nem sempre! Ser presidente de um país, é acima de tudo, não ter um saco enorme de putarias ao alcance das mãos, fazendo dos manés e simplórios que ficarão sob os seus cuidados, vítimas diretas de uma desgraça violenta, bem ainda de viverem, aos trancos e barrancos, enquanto o crápula estiver desfrutando das mamatas e benesses dos frontispícios do país.

Ser presidente de um país, é evitar, seja a que custo for, que seus súditos mergulhem de corpo e alma na miséria absoluta e adversa e se vejam entregues às raias da sorte negra, entrelaçados na desventura da fatalidade sem perspectivas de amanhã, e por conta disso se sintam no próximo nascer de um novo dia perdidos e sem teto, sem uma rota objetiva de escapatória para um retorno sem  danos mais severos, ou sem um porto sólidos onde possam viver sem o medo tétrico de perderem completamente o chão. 

Ser presidente de um país, é cuidar dos desgraçados e desmilinguidos, para que não careçam de permanecerem mergulhados na fome mais ruinosa e atribulada. Ser presidente de um país, é mandar, decidir, aparecer bonito nas fotos, falar como um catedrático para as multidões, todavia sem baixar o nível, sem espezinhar os coitados que o aclamaram no instante em que dedicaram, de coração aberto, honrarem os seus votos quando compareceram às urnas.

Grosso modo, infelizmente, poucos homens de brio e vergonha na cara sabem o que realmente significa ser o “chefe de uma nação” e, talvez, o povo (a maioria despreparada e imbecilizada, cega e estúpida), nem tenha na consciência a verdadeira noção do tamanho da maldade que um candidato vagabundo e larápio possa fazer se abraçar o seu intento de forma esdrúxula, pensando somente em encher os bolsos e engrandecer aquele ideia sádica que o infeliz que votou em suas mentiras de campanha, que se foda de verde amarelo.

Ser presidente de uma nação não é apenas sentar o cu da bunda suja numa cadeira bonita ou morar feito um falso príncipe fabricado por força do vil metal e logo depois ao se ver acondicionado num palácio elegante erguido à beira de um lago cercado por um punhado de seguranças pagos com o nosso surrado dinheirinho querer tomar o lugar de Deus. Referenciamos, evidentemente, o deus fajuto,

Fico feliz com a tentativa de difamação da Agência Puta e do Instituto Comunista do Lula (ICL)

Paulo Figueiredo 

Já falei da primeira: ONG vestida de redação, financiada por George Soros e pelo circuito de fundações da esquerda globalista. Da segunda, muita gente ainda não sabe o que é. O ICL não é jornal. É panfleto com CNPJ de editora, sócios e linha editorial lulista. No quadro aparecem Felipe Neto, Leandro Demori (aquele ex-PCCept que tinha contrato de R$ 450 mil com a TV Lula) e Otávio Antunes (o marqueteiro do PT/Haddad). No comando, o fundador Eduardo Moreira: ex-sócio do Pactual na era André Esteves e criador da marca Genial. Sim, a mesma Genial que financia a Quaest, o instituto queridinho da Globo que com regularidade milimétrica entrega a Lula vantagem em todas as pesquisas. A mesma Genial que, na Operação Carbono Oculto, administrou fundo que lava dinheiro do PCC. Gente muito boa!  

Dá uma satisfação particular. Eu sei quem são todos vocês e o que fizeram no verão passado. E é exatamente este tipo de gente que eu quero do outro lado. ONG globalista, banqueiro do establishment, amigos do PCC, jornalistas-putas da TV Lula, marqueteiro petista e figurões da esquerda. Como escreveu Oscar Wilde: sempre se pode julgar um homem pela qualidade dos seus inimigos. Estou muito bem, portanto.  

A ironia é de antologia. Um veículo de banqueiro e milionários tenta transformar em escândalo a vida (separada, deixo claro - deixamos a pederastia para a redação do ICL kkkk) que o @bolsonarosp e eu levamos nos Estados Unidos.  

Um amigo meu brinca: “Paulo, fama de rico a gente nunca desmente.” Eu até gostaria de estar mais rico, tipo os sócios do ICL. Direita capitalista, celebra a riqueza lícita com dinheiro privado como é o meu caso ou do Eduardo, sem dever satisfação a ninguém. Mas o hilário é o seguinte: descrevem a vida normal de classe média-alta americana como se fosse o inventário do Daniel Vorcaro.  

Judiciário espanhol livra empresário acusado de vazar dados fiscais de mulher de Moraes

Espanha ensina ao Brasil o que significa conflito de interesses

A Espanha acaba de libertar o empresário brasileiro Marcelo Conde, preso em Madri desde maio por causa de um pedido de extradição assinado por Alexandre de Moraes. Até aí, para os padrões brasileiros dos últimos anos, quase rotina.

O problema começa quando se pergunta: afinal, qual era o crime atribuído a Conde?

Segundo a investigação brasileira, ele teria financiado a obtenção ilegal de dados fiscais sigilosos de centenas de pessoas. Entre elas, Viviane Barci de Moraes.

A esposa de Alexandre de Moraes.

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

Sim. O ministro que aparece no pedido de extradição é marido de uma das pessoas apontadas como vítimas no próprio caso.

Não é necessário ter estudado Montesquieu. Basta possuir algum instinto de conservação institucional.

O material relata que Moraes permaneceu no caso e autorizou medidas como mandado de prisão, buscas e o pedido internacional de extradição.

Imagine a cena vista de Madri.

Chega às autoridades espanholas um pedido vindo do Brasil para prender e entregar um homem. Ao examinar os autos, descobre-se que uma das supostas vítimas é justamente a mulher do magistrado ligado às medidas que levaram ao pedido de extradição.

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

Em qualquer país que ainda mantenha certo pudor jurídico, aparece imediatamente uma palavra bastante antiga: impedimento.

Avião com 151 passageiros sai da pista durante pouso e atola na lama

Sem feridos, voo Cascavel-Guarulhos precisou ser cancelado; companhia aérea diz que colabora com as autoridades que investigam o caso


Um avião com 151 pessoas saiu da pista durante o pouso no Aeroporto Regional de Cascavel, no Oeste do Paraná, na manhã desta segunda-feira, 31. Ninguém ficou ferido. Por conta do incidente, a aeronave atolou na lama.

De acordo com a Latam, a companhia precisou cancelar o voo LA3859 (Cascavel-Guarulhos) e está acomodando os clientes deste voo em outras operações a partir de Foz do Iguaçu (PR).

A companhia também colabora com as autoridades na apuração do ocorrido e avalia as condições para a remoção da aeronave.

31-8-2026: Oeste sem filtro – 75 alvos da Lava-Jato concorrem à eleição de 2026, incluindo Zé Dirceu e Gleisi + Luchsinger apaga rede social depois de Lula negar proximidade

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“Uma profissão muito pobre, porque não é uma profissão que dá orgulho” 

[Aparecido rasga o verbo] Os gestos simples dos que não falam

Aparecido Raimundo de Souza

EXISTE UM órgão flexível dentro de nossa boca conhecido como “língua”. Ela serve para auxiliar na mastigação dos alimentos, na deglutição, no paladar e o mais importante, no auxílio direto ao milagre da fala. Todavia, além desse órgão muscular e sensorial, existe uma outra língua, ou seja, aquela que não fala, mas diz tudo. É a língua dos que se comunicam, ou melhor dito, dos que falam, ou que dão o recado com as mãos, com os olhos, com o corpo inteiro e que, curiosamente, são muitas vezes os que mais escutam, os que mais sentem, os que mais dizem sem precisar abrir a boca ou berrar. E nós, simples expectadores que temos a fala fácil, bastando apenas abrimos a matraca e interagirmos, passamos a vida inteira reclamando de quem fala demais, de quem fala de menos, de quem não entende o que dizemos, bem ainda de quem não nos ouve direito.

Na verdade, reclamamos do silêncio, reclamamos do barulho, reclamamos até de nossa própria voz. E enquanto nos perdemos nessas queixas e lamentações, algazarras e vozearias, os que não falam absolutamente coisa alguma seguem se comunicando com uma clareza inverossímil que nos deveria dar, pelo menos, uma gota da mais pura e aclarada vergonha. Eu vejo nos interiores dos ônibus, nas praças, nas ruas, nos supermercados, nas filas dos cinemas, praticamente em todos os lugares, pessoas de todas as idades que falam com as mãos.  E o mais interessante e espantoso. Esses seres não interagem devagar, como se estivessem explicando o óbvio. Se comunicam rápidos e rasteiros, se contagiam cheios de vida, os dedos das mãos dançando no ar engenhosamente ao tempo em que seus rostos iluminados por uma vitalidade ímpar nos embriagam com uma impressão maviosa, como se cada gesto carregasse um mundo inteiro de histórias sem fim.

E as pessoas que as ouvem (ou melhor dito, às que as veem) também respondem assim, e entre eles não ha ruídos, não procrastina o mal-entendido, não cria vida a confusão desordenada e martirizante que a gente faz quando falamos demais e dizemos de menos. Do meu lado, outro dia, no metrô paulista, um homem reclamava ao celular: “Não, não é isso! Você nunca me entende!”. E o sujeito tagarelava, e grulhava, e quanto mais cacarejava, mais distante parecia o outro, do lado oposto da linha de ser compreendido. E ali, a poucos passos, num banco próximo de mim, um casal de namorados sem palavras se entendiam e se completavam perfeitamente numa harmonia inebriante que encantava os olhos. Os gestos dos que não falam, quero crer, são mais sinceros e espontâneos, talvez, porque esses seres divinizados não tenham como esconder o que sentem atrás de frases inventadas e acaloradas ou rebuscadas de palavras bonitas.

[Livros & Leituras] Regresso a Luanda

Tiago Rebelo, Edições ASA, Alfragide, Portugal, 1ª edição: abril de 2026, 288 páginas.

Martim Davies é um ex-comando do Exército português desesperado por concluir um negócio que lhe permita regressar a Portugal para reconstruir uma vida que só lhe trouxe desaires.

Clô é uma mulher com um passado arrasador, que só se sente feliz quando sobrevoa as paisagens de tirar o fôlego da savana angolana aos comandos do seu Cessna Grand Caravan.

O destino junta-os quando uma transação de diamantes corre mal e se vêm perseguidos por Moshe Berman, um milionário israelita psicopata que não hesita em usar todos os recursos ao seu alcance para remover qualquer obstáculo do seu caminho.

Martim e Clô sabem que mais um dia de vida é algo que depende de tomarem a iniciativa para contrariar um destino fatal.

Dos musseques de Luanda à vila mineira de Cafunfo, no Norte de Angola, passando pelas deslumbrantes quedas de água de Calandula, Regresso a Luanda é uma incrível jornada que revela todos os segredos do negócio sangrento dos diamantes africanos em Angola, na República Centro Africana e na República Democrática do Congo, onde políticos, generais e gangues de rua se confrontam pelas pedras preciosas que acabam à venda nas luxuosas ourivesarias de Antuérpia, Nova Iorque ou Dubai. 

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

“Uma profissão muito pobre, porque não é uma profissão que dá orgulho”

Acredite se quiser, ele atacou os garis em mais uma frase preconceituosa

Rogerio Pires

Quatro e meia da manhã na Tijuca. O caminhão entra na rua ainda no escuro, e um homem salta da traseira antes mesmo de ele parar. Levanta um saco de trinta quilos, joga na caçamba, corre atrás do veículo, repete. Faz isso centenas de vezes por turno. Quando você abre a janela e vê a calçada limpa, ele já está a três quarteirões dali.

Esse homem tem nome, tem crachá, tem filho matriculado na escola. E no sábado ele ouviu do presidente da República que o trabalho dele é “uma coisa pobre de quem não pode estudar”.

A frase foi dita em Belo Horizonte, no ato nacional Mulheres com Lula, na Serraria Souza Pinto. Assisti ao vídeo mais de uma vez porque não queria acreditar que fosse corte editado. Não era. As palavras estão lá, na sequência, sem tesoura: “Eu, quando eu passo na rua e eu vejo aquelas pessoas que trabalham colhendo lixo, é uma profissão muito pobre, porque não é uma profissão que dá orgulho [falar que é] ‘Eu sou lixeiro’. O cara tem orgulho de falar, ‘eu sou engenheiro’, ‘eu sou médico’. Mas lixeiro é uma coisa pobre de quem não pode estudar.”

Depois ele tentou emendar. Disse que o pobre é tratado como invisível, que ninguém enxerga o gari até a semana em que o lixo não é recolhido. É verdade. Só que quem tinha acabado de chamar a profissão de coisa pobre era ele.

O detalhe que torna tudo pior

Ninguém na política brasileira transformou a própria escolaridade em credencial como Lula transformou. A biografia inteira é essa: o retirante que não passou do primário, que fez curso no Senai, que virou torneiro mecânico e perdeu um dedo na prensa antes dos vinte anos. Foi assim que ele se vendeu ao país por quatro décadas. O homem que não precisou de diploma para chegar ao Planalto.

Léo Jardim destaca evolução e revela diferencial de Pedro Emanuel no Vasco

Léo Jardim destaca o trabalho de Pedro Emanuel no Vasco da Gama e comenta a disputa do Clube em três competições na temporada

França Fernandes

O Vasco ganhou um respiro na luta contra o rebaixamento ao vencer o Cruzeiro por 3 a 1, neste sábado (29), em São Januário, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após o resultado, Léo Jardim destacou o trabalho de Pedro Emanuel e a organização apresentada pelo Cruzmaltino desde a chegada do técnico português.

Foto: Matheus Lima/Vasco

– Ele (Pedro Emanuel) e a comissão toda têm conseguido passar as informações de maneira clara. Passam tudo para quem vai começar e para quem não vai começar. Todo mundo tem o mesmo nível de informação. Nós precisamos de todo mundo, estamos em três competições. Ele consegue encontrar o equilíbrio bom na cobrança, passa confiança para os jogadores. Estávamos em um momento difícil, a chegada dele foi importante para nós. Acho que é por aí. Taticamente ele consegue passar informações claras, nós temos uma identidade e um plano de jogo – afirmou Léo Jardim.

O goleiro também ressaltou a evolução coletiva do Time de São Januário. Para Jardim, a melhora não acontece apenas no sistema defensivo, uma das principais áreas trabalhadas por Pedro Emanuel, mas também na organização com a bola e na definição das funções de cada jogador.

– É um trabalho coletivo. É bem positivo realmente, a gente consegue ver a melhora, mas não só da parte defensiva. Temos uma identidade estabelecida e um plano de jogo definido. Isso agrega. Com a bola e sem a bola nós temos claro o que precisamos fazer. Isso é importante porque ficamos perto de ganhar os jogos – declarou.

Não há economia que resista... 2

Enquanto mais nomes vistosos engrossam a lista das empresas em recuperação judicial, o governo segue gastando dinheiro a rodo e agravando a situação da economia

Nuno Vasconcellos

Se uma grande empresa, com anos de atividade, entra em crise e recorre à Justiça para se recuperar, a culpa quase sempre é da administração. Se duas empresas igualmente poderosas recorrem à Justiça em busca de socorro, pode ser apenas uma coincidência. Se, no entanto, mais de seis mil empresas, muitas delas com anos de tradição e capacidade comprovada de superar crises, jogam a toalha e pedem recuperação judicial mais ou menos ao mesmo tempo, a culpa não é delas, e sim da hostilidade do ambiente em que atuam.

Essa reflexão é necessária diante dos casos que vêm se acumulando na economia brasileira — como, aliás, foi mostrado aqui na semana passada. Entre os milhares de CNPJs que neste momento se encontram em recuperação judicial ou extrajudicial há marcas consolidadas e negócios que eram sólidos — mas que chegaram ao limite do endividamento e recorreram aos mecanismos que a lei prevê para renegociar as dívidas e tentar se manter de pé.

O caso mais recente é o do Grupo Gennius, controlador das redes de fast food Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill. Com dívidas de R$ 265 milhões, o grupo entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira, 24 de agosto. A crise do Habib’s é atribuída aos efeitos da pandemia, à mudança dos hábitos de consumo e, sobretudo, aos juros indecentes que vêm empurrando a economia brasileira para o buraco.

CRISE DE SOLVÊNCIA

Não se trata de uma empresinha de fundo de quintal. O processo abrange 178 empresas, entre holdings, franqueadoras e unidades operacionais. O Gennius informa ter atualmente mais de 600 unidades e mais de 10 mil colaboradores. O faturamento estimado é de mais ou menos R$ 3,5 bilhões.

Perto de um faturamento como esse, a dívida declarada, de R$ 265 milhões, parece modesta. Nada disso. Uma empresa pode faturar bilhões e, no final do mês, não ter como pagar suas obrigações. Quando o custo financeiro cresce e o crédito encolhe, a dificuldade de acesso ao financiamento se torna uma armadilha — e uma dificuldade conjuntural pode evoluir para uma crise de solvência.

Who’d Expect To Gain More From A Serious Escalation: NATO Or Russia?

Andrew Korybko 

The question of which side would expect to gain more from a serious escalation can be answered by understanding exactly what it is that each wants from the other and how they’ve thus far behaved

Politico and other sources reported that CIA chief John Ratcliffe’s unannounced trip to Russia was primarily to warn it against testing NATO’s resolve through unspecified kinetic actions against the Baltic States, while this response here argued that it’s actually NATO that might soon test Russia’s resolve. The question of which side would expect to gain more from a serious escalation can be answered by understanding exactly what it is that each wants from the other and how they’ve thus far behaved.

NATO and Russia have curtailed their maximalist rhetoric about the Ukrainian Conflict by respectively no longer fantasizing about restoring Ukraine’s pre-2014 borders and nowadays mostly only focusing on obtaining full control over the rest of Donbass instead of demilitarizing and denazifying Ukraine. This is due to the far-reaching consequences that their protracted proxy war has had for each of them, but which are beyond the scope of this analysis to detail, thus hypothetically setting the stage for a deal.

The insight above led to Putin meeting with Trump in Anchorage and then truly believing that Trump agreed to coerce Zelensky into withdrawing from Donbass in exchange for Putin declaring a ceasefire so long as Trump provided at least some partial sanctions relief as a reward. Trump reneged on that deal for the reasons explained here, but Putin still remains committed to their meeting’s “spirit”. This suggests that Trump wants to make Putin pay a high price for Donbass while Donbass is now all that Putin wants.

[Sétima Arte] A arte de matar/The Big Sleep

The Big Sleep (Portugal; O sono derradeiro/Brasil: A arte de matar) é a segunda versão cinematográfica do romance policial de mesmo nome, de autoria de Raymond Chandler. O filme foi produzido pela Incorporated Television Company (ITC) e dirigido por Michael Winner e estreou no dia 13 de março de 1978, em Nova Iorque. 

Sinopse

A ação se passa em Londres, ao contrário do livro, onde a ação se passa na Califórnia. O filme trata de assuntos que não haviam sido tratados na versão de 1946, como homossexualidade, pornografia e nudez.

O General Sternwood (James Stewart) contrata o detetive particular durão Philip Marlowe para investigar quem o está chantageando.

A investigação de Marlowe sobre o pornógrafo homossexual Arthur Geiger é uma trilha repleta de caracteres suspeitos, muitos dos quais misteriosamente morrem.

No caso, Marlowe descobre a verdade sobre as filhas do General, Charlotte (Sarah Miles) e Carmilla Sternwood (Candy Clark). Richard Boone é o capanga mal-encarado. 

domingo, 30 de agosto de 2026

[Discos pedidos] Bee Gees – One Night Only 1997 (Show Completo)

One Night Only é o 2º álbum ao vivo oficial da carreira dos Bee Gees. Vendeu até hoje cerca de 6 milhões de cópias, sem contar todas as vezes que foi copiado e/ou reproduzido ilegalmente. 

Grande sucesso no Reino Unido, Alemanha e América Latina. Teve dois lançamentos. Um em 1998, em edição simples. Outro em 1999, com um disco bônus, contendo as faixas que não saíram em 1998.

O show fez parte da turnê One Night Only, e foi gravado em Las Vegas, no hotel MGM Grand Las Vegas, em 14 de novembro de 1997.

Onde é? Qual o nome? 😉

[As danações de Carina] Pequeno tratado sem fins comerciais para o que hoje conhecemos como ‘fuga’

Carina Bratt

SEMPRE ALIMENTEI dentro de mim a ideia ou melhor, sempre pensei que fugir de alguma coisa, era correr para longe. Cruzar fronteiras, pegar uma estrada ao acaso sem olhar para trás. Deixar na poeira a cidade onde a vida toda morei, as pessoas que orbitavam ao meu redor, e onde tenho, de forma imutável, ou imudável, o meu cotidiano.

Achava que sumir e deixar na poeira do retrovisor das desilusões e sentir dentro da alma cansada o alívio dos desgostos e das frustrações, se fazia o certo. Imaginava que ao agir dessa forma, havia me livrado de tudo o que apertava o pescoço do meu santo protetor de forma contundente. Achava, ainda, que a fuga estava no movimento, na velocidade, no chão cheio de buracos e que ao virar as costas, tudo, sem tirar nem pôr, desapareceria sob os meus pés.

Hoje já bem mais madura chacoalhada, as ideias diferenciadas de alguns anos atrás, cheguei à conclusão de que fugir pode ser também uma espécie meio abestalhada de ficar parada, estática, feito uma múmia paralitica. Fugir não é só tapar os ouvidos, é fechar os olhos quando alguém fala demais. É olhar pela janela do nosso cotidiano enquanto a vida acontece aqui, do lado de dentro, e eu, por motivos os mais diversos, por me achar divorciada, do lado de fora, ou muito longe, sem ter saído do lugar, me quedaria tranquila.

Ledo engano! Fugir é um ato tresloucado de sorrir sem ouvir, concordar sem entender, estar presente sem estar lá de verdade, ao vivo e a cores A fuga mais silenciosa é aquela que a gente faz e cria como um ser vivo dentro de nós mesmos, e ninguém percebe que em algum momento, num ‘vapt sem vupt’, nós, de alguma maneira, fomos embora.

Euzinha já fugi de amores enrolados, de paixões que doíam demais, de conversas fora de esquadro que me consumiam, de medos tétricos e insanos, que cresciam maiores do que eu mesma poderia imaginar. Já debandei várias vezes, nem sei quantas, de mim mesma, mergulhei num labirinto quando o que eu via não me agradava. Nessa aventura sem começo, meio e fim, sumi do mapa correndo para caminhos que pareciam leves.