Aparecido Raimundo de Souza
Não bastasse, podemos topar ainda com
outros arteiros astuciosos e velhacos diplomados de marginais, de antas, onças,
toupeiras, leões, papagaios e até um imbecil que todos respeitam como sendo o
presidente. Na floresta também tem uma infinidade de raízes que se enroscam no
chão como mãos antigas, os dedos calejados, as pelancas expostas, sem falar em
rios caudalosos disfarçados de “Lagos Paranoás”.
Sem mencionar, mas já o fazendo,
abelhas e zangões “picadeiros” que correm com voz de trovão (lembram, ainda que
distanciados, do Thor Marves Cominos, aquele herói que acabou virando desenho
infantil). Não poderia faltar o “mencionamento” de um puteiro enorme onde
centopeias enormes e de uma infinidade de aves rasteiras (perdão, de aves
trepadeiras) que abrem as suas asas e fazem uma espécie de sombra negra e
gigantesca pior que a da pacata Chernobil.
Essas aves trepadeiras vivem no reino
encantado do STF. São as (“Santas Travestidas de Futriqueiras”). Quem tem o
infortúnio tormentoso e a infelicidade de entrar ali pela primeira vez, ao
espiar para cima, vislumbrará um céu enegrecido que parece se impor aos nossos
medos. Os ratos acostumados a dar golpes, a tomarem café com queijos importados
de paraísos fiscais, e, por debaixo das cuecas e calcinhas, na surdina, o
dinheiro dos desvalidos e aposentados do INSS costumam sumir em malas de
viagens, como foi o caso do “onrado deucuputado” Geddel Vieira Lima. Aqueles
que conseguem acessar e sair ilesos, ficam maravilhados com a imensidão, com a
força e, sobretudo, com o que parece (pelo menos, para eles) ser eterno.
Quase ninguém abaixa o olhar
suficientemente para ver o que cabe num fio de capim, onde no cérebro núcleo
dessa podridão descabida, uma estátua com uma birosca nos olhos permanece
sentada como cafetina que trepou bastante, deu o rabo até as pregas sumirem nos
cafundós das camas de motéis baratos, e agora está gozando de uma polpuda
aposentadoria vinda dos cofres arraigados do suntuoso Banco Master.
Foi assim que ele a encontrou. Ou ela, nunca saberemos.






















