Aparecido Raimundo de
Souza
DESDE A DITADURA
(ditadura, entre aspas, a coisa está mais para “dentadura”) de 31 de março de
1964, onde supostamente ocorreu o golpe militar que depôs o presidente João
Goulart e instaurou uma merda que segundo relatos durou até 1985. Meu caro
leitor e amigo, você acredita nessa lorota? Não importa. A pergunta
sustentáculo que não quer calar e nem se encaixar como chave no cu do buraco da
fechadura é um só: o que, de fato, mudou nesses sessenta e poucos anos até
nossos dias? Segundo o que lemos nos
jornais e em pesquisas que fizemos nas redes sociais, a historinha nos moldes
da Branca de Neve e os Sete Anões, foi uma “ruptura institucional” apoiada por
setores das Forças Armadas, empresários, parte da imprensa e grupos
conservadores, com respaldo dos Estados Unidos. Será? Acaso nesse tempo já
existia o câncer Donald Trump?
Entendo que essa
historinha para uma matilha de bois, um enxame de vacas, uma biblioteca de
bestas e éguas, e uma constelação de jumentos quadrados dormirem fede
“malcheirosamente” ou vergonhosamente nos buracos dos narizes daqueles cidadãos
que têm vergonha na cara. Ao meu fraco entender, (levando em conta o tenebroso
e escabroso, horroroso e de certa forma pitoresco 8 de janeiro de 2023, entre
outras avacalhações e aberrações tétricas e inóspitas, vindas à depois), tudo,
TUDOOOOOOO... não passou de uma grande esparrela, ou uma bem construída tramoia
falsificada, mentirosa e bem engendrada para fazer os “cus fedidos”, os otários
e manés, de braços dados com os bocas abertas e atoleimados acreditarem que o
brazzzil está nos trilhos, rumo a um amanhã melhor.
Entretanto, cá entre
nós, todo esse sombrio tétrico, esse rumor e falatório postiço não vai além de
um tremendo “zum-zum-zum” mentiroso, recalcado e falsificado, tipo um amontoado
de pratos de comidas vencidos e azedos servidos aos manés e moradores de ruas.
Mergulhando às cegas com os óculos sem lentes, no 31 de março de 1964, qual o
cenário político que vem à tona? A
figura de João Goulart o (Jango) que defendia reformas de base, como o
Emplastro Poroso Sabiá, a Reforma Agrária e a melhor piada de todas, a maior
intervenção do Estado na economia, o que geraria resistência das elites
conservadoras e militares. Havia forte tensão (ou a Polarização) entre os
movimentos sociais (sindicatos, estudantes, ligas camponesas) e setores
conservadores (os empresariados e, de lambuja, a Igreja e boa parte da
imprensa).
O tal golpe (ou seria
a influência externa) ocorreu em plena Guerra Fria, com apoio explícito dos
EUA, que temiam uma guinada socialista no Brasil. Mas entre tapas e bordoadas,
caralho, o que aconteceu em 31 de março? Um enorme e fantasioso “Movimento militar”.
Tropas e Trapas, Tripas e Trepas de Minas Gerais marcharam em fila indiana, (ou
seja, uns iam para um lado e outros para a puta que os pariu), não, por favor,
me perdoem, seguiam em direção ao Rio de Janeiro, iniciando a ofensiva contra o
governo. Nisso, veio à tona, a Banda Calypso, melhor dizendo, o Colapso
político: João Goulart perdeu o apoio da esposa, do seu cachorrinho particular,
do gatinho de estimação e pasmem, do Congresso e o “mais melhor” mandou para o
ralo a aliança entre os governadores estratégicos, ou seja, aqueles da
“panelinha” ficando isoladamente sujo e cagado de bosta.