quinta-feira, 16 de julho de 2026

[Viagens & Destinos] Museu Nacional – Quinta da Boa Vista – São Cristóvão

Bem-vindo a mais um passeio pelo Ruas e Lugares

Neste vídeo, convido você a conhecer o Museu Nacional, localizado na histórica Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. 

Você verá como está o Museu Nacional durante sua reconstrução, conhecerá parte dos ambientes já reabertos ao público e passeará pelos belíssimos jardins da Quinta da Boa Vista, um dos parques mais tradicionais e importantes da cidade. 

Criado por Dom João VI em 6 de junho de 1818, inicialmente com o nome de Museu Real, o Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do Brasil. Sua primeira sede funcionava no Campo de Santana e, em 1892, a instituição foi transferida para o histórico Palácio de São Cristóvão, antiga residência da Família Imperial, onde permanece até os dias atuais. 

Ao longo de mais de dois séculos, o Museu Nacional reuniu um dos mais importantes acervos científicos da América Latina, com milhões de peças de valor histórico, arqueológico, antropológico, paleontológico, zoológico e geológico. 

Em setembro de 2018, um incêndio de grandes proporções atingiu o Palácio de São Cristóvão e provocou a perda de grande parte do acervo. Desde então, pesquisadores, restauradores e diversas instituições brasileiras e internacionais vêm trabalhando na reconstrução do edifício e na recuperação desse importante patrimônio científico e cultural. 

Este vídeo foi gravado durante a fase de reabertura parcial do Museu Nacional, registrando um momento histórico da reconstrução e da retomada das visitas públicas. 

Durante nossa visita estavam em cartaz duas exposições especiais: 

🏛️ Bastidores da Ciência – apresenta ao público o trabalho desenvolvido nos laboratórios e setores técnicos do Museu Nacional, revelando processos de restauração, conservação, paleoarte, taxidermia, modelagem digital, ilustração científica e diversas outras atividades que fazem parte do cotidiano de um grande museu de ciências. 

🎨 Rescaldo das Memórias – exposição do artista Vik Muniz, criada a partir de cinzas e fragmentos resgatados após o incêndio de 2018. Instalada justamente na sala onde o fogo teve início, a mostra convida à reflexão sobre memória, perda, reconstrução e esperança.

Argentina cabeceia para a final

Hélder Gomes

O bandoneón não é argentino. Foi desenvolvido na década de 1840 pelo comerciante e fabricante alemão Heinrich Band, em Krefeld, que lhe deu o nome e o promoveu como alternativa portátil ao órgão para as capelas sem meios, mas também para a música popular alemã. Atravessou o Atlântico na bagagem de emigrantes alemães e foi no porto de Buenos Aires que trocou os hinos pela saudade e se tornou a voz do tango, o som mais argentino de todos, apesar da certidão de nascimento germânica. Foi com ele que Astor Piazzolla compôs, em 1959, ‘Adiós Nonino’, uma elegia pela morte do pai.

Horas depois de a Argentina ter eliminado a Inglaterra nas meias-finais do Mundial 2026, o fole ainda parece insuflar e comprimir-se sobre o relvado. E se o bandoneão chegou de fora e ficou, Lionel Messi nasceu em Rosário e teve de partir. Tinha uma deficiência de crescimento e um tratamento caro que nenhum clube argentino conseguiu garantir. Foi o Barcelona que o assumiu, com a condição de a família se mudar para Espanha. Chegou lá aos treze anos. Do outro lado, uns ingleses que codificaram o futebol e o veem agora ser-lhes tocado de ouvido por quem o aprendeu depois. E, em fundo, as Malvinas, sempre as Malvinas.

A rivalidade moderna nasceu nuns quartas-de-final em Wembley, em 1966: a Inglaterra venceu por 1-0, com o capitão argentino Antonio Rattín expulso e o selecionador inglês Alf Ramsey a chamar “animais” aos adversários. Rattín morreu no sábado, a poucos dias de as duas seleções voltarem a cruzar-se. Vinte anos depois de Wembley, em 1986, e quatro anos depois de a Argentina ter perdido a guerra das Malvinas para o Reino Unido – 74 dias de conflito, cerca de 649 mortos argentinos –, Diego Maradona resolveu noutros quartas-de-final com dois golos. Primeiro a “Mão de Deus”, com que empurrou a bola para a baliza à socapa do árbitro. Minutos depois, uma corrida de sessenta metros por entre meia equipa inglesa resultou no que viriam a chamar “o golo do século”. Em 1998, foi a vez de David Beckham: expulso frente à Argentina nos oitavas-de-final do Mundial de França por um pontapé em Diego Simeone, deixou os ingleses com dez e viu-os cair nas grandes penalidades. A desforra veio em 2002, em Sapporo, e coube ao próprio Beckham: um pênalti deu à Inglaterra o 1-0 que atirou a Argentina para fora ainda na fase de grupos.

Espanha descobre que 70% dos imigrantes que se declaram menores não acompanhados são, na verdade, adultos

Paulo Hasse Paixão

Um novo relatório revela uma fraude generalizada na identificação etária entre os imigrantes que se declararam como menores à entrada em Espanha, com implicações significativas para os sistemas de asilo do país vizinho e por toda a Europa


O estudo revelou que 70% dos migrantes que se declaravam menores não acompanhados foram considerados adultos após verificação médica da idade. Entre os que entraram no país em 2024, 266 dos 378 indivíduos testados foram considerados maiores de 18 anos, revelando fraude sistémica no sistema de imigração espanhol.

As autoridades abriram 848 processos de determinação de idade no ano passado, mas mais de metade dos requerentes abandonaram o processo antes de se submeterem ao exame de raio-X ao pulso, um teste clássico usado para avaliar a idade óssea em crianças e adolescentes.

Madrid apresentou 29 queixas policiais envolvendo adultos alegadamente colocados em centros de proteção de menores. Resultados semelhantes foram relatados noutros países da Europa, incluindo França, Bélgica, Suécia e Alemanha, onde testes e investigações oficiais também encontraram elevadas proporções de imigrantes adultos entre aqueles que afirmam ser menores de idade.

A censura à vida: quando defender o inocente se torna crime

Maria Helena Costa

Num país que os onipresentes ativistas de esquerda nos tentam impingir como democrático e plural, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) — a nova PIDE — proferiu uma decisão vergonhosa, digna dos ‘tempos da outra senhora’: censurar e punir a exibição de um vídeo que, simplesmente, agradece à mãe por ter escolhido a vida. O vídeo “Obrigado Mãe”, produzido por Miguel Milhão e exibido em Maio de 2025 nos canais TVI, CNN Portugal, CMTV e News Now, foi classificado como uma violação da Lei da Televisão e do Código da Publicidade. O motivo? Ser “político”, não ser facilmente identificável como publicidade e, pior ainda, ser susceptível de “influenciar negativamente a formação da personalidade de crianças e adolescentes”. Como poderá um vídeo destes influenciar negativamente os mais novos? Sensibilizando-os para o valor absoluto da vida humana? Ou alertando-os para o mal profundo que é eliminar vidas humanas indefesas? 

É isto. Um vídeo que mostra a realidade crua de uma interrupção voluntária da gravidez — a mulher na maca, o procedimento, o destino final de um ser humano em formação colocado num saco de lixo — foi considerado perigoso. Porque diz “não” ao aborto. Porque defende a vida. Porque, do ponto de vista do bebé, agradece à mãe por não o ter eliminado. 

Como é possível que os que defendem a morte impeçam os que defendem a vida de se manifestar? 

A resposta é simples e aterradora: porque a cultura dominante já não tolera o contraditório. A narrativa oficial é sagrada: o aborto é um “direito inquestionável”, uma “escolha individual”, um acto de “liberdade”. Qualquer tentativa de mostrar o que realmente acontece — que se trata da eliminação deliberada de um ser humano indefeso — é imediatamente rotulada de “desinformação”, “ataque às mulheres” ou “discurso de ódio”. E o Estado, através da sua agência reguladora, transforma-se em polícia da ideologia. 

Milhares de queixas (mais de nove mil, segundo relatos) de associações pró-aborto foram suficientes para que a ERC abrisse processos contra-ordenacionais contra a TVI e a Media Livre, com multas que podem chegar aos 150 mil euros. Enquanto isso, campanhas, reportagens, séries e discursos que glorificam ou normalizam o aborto circulam livremente, sem qualquer censura. A hipocrisia é gritante: só um lado pode falar. O outro é silenciado. 

Joalheria de luxo na Barra da Tijuca é alvo de operação por venda de relógio falso de R$ 200 mil

Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão contra empresário investigado por comercializar um Patek Philippe adulterado com peças chinesas como se fosse original

Victor Serra

A Polícia Civil do Rio realizou, na manhã desta quinta-feira (16/07), uma operação contra o proprietário da joalheria Américas Joias, localizada no Shopping Città América, na Barra da Tijuca. O empresário é investigado por vender um relógio de luxo adulterado por R$ 200 mil.

A ação foi conduzida por agentes da 12ª DP (Copacabana), que cumpriram mandados de busca e apreensão contra o empresário André Vinícius Peralta, de 55 anos. Segundo a investigação, ele teria comercializado um relógio da marca suíça Patek Philippe como autêntico, embora a peça tivesse componentes internos de fabricação chinesa. 

Foto: Divulgação(PCERJ

De acordo com a Polícia Civil, o comprador adquiriu o relógio após receber a garantia de que o produto era original e estava em perfeitas condições. Posteriormente, uma perícia técnica concluiu que apenas a parte externa da peça era original, enquanto o mecanismo interno havia sido substituído, comprometendo sua autenticidade e valor de mercado.

Rio registra novo recorde de frio com 10ºC

Victor Serra

Foto: Daniel Martins/Diário do Rio

A cidade do Rio de Janeiro amanheceu ainda mais gelada nesta quinta-feira (16/7) e voltou a registrar a menor temperatura de 2026. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros marcaram 10,5ºC às 6h, na estação da Vila Militar, na Zona Oeste, superando o recorde anterior de 11,3ºC, registrado na quarta-feira (15/7). 

O frio também foi intenso na Baixada Fluminense. Em Xerém, distrito de Duque de Caxias, a mínima chegou a 9,6ºC, novo recorde do ano para o município. Já em Seropédica, os termômetros marcaram 10,4ºC durante a madrugada. 

As baixas temperaturas são resultado da atuação de uma massa de ar frio que avançou sobre o estado após a passagem de uma frente fria no último fim de semana. Com a diminuição da nebulosidade nas últimas madrugadas, o calor acumulado durante o dia escapou com mais facilidade, favorecendo um resfriamento mais intenso. 

Calor volta de forma gradual

Apesar do amanhecer gelado, a tendência é de elevação das temperaturas ao longo do dia. Nesta quinta-feira, a máxima prevista para a capital é de 26ºC, sob predomínio de sol e sem previsão de chuva, devido à atuação de um sistema de alta pressão. 

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[Fotografando por aí] Ellie

Julho de 2026, foto: Hilda Torres

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Marco Geodésico de Portugal 
À janela 
Praia do Pepê 

[Daqui e Dali] Portugal em números

Humberto Pinho da Silva

No intuito de informar, com dados oficiais difundidos em 22 de junho deste ano, pelo Instituto Nacional de Estatística, vou tratar matéria que não costumo abordar, mas que considero importante. 

Receio, porém, desagradar aos meus leitores. Digo "meus" porque o jornalista e escritor, Costa Barreto, que ocupava cargo de relevo no matutino "O Comércio do Porto", costumava dizer "O jornal não tem leitores; quem os tem são os colaboradores".

Dito isto, vou tecer curto introito para indicar, em minha opinião, a causa da queda da natalidade em Portugal.

Para mim, é devido à constante emigração de jovens em idade fértil; e igualmente, casamentos tardios, para concluir o curso universitário ou cuidar devidamente da carreira profissional.

Os casais têm por norma um ou dois filhos. Para repor a falta de natalidade é necessário recorrer à imigração, que devia ter sido controlada, e não de "Portas Abertas". Política que criou mal-estar na população, e atirou imigrantes para pobreza esquálida.

Hoje, Portugal tem 11.424.031 residentes, dos quais 1.597.539 são estrangeiros, legalizados (14,0%)

O envelhecimento demográfico continua: 19 idosos para 10 jovens.

Os estrangeiros residentes são: 1.507.539, sendo 913.249 homens e 684.290 mulheres.

Sendo 574.195 brasileiros, 103.140 angolanos, 93.683 indianos, 76.099 cabo-verdianos, 56.866 nepaleses, 56.724 cidadãos do Bangladesh, 53.555 guineenses, 53.555 ucranianos, 47.731 são-tomenses, 39.638 paquistaneses, 38.64 do Reino Unido, 32.784 italianos, 26.549 franceses, 23.439 chineses e 21.635 alemães, segundo o INE.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Dados e fé

Henrique Pereira dos Santos

Paulo Querido fez uma grande análise sobre o posicionamento político dos comentadores da imprensa escrita e tirou as conclusões que entendeu

Eu fiz um pequeno comentário: "O problema não está nos colunistas, onde há alguma variedade, o problema está nas redacções, que são todas de esquerda, incluindo o Observador".

Paulo Querido ficou ofendido com o comentário (que não critica o seu trabalho, apenas diz que o problema (subentende-se, do viés) não está tanto nos comentadores, mas mais nas redações, e respondeu: "Henrique Pereira Dos Santos o problema não está nas Redações, onde há alguma variedade, nem nos colunistas, idem. O problema está na idiotice — a sua — de achar que as convicções — as suas — substituem os factos e a ciência".

A resposta é uma boa ilustração da arrogância de jornalistas (e académicos) que lhes permite formular opiniões como se fossem certezas científicas.

Note-se que a minha opinião sobre o posicionamento político das redações é apenas a minha opinião, mas não é pelo facto da opinião de Paulo Querido vir embrulhada num grande trabalho de análise dos colunistas que a sua opinião sobre o posicionamento político das redacções deixa de ser uma opinião, como a minha, e não um facto estabelecido.

Levanta a mão para agradecer aos carros na passadeira?

A psicologia explica o que esse gesto revela sobre si

SOL

Há quem faça este gesto, sem pensar, sempre que um condutor trava para deixar atravessar. Psicólogos garantem que não é apenas educação e explicam o que este hábito revela sobre a forma como nos relacionamos com desconhecidos.

O gesto pode ser interpretado à luz da teoria dos cinco grandes fatores de personalidade, um dos modelos mais utilizados na psicologia para descrever traços humanos. Um desses fatores, a amabilidade, está associado à empatia, à cooperação e à preocupação genuína com o bem-estar dos outros. Agradecer a um condutor, mesmo numa interação de segundos, pode ser lido como uma pequena manifestação desse traço.

Na prática, este hábito reúne características do quotidiano como:

·         Empatia, ao reconhecer o esforço do condutor que interrompeu a marcha;

·         Consciência social, ao perceber que o trânsito é feito de pessoas e não apenas de veículos;

·         Atenção ao momento presente, já que o gesto exige estar concentrado no que se passa à volta;

·         Gratidão espontânea, sem cálculo ou intenção prévia.

Este gesto muda a forma como vivemos o trânsito?

O trânsito costuma ser associado a pressa, tensão e competição, o que torna um simples aceno de agradecimento capaz de alterar o tom de uma interação. Este tipo de cortesia funciona como reforço social e pode ter vários efeitos práticos no dia a dia:

Rio bate recorde de frio e registra madrugada mais gelada de 2026

Massa de ar seco derrubou as temperaturas em todo o estado, mas a previsão indica dias ensolarados e sem chuva nos próximos dias

Altair Alves

O Rio de Janeiro amanheceu sob forte frio nesta quarta-feira (15/7) e registrou a menor temperatura do ano na capital. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros marcaram 11,3°C na Vila Militar, na Zona Oeste, às 7h, estabelecendo um novo recorde de frio em 2026.

As baixas temperaturas também foram registradas em outras regiões do estado. Em Xerém, distrito de Duque de Caxias, os termômetros chegaram a 11°C no mesmo horário, igualmente a menor marca do ano no município. Já em Nova Friburgo, na Região Serrana, a mínima foi ainda mais intensa, com 3,7°C registrados às 4h.

Segundo a Climatempo, o frio acentuado foi provocado pela diminuição da nebulosidade desde a noite de terça-feira (14/7). Com o céu mais aberto durante a madrugada, houve maior perda de calor da superfície, favorecendo a queda das temperaturas em diversas localidades fluminenses.

Jogadores do Vasco se surpreendem com 1º treino de Pedro Emanuel

Novo técnico do Vasco da Gama para a sequência da temporada, Pedro Emanuel causa boa impressão no elenco após primeiro treino

Aniele Lacerda

Novo técnico do Vasco para a sequência da temporada, Pedro Emanuel deixou boa impressão na sua primeira atividade no CT Moacyr Barbosa. O treinador esteve acompanhando o grupo no jogo-treino do último fim de semana. 

Foto: Matheus Lima/Vasco

Assim, a partir da segunda-feira (13), data da sua apresentação oficial, o comandante português assumiu a equipe durante os treinos. Conforme apurou o perfil Plantão Vascaíno, os jogadores do Gigante da Colina ficaram surpresos com o estilo do treinador.

Ainda segundo informações do perfil, o treinador se destacou pela intensidade nos treinos. Pedro Emanuel chegou ao Clube após frustração da gestão em negociação envolvendo Fernando Seabra, do Coritiba. No entanto, Admar Lopes destacou que o português já estava na lista.

O comandante estreará no comando do Vasco no confronto diante do Vitória, válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. As equipes se enfrentam nesta quinta-feira (16), em Salvador.

Título e Texto: Aniele Lacerda, Vasco Notícias, 14-7-2026 

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Contos loucos dos moucos (LXXI) – Lancha perdida

Eça de Queiroz

Pode alguém estranhar que As Farpas não contenham nunca uma página dada ao romance, à imaginação. Pois bem – aqui está um conto, com paisagem, passado à beira-mar.

Era há dias, ao fim da tarde, na Foz. O céu, no alto, tinha a brancura de uma porcelana: já a decoração inflamada do poente se apagava, e grandes tons dourados desbotavam numa tinta roxa. O mar, de um azul duro, estava riscado de espumas. Entre as rochas, na praia, a maresia era violenta; e na linha da barra sucediam-se, uma após outra, largas ondas monótonas.

Vinha a entrar uma lancha à vela. As ondas tomavam a pequena embarcação pela popa; ela fugia à bolina, rijamente impelida. Uma vaga maior sacode-a furiosamente. Pescadores, mulheres, no largo, ao pé do Castelo, rompem a gritar. Há ali perto uma barraca de saltimbancos. Dois palhaços, já vestidos, caiados, com guizos, vieram olhar, pasmados.

A lancha corria. Ergue-se sobre ela outro mar mais forte. “Está livre!, não está livre! Santo Deus! Jesus!” A onda, quebrando, apanhou-a pela popa, ergueu-a, balançou-a, e por momento viu-se apenas, na espuma, a vela oscilar, com a lenta palpitação da asa de um pássaro que morre.

Nas praias mulheres gritavam, de bruços sobre o chão. Os palhaços empalideciam sob o alvaiade. A sombra da noite caía.

A lancha tinha escapado. Correram todos ao cais, vê-la atracar. Vinha cheia de água, com a vela molhada até meia altura, os remos partidos. O patrão, um velho baixo, seco, de cabeça branca sob um barrete de pele de lontra, atirava para fora a corda da rede. Tinham trazido dez ou doze pescadas!

[Língua Portuguesa] Essa ou esta: entenda as diferenças de uso


Flávia Neves 

As palavras esta e essa existem na língua portuguesa e estão corretas. São pronomes demonstrativos, sendo as formas femininas dos pronomes este e esse.

Enquanto pronomes demonstrativos, situam alguém ou alguma coisa no tempo, no espaço e no discurso em relação às próprias pessoas do discurso: quem fala (este e esta) ou com quem se fala (esse e essa).

Assim, embora parecidas, estas palavras são utilizadas em situações diferentes. O que as diferencia é uma questão referencial.

Diferenciação no espaço

Esta é usado quando o que está sendo demonstrado está perto da pessoa que fala.
Essa é usado quando o que está sendo demonstrado está longe da pessoa que fala e perto da pessoa a quem se fala.

Diferenciação no tempo

Esta é usado no tempo presente em relação à pessoa que fala.
Essa é usado no tempo passado ou futuro em relação à pessoa que fala.

Diferenciação no discurso

Esta é usado para referir o que vai ser mencionado no discurso.
Essa é usado para referir o que foi mencionado no discurso.

[Quadro da Quarta] Midi dans les Alpes – ou Journée venteuse

Meio-dia nos Alpes, ou Dia ventoso, óleo sobre tela, Giovanni Segantini, 1891 


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terça-feira, 14 de julho de 2026

[Livros & Leituras] A tragédia da Rua das Flores

Eça de Queiroz, Círculo de Leitores, maio de 1981, 346 páginas. 

Tragédia da Rua das Flores é um romance de Eça de Queirós escrito em 1877.

O texto foi adaptado, em 1981, para o formato televisão, com Lourdes Norberto e Antonino Solmer nos papéis principais e a direção a cargo de Ferrão Katzenstein.

Em 1982 foi feita uma adaptação teatral que contou com a participação de Simone de Oliveira, Carlos Daniel e Armando Cortêz. Wikipédia

***

«Era no Teatro da Trindade, representava-se o Barba Azul.» Este é o cenário em que se inicia a acção de A Tragédia da Rua das Flores, romance de Eça de Queiroz que ele mesmo qualificou como «livro cruel» e que permaneceu inédito durante mais de um século. Escrita entre 1877 e 1878 e apenas publicada em 1980, esta é a história da paixão fatal de Vítor e Genoveva, que Eça acabaria por deixar por corrigir e editar, mas que serviu de ponto de partida para que em 1888 os leitores recebessem aquela que é a sua obra-prima, Os Maias. A presente edição de A Tragédia da Rua das Flores recupera e corrige o texto da primeira edição, com fixação e notas de João Medina e A. Campos Matos. 

"A Tragédia da Rua das Flores não é dos romances de Eça de Queiroz mais conhecidos e editados, o que é pena. A existência do romance remonta a 1877, quando Eça o menciona em correspondência ao seu editor. Contudo, só viria a ser publicado mais de cem anos depois, após muita discordância familiar; o escândalo era temido pela viúva e pela filha. 

Não sem alguma razão para o temor, o tópico do romance é uma relação incestuosa que o autor desenvolve em episódios rápidos, curtos e intensos. Um drama moral cruel e chocante elevado a dimensões de tragédia grega. 

A história da concepção e publicação desta obra é-nos contada no primoroso prefácio que antecede o romance; muitas foram as voltas dadas pelo rascunho encontrado nas gavetas familiares até ser publicado e chegar às mãos dos leitores. 

"O flagrante do tratamento ilegal e desigual imposto a Bolsonaro está escancarado"


Ilha de Ivo Pitanguy é avaliada em R$ 550 milhões e se torna a mais cara já anunciada na América do Sul

Valor da propriedade em Angra dos Reis foi revelado pelo jornal britânico The Times; ilha reúne pista de pouso, praias privativas e quase 300 mil m² de Mata Atlântica

Victor Serra

A famosa Ilha dos Porcos Grandes [foto], que pertenceu ao cirurgião plástico Ivo Pitanguy, ganhou um novo título no mercado imobiliário de luxo. Segundo revelou o jornal britânico The Times, a propriedade, à venda há alguns meses, está sendo oferecida por US$ 100 milhões, o equivalente a cerca de R$ 550 milhões. O valor coloca o imóvel, localizado em Angra dos Reis, como a ilha mais cara já anunciada à venda na América do Sul.

Com aproximadamente 299,5 mil metros quadrados de área total e 1.391 metros quadrados de área construída, a propriedade reúne uma estrutura considerada rara até mesmo no mercado internacional de imóveis de luxo. O complexo conta com residência principal e seis bangalôs em estilo mediterrâneo, que somam nove suítes distribuídas em diferentes edificações, projetadas para preservar a privacidade e a integração com a Mata Atlântica.

Entre os diferenciais estão uma pista de pouso privativa de cerca de 400 metros, apta para aeronaves de pequeno porte, um cais exclusivo para grandes embarcações, praias particulares, nascentes de água doce e áreas de preservação ambiental. A infraestrutura ainda inclui quadra de tênis, trilhas, mirantes naturais e circulação interna por carrinhos elétricos.

Responsável pela comercialização, a VRL Luxury Brokerage afirma que a propriedade também pode ser destinada a empreendimentos como resort de eco-luxo, retiro de bem-estar, branded residences ou residência privada de alto padrão. Ao longo dos anos, a ilha recebeu personalidades internacionais, entre elas o ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter.

Fim dos talões: Rio estreia estacionamento rotativo digital nesta sexta-feira com pagamento pelo app Jaé

Novo sistema começa pela Lagoa Rodrigo de Freitas, terá fiscalização eletrônica e permitirá pagamento por PIX ou cartão de crédito no aplicativo

Mariana Motta

A Prefeitura do Rio regulamentou, nesta terça-feira (14), o Rio Rotativo Digital, novo sistema de estacionamento rotativo que substituirá os tradicionais talões de papel pelo aplicativo Jaé. O projeto-piloto será implantado a partir da próxima sexta-feira (17) no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas, onde 667 vagas passarão a operar no novo modelo. A tarifa permanece em R$ 2 para até duas horas de permanência, com possibilidade de renovação até o limite de seis horas.

A implantação ocorrerá de forma gradual, conforme a instalação da nova sinalização nas vias. Durante o período de transição, os motoristas serão orientados sobre o funcionamento do sistema e não serão autuados exclusivamente por descumprimento das novas regras.

Como vai funcionar o Rio Rotativo Digital

Com o novo modelo, o motorista deverá utilizar o aplicativo Jaé para registrar o uso da vaga. Após estacionar em um local sinalizado, será necessário acessar a plataforma, selecionar a opção “Rio Rotativo”, confirmar o endereço identificado pelo GPS, informar a placa do veículo e escolher o tempo de permanência. O pagamento será realizado por meio da carteira digital do aplicativo, abastecida via PIX ou cartão de crédito.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), a mudança busca modernizar o controle das vagas públicas e acabar com a cobrança irregular em áreas de estacionamento rotativo.

Lagoa será a primeira região a receber o sistema

A fase inicial do Rio Rotativo Digital será implantada em sete bolsões de estacionamento no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas. Ao todo, serão 667 vagas, distribuídas ao longo das avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa, além das proximidades do Clube Caiçaras, Clube Piraquê, Parque das Taboas, Parque dos Patins e Parque do Cantagalo.

[Aparecido rasga o verbo] Ela se tornou o meu elo de ligação feito de amor e pura magia

Aparecido Raimundo de Souza

Para a Lilia, a minha princesa oculta que guardo no coração.

A NOSSA VIDA, por mais simples que seja, tem dessas coisas que a razão não explica, mas o coração entende antes mesmo de pensar. Muita gente por aí diz e repete: “quando um casamento acaba, tudo o que veio com ele vai por água abaixo também”. De certa forma, não deixa de ser verdade. Os parentes viram conhecidos, os laços se desfazem, os caminhos se separam para sempre e cada um segue o seu, sem olhar para trás. Eu também, um dia, achei que fosse realmente assim.

Até que o tempo, com a sua sabedoria quieta e contemplativa, me mostrou o contrário, e o fez na figura de uma menina que chegou à minha vida como irmã da minha então esposa Carla, e que com o passar dos anos deixou de ser apenas minha cunhada para ser, para todos os efeitos de sentimento, mais uma filha que a vida me deu de presente. Seu nome, Lília. Quando eu era casado com a Carla, ela ainda era pequena, e eu sempre a tratei com todo o carinho do mundo, exatamente como se fosse uma filha. 

Dava conselhos, ouvia as suas histórias, ficava feliz com as suas vitórias, muitas vezes me preocupava com os seus medos e tristezas. E quando chegou o dia da separação, aquele momento em que muita gente some, em que portas se fecham e silêncios se instalam, o que aconteceu com a gente foi exatamente o oposto. Nós nos aproximamos ainda mais. Nunca deixamos de conversar, de nos contar como foi o dia, de compartilhar o que dava no coração.

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