quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

[Língua Portuguesa] Militantes DAS ou NAS redações?


Frequentemente, leio “militantes das redações” quando o(a) autor(a) quer se referir àquele jornalista que escreve, não se atendo aos fatos, mas opinando sobre aquela personalidade política, positiva ou negativamente.

Sempre tive a dúvida: esse jornalista é militante DA redação ou militante NA redação?

Eis o que informa o Dicionário Houaiss:

Adjetivo de dois gêneros e Substantivo de dois gêneros

1: que ou aquele que milita, que combate

2: que ou aquele que defende ativamente uma causa

Exemplos: socialista militante; militante DO feminismo

3: que ou aquele que exerce efetivamente uma atividade

Exemplos: médico militante; militante DO magistério

Então, entendo que esse jornalista é militante daquele partido e/ou daquela ideologia. Isto é, ele milita/defende aquele partido, aquela ideologia, não a redação. Portanto, ele é/está militante NA redação.

Aliás, muita gente deixa de ler aquele jornal/assistir àquela TV, justamente porque não concorda com aquele militante (DO partido tal) NA redação. 

Colunas anteriores:
Voz de taquara rachada: significado da expressão 
Macacos me mordam: significado da expressão 
“Cada macaco no seu galho” 
O que significa “Montra em execução”? 
“Amigo da onça”: origem e significado da expressão

Um olhar filial a Portugal

Rafael Nogueira

Se o Brasil tivesse uma mãe simbólica (nação e pátria-mãe são termos que puxam o feminino), Portugal personifica o pai: aquele que estabelece a ordem, impõe a justiça, institui a lei, edifica a estrutura e traça o percurso. Enquanto a mãe oferece o substrato afetivo, o útero da terra e os costumes nativos, o pai provê o eixo, a direção e a construção. A perda desse eixo identitário pode levar um país a um ressentimento histórico estéril e a uma adesão a modismos efêmeros.

O primeiro elo inegável é a língua. O português, em sua riqueza, expande o horizonte da imaginação, ao mesmo tempo em que oferece um instrumental lógico-prático robusto. Simultaneamente, ele cria intimidade e demarca limites, permitindo a expressão da ternura, da ironia, da solenidade, e até mesmo da frieza calculista quando usado como arma.

Essa unidade linguística foi crucial para forjar uma coesão mental em um território que, por sua vasta geografia, naturalmente tenderia à fragmentação. O mapa brasileiro poderia ter se desdobrado em um mosaico de províncias rivais, cada qual com seu dialeto, sua vaidade local e seu líder carismático. Contudo, o idioma português teceu um centro de gravidade que impediu a desintegração nacional.

A segunda camada desse elo reside no temperamento civilizacional, perspicazmente observado por Gilberto Freyre. Portugal não emergiu no Atlântico como um bloco monolítico, mas como um povo forjado por misturas, contatos e acomodações sucessivas. Na análise freyriana, a Península Ibérica é um palimpsesto cultural, profundamente romanizada, com continuidade visigótica, permeada por influências africanas e marcada pela convivência, por vezes tensa, mas sempre fértil, entre diversas culturas.

A romanização legou-nos a infraestrutura, as instituições, a técnica e a linguagem latinizada que ainda moldam nosso pensamento. As sucessivas invasões não anularam esse legado, mas o adaptaram. E a história do Brasil, se começa com o "achamento", tem raízes fundas que remontam à dominação romana na Península Ibérica. Portugal atuou como o agente singular que traduziu a ordem jurídica romana para o contexto tropical. Sem essa base, o Brasil seria meramente um vasto espaço habitado, desprovido de uma estrutura civilizatória profunda.

Metrô Rio sobe para R$ 8,20 e mantém tarifa mais cara do Brasil

A tarifa do Metrô Rio vai subir de R$ 7,90 para R$ 8,20 a partir de 12 de abril

Quintino Gomes Freire

A tarifa do Metrô Rio vai subir de R$ 7,90 para R$ 8,20 a partir do dia 12 de abril. O aumento, de R$ 0,30, representa reajuste de 3,8% e será publicado no Diário Oficial do estado, segundo a concessionária. 

Com o novo valor, o metrô da capital fluminense segue como o mais caro do Brasil. O impacto recai direto no orçamento de quem depende do transporte todos os dias.

O reajuste anterior ocorreu em abril de 2025, quando a passagem passou de R$ 7,50 para R$ 7,90. O aumento anual está previsto no contrato de concessão firmado com o governo do estado.

Ônibus e demais modais também subiram

O transporte municipal do Rio também ficou mais caro neste ano. Desde janeiro, as tarifas de ônibus, VLTBRT, vans e os chamados “cabritinhos” passaram de R$ 4,70 para R$ 5.

Quando o telefone toca, o perigo atende


João Financeira

Por muito tempo, o telefone fixo foi sinônimo de conversa, notícia e proximidade. Hoje, para milhares de aposentados e pensionistas, ele se transformou em porta de entrada para prejuízo financeiro, dor de cabeça e, em alguns casos, desespero.

Nos últimos meses, aumentou de forma preocupante o número de golpes direcionados a quem recebe benefício do INSS. E o que mais assusta é que os criminosos já não agem de forma amadora. Eles sabem o nome do beneficiário, o valor aproximado do benefício, o banco onde recebe e até se existe ou não empréstimo consignado ativo.

Esse nível de informação faz com que a conversa pareça legítima. O golpista se apresenta como funcionário de banco, correspondente autorizado ou até servidor público. Fala com segurança, usa termos técnicos e cria urgência: diz que há um erro, uma liberação pendente ou uma oportunidade que “expira hoje”.

É nesse ponto que muitos caem.

O golpe mais comum envolve o consignado. A promessa costuma ser de quitação antecipada, redução da parcela ou liberação de um “valor residual”. Para isso, pedem confirmação de dados, envio de documentos ou um pagamento inicial, supostamente necessário para liberar o benefício maior. O dinheiro sai. A promessa não se cumpre. O prejuízo fica.

🚨 Chocante o que se passa na Islândia!

Alexandre Rocha — descendente português emigrado na França e agora a viver em Reiquiavique, gerente de hotel — perdeu a custódia exclusiva do filho de 11 anos só porque se opõe à transição de gênero da criança.  

O menino, diagnosticado com autismo atípico + TDAH, começou a identificar-se como rapariga aos 8 anos. A mãe apoia bloqueadores da puberdade e hormonas. Alexandre defende que o filho é demasiado novo, não entende as consequências e que as comorbilidades complicam tudo.  

A 10 de dezembro de 2025 o tribunal de Reiquiavique deu custódia total à mãe, autorizou nome feminino e tratamentos médicos irreversíveis. O pai fica com fins de semana alternados + 4 semanas no verão.  

Nenhum pai devia ser castigado por querer proteger o filho. As crianças não são experimentos de ideologia!

Título e Texto: Padeira de Aljubarrota, X, 24-2-2026, 21h38

O STF não pode ser cúmplice de um ministro intimidador

A OAB enviou ofício ao STF apontando a arbitrariedade do inquérito das fake news. Mas erra ao reconhecer a legitimidade inicial do arbítrio

Mario Sabino

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A OAB enviou um ofício a Edson Fachin, presidente do STF, no qual pede o fim do inquérito das fakes news.

A entidade, um dia gloriosa no combate ao arbítrio, “externa extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração” e requer “que sejam adotadas providências voltadas à conclusão dos chamados inquéritos de natureza perpétua”.

Muito bem, finalmente a OAB se manifestou sobre a barbaridade, mas há um problema no ofício: a entidade reconhece a legitimidade inicial do inquérito das fake news ao dizer que “é inegável que a instauração do referido inquérito ocorreu em ambiente de grave tensão institucional, marcado por ataques reiterados à honra e segurança de ministros da Suprema Corte”.

No documento, a OAB acrescenta que “justamente por se tratar de solução institucional extraordinária, concebida para responder a circunstâncias igualmente extraordinárias, sua condução e permanência no tempo reclamam cautela ainda maior”.

É preciso que se repita: assim como os atos institucionais extraordinários da ditadura militar nunca foram legítimos, também jamais houve licitude nessas “soluções institucionais extraordinárias, concebidas para responder a circunstâncias igualmente extraordinárias”, que o STF inventou a partir de 2019, ofendendo os princípios constitucionais que deveriam reger o Brasil.

Afirmar que a democracia brasileira não dispunha de mecanismos legais suficientes para combater ameaças circunstanciais e que, por isso, era preciso encontrar atalhos inconstitucionais, é discurso falacioso de gente oportunista, destinado a amedrontar um rebanho de ingênuos. O reconhecimento de qualquer legitimidade no inquérito das fake news e nos seus assemelhados é deixar o caminho aberto para que a história se repita.

De qualquer forma, a iniciativa — tardia — da OAB aponta para uma luz no final do túnel, e esperemos que a maioria dos ministros do STF caia em si para que saiamos deste período obscuro.

[Quadro da Quarta] “O Concerto”, Nicolas Tournier, 1630-1635

Atualmente no Museu do Louvre. 

Anteriores: 
Construção do Palácio de Versailles 
Paisagem mediterrânica 
O menestrel no seu jumento 
Henri de La Rochejaquelein combatendo em Cholet, 17 de outubro de 1793 
Somnambulant

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

[Livros & Leituras] Les nouveaux antisémites – Enquête d’une infiltrée dans les rangs de l’ultragauche

Nora Bussigny, Éditions Albin Michel, Paris, octobre 2025, 272 pages.

Le livre de Nora Bussigny est insupportable à lire; c'est justement pour cela qu'il faut le lire.
Les Echos

Prix Edgar Faure 2025 du livre politique

Depuis le massacre du 7 octobre 2023, la machine s'est emballée. Avec la perspective des élections municipales de 2026 puis des présidentielles de 2027, les digues fragiles du « vivre-ensemble » ont cédé.

De certains campus universitaires aux bancs de Sciences-Po, des municipalités où agissent des organisations liées à l'islam radical aux meetings de La France insoumise, Nora Bussigny a infiltré manifestations, groupes de paroles, happenings, boucles Telegram en France, à Bruxelles et à Columbia, là où sévissent les rangs les plus radicaux de l'ultra gauche.

Le tableau qu'elle brosse est glaçant : sous couvert d'antisionisme, c'est l'antisémitisme qui sévit.

Mais de qui et de quoi est-il le nom ? 

Nora Bussigny est journaliste d'investigation. Elle est l'auteure des Nouveaux Inquisiteurs (Albin Michel, 2023), enquête spectaculaire au coeur du militantisme dit « woke ». 

Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026: 48.978 acessos!

Russia Faces Five Geostrategic Challenges As The Special Operation Enters Its Fifth Year

Andrew Korybko 

As it’s always done, Russia is expected to ensure its sovereignty, security, and thus its survival through the creative interplay between its political, military, intelligence, diplomatic, expert, and civil society communities

Russia’s special operation against NATO-backed Ukraine just entered its fifth year. The last three anniversaries were reflected upon herehere, and here, and keeping with tradition, the present piece will review what happened over the past year and forecast what might be come in the next one. Generally speaking, Russia now faces five geostrategic challenges that are expected to shape its approach towards the US-mediated peace talks with Ukraine and its grand strategy overall, namely:----------

* NATO Influence Is Poised To Expand Along Russia’s Entire Southern Periphery

Last August’s “Trump Route for International Peace and Prosperity” (TRIPP) along Armenia’s southern Syunik Province has the dual function of a NATO military-logistics corridor through the South Caucasus to Central Asia. Spearheaded by member state Turkiye with allied Azerbaijan serving as the launchpad across the Caspian, TRIPP threatens to revolutionize Russia’s regional security situation for the worse if these threats aren’t contained, especially if it emboldens Kazakhstan to follow in Ukraine’s footsteps.

* The US Supports The Revival Of Poland’s Long-Lost Great Power Status

September 2025 Was The Most Eventful Month For Poland Since The End Of Communism” for the 18 reasons enumerated in the preceding hyperlinked analysis, which set Poland up to play a central role in the US’ National Security Strategy for containing Russia after the Ukrainian Conflict ends. It already has the EU’s largest army, is located in the middle of pivotal military-logistics corridors, and is very eager to revive its long-lost Great Power status and attendant historical rivalry with Russia at Moscow’s expense.

* The EU Is Unprecedentedly Militarizing And Upgrading Its Military-Logistics

De facto EU leader “Germany Is Competing With Poland To Lead Russia’s Containment” in no small part through the nearly $100 billion in defense procurement projects that it approved last year alone. The EU as a whole is also militarizing too with the help of the €800 billion “ReArm Europe Plan”. To make matters even more concerning for Russia, the “military Schengen” for optimizing the dispatch of troops and equipment towards its borders continues apace, with the Baltic States newly committing to join this too.

Rio de Janeiro: O valor da imagem e o futuro da cidade

O presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Josier M. Vilar, defende a preservação da imagem internacional da cidade e alerta para retrocessos simbólicos após publicidade em hotel de Ipanema

O Rio de Janeiro travou, ao longo das últimas décadas, uma batalha silenciosa, porém estratégica, pela sua reputação internacional. Houve um período em que campanhas promocionais equivocadas ajudaram a consolidar no exterior um imaginário reducionista: o de que a cidade estaria associada a uma ideia de sensualidade permissiva como ativo turístico central.

A revisão dessa narrativa foi fundamental.

A Embratur e os órgãos estadual e municipal de turismo reformularam suas estratégias de comunicação, retirando imagens e conceitos que reforçavam estereótipos.

Passou-se a destacar aquilo que verdadeiramente nos define: patrimônio natural único, diversidade cultural, potência criativa, vocação para grandes eventos, capacidade empresarial e relevância econômica.

Essa mudança não foi apenas estética — foi civilizatória.

Cidades competem globalmente por turistas, investidores, talentos e centros de pesquisa. Reputação é ativo econômico. Para uma metrópole que deseja consolidar-se como polo de inovação, energia, economia criativa, saúde e comércio exterior, a imagem internacional não é detalhe: é estratégia.

Ser reconhecida como cidade violenta é profundamente danoso. Mas ser rotulada por um “sex appeal” distorcido também compromete nosso projeto de futuro. Não se trata de moralismo. Trata-se de responsabilidade institucional e proteção social. Narrativas duvidosas podem atrair perfis predatórios, explorar vulnerabilidades e perpetuar desigualdades.

notícia publicada neste Diário do Rio de publicidade exposta nos tapumes de um hotel em Ipanema, com características ambíguas, é um alerta de que precisamos agir preventivamente.

23-2-2026: Oeste sem filtro – OAB acorda e pede fim do inquérito das fake news + Fachin arquiva pedido de suspensão de Toffoli


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[Aparecido rasga o verbo] Emanuelly

Aparecido Raimundo de Souza

NAQUELA MANHÃ, de 11 de fevereiro de 2016 o sol parecia brincar de esconde-esconde entre as nuvens. Emanuelly caminhava pela rua com passos leves, seguia como quem carrega dentro de si um segredo alegre. O vento bagunçava seus cabelos, mas ela não se importava: havia algo de mágico em sentir o mundo se mover ao seu redor. O padeiro acenou, a vizinha sorriu, e até o cachorro da esquina latiu como se a saudasse. Emanuelly tinha esse dom raro de transformar o cotidiano em festa. Não precisava de grandes acontecimentos; bastava um olhar curioso, uma risada espontânea, e pronto: o dia ganhava cor.

Enquanto seguia, reparou numa árvore florida. Parou. Observou. E pensou que talvez a vida fosse exatamente isso: uma sucessão de pequenas pausas, momentos em que o coração se permite admirar o que é simples. Emanuelly sorriu, se abriu altaneira porque sabia que, no fundo, cada instante guardava uma história esperando para ser contada. E assim, entre passos e pensamentos, ela seguia inventando mundos, não com tinta ou papel, mas com a delicadeza de quem sabe que viver é, também, escrever uma crônica invisível todos os dias. Emanuelly tem apenas onze anos, mas já carrega nos olhos a claridade de quem descobre o mundo como quem abre um livro novo.

Há nela uma curiosidade que dança, leve, como o vento que atravessa as manhãs do bairro pacato onde mora com seus pais. Filha de Ana Paula e Ricardo, ela nasceu sob o signo de peixes, em meio a uma história de amizade improvável: um encontro no cotidiano de um posto de saúde, onde Ricardo trabalhava como segurança. Foi ali que a vida, com a sua delicadeza invisível, teceu laços que se transformaram em afeto, confiança e companheirismo. Emanuelle cresceu dentro desse tecido de amizade, se desenvolveu como uma flor que se abre em terreno fértil. Na rua, quando caminha, parece que o mundo se inclina para ouvir seus pensamentos.

[Livros & Leituras] La Furia – Fort comme une bête, libre comme un dieu

#17, janvier-février-mars 2026, Éditions La Furia, Levallois-Perret, 128 pages. 


👍👍👍👍👍

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Uma outra voz

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Canetada final: Fachin enterra investigação e blinda Toffoli

Em uma canetada definitiva, o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, assinou o atestado de óbito da investigação que tirava o sono do ministro Dias Toffoli.


O processo AS 244 (Arguição de Suspeição), sob rigoroso sigilo, era o ponto de colisão entre a Polícia Federal e a cúpula do Judiciário.

A PF colocou sobre a mesa de Fachin um dossiê com mensagens e documentos que mostravam uma conexão direta entre negócios da família de Toffoli - incluindo um resort no Paraná - e o Grupo Master.

Pressionado pelas evidências, Toffoli já havia renunciado à relatoria do Caso Master, cedendo o lugar ao ministro André Mendonça. Parecia um recuo estratégico, mas o movimento de Fachin transformou a retirada em uma vitória total.

Ao decretar o arquivamento sumário e declarar a decisão transitada em julgado - sem margem para recursos de órgãos de controle como a PGR - Fachin não apenas encerrou o processo, ele blindou mais uma vez seus ministros.

A decisão protege completamente Toffoli do alcance da Polícia Federal e inviabiliza o uso das provas colhidas sobre o Grupo Master para fins de persecução penal.

Sem processo ativo, os indícios de transações imobiliárias e mensagens interceptadas perdem força, e qualquer tentativa de reabertura esbarra na coisa julgada.

Ao lacrar o caso, o STF reforça a tese da autoproteção.

Fernando Diniz é demitido do Vasco

A demissão de Fernando Diniz ocorre após a derrota do Vasco da Gama na semifinal do Carioca, contra o Fluminense

Anderson Montalvão

O técnico Fernando Diniz foi demitido do Vasco da Gama após a derrota por 1×0 para o Fluminense, no Nilton Santos, pelo jogo de ida semifinal do Campeonato Carioca. 

Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Fernando Diniz não concedeu entrevista coletiva depois da partida. O anúncio oficial foi feito pelo presidente Pedrinho e pelo diretor de futebol Admar Lopes, que compareceram à imprensa para comunicar o desligamento.

Em pronunciamento, Pedrinho agradeceu ao treinador pela dedicação ao Clube. Ele também informou que Bruno Lazaroni assumirá interinamente até a chegada de um novo comandante.

“Venho informar o desligamento do Fernando Diniz como treinador do Vasco. Quero fazer um agradecimento por todo o carinho que ele teve comigo e pela instituição. Num momento bem difícil do clube, ele aceitou o convite e encarou o desafio e o projeto do Vasco, sempre trabalhando com muito empenho e dedicação, durante muito tempo, com muito esforço para que a gente tivesse bons resultados”, declarou o presidente.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Onde é? Qual o nome? 😉


Trump 2.0’s Grand Strategy Against China Is Slowly But Surely Coming Together

Andrew Korybko 

This is the grand strategic context within which Russia’s talks with the US and Ukraine are taking place

Casual observers are convinced that Trump is a madman with no method behind his madness, but the reality is that he and his team – collectively known as Trump 2.0 – are slowly but surely implementing their grand strategy against China. Every one of their moves abroad should be seen as a means to this end. They want to comprehensively contain China and then coerce it into a lopsided trade deal that “rebalance[s] China’s economy toward household consumption” per the National Security Strategy.

Trump 2.0 doesn’t want to go to war over this, however, which is why they’re careful to avoid replicating the Imperial Japanese precedent. Piling too much economic-structural pressure on China at once could spook it into lashing out in desperation before the window of opportunity closes. They therefore decided to gradually deprive China of access to markets and resources, ideally through a series of trade deals, in order to imbue the US with the indirect leverage required to peacefully derail China’s superpower rise.

The US’ trade deals with the EU and India could ultimately result in them curtailing China’s access to their markets under pain of punitive tariffs if they refuse. In parallel, the US’ special operation in Venezuela, pressure against Iran, and simultaneous attempts to subordinate Nigeria and other leading energy producers could curtail China’s access to the resources required for fueling its superpower rise. The combined effect thus far is already placing immense pressure upon China to cut a deal with the US.

[Discos pedidos] Canções de amor

No Rio, o turista nunca tem razão: Hotel Pestana segura R$13 mil de hóspede doente e se recusa a remarcar estadia

Turista mineira fica doente antes da viagem, e depois de passar o dia tentando falar com a Central de Reservas do Hotel de Luxo e mandar o atestado médico, recebe a informação de que o Pestana Rio Atlântica vai ficar com o dinheiro dela e com o quarto. Pra hóspede, que não queria reembolso e sim apenas remarcar, fica só o prejuízo e uma péssima imagem do Rio.

Gabriella Lourenço


O que seria um fim de semana de descanso no Rio – em alta temporada – terminou em frustração e prejuízo para uma turista mineira que acabou perdendo R$ 13 mil após adoecer na véspera da viagem e não conseguir ser atendida e nem remarcar a hospedagem num hotel de luxo na praia de Copacabana, na Zona Sul da capital. O hotel ficou com a grana e com o quarto, e o sonho de conhecer o Rio em grande estilo virou pesadelo.

A reserva de Liliane Souza – com valor bem alto por conta da alta temporada – previa apenas três diárias com café da manhã, de sexta (20/2) a domingo (23/2), em uma super suíte de frente para o mar no Pestana Rio Atlântica, da famosa rede portuguesa de hotéis de alto padrão, com pagamento antecipado na modalidade tarifa pré-paga. Segundo a cliente, não houve assinatura de nenhum contrato físico, mas a informação de que não seriam permitidas alterações ou reembolso constava nas condições da reserva online, em cláusulas com letras reduzidas, onde também está escrito que só a primeira diária seria perdida caso não houvesse o comparecimento – “bem confuso”, diz a agente de viagens. É justamente esse tipo de previsão que, muitas vezes, passa despercebido no momento da contratação e acaba gerando impacto financeiro significativo quando ocorre um imprevisto.

Na quinta-feira anterior ao check-in, a hóspede informou ao Hotel por e-mail – pois a central de reservas não atendia o telefone por supostos “problemas técnicos” – através da agência de viagens, Korptur, que enfrentava um problema de saúde que a impossibilitava de viajar. Atendida pela atendente Bárbara, a agente de Liliane não solicitou o reembolso e sim apenas alteração das datas, inclusive se dispondo a pagar multa equivalente a uma diária e eventual diferença tarifária caso o novo período fosse mais caro (embora nada seja mais caro que o carnaval e o réveillon no Rio). Mesmo com o envio de relatório médico para comprovar a condição, o hotel negou-se a fazer a remarcação com base numa “política de tarifa não reembolsável” e mantido a cobrança integral. O DIÁRIO teve acesso ao atestado médico e receituário que comprovam a história.

Totens com botão de emergência e câmeras com IA chegam à Barra em projeto piloto da PM

A Polícia Militar do Rio instala a partir de sexta-feira (27) seis totens com câmeras inteligentes e botão de emergência no entorno do Condomínio Novo Leblon, na Barra da Tijuca

Quintino Gomes Freire

Quem circula pelas ruas no entorno do Condomínio Novo Leblon, na Barra da Tijuca, vai começar a ver uma novidade a partir da próxima sexta-feira (27): seis totens com câmeras inteligentes e botão de emergência, em um projeto piloto da Polícia Militar do Rio de Janeiro em parceria com uma empresa privada.

As imagens captadas pelos equipamentos serão transmitidas em tempo real para a sala de monitoramento do 31º BPM (Recreio). A ideia é que, em caso de urgência, qualquer pessoa possa apertar o botão no totem e falar direto com o operador, que pode acionar a viatura mais próxima.

Segundo a descrição do projeto, o sistema usa inteligência artificial e reconhecimento facial. Também permite ampliar a imagem em até 400 vezes. Outra promessa é a integração entre os totens: se uma pessoa ou um veículo sair do campo de visão de um equipamento, o monitoramento continuaria automaticamente pelo totem seguinte.

Flávio Bolsonaro detalha PROPOSTAS e VIRA VOTO de Igor do Flow


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Manifestação “Acorda Brasil”, 1º de março: Locais e horários em todo Brasil 

'Não entendi o enredo desse samba'

Ao tentar exaltar Lula em seu desfile, a Acadêmicos de Niterói acabou criando mais problemas do que benefícios eleitorais para o presidente da República

Nuno Vasconcellos 

Arte: Kiko

Se a escola de samba Acadêmicos de Niterói tivesse brilhado na Marquês de Sapucaí, a história seguiria um rumo diferente do que vem seguindo. Se a escola tivesse evitado os erros infantis que cometeu e tivesse feito um desfile à altura do que normalmente se vê no Grupo Especial do Carnaval carioca, haveria neste momento uma disputa renhida para saber de quem partiu a ideia de levar ao Sambódromo, no Rio de Janeiro, na noite do domingo de Carnaval, a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva — desde sua saída de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, até seu terceiro mandato na Presidência do Brasil. A fila de candidatos a se apresentar como o pai — ou a mãe — da criança seria quilométrica.

Só que tudo deu errado. No final das contas, o desfile, ao invés de aumentar a popularidade de Lula, como temia a oposição, causou danos consideráveis à imagem do presidente. Tão consideráveis que, para o pessoal da esquerda, a ressaca provocada pelos excessos do Carnaval, além de não ter ido embora na Quarta-Feira de Cinzas, ainda deve se prolongar por um bom tempo.

Embora a ideia de cantar a vida de Lula na Avenida não tenha partido do presidente, os danos recaíram exclusivamente sobre sua popularidade. A cada minuto, fica mais difícil encontrar alguém disposto a assumir a paternidade — ou a maternidade — da ideia infeliz de transformar a história do retirante que se tornou presidente num enredo que recebeu mais vaias do que aplausos.

Uma semana depois do desfile, a Acadêmicos de Niterói, que fez sua estreia e, provavelmente, sua despedida do Grupo Especial do Carnaval carioca, continua dando o que falar. O espetáculo que ela protagonizou foi patético, repleto de provocações baratas aos adversários e recheado de clichês tão previsíveis que, ao invés de divulgar de forma positiva, acabou provocando arranhões desnecessários na imagem de Lula.