sábado, 18 de julho de 2026

[Pernoitar, comer e beber fora] Restaurante do Hotel Inatel, Piódão


Buffet:

Salada, Bacalhau e Vitela

Provei esta e aquele:


Bons, com certeza. Gostei mais do bacalhau.
Salão corretamente climatizado.
Atendente simpático.
Banheiro impecável.
Vista linda. 

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Documentaire: Le suicide français

Dans un article de Valeurs actuelles consacré à Éric Zemmour, l'écrivain Denis Tillinac considère que « l’événement politique de la rentrée, c’est le succès de son livre Le Suicide français. À preuve la focalisation sur sa personne d’une haine de facture quasi djihadiste. Pétainiste pour les uns, fasciste pour les autres, il est harcelé par une meute à peu près unanime car il pointe avec une acuité cruelle les vrais ressorts de notre décrépitude morale. De notre dépossession affective. De notre mise au rebut de l’Histoire. »

Selon lui, « on peut discuter certaines des analyses de Zemmour, estimer qu’il isole trop l’objet de ses amours — la France — dans un contexte de chambardement historique mondial. […] Reste la pertinence globale du diagnostic, énoncé par un homme courageux ». Il souligne également que, comme « il n’épargne pas la droite "officielle", elle se signale par un mutisme apeuré. » 

Dans Figarovox, le sociologue, chroniqueur et auteur québécois Mathieu Bock-Côté estime que « Le suicide français est un livre d'histoire. Ou si on préfère, la chronique d'une décadence ». Bock-Côté écrit ainsi que Zemmour ouvrirait « un conflit de légitimité avec le régime soixante-huitard en refusant de souscrire à sa légende. Il a ainsi décidé de marquer son désaccord le plus complet avec l'époque, quitte à donner à l'occasion dans l'exagération, quitte à succomber à l'esprit de système, quitte à embellir exagérément les temps jadis et à noircir exagérément le présent. Mais on aurait bien tort d'y réduire sa pensée. Il révèle surtout un clivage politique authentique, recouvert par la fausse alternative entre libéraux-sociaux et sociaux-libéraux : faut-il poursuivre "l'émancipation" soixante-huitarde ou faut-il engager le réenracinement de l'homme ? »Wikipédia

[Pernoitar, comer e beber fora] Inatel Piódão Hotel

A inversão moral da epopeia homérica ou toda a verdade sobre a psyop de Christopher Nolan

Paulo Hasse Paixão

No épico ensaio vídeo que deixamos em baixo, Disparu diz muito daquilo que é preciso saber sobre a infame manobra a que Christopher Nolan sujeitou a obra de Homero.

Para além da iniquidade do casting e das aberrantes incorrecções históricas que implodem na cenografia (o guarda roupa é pobre ou implausível e um dos barcos usados no filme é uma reconstituição de um Drakkar, usado pelos vikings dois mil anos depois da era em que se desenvolve a acção da Odisseia); para além da cinematografia desleixada e do processo de banalização e desvalorização da linguagem (aparentemente, as “audiências modernas” são excessivamente estúpidas para suportarem uma tradução séria do grego homérico); para além de ser mais que evidente que existe no projecto de Nolan a clara intenção de destituir a obra dos seus mais elevados valores (e por acréscimo ou consequência, destituir a civilização ocidental das suas mais gloriosas referências); para além da eloquência de Disparu, que vale a pena apreciar (não é fácil fazer o que ele faz, assim espontaneamente, em vídeo), há que enfatizar o que o youtuber afirma no fim da sua assertiva dissertação, porque é mesmo necessário que toda a gente tenha consciência do que está aqui em causa.

Um dos eixos fundamentais na narrativa da Odisseia assenta na circunstância de que um grupo de aristocratas de Ítaca e de outras ilhas vizinhas ocupa literalmente a casa real de Ulisses, usando e abusando da mesa e da adega e dos criados durante a sua prolongada ausência (20 anos – 10 de guerra, 10 de regresso), na expectativa de que um deles seja escolhido para usurpar o seu trono e desposar a sua mulher, Penélope, que tenta por todos os meios recusar avanços e protelar a decisão de declarar rei morto, rei posto. A pressão e a humilhação a que a rainha é submetida é imensa e insustentável, mas ela persiste na sua fidelidade ao marido, acreditando que ele está vivo e regressará a casa.

Quando enfim Ulisses chega a Ítaca, apercebe-se da intrusão, do abuso, da arrogância e da deslealdade dos seus súbditos e mata-os a todos.

Investigações mostram que 95% dos postos do Rio funcionam em situação irregular e muitos têm ligação com crime organizado

Apenas em junho, dos 2.205 postos cadastrados no Rio, 2.100 foram notificados quanto à falta ou ausência de fornecimento dos dados fiscais sobre a compra e a venda de combustíveis

Patricia Lima

O setor de combustíveis fluminense apresenta dados alarmantes. Segundo a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-RJ) cerca de 95% dos postos do Rio não enviaram ou encaminharam, de forma incompleta, os dados fiscais sobre a compra e a venda de combustíveis. Somente em junho, dos 2.205 postos cadastrados no Rio, 2.100 foram notificados quanto à falta ou ausência de fornecimento dos dados; o que, segundo a pasta, compromete o controle fiscal e impede o combate a fraudes e à atuação do crime organizado.

Foto: Agência Brasil

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, quase metade dos postos de combustíveis do Rio pode ter algum tipo de ligação com o crime organizado. E a ausência de registros regulares de compra e venda dos insumos, impede a identificação de fraudes, o rastreamento de operações suspeitas e a apuração dos desvios pelos auditores fiscais.

No setor, as fraudes fiscais são as principais fontes de financiamento das organizações criminosas. Segundo investigações, dinheiro do tráfico de drogas e de outros crimes seriam lavados via faturamento dos postos, como se fossem resultado da venda de combustíveis e de produtos das lojas de conveniência. As fraudes seriam facilitadas porque cerca de 40% das transações ainda são feitas em dinheiro, dificultando o rastreamento financeiro.

Outro indício criminoso identificado nas investigações é o esquema da chamada “bomba baixa”, quando o equipamento é adulterado para abastecer uma quantidade menor do que a indicada na bomba, fazendo o consumidor pagar a mais por uma litragem que não recebeu. Investigadores ouvidos pelo RJ2 avaliam que apenas uma quadrilha lucrou R$ 1,6 milhão mensais com a fraude.

Advogado de Lamacchia detalha compra da SAF do Vasco e rebate o Flamengo


Aniele Lacerda

A venda da SAF do Vasco ganhou um novo capítulo nesta semana. O advogado André Sica, representante de Marcos Lamacchia na negociação, confirmou que o acordo de investimentos já foi assinado e protocolado na Justiça. Em entrevista ao ge, ele detalhou os pilares do projeto e afirmou que a operação prevê mais de R$ 3 bilhões em compromissos para recuperar o Vasco da Gama.

Segundo Sica, o objetivo inicial do investimento é resolver o maior problema financeiro do Clube: o endividamento. Ele explicou que a recuperação judicial envolve cerca de R$ 1,3 bilhão em débitos, valor que pode cair para aproximadamente R$ 800 milhões após negociações com credores. Somadas as dívidas fiscais, o montante chega perto de R$ 1,1 bilhão.

O advogado destacou que a proposta vai muito além da compra das ações da SAF. Segundo ele, o projeto foi estruturado para quitar dívidas, equilibrar o fluxo de caixa, investir no futebol e melhorar a infraestrutura do Gigante da Colina, garantindo recursos para os próximos anos.

“Estamos falando de quase R$ 1,1 bilhão em dívidas”

Ao explicar o tamanho da operação, André Sica afirmou que o pagamento do passivo é a base do acordo firmado entre o investidor e o Cruzmaltino.

– A operação faz efetivamente o repasse de valores para pagamento dessas dívidas. É o ponto básico. A gente está falando de quase R$ 1,1 bilhão em dívidas que precisam ser pagas.

Na sequência, o advogado explicou que o investidor também assumirá a responsabilidade de equilibrar as contas do clube. Segundo ele, atualmente o Vasco arrecada cerca de R$ 500 milhões por temporada, mas possui despesas próximas de R$ 800 milhões.

– A diferença entre um ponto e o outro, eu preciso aportar. E assim por diante, até nos próximos cinco anos eu vou equilibrar o caixa.

R$ 500 milhões para reforçar o futebol do Vasco

Outro destaque do acordo é um aporte exclusivo de R$ 500 milhões para fortalecer o futebol do Time de São Januário. De acordo com André Sica, o dinheiro será destinado apenas para melhorar o departamento de futebol, seja com contratações, aumento da folha salarial ou outras despesas que elevem o nível competitivo da equipe.

17-7-2026: Oeste sem filtro – Trump acusa China e Venezuela de interferência nas eleições

#NoticiasAoVivo #PoliticaBrasil #Trump #GovernoLula #Geopolitica #STF #Brasil #Economia #UltimasNoticias  

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[Versos de través] Eurídice


Manuel Cândido Pimentel

Estive hoje na tua campa coberta de flores.
Partiste há mais de vinte dias neste janeiro frio e chuvoso.
Um de janeiro do ano do senhor de dois mil e vinte e quatro
para ser mais preciso. O dia da tua paixão e morte. Recordo essa manhã terrível
que desceu sobre mim em rajadas de granizo e fogo.
A voz ao telefone era assim, sem mel, e debitou a notícia:
simples, informal, de funcionário… tinhas falecido, e às dez e cinco.
Sacaram-me a alma pelas costas e ficou lá um vazio
por onde por vezes fito o infinito…
Solta-me, senhor, um véu de estrelas nos olhos
para que eu possa voltar a vê-la.
Tenho saudade de Orfeu correndo-me nas veias.
Tangerei a minha lira e descerei aos infernos…

Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 22-1-2024

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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Défendre Lula mais condamner Marine Le Pen : l’hypocrisie de la gauche

En appelant Marine Le Pen à s’éloigner des urnes au nom de la “morale”, une partie de la gauche renie le principe qu’elle défendait hier au Brésil

Victor Eyraud

En politique, la cohérence est une dette où seuls les intérêts comptent. A quoi bon défendre un précepte et s’y tenir, quand on peut changer de conviction au gré de ses causes ?

Quand Marine Le Pen annonce le maintien de sa candidature et son pourvoi en Cassation – qui, rappelons-le, fait encore jouer la présomption d’innocence –, une bonne partie de ses adversaires s’insurge pour enterrer la candidate ressuscitée : « Imagine-t-on un président condamné ? » Leurs positions passées répondent pour eux : ça dépend, est-il de gauche ?

La démocratie est un fragile équilibre entre la Politique et le Droit.

Au fond, le procès ravive cette question de principe qui plane au-dessus des arguties juridiques : est-il sain et bon que des juges empêchent un candidat à la présidentielle à quelques mois du rendez-vous démocratique cardinal ? Dans ses motivations d’ailleurs, la cour d’appel de Paris considère ce dilemme à sa juste valeur. 

Et justifie son arbitrage qui prend le contrepied du « trouble à l’ordre public démocratique » sorti du chapeau en première instance : il faut « apprécier la proportionnalité de la sanction au regard de l’atteinte portée [à] la liberté de choix de l’électeur, condition d’expression du suffrage démocratique. » Pourtant, certains balaient encore le débat d’un revers de la main : « Les politiciens ne sont pas au-dessus des lois ! » C’est vite oublier que la démocratie est un fragile équilibre entre la Politique et le Droit. La gauche comprenait cette subtilité du temps de Lula.

Lula « illibéral » comme Le Pen ?

Remontons moins de dix ans en arrière. Mouillé dans “l’affaire Petrobras” et reconnu coupable d’avoir accepté un pot-de-vin de 3,7 millions de reais, Luiz Inácio Lula da Silva est condamné en appel le 24 janvier 2018 à douze ans et un mois de prison. Incarcéré en avril, l’ancien président du Brésil, alors favori des sondages, est déclaré inéligible pour l’élection présidentielle d’octobre.

Deux mois avant le suffrage, le comité des droits de l’homme de l’ONU, constitué d’experts des droits civils et politiques, implore la justice brésilienne d’autoriser le chef des travaillistes à se présenter tant que tous ses recours n’auront pas été épuisés. En vain. Lula est derrière les barreaux quand Jair Bolsonaro l’emporte face à son remplaçant au pied levé, Fernando Haddad. 

Le privilège rouge est vif quand il s'agit des juifs

Magazine CAUSEUR, nº 147 – été 2026

Pedro Emanuel abre o jogo sobre reforços após derrota do Vasco no Brasileiro

Com apenas 20 pontos em 19 rodadas, o Vasco da Gama busca reforços para reagir e sair do Z4 no Campeonato Brasileiro

Altair Alves

Antes mesmo da abertura oficial da janela de transferências, o Vasco já trabalha para reforçar o elenco visando a sequência da temporada. Após a derrota no Campeonato Brasileiro, o técnico Pedro Emanuel [foto] comentou, em entrevista coletiva, sobre a possibilidade de novas contratações e indicou que o Cruzmaltino segue atento ao mercado.

Foto: João Guerra/ge

A situação da equipe na competição aumenta a necessidade de reforços. Com o revés para o Vitória, o Vasco permanece no Z4, ocupando a 17ª colocação, com 20 pontos conquistados. O aproveitamento de 35% preocupa, já que historicamente está dentro da faixa registrada por times que acabam rebaixados para a Série B.

– Eu já estou no futebol profissional há 17 anos como jogador, e 17 anos como treinador. O mercado está aberto, então tudo é possível: entradas, saídas. Isso cabe naturalmente a nós debater isso internamente. Mas quando fui contratado, era para trabalhar essa equipe, e com os jogadores que estão a minha disposição. Acredito que hoje tivemos melhorias, não aquela que gostaríamos, que era conquistar pontos. Se não ganhássemos, pelo menos levar um ponto, que nos alimentaria também na tabela, mas isso não foi possível. Por isso mesmo vamos continuar trabalhando. Vai começar o ciclo de jogos infernal, o que é normal. E essas questões, ao longo do tempo, vocês vão ganhando conhecimento. Agora naturalmente não vou compartilhar com vocês. Cada coisa no seu tempo, o mercado está aberto e tudo é possível.

Simplesmente Renato Machado

Aparecido Raimundo de Souza

O jornalista Renato Machado, ex-apresentador do “Bom Dia Brasil”, veio a óbito nesta manhã de quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. 

A informação desse óbito foi confirmada pela assessoria de comunicação da unidade, que não informou a causa da morte.

Em nota, disse apenas:

"A Clínica São Vicente lamenta o falecimento do jornalista Renato Machado na manhã desta quinta-feira e expressa suas condolências à família".

Renato Machado era casado com a também jornalista Mônica Morel. 

Era pai da atriz Maria Eduarda Machado e avô de Serena, sua primeira neta, de nove meses. 

Esse brilhante jornalista nasceu no Rio de Janeiro aos 24 de março de 1943. 

Um grande amigo que tive o prazer de conviver com ele, por alguns anos. 

Perda irreparável. 

O jornalismo está de luto. 

Que o Pai Maior conforte a sua família e os amigos

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Vila Velha, no Espírito Santo, 17-7-2026 

The movie Europe doesn’t want you to see

“Citizen Vigilante” serves as a warning to governments that if they don’t secure their borders, enforce laws and protect their most vulnerable, then ordinary people will resort to self-help

Thane Rosenbaum

Movie audiences everywhere await the premiere of Christopher Nolan’s star-studded summer blockbuster, “The Odyssey,” featuring Matt Damon. Meanwhile, another movie, “Citizen Vigilante,” helmed by a largely unknown German director and starring Armie Hammer, who suffered the cancellation consequences of #MeToo, failed to get a commercial release.

Nonetheless, “Citizen Vigilante” tops Amazon’s VOD streaming list at No. 1 and has received a 94% Rotten Tomatoes audience score. Other platforms are streaming the film with similar audience enthusiasm.

A tale of two movies depicting Europe: one centered in Ancient Greece; the other delving into the dark side of today’s continent. In “The Odyssey,” a victorious general tries to make his way home after 10 years at war and another decade in a brutal journey back. “Citizen Vigilante” is about how an entire homeland can be surrendered to foreigners who violently take over the mores of a civilization, are placated by cowardly governments and assured that their crimes will go unpunished.

“The Odyssey” is about the aftermath of war; “Citizen Vigilante” is about a war to come, where citizens must decide whether they are prepared to reclaim their nations and ensure the safety of their families.

For this reason, “Citizen Vigilante” is the true thriller and truth-teller of the summer. If you can see only one movie, skip the lines at the multiplex, forgo the IMAX technology and contemplate a “Mad Max” morality. Expose yourself to a fictional tale that is looking all too real each day—and will soon be playing at a theater near you.

Not a movie theater, but a theater of war on city streets.

“Citizen Vigilante” is no cinematic achievement. It’s low-budget, self-financed fare. Grimly lit. Poorly plotted. And no score or soundtrack to speak of. Hammer, always compelling, is no longer a matinée “star.” No matter how many times the movie gets streamed, a career comeback is not likely from this performance.

16-7-2026: Oeste sem filtro – Lula lava as mãos, e joga o Brasil no colo das tarifas de Trump + Ninguém solta a mão de ninguém: Jaques Wagner é motivo de orgulho para o Brasil…

#NoticiasAoVivo #PoliticaBrasil #Trump #GovernoLula #Geopolitica #STF #Brasil #Economia #UltimasNoticias

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[Aparecido rasga o verbo] Só vou gostar de quem gosta de mim

Aparecido Raimundo de Souza

DIZEM QUE O SONHO é só ilusão, tipo uma imagem criada que a cabeça inventa enquanto dormimos. Mas o que eu vivi não foi apenas um sonho. Em verdade, eu diria, sem medo de errar, foi algo inusitado, estranho algo que entrou fundo, que tocou o meu peito e deixou marca, como se a vida, a minha vida tivesse parado por um instante para me mostrar o que é o fim. Eu sonhei que tinha morrido. Ou pensei, sei lá. Nunca vou saber ao certo. Meu Deus, que loucura! Morri cedo, deixei de respirar antes do tempo que eu imaginava ainda ter pela frente. Uma morte, eu diria, prematura, daquelas tidas como precoce, ou seja, que chegam sem avisar, que não esperam a gente arrumar a casa, terminar o que começou, dizer o que ficou guardado. E nesse caminho, passei por altos e baixos que pareciam mais reais do que muita coisa que vivi acordado.

Senti o peso do silêncio se engrandecer, aquilatei a distância de tudo o que me era caro fluir pelos vãos dos dedos. Nesse sonho meio estrambótico, vi rostos entristecidos que choravam, outros que alimentavam uma certa ironia e pareciam indiferentes, e me deparei, no mesmo trilho, ou até aliviados e isso doeu mais do que a própria morte. Pensei em tudo o que deixei para depois: os abraços que não dei, as palavras que engoli, os sonhos que não tentei realizar, o tempo inerte que gastei com coisas que não valiam nada.

No minuto seguinte, subi ao ponto mais alto da consciência, onde tudo parecia claro, e da mesma forma desci ao fundo da dúvida, perguntando ao meu “eu” interior:

— Era mesmo esse o meu fim? Tudo o que eu vivi até hoje, acabou assim?Mas no meio de todo esse caminho, algo do nada mudou. Não foi o fim. Eu não morri. Não passei para o outro lado. Voltei. E voltei radiante. No momento em que regressei, abri os olhos e percebi que estava aqui, respirando, com o coração batendo forte, assustado, mas energicamente vivo.E foi aí que entendi: essa “morte prematura” ou seja lá o nome que essa coisa possa ter, e que eu confesso que vivi, foi um aviso. Não foi a desgranhenta para me levar de vez, mas para me fazer ver que a vida não espera. Muitas vezes andamos por aí como autônomos, como se fôssemos viver para sempre, deixando o amor para depois, as mudanças para amanhã, a felicidade para um dia qualquer. 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

[Viagens & Destinos] Museu Nacional – Quinta da Boa Vista – São Cristóvão

Bem-vindo a mais um passeio pelo Ruas e Lugares

Neste vídeo, convido você a conhecer o Museu Nacional, localizado na histórica Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. 

Você verá como está o Museu Nacional durante sua reconstrução, conhecerá parte dos ambientes já reabertos ao público e passeará pelos belíssimos jardins da Quinta da Boa Vista, um dos parques mais tradicionais e importantes da cidade. 

Criado por Dom João VI em 6 de junho de 1818, inicialmente com o nome de Museu Real, o Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do Brasil. Sua primeira sede funcionava no Campo de Santana e, em 1892, a instituição foi transferida para o histórico Palácio de São Cristóvão, antiga residência da Família Imperial, onde permanece até os dias atuais. 

Ao longo de mais de dois séculos, o Museu Nacional reuniu um dos mais importantes acervos científicos da América Latina, com milhões de peças de valor histórico, arqueológico, antropológico, paleontológico, zoológico e geológico. 

Em setembro de 2018, um incêndio de grandes proporções atingiu o Palácio de São Cristóvão e provocou a perda de grande parte do acervo. Desde então, pesquisadores, restauradores e diversas instituições brasileiras e internacionais vêm trabalhando na reconstrução do edifício e na recuperação desse importante patrimônio científico e cultural. 

Este vídeo foi gravado durante a fase de reabertura parcial do Museu Nacional, registrando um momento histórico da reconstrução e da retomada das visitas públicas. 

Durante nossa visita estavam em cartaz duas exposições especiais: 

🏛️ Bastidores da Ciência – apresenta ao público o trabalho desenvolvido nos laboratórios e setores técnicos do Museu Nacional, revelando processos de restauração, conservação, paleoarte, taxidermia, modelagem digital, ilustração científica e diversas outras atividades que fazem parte do cotidiano de um grande museu de ciências. 

🎨 Rescaldo das Memórias – exposição do artista Vik Muniz, criada a partir de cinzas e fragmentos resgatados após o incêndio de 2018. Instalada justamente na sala onde o fogo teve início, a mostra convida à reflexão sobre memória, perda, reconstrução e esperança.

Argentina cabeceia para a final

Hélder Gomes

O bandoneón não é argentino. Foi desenvolvido na década de 1840 pelo comerciante e fabricante alemão Heinrich Band, em Krefeld, que lhe deu o nome e o promoveu como alternativa portátil ao órgão para as capelas sem meios, mas também para a música popular alemã. Atravessou o Atlântico na bagagem de emigrantes alemães e foi no porto de Buenos Aires que trocou os hinos pela saudade e se tornou a voz do tango, o som mais argentino de todos, apesar da certidão de nascimento germânica. Foi com ele que Astor Piazzolla compôs, em 1959, ‘Adiós Nonino’, uma elegia pela morte do pai.

Horas depois de a Argentina ter eliminado a Inglaterra nas meias-finais do Mundial 2026, o fole ainda parece insuflar e comprimir-se sobre o relvado. E se o bandoneão chegou de fora e ficou, Lionel Messi nasceu em Rosário e teve de partir. Tinha uma deficiência de crescimento e um tratamento caro que nenhum clube argentino conseguiu garantir. Foi o Barcelona que o assumiu, com a condição de a família se mudar para Espanha. Chegou lá aos treze anos. Do outro lado, uns ingleses que codificaram o futebol e o veem agora ser-lhes tocado de ouvido por quem o aprendeu depois. E, em fundo, as Malvinas, sempre as Malvinas.

A rivalidade moderna nasceu nuns quartas-de-final em Wembley, em 1966: a Inglaterra venceu por 1-0, com o capitão argentino Antonio Rattín expulso e o selecionador inglês Alf Ramsey a chamar “animais” aos adversários. Rattín morreu no sábado, a poucos dias de as duas seleções voltarem a cruzar-se. Vinte anos depois de Wembley, em 1986, e quatro anos depois de a Argentina ter perdido a guerra das Malvinas para o Reino Unido – 74 dias de conflito, cerca de 649 mortos argentinos –, Diego Maradona resolveu noutros quartas-de-final com dois golos. Primeiro a “Mão de Deus”, com que empurrou a bola para a baliza à socapa do árbitro. Minutos depois, uma corrida de sessenta metros por entre meia equipa inglesa resultou no que viriam a chamar “o golo do século”. Em 1998, foi a vez de David Beckham: expulso frente à Argentina nos oitavas-de-final do Mundial de França por um pontapé em Diego Simeone, deixou os ingleses com dez e viu-os cair nas grandes penalidades. A desforra veio em 2002, em Sapporo, e coube ao próprio Beckham: um pênalti deu à Inglaterra o 1-0 que atirou a Argentina para fora ainda na fase de grupos.

Espanha descobre que 70% dos imigrantes que se declaram menores não acompanhados são, na verdade, adultos

Paulo Hasse Paixão

Um novo relatório revela uma fraude generalizada na identificação etária entre os imigrantes que se declararam como menores à entrada em Espanha, com implicações significativas para os sistemas de asilo do país vizinho e por toda a Europa


O estudo revelou que 70% dos migrantes que se declaravam menores não acompanhados foram considerados adultos após verificação médica da idade. Entre os que entraram no país em 2024, 266 dos 378 indivíduos testados foram considerados maiores de 18 anos, revelando fraude sistémica no sistema de imigração espanhol.

As autoridades abriram 848 processos de determinação de idade no ano passado, mas mais de metade dos requerentes abandonaram o processo antes de se submeterem ao exame de raio-X ao pulso, um teste clássico usado para avaliar a idade óssea em crianças e adolescentes.

Madrid apresentou 29 queixas policiais envolvendo adultos alegadamente colocados em centros de proteção de menores. Resultados semelhantes foram relatados noutros países da Europa, incluindo França, Bélgica, Suécia e Alemanha, onde testes e investigações oficiais também encontraram elevadas proporções de imigrantes adultos entre aqueles que afirmam ser menores de idade.

A censura à vida: quando defender o inocente se torna crime

Maria Helena Costa

Num país que os onipresentes ativistas de esquerda nos tentam impingir como democrático e plural, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) — a nova PIDE — proferiu uma decisão vergonhosa, digna dos ‘tempos da outra senhora’: censurar e punir a exibição de um vídeo que, simplesmente, agradece à mãe por ter escolhido a vida. O vídeo “Obrigado Mãe”, produzido por Miguel Milhão e exibido em Maio de 2025 nos canais TVI, CNN Portugal, CMTV e News Now, foi classificado como uma violação da Lei da Televisão e do Código da Publicidade. O motivo? Ser “político”, não ser facilmente identificável como publicidade e, pior ainda, ser susceptível de “influenciar negativamente a formação da personalidade de crianças e adolescentes”. Como poderá um vídeo destes influenciar negativamente os mais novos? Sensibilizando-os para o valor absoluto da vida humana? Ou alertando-os para o mal profundo que é eliminar vidas humanas indefesas? 

É isto. Um vídeo que mostra a realidade crua de uma interrupção voluntária da gravidez — a mulher na maca, o procedimento, o destino final de um ser humano em formação colocado num saco de lixo — foi considerado perigoso. Porque diz “não” ao aborto. Porque defende a vida. Porque, do ponto de vista do bebé, agradece à mãe por não o ter eliminado. 

Como é possível que os que defendem a morte impeçam os que defendem a vida de se manifestar? 

A resposta é simples e aterradora: porque a cultura dominante já não tolera o contraditório. A narrativa oficial é sagrada: o aborto é um “direito inquestionável”, uma “escolha individual”, um acto de “liberdade”. Qualquer tentativa de mostrar o que realmente acontece — que se trata da eliminação deliberada de um ser humano indefeso — é imediatamente rotulada de “desinformação”, “ataque às mulheres” ou “discurso de ódio”. E o Estado, através da sua agência reguladora, transforma-se em polícia da ideologia. 

Milhares de queixas (mais de nove mil, segundo relatos) de associações pró-aborto foram suficientes para que a ERC abrisse processos contra-ordenacionais contra a TVI e a Media Livre, com multas que podem chegar aos 150 mil euros. Enquanto isso, campanhas, reportagens, séries e discursos que glorificam ou normalizam o aborto circulam livremente, sem qualquer censura. A hipocrisia é gritante: só um lado pode falar. O outro é silenciado. 

Joalheria de luxo na Barra da Tijuca é alvo de operação por venda de relógio falso de R$ 200 mil

Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão contra empresário investigado por comercializar um Patek Philippe adulterado com peças chinesas como se fosse original

Victor Serra

A Polícia Civil do Rio realizou, na manhã desta quinta-feira (16/07), uma operação contra o proprietário da joalheria Américas Joias, localizada no Shopping Città América, na Barra da Tijuca. O empresário é investigado por vender um relógio de luxo adulterado por R$ 200 mil.

A ação foi conduzida por agentes da 12ª DP (Copacabana), que cumpriram mandados de busca e apreensão contra o empresário André Vinícius Peralta, de 55 anos. Segundo a investigação, ele teria comercializado um relógio da marca suíça Patek Philippe como autêntico, embora a peça tivesse componentes internos de fabricação chinesa. 

Foto: Divulgação(PCERJ

De acordo com a Polícia Civil, o comprador adquiriu o relógio após receber a garantia de que o produto era original e estava em perfeitas condições. Posteriormente, uma perícia técnica concluiu que apenas a parte externa da peça era original, enquanto o mecanismo interno havia sido substituído, comprometendo sua autenticidade e valor de mercado.

Rio registra novo recorde de frio com 10ºC

Victor Serra

Foto: Daniel Martins/Diário do Rio

A cidade do Rio de Janeiro amanheceu ainda mais gelada nesta quinta-feira (16/7) e voltou a registrar a menor temperatura de 2026. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros marcaram 10,5ºC às 6h, na estação da Vila Militar, na Zona Oeste, superando o recorde anterior de 11,3ºC, registrado na quarta-feira (15/7). 

O frio também foi intenso na Baixada Fluminense. Em Xerém, distrito de Duque de Caxias, a mínima chegou a 9,6ºC, novo recorde do ano para o município. Já em Seropédica, os termômetros marcaram 10,4ºC durante a madrugada. 

As baixas temperaturas são resultado da atuação de uma massa de ar frio que avançou sobre o estado após a passagem de uma frente fria no último fim de semana. Com a diminuição da nebulosidade nas últimas madrugadas, o calor acumulado durante o dia escapou com mais facilidade, favorecendo um resfriamento mais intenso. 

Calor volta de forma gradual

Apesar do amanhecer gelado, a tendência é de elevação das temperaturas ao longo do dia. Nesta quinta-feira, a máxima prevista para a capital é de 26ºC, sob predomínio de sol e sem previsão de chuva, devido à atuação de um sistema de alta pressão. 

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[Fotografando por aí] Ellie

Julho de 2026, foto: Hilda Torres

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