terça-feira, 3 de março de 2026

[Livros & Leituras] L'ONU contre ISRAËL: La politique contre la vérité

Dossier établi par Raphaël Delpard, 17BIS, Saligues, octobre 2025, 128 pages.


Une enquête rigoureuse sur la position de l’ONU face à Israël.

Analyse claire des résolutions et des votes des Nations Unies.

Décryptage des alliances et stratégies géopolitiques au Moyen-Orient.

Ouvrage de référence sur la diplomatie et le droit international.

Écrit par Raphaël Delpard, auteur engagé et documenté.

Et si l’ONU avait failli à sa mission?

Depuis plus de soixante-dix ans, Israël est devenu l’obsession d’une partie des institutions internationales. Résolutions à sens unique, condamnations symboliques, complaisance envers des régimes liberticides : que vaut encore la parole de l’ONU quand elle s’acharne sur la seule démocratie du Proche-Orient, tout en ignorant les crimes de ses voisins? 

Ce livre d’enquête, L’ONU contre Israël, démonte un à un les mécanismes d’un biais structurel. À travers l’analyse des votes, des discours, des alliances de circonstance et des silences complices, il montre comment l’institution censée défendre la paix et les droits de l’homme est devenue le théâtre d’une offensive diplomatique constante contre Israël.

Acúmulo de lixo, mau cheiro, aumento de moscas: cariocas reclamam das caçambas da Comlurb

Dificuldade para passagens de pedestres, falta de lixeiras menores, recolhimento do lixo em horários considerados inapropriados também são queixas de moradores de diversos bairros da cidade

Felipe Lucena 

De diversas partes da cidade do Rio de Janeiro surgem reclamações em relação às caçambas de lixo da Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro, a Comlurb. Mau cheiro, aumento de insetos e ratos, dificuldade para locomoção de pessoas e veículos, entre outras queixas foram ouvidas pela reportagem do DIÁRIO DO RIO.

“Muito cheiro ruim e sujeira. Até quando tiram o lixo, o mau cheiro continua, porque as caçambas continuam sujas, escorrendo chorume. Proliferaram insetos e ratos. Minha casa está cheia de moscas. É nojento e insalubre“, declarou Mariana Bastos, moradora do Rio Comprido.

Caçamba na Rua Teixeira de Castro, em Bonsucesso. Foi colocada num local onde disputa espaço com o ponto de ônibus, veículos, pedestres e ciclistas. Foto: Hugo Costa

Moradores de diferentes bairros do município alegam que depois que a Comlurb passou a colocar mais caçambas e modificar as operações de recolhimento de lixo, a situação piorou.

O geógrafo e pesquisador Hugo Costa pontua que: “Em 2024, a Comlurb entregou três mil novos contêineres de grande capacidade. Meses depois, mais três mil estavam em processo de instalação. A expectativa era adicionar 30 mil dessas novas caixas em toda a cidade até o fim daquele ano. Era para ser uma solução para pontos críticos, mas se espalhou como uma praga para toda a cidade. E o lixo continua espalhado pelo chão: usuários de drogas seguem revirando o lixo e jogando pelas calçadas“.

2-3-2026: Oeste sem filtro – Povo volta às ruas + EUA e Israel eliminam o aiatolá + Lulinha confessa


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[Aparecido rasga o verbo] Carta de Valadão Gutierez

Aparecido Raimundo de Souza

O VALADÃO GUTIEREZ me mandou uma carta registrada para minha residência, carta essa chegada três dias atrás. Nela me conta as novidades mais recentes de sua vida. Fazia tempo (aliás, muitos anos) não recebia nada desse amigo paulista de São José dos Campos, radicado no Rio de Janeiro e agora, para meu espanto, residindo na Capital do Brasil. Quem diria! Achei tivesse esquecido de mim, ou perdido o endereço e telefone. Com a chegada dessa missiva inesperada, todavia, caiu por terra o pensamento de que fosse permanecer em silêncio por alguns janeiros mais, sem dar sinais de estar vivo e com saúde. Mas vamos às novas peripécias do prezado Valadão:

“Amigo Aparecido — começa ele. Da última vez em que nos falamos, pretendia ser candidato à deputado federal em segundo mandato pelo Podemos, (só que por lá, apesar de dois mandatos, eu não podia nada), a Renata Fedeu vivia me tolhendo os passos. Então me filiei ao PT o (Partido dos Trambiqueiros), o mesmo cabide de emprego do nosso presidiariodente, o Mula. Com a ajuda dele e agora também do Lulinha, vai ser moleza. Se ganhar, e sei que vou, acho que já havia falado contigo, em outros tempos, minha intenção, não outra, é a de continuar mamando nas tetas do governo, almoçar todo dia ao lado da Primeira Cama, a Canja de Galinha, comprar uma mansão para minha velha mãe em Alphaville”.

“Na mesma pancada — segue o Valadão —, também providenciarei uma propriedade para a mana Júlia, defronte à residência do Fábio Jr (você deve se recordar, de como a Júlia adora as músicas do Fábio Júnior, principalmente aquela do “Pai Herói”, que continua resgatando, até hoje, momentos de nosso falecido, dos tempos em que ele era vivo. Que Deus o tenha!).  E, de contrapeso, uma fazendinha para a Rúbia (lembra dela?) em Brotas ou Botucatu, entre outras cositas...”.

Vou interromper a carta de Valadão Gutierez e abrir um pequeno parêntese para discorrer rapidamente sobre a Rúbia. (Logo que conheci o Valadão, veio de roldão, a Rúbia. Tivemos um caso relâmpago (exatamente cinco anos e meio) que acabou na maternidade. Foram dois filhos e quatro pedidos de pensão de alimentos na justiça.  Parei na cadeia duas vezes, fugi da delegacia umas seis, e, ainda tenho dois oficiais com mandados de citação para serem cumpridos nos meus calcanhares. Pois bem. Fechando parêntese e voltando ao Valadão e as suas estupendas linhas.

“Queria lutar — diz enfático na sequência de sua missiva, o Valadão Gutierez. Enquanto estive no Podemos, fundei uma ONG. Meu objetivo é seguir pelejando tenazmente para acabar com os mendigos, das largadas à sorte, mandar para os quintos os pobres e necessitados, bem ainda extirpar, de vez, com as prostitutas. Encontrei a solução ideal para essa gama de probleminhas que denigrem e enfeiam a imagem do País. Por exemplo, só para você ter uma rápida noção do meu cronograma de trabalho, almejo elaborar uma lei onde os mendigos, os pedintes de ruas e esquinas morrerão enforcados, com toda honra e dignidade, em praça pública. Exportarei para os Estados Unidos, em forma de adoção, as crianças desamparadas”.

[Livros & Leituras] A sombra do que fomos

Luis Sepúlveda, Porto Editora, outubro de 2009, 160 páginas. 

Luis Sepúlveda regressa ao romance com uma grande homenagem ao idealismo dos perdedores.

Num velho armazém de um bairro popular de Santiago do Chile, três sexagenários esperam impacientes pela chegada de um quarto homem. Cacho Salinas, Lolo Garmendia e Lucho Arencibia, antigos militantes de esquerda derrotados pelo golpe de estado de Pinochet e condenados ao exílio, voltam a reunir-se trinta e cinco anos depois, convocados por Pedro Nolasco, um antigo camarada sob cujas ordens vão executar uma arrojada ação revolucionária. Mas quando Nolasco se dirige para o local do encontro é vítima de um golpe cego do destino e morre atingido por um gira-discos que insolitamente é lançado por uma janela, na sequência de uma desavença conjugal…

Prémio Primavera de Romance 2009, A Sombra do que Fomos é um virtuoso exercício literário posto ao serviço de uma história carregada de memórias do exílio, de sonhos desfeitos e de ideais destruídos. Um romance escrito com o coração e o estômago, que comove o leitor, lhe arranca sorrisos e até gargalhadas, levando-o no fim a uma reflexão profunda sobre a vida.

****

Foi a 4 de outubro de 1949, na localidade chilena de Ovalle, a mais de 300 km a norte da capital, Santiago, que nasceu Luis Sepúlveda.

Filho de um militante do Partido Comunista e proprietário de um restaurante, e de uma enfermeira de origens mapuche (um povo indígena da região centro-sul do Chile e do sudoeste da Argentina), Luis Sepúlveda cresceu no bairro San Miguel de Santiago e estudou no Instituto Nacional, onde começou a escrever por influência de uma professora de História.

Aos 15 anos ingressou na Juventude Comunista do Chile, da qual foi expulso em 1968. Depois disso, militou no Exército de Libertação Nacional do Partido Socialista. Após os estudos secundários, ingressou na Escola de Teatro da Universidade de Chile, da qual chegou a ser diretor. Anos mais tarde, licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Iraniano no Brasil agradece a Trump e Israel por ataque ao Irã

Eles GUARDAM o AVIÃO em CASA - Conheça o FLY VILLE em Santa Catarina

Sol? Chuva? Confira previsão do tempo para 1ª semana de março no Rio

Terceiro mês do ano marca o fim do verão e o início do outono

Raphael Fernandes 

Sol entre nuvens na Zona Sul do Rio de Janeiro. Foto: Cristina Boeckel/G1

A primeira semana de março na cidade do Rio de Janeiro será predominantemente ensolarada, mas com possibilidade de precipitações em alguns momentos.

De acordo com o site especializado em meteorologia ”Climatempo”, a capital fluminense terá, nesta segunda-feira (2/3) e também na terça (3/3), sol com algumas nuvens e chuva passageira. À noite, apesar da nebulosidade, o tempo fica firme. Nos dois dias, os termômetros cariocas devem marcar de 17 a 33 graus.

Para quarta (4/3) e quinta (5/3), a tendência também é de sol entre nuvens, com pancadas de chuva durante a tarde. Na sexta (6/3), vale ressaltar, o tempo será parecido, mas não deve chover. Nesses três dias, as temperaturas ficarão entre 22ºC e 31ºC.

“Acorda Brasil” leva multidões às ruas, amplia pressão contra STF e une direita em torno de Flávio Bolsonaro


Wesley Oliveira

Manifestações do movimento “Acorda Brasil” reuniram milhares de pessoas neste domingo (1º), em ao menos oito capitais, com pautas que incluíram a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, a derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria e críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em São Paulo, principal palco do ato, lideranças da direita transformaram a mobilização em demonstração de força política e reforçaram o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como principal referência do campo conservador para 2026.

Na Avenida Paulista, a concentração começou pouco antes do meio-dia e se consolidou, ao longo da tarde, como o centro simbólico e político das manifestações pelo país. O caminhão de som “Avassalador” reuniu governadores, parlamentares e dirigentes partidários, em um palco que evidenciou a tentativa de unificação da direita em torno de uma agenda comum — anistia, críticas ao STF e oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além de Flávio, discursaram o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), organizador do ato, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) também participaram do evento, reforçando o caráter político da mobilização.

A presença simultânea de pré-candidatos ao Palácio do Planalto no mesmo palanque foi tratada como sinal de convergência estratégica. Caiado afirmou que, caso eleito, seu “primeiro ato” será conceder anistia plena aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Zema, sem citar nomes, declarou que “ninguém no Brasil é intocável”, em referência indireta a ministros do STF. Já Flávio adotou tom eleitoral ao projetar o retorno de Jair Bolsonaro ao Planalto em 2027.

“O silêncio não é mais uma opção. Nós estamos aqui e não vamos desistir do nosso Brasil”, afirmou Flávio Bolsonaro. Em outro momento, dirigindo-se ao pai, acrescentou: “Em janeiro de 2027, você vai pessoalmente subir aquela rampa do Planalto junto com o povo brasileiro”.

Impeachment e críticas aos ministros do STF dominaram os discursos

As críticas ao Supremo e a defesa do impeachment de ministros da Corte foram temas recorrentes nos discursos na Avenida Paulista. Do alto do trio elétrico, lideranças da direita concentraram críticas especialmente em decisões envolvendo os atos de 8 de janeiro e investigações contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Torcida do Vasco aponta culpados por eliminação no Carioca

O Vasco da Gama teve pênalti perdido contra o Fluminense e acabou eliminado na semifinal do Campeonato Carioca

França Fernandes

O Vasco empatou com o Fluminense por 1 a 1, na tarde deste domingo (1), e acabou eliminado na semifinal do Campeonato Carioca. Nas redes sociais, muitos torcedores do Cruzmaltino apontaram o principal responsável pela eliminação.

Foto: Delmiro dos Santos Junior/Mochila Press

Em jogo pegado, o Vasco saiu na frente do Fluminense com gol de Robert Renan. No segundo tempo, Brenner teve pênalti, mas parou nas mãos de Fábio. Ganso teve a chance na penalidade e não desperdiçou para sacramentar a classificação tricolor.

Nas redes sociais, torcedores do Cruzmaltino criticaram muito Brenner, que perdeu o pênalti, e Barros, que cometeu a penalidade decisiva. Veja os comentários sobre a dupla abaixo:

Como foi o jogo entre Vasco e Fluminense

domingo, 1 de março de 2026

Militantes NAS redações: “Tenham vergonha!”

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[Discos pedidos] Abençoado Sol (I)

Metamorfoses ambulantes

Para não perder eleitores, políticos brasileiros não se acanham em dizer agora o oposto do que diziam antes. E apostam no curto prazo ao invés de olhar para o futuro


Nuno Vasconcellos

Quem acompanhou, na semana passada, o último capítulo da novela que terminou com a aprovação pela Câmara dos Deputados da lei que endurece o tratamento às facções do crime organizado, reparou um detalhe, no mínimo, intrigante. Parlamentares da situação, que normalmente rejeitam toda e qualquer medida minimamente rigorosa de combate à bandidagem, acabaram dizendo sim ao mesmo texto que cobriam de críticas em novembro do ano passado — quando o relatório apresentado pelo deputado Guilherme Derrite (PP/SP) foi aprovado por 370 votos a 110. No final das contas, o projeto foi aprovado por votação simbólica e seguiu para sanção do presidente da República.

Merece atenção, especialmente, essa mudança de posição dos deputados da esquerda a respeito de uma posição que parecia um dogma sagrado em sua cartilha de princípios — o de que bandido bom é bandido solto e sem a obrigação de prestar contas à Justiça. O que terá acontecido nos últimos meses para justificar uma mudança de posição tão radical a respeito de um assunto tão sensível, como é o combate à criminalidade? 

Vamos aos fatos. Derrite ocupava a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e se licenciou do cargo para relatar um projeto de lei destinado a punir as facções criminosas que espalham terror pelo país. O momento não poderia ser mais propício. No dia 28 de outubro, uma operação vigorosa conduzida pelas polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro nas comunidades da Penha e do Alemão terminou com 122 mortes. Cinco das vítimas fatais eram policiais. Entre as outras 117, a grande maioria era de narcotraficantes ligados à facção Comando Vermelho.

Three Scenarios For How The Iran War Might End

Andrew Korybko 

The Islamic Republic either survves the latest onslaught, Iran goes the Venezuelan route, or “Balkanization” begins

The joint US-Israeli campaign against Iran officially aims to demilitarize the country and overthrow its government. The conflict has only just begun, but Ayatollah Ali Khamenei has already been killed along with several high-ranking military officials. These might be symbolic victories more than substantive ones, however, since succession plans were already made. In any case, there are three scenarios for how the war might end, none of which involve Iran indisputably defeating the US and Israel.

That’s because Israel and the US could destroy Iran if they truly want to, including with nukes, though they’re holding back for now with the expectation that a friendly government will replace the unfriendly one and restore Iran’s role as one of their top regional allies. The most that Iran is therefore expected to do is inflict major damage on Israel and maybe the Gulf Kingdoms and/or regional US forces before then being destroyed by Israel and/or the US. This assessment frames the following three scenarios:

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1. The Islamic Republic Survives The Latest Onslaught

In this scenario, Iran bruises Israel and maybe the Gulf Kingdoms and/or regional US forces without inflicting unacceptable damage to them that provokes Israel and/or the US into destroying it, thus enabling both sides to semi-credibly claim victory over their foes like they did last summer. A much more weakened Iran might then either subordinate itself to the US by cutting deals over its military, nuclear programenergy industry, and/or minerals, or be isolated from the region and contained within it.

2. Iran Goes The Venezuelan Route

It was assessed in mid-January that “The US Wants To Replicate The Venezuelan Model In Iran” through a “regime tweaking” that places US-friendly members of the incumbent government in power for ruling the country and its resource industries by proxy (thereby denying the latter to China). A coup by unideological IRGC members is the most realistic means to this end. If Iran once again becomes a top US ally, however, then it might join Turkiye in challenging Russia in the South Caucasus and Central Asia.

Onde é? Qual o nome? 😉

The US Military Campaign Against Iran Is Part Of Trump’s Grand Strategy Against China

Andrew Korybko 

The goal is to obtain proxy control over Iran’s enormous oil and gas reserves so that they can be weaponized as leverage against China for coercing it into a lopsided trade deal that would derail its superpower rise and therefore restore US-led unipolarity.

Trump claimed that the US’ military campaign against Iran is to “defend the American people”, while many critics have alleged (whether in jest or not) that it’s to distract from the Epstein Files, but few observers realize that it’s actually all about China. It was explained here that Trump 2.0 “decided to gradually deprive China of access to markets and resources, ideally through a series of trade deals, in order to imbue the US with the indirect leverage required to peacefully derail China’s superpower rise.”

To elaborate, “The US’ trade deals with the EU and India could ultimately result in them curtailing China’s access to their markets under pain of punitive tariffs if they refuse. In parallel, the US’ special operation in Venezuela, pressure on Iran, and simultaneous attempts to subordinate Nigeria and other leading energy producers could curtail China’s access to the resources required for fueling its superpower rise.” The resource dimension that’s relevant to Iran is a major part of the US’ “Strategy of Denial”.

That’s the brainchild of Under Secretary of War for Policy Elbridge Colby, and it was expanded on in this analysis here from early January. As was written, “US influence over Venezuela’s and possibly soon Iran’s and Nigeria’s energy exports and trade ties with China could be weaponized via threats of curtailment or cut-offs in parallel with pressure upon its Gulf allies to do the same in pursuit of this goal”, which is to coerce China into indefinite junior partnership status vis-à-vis the US through a lopsided trade deal.

Most observers missed it, but the new National Security Strategy calls for ultimately “rebalance[ing] China’s economy toward household consumption”. This is a euphemism for radically re-engineering the global economy through the previously described means, namely curtailing China’s access to the markets and resources responsible for its superpower rise, so that it no longer remains “the world’s factory” and thus ends its era of being the US’ only systemic rival. US-led unipolarity would then be restored.

[As danações de Carina] Monogamia*

Carina Bratt

NA PEQUENA e pacata cidade de Santo Eduardo do Amor Ciumento, onde todos se conheciam pelo primeiro nome, havia uma praça em frente ao único mercado com bancos de madeira que guardavam segredos de gerações.

Não outra, senão a bucólica praça da Solidão. Ali, entre conversas ao entardecer, surgia sempre o tema da monogamia, como se fosse um velho relógio enferrujado que marcava o ritmo da vida, mesmo quando alguns já não acreditavam no seu tic-tac.

Dona Dipirona Monoidratada da Costa, uma simpática viúva há exatos noventa anos  bem vividos, apregoava que a monogamia se parecia a como plantar uma árvore: essa simples ação exige paciência, cuidado e a certeza de que as suas raízes não se dividirão.

Já o jovem Mateus Cefalexina com seus trinta anos e olhos curiosos, retrucava que o mundo moderno não cabia em molduras tão estreitas, que o amor verdadeiro podia ser múltiplo de três sem perder a intensidade.

O curioso nessa história meio às avessas, é que, apesar das opiniões divergentes, todos voltavam para suas casas com a mesma sensação: a monogamia não se firmava só no patamar de uma escolha íntima, mas também, e sobretudo, num espelho cristalino e sem manchas ou arranhões daquilo que cada um buscava segurança, liberdade, ou talvez apenas uma simples companhia para não se sentir só e abandonado.

No fundo, a única praça da bucólica Santo Eduardo do Amor Ciumento parecia rir da discussão. Afinal, os bancos de madeira já haviam testemunhado promessas eternas e também despedidas rápidas e rasteiras. Outras tantas violentas e até quase às raias da loucura. E talvez fosse esse o segredo: a monogamia não é uma regra soberana, tampouco universal, mas uma narrativa meio destrambelhada ao acaso que cada coração escreve à sua maneira.

Na cidade de Santo Eduardo do Amor Ciumento, a monogamia se fartava ou se apresentava e por conta disso se via tratada como um contrato social tão sério quanto o de abrir uma conta corrente num banco: cheio de cláusulas invisíveis e taxas emocionais para lá de abusivas.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Pronunciamento de Trump sobre o Irã: “Rendam-se”

Ofensiva coordenada com Israel marca nova escalada no Oriente Médio e reacende debate sobre intervenção militar e mudança de regime

Allan dos Santos           

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na madrugada deste sábado (28), por meio de um vídeo publicado em sua conta oficial no X (antigo Twitter), o início de “operações de combate principais” contra o Irã, em coordenação com Israel. O pronunciamento, com cerca de oito minutos de duração, foi divulgado às 7h44 GMT (2h44 EST), no mesmo momento em que relatos de explosões começavam a circular a partir de Teerã, indicando que a ação militar já estava em andamento. 

Falando a partir de um púlpito presidencial, com o selo oficial dos Estados Unidos e bandeiras americanas ao fundo, Trump afirmou que as forças americanas estavam conduzindo ataques contra instalações nucleares, bases de mísseis e ativos navais iranianos. Segundo o presidente, o objetivo é neutralizar ameaças estratégicas e impedir que o Irã desenvolva capacidade nuclear militar. Ele descreveu o regime iraniano como o “maior patrocinador estatal do terrorismo no mundo” e enquadrou a ofensiva como parte de uma política histórica dos Estados Unidos voltada à contenção da proliferação nuclear e à proteção da segurança global.

Durante o discurso, Trump mencionou episódios históricos para justificar a decisão, incluindo o atentado de Beirute em 1983, que matou 241 militares americanos, e o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, atribuindo ao Irã apoio indireto a grupos responsáveis por ações contra aliados dos Estados Unidos. Ele afirmou que a operação atual seria uma resposta necessária a décadas de ameaça e instabilidade regional.

O presidente também enviou mensagens diretas às forças iranianas e à população civil. Aos militares do Irã, ofereceu “imunidade” caso se rendam, prometendo tratamento justo, mas advertiu que qualquer resistência armada enfrentaria “consequências letais”. Aos civis, orientou que busquem abrigo durante os ataques e, posteriormente, incentivou a população a “retomar o controle do país”, sugerindo que a ofensiva pode abrir caminho para mudanças internas no regime.

Trump coloca o Brasil sob lupa

Trump nomeia Darren Beattie como conselheiro sênior para políticas sobre o Brasil

Allan dos Santos

A relação entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva ganha um novo capítulo — e não é protocolar. Segundo a agência de notícias Reuters, o presidente americano nomeou Darren Beattie [foto] como conselheiro sênior responsável por supervisionar as políticas dos Estados Unidos em relação ao Brasil. 

A informação, confirmada por fontes ouvidas pela agência e por um alto funcionário do Departamento de Estado, indica que Beattie “atualmente atua como conselheiro sênior para políticas sobre o Brasil”. A designação, embora técnica no papel, é politicamente explosiva no contexto atual.

Beattie não é um diplomata discreto de carreira. É um crítico declarado do atual governo brasileiro e tem histórico de posicionamentos firmes em defesa da liberdade de expressão e contra políticas autoritárias na América Latina. Sua ascensão dentro do aparato diplomático americano, com foco específico no Brasil, sinaliza que Washington não pretende tratar Brasília como mero parceiro protocolar.

Relações delicadas entre as maiores democracias do Hemisfério

A própria Reuters avalia que a nomeação sugere que as relações entre as duas maiores democracias do Hemisfério Ocidental permanecem sensíveis, apesar de gestos recentes de reaproximação.

Em termos diplomáticos, isso significa que o governo Trump não abandonou suas preocupações com temas como liberdade de expressão, decisões judiciais autoritárias e ambiente de censura no Brasil. Tampouco fez as “pazes” com o governo de esquerda chefiado por Lula.

A criação — ou o reforço — de uma supervisão específica sobre o Brasil indica prioridade estratégica. Não é um gesto neutro. É um recado institucional.

O contexto político: Lula em viagem aos EUA

O timing é decisivo. Lula pretende viajar aos Estados Unidos em março para se encontrar com Trump. A revelação da nomeação ocorre antes da visita e adiciona um elemento de tensão ao encontro.

Noite de extremos no Dragão

Oskar Pietuszewski marcou no primeiro minuto, William Gomes e Terem Moffi fecharam a contagem nos descontos (3-1)


Numa noite de extremos, estreias e recordes, Oskar Pietuszewski marcou o golo mais rápido da história do Estádio do Dragão, William Gomes assinou o 2-1 ao minuto 90+1 e Terem Moffi fechou a contagem aos 90+8. Com este triunfo tão suado como merecido frente ao FC Arouca, o FC Porto segue na liderança isolada do campeonato com 65 pontos à 24.ª jornada. 

Francesco Farioli lançou de início Jakub Kiwior, recuperado de lesão, e subiu Pablo Rosario para o lugar ocupado pelo castigado Alan Varela, mas foi o repetente Oskar Pietuszewski a começar a escrever a história do jogo. Logo aos 13 segundos, após bola longa de Diogo Costa, Victor Froholdt cruzou ao segundo poste e o extremo polaco só teve de encostar para se estrear a marcar de azul e branco, bater o recorde de Gabri Veiga contra o OGC Nice (18 segundos) e passar a ser o autor do golo mais rápido de sempre no Dragão – bem como o estrangeiro mais jovem a faturar pelo FC Porto. 

Ao minuto 17, enquanto as bancadas transmitiam uma mensagem de força a Borja Sainz, Alberto Costa descobriu Froholdt dentro da área, mas o remate do médio dinamarquês esbarrou no poste. Logo a seguir, Pietuszewski voltou a testar os reflexos de Arruabarrena, só que Deniz Gül falhou a recarga. A toada manteve-se até à ida para as cabines e, apesar das inúmeras tentativas portistas, o marcador não voltou a mexer (1-0).