quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Ministra do Governo do Reino Unido pede a remoção de "inquietantes e intimidantes" bandeiras britânicas

Paulo Hasse Paixão

A ministra do Partido Trabalhista que dirige o Reino Unido, e membro do Parlamento, Sarah Sackman, apelou à remoção de bandeiras britânicas de um bairro no norte de Londres, descrevendo-as como “inquietantes, intimidantes” e símbolos de “divisão” 


A deputada trabalhista por Finchley e Golders Green e Ministra de Estado para os Tribunais e Serviços Jurídicos, Sarah Sackman, apelou à remoção das bandeiras britânicas expostas em postes de iluminação pública em Barnet, no norte de Londres. Sackman descreveu as bandeiras como “inquietantes, intimidantes e não inclusivas”.

Sackman criticou as bandeiras num artigo de opinião para o The Barnet Post, um jornal local, argumentando que “já é tempo de serem retiradas”. A ministra descreveu ainda as bandeiras como símbolos de “divisão e intimidação” e insistiu que a identidade britânica se resume a ser “inclusiva e acolhedora, não exclusiva e hostil”:

“Vários [residentes] descreveram [as bandeiras] como perturbadoras, intimidantes e não inclusivas – algo que não podemos ignorar… Numa comunidade diversa e inclusiva como a nossa, ninguém se deve sentir indesejado.”

A senhora não esclareceu como é que a bandeira de um país pode parecer hostil aos cidadãos desse país. Também não explicou como é que a interdição da bandeira do Reino Unido contribui para a integração das multidões intermináveis de imigrantes que têm entrado no país nas últimas décadas.

Explosão em prédio de Copacabana deixa quatro feridos e interdita rua na Zona Sul

Ocorrência atingiu a garagem e dois apartamentos do edifício; duas vítimas foram levadas ao Hospital Municipal Miguel Couto e causas ainda são investigadas

Mariana Motta

Uma explosão em um prédio residencial mobilizou o Corpo de Bombeiros no fim da tarde desta quarta-feira (19), na Rua Sá Ferreira, em Copacabana. Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas, com lesões classificadas entre leves e moderadas. Duas delas precisaram ser encaminhadas ao Hospital Municipal Miguel Couto

Equipes do Quartel de Copacabana (17º GBM) foram acionadas para atender à ocorrência e realizaram o esvaziamento do edifício, que tem 13 pavimentos, além de um subsolo. A área foi isolada para permitir o trabalho das equipes de emergência.

Segundo relatos preliminares, a explosão teria afetado a estrutura da garagem, localizada no subsolo, e dois apartamentos do segundo andar. Ainda não há informações sobre o que provocou a explosão. A Defesa Civil do município foi acionada para avaliar as condições estruturais do prédio e verificar os possíveis impactos provocados pela ocorrência.

Rua é interditada

Para facilitar o atendimento dos bombeiros e garantir a segurança no entorno, a Rua Sá Ferreira foi interditada na altura da Avenida Nossa Senhora de Copacabana. As equipes permanecem no local realizando o atendimento às vítimas e as medidas necessárias para garantir a segurança da região.

As circunstâncias da explosão ainda serão investigadas. A Polícia Civil ficará responsável pela apuração das causas do incidente.

Título e Texto: Mariana Motta, Vasco Notícias, 19-8-2026

Pedrinho assume culpa por insucesso do Vasco e pede desculpa à torcida

Presidente do Vasco da Gama, Pedrinho concede entrevista ao Podcast Cruzmaltino e fala sobre atual situação do Clube e outros temas

Aniele Lacerda 

Foto: Ronald Lincoln

Presidente do Vasco, Pedrinho concedeu entrevista ao Podcast Cruzmaltino nesta quarta-feira (19). Entre os diversos assuntos, o mandatário falou sobre a situação atual do Clube.

Todavia, apesar de se classificar às quartas de final da Copa do Brasil e disputar as oitavas de final da Sul-Americana, o Gigante da Colina vive situação delicada no Campeonato Brasileiro. Assim, na entrevista, o presidente assumiu a responsabilidade pelo insucesso desportivos e pediu desculpa.

– Todo o insucesso é desportivo, pelo menos com relação à pontuação, e a responsabilidade é toda minha. Eu sou responsável pelo insucesso de pontuação no Campeonato Brasileiro – disse Pedrinho, que completou:

– Eu peço, do fundo do meu coração, desculpa aos torcedores por esse momento de pontuação. Nem eu nem nenhum atleta tem direito de reclamar algo sobre o torcedor. Torcedor do Vasco tem direito a tudo, a reclamar sobre tudo. E o maior responsável sou eu. O único responsável sou eu. Então, eu mereço todas as críticas, toda a reivindicação, todo o protesto, porque a responsabilidade é minha.

Pedrinho critica a 777 Partners

Ainda na entrevista, o presidente do Vasco destacou que a venda da SAF está bem encaminhada com a 777 Partners. No entanto, citou que se surpreendeu com o pedido de auditoria.

O mandatário do Gigante da Colina também citou o empréstimo travado pela justiça. De acordo com ele, sem o recurso o Clube não conseguirá arcar com os compromissos juntos aos credores.

19-8-2026: Oeste sem filtro – Lulinha visitou 18 vezes o Palácio do Planalto + Dino e m. + Glenn Greenwald


No programa de hoje, trazemos informações exclusivas e uma análise profunda sobre os principais escândalos e movimentações em Brasília que estão sacudindo a República.

A Polícia Federal avança nas investigações de tráfico de influência e revela mensagens e esquemas de lobby envolvendo Lulinha, visitas ao Planalto e contratos no Ministério da Saúde. 

Além disso, o STF está no centro de uma nova polêmica: Alexandre de Moraes e Flávio Dino defendem a rediscussão do diploma de jornalista, gerando debates acalorados sobre a liberdade de imprensa. Para aprofundar esse tema, teremos uma entrevista exclusiva com o jornalista Pablo Luis.

Como se não bastasse, Glenn Greenwald voltou a criticar duramente as ações da Suprema Corte. 

No cenário internacional, o governo Trump sanciona o Tribunal de Haia, e nos EUA o cerco se fecha sobre o ex-assessor de Anthony Fauci e os documentos ocultos da pandemia. 

[Daqui e Dali] Erros médicos e descuidos

Humberto Pinho da Silva

Meu avô acabara de sair do semanário "A Paz", onde era editor. Ao passar diante da farmácia do Dr. Gonçalves, este vendo-o corado, disse-lhe: "É melhor consultar o médico. Anda por aí a gripe espanhola!...”

Pouco depois faleceu de pneumonia, devido terem-lhe aplicado medicamento a que era alérgico.

Meu pai sentindo-se doente consultou clínico respeitado. Este recomendou-lhe que devido à idade era melhor tomar medicamento para dilatar as veias capilares. Sentindo as pernas inchadas e humedecidas avisou o clínico. Este recomendou-lhe estender as pernas.... Pouco depois, faleceu com problemas renais.

O jornalista Santos Lessa escreveu no seu periódico no dia do falecimento:

"Pinho da Silva há muito que estava doente, praticamente imobilizado, devido a erro médico. Na última missiva dizia-nos, talvez prevendo o desenlace para breve: "Estou cada vez mais doente da intoxicação que o médico me arranjou."

Minha mãe sentiu forte dor de cabeça. Disseram-lhe que era do fígado; que era do estômago; que era do baço; até psiquiatra lhe disse que era psíquico.

Fez exames. Tirou radiografias e análises, nada resultou. Foi de veraneio para o interior. Indicaram-lhe clínico de grande presteza. Foi. Após aturados exames disse-lhe: ”Não descobri nada! Já fez o exame ao fundo ocular?”

Descobriram que era tumor cerebral bastante adiantado. Faleceu em 1968. 

[Viagens & Destinos] A vida na melhor região para morar do Rio de Janeiro

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Barra da Tijuca — A vida no bairro mais moderno do Rio 
[Viagens & Destinos] Piódão: A aldeia de xisto mais bonita de Portugal 
Museu Nacional – Quinta da Boa Vista – São Cristóvão 
Leblon — O bairro mais caro do Brasil【4K】💰 
O melhor São João de Portugal: nossa experiência no Porto 
[Viagens & Destinos] Copacabana num domingo de Inverno – Rio de Janeiro, Brasil

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

“A liberdade de imprensa não pertence a Moraes, ao STF nem às universidades - pertence à sociedade.”

Karina Michelin

Alexandre de Moraes agora quer decidir até quem pode ser chamado de jornalista. O ministro defendeu que o Brasil volte a discutir a exigência do diploma porque, segundo ele, “qualquer pessoa acorda”, cria um blog, ofende terceiros e se esconde atrás da liberdade de imprensa. 

A arrogância da declaração é estarrecedora, Moraes não está apenas reclamando dos abusos nas redes, está reivindicando para o Estado o poder de separar a “imprensa séria” daqueles que não mereceriam proteção. E quem fará essa triagem? O governo? Uma corporação profissional? Ou o próprio STF? 

Em 2009, por 8 votos a 1, o Supremo derrubou a exigência do diploma prevista no Decreto-Lei 972/1969, criado durante a ditadura militar. Gilmar Mendes, relator do processo, deixou claro que submeter o acesso ao jornalismo ao controle estatal restringe as liberdades de expressão e informação e pode representar censura prévia. 

Moraes pretende ressuscitar justamente a lógica autoritária que o STF enterrou - primeiro o Estado define quem é jornalista; depois escolhe quem merece proteção; por fim, decide qual imprensa é “séria”. A liberdade deixa de ser um direito e se transforma numa concessão da “autoridade”. 

Diploma nunca impediu calúnia, difamação, fraude ou desinformação. Para punir abusos, já existem direito de resposta, indenização e legislação penal; exigir uma credencial não combate crimes, apenas cria um porteiro estatal para controlar quem pode informar e investigar o poder. 

Moraes diz defender a liberdade de imprensa enquanto propõe uma ferramenta perfeita para domesticá-la. Imprensa livre não é apenas aquela que os ministros respeitam, reconhecem ou consideram “séria”, é justamente aquela que não precisa da autorização deles para existir. 

18-8-2026: Oeste sem filtro – 🔥 Lava Jato Viva? Londres ignora STF e avança com investigações

A Justiça britânica desafia o STF e decide manter as provas da Lava Jato, considerando a decisão de Toffoli 'incomum'. O que isso significa para o cenário jurídico brasileiro? 

No programa de hoje AO VIVO, trazemos as notícias mais urgentes que vão impactar o seu dia: 

🔥 Lava Jato Viva? Londres ignora STF e avança com investigações.

🚨 Polêmica no STF: Moraes autoriza ida de Bolsonaro ao dentista, mas veta clínica ligada à família; Fachin fala sobre remuneração de juízes.

💼 Caso Lulinha: Mensagens da PF revelam orientações sobre notas fiscais e contratos no Ministério da Saúde.

🏛️ Governo e Economia: Avanço da PEC pelo fim da escala 6x1, Janja definindo os rumos da campanha de Lula e a greve de servidores do IBGE contra a gestão Pochmann.

⚖️ Direito e Sociedade: Família é condenada por praticar Homeschooling no Brasil.

🌎 Tensão Geopolítica: Trump escala novo chefe para a América Latina e provoca o Irã ao postar mapa do Estreito de Ormuz.

💰 Alerta Financeiro: Grandes bancos se preparam para um cenário econômico difícil. 

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Lucia Lopes no "Pânico", Jovem Pan, 18-8-2026

Não estamos zangados

Paulo Hasse Paixão 

Não estamos zangados como devíamos

Não estamos zangados como devíamos com o que aconteceu durante a pandemia, quando fomos tratados, em nome da ciência, como ratos de um distópico laboratório conduzido por fascistas, nepotistas e aprendizes de feiticeiros.

Não estamos zangados como devíamos com a manipulação genética da humanidade, mascarada de programa de vacinação.

Não estamos zangados como devíamos – e devíamos estar maximamente zangados – com o facto escarrapachado de todos nós, no Ocidente, sermos governados por pedófilos, canibais, satanistas, transhumanistas, escatologistas, sionistas, tiranos e sicofantas.

Não estamos zangados como devíamos com a carga tributária a que somos submetidos, que transformou as repúblicas em imparáveis e eficientíssimos sistemas de coacção, onde o cidadão serve o Estado, ao invés do Estado servir o cidadão.

[Livros & Leituras] La FURIA

Nº 19, trimestriel, Juillet-août-septembre, Éditions de la Furia, Levallois-Perret, 128 pages. 

[Aparecido rasga o verbo] As lamentações de um poste revoltado

Aparecido Raimundo de Souza

“Eu sou um poste de luz. Ilumino tudo, até a incoerência dos insociáveis”.
Tompson de Panasco, morador de rua, atualmente na Estação Sé do Metrô, São Paulo.

CHEGA, BASTA! Estou no limite. Cansei de ficar aqui parado, ao lado desta praça em frente à matriz da paróquia de Santo Antão, ereto feito um varapau, com os braços cheios de fios e, ainda por cima, segurando uma lâmpada irritante (que fica o tempo todo piscando intermitentemente) sem mencionar um baita transformador chato prá burro, pesado com força, e mais degradante, o troço perto do meu coração. Não pensem, que por eu ser um simples poste de luz de praça, não tenha coração. Embora seja um ser inanimado, feito de cimento armado e areia, (esclarecendo que não ando armado, nem uso revolver nem tenho porte) é preciso que todos saibam que dou vida às coisas.

Levo alegria às famílias e aos lares. Não fosse por mim, a luz elétrica jamais chegaria até a sua casa ou nas dependências da igreja do padre Chinfrânio Quermesse. Quando uma pessoa aperta o interruptor, ou liga a tv, o rádio o aparelho de som, e o chuveiro quente, lá estou eu, levando o conforto, a comodidade e o bem-estar. O meu braço que sustenta a luminária me disse, outro dia, que está de saco cheio de todo santo dia olhar para baixo e ver sempre as mesmas coisas. Concordo com ela, em gênero, número e grau. 

Entretanto, devo deixar esclarecido, que essa luminária, não tem sentimento. Por clarear tudo, se acha melhor que todo mundo.

E o que dizer do meu caso? Os passantes me enfeitam com papeis coloridos. Virei, grosso modo, peça de circo. Faço anúncios de graça de vendas de produtos os mais diversificados, de animais de estimação desaparecidos, de cartomantes que operam milagres, de putas à caça de uma trepada inesquecível, e pasmem, não ganho um centavo nem para um café ali na padaria ao lado do prédio da Caixa Econômica. Mais humilhante é aguentar os pombos, os passarinhos, que chegam nos meus cornos e, de roldão, os cachorros e as cadelas que se abancam nos meus pés com a maior naturalidade, levantam as patas e mijam sem o menor constrangimento.

Quando não fazem coisa pior, tipo soltar o barro, dar aquela cagada descontrolada. Aí, é dose para elefante. Estou pensando, seriamente, (aproveitando as épocas eleitoreiras dos futuros ladrões em busca do poder) em conversar com o atual prefeito e fundar o Sindicato dos Postes Solitários, atrelado ao Serviço de Proteção aos Postes Desamparados. Dia desses, uma BMW veio pra cima da calçada, a toda velocidade, com um cara doido, ao volante. Filho do veado do juiz. Acho que o sujeito estava pra lá de Marrakech e, não contente em me atropelar repetiu a dose com uma velhinha que seguia em direção ao supermercado. Foi um estrondo que fez juntar metade da cidade.

Anac autoriza Galeão a receber três dos maiores aviões comerciais do mundo

Com dois andares, o Airbus A380 é considerado o maior avião comercial de passageiros da atualidade, com capacidade para mais de 500 viajantes 

Patricia Lima

Aeroporto Internacional do Galeão, localizado na Ilha do Governador, foi autorizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a operar três dos maiores aviões comerciais do mundo: o Airbus A380, o Boeing 747-8 e o Boeing 777-9.

As operações dos aviões no Galão estão condicionadas ao cumprimento de regras especiais de segurança. A alteração no certificado operacional do Galeão foi publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (14).

Com dois andares, o Airbus A380 é considerado o maior avião comercial de passageiros da atualidade. Dependendo da configuração adotada pela companhia aérea, o avião pode transportar mais de 500 viajantes.

O Boeing 747-8, também é um dos maiores aviões em uso, pode ter operações de carga e de transporte de passageiros. O Boeing 777-9, por sua vez, pertence à nova frota de aviões de grande porte da empresa norte-americana.

17-8-2026: Oeste sem filtro – Roberta Luchsinger sonhava com futuro na Suíça ao lado de Lulinha + Casas Bahia e Marabraz entram com pedido de recuperação judicial + EUA avaliam retomar sanções contra m.

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Ato inaugural da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência do Brasil, Copacabana, 16-8-2026 
Aberta a temporada de caça ao voto 
Eles chegaram às 7h30 e a loja estava fechada 
Carta aberta aos jornalistas

[Livros & Leituras] OMERTA – Le nouveau magazine d’enquêtes et de reportages, nº 13

Occident dégéneré – Pedophilie, Wokisme, Antifa, Racaille, Progressisme – jusqu’où iront-ils?

Trmestriel, juin-juillet-août, Omerta Media, Nanterre, 128 pages. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Cuidado com o Lobo Mau: Universidade de Cambridge classifica o Capuchinho Vermelho como um "conteúdo para adultos," que "inclui temas de violência."

Paulo Hasse Paixão

A Universidade de Cambridge decidiu que até o Capuchinho Vermelho é demasiado perigoso para os frágeis cérebros e a sensibilidade susceptível dos jovens.


O Clare College emitiu um alerta oficial de conteúdos antes de um seminário online gratuito de humanidades para alunos do ensino secundário da rede pública britânica, sinalizando a história como integrando “conteúdos para adultos, incluindo temas de violência, com referência a contos de fadas”.

Contos de fadas para adultos? O Capuchinho Vermelho é um conto erótico?

O seminário, parte de um curso desenvolvido para preparar os alunos do ensino secundário para os estudos universitários, incentivou os participantes a “lerem para além da superfície” das histórias de ninar. As notas oficiais do curso advertem:

“Aviso de conteúdo: Note que esta sessão envolverá a discussão de algum conteúdo para adultos, incluindo temas de violência, com referência a contos de fadas.”

Na versão original da fábula de Charles Perrault, de 1697, o lobo come a avó e a menina. A versão posterior dos Irmãos Grimm mantém a tensão entre o lobo e as personagens humanas, mas permite que um caçador as salve. Certas adaptações modernas intensificaram ainda mais a atmosfera sombria.

Mas seja como for, este conto preenche a imaginação das crianças desde essa altura e ninguém vai ficar traumatizado com uma história deste género, fantasista e própria do imaginário infantil. Ainda assim, Cambridge tratou-a como um potencial evento traumático para os adolescentes.

Fauci censurou em 2021 reportagem da ABC sobre fugas do laboratório de Wuhan e recusa agora nova audiência no Congresso

Paulo Hasse Paixão 

No fim da semana passada ficámos a saber que Anthony Fauci se recusou a conceder uma entrevista transcrita, à porta fechada, a uma subcomissão do senado norte-americano. Na mesma semana, um antigo correspondente da ABC News revelou que a estação suprimiu uma investigação sobre a fuga de amostras num laboratório de Wuhan em 2021, depois de o guião ter sido enviado para Fauci para revisão

O padrão é inconfundível. Obstrução. Censura. Invocação de privilégio. Repetição.

Na sexta-feira, o advogado de Fauci notificou o Senador Ron Johnson (R-WI) de que o antigo diretor do NIAID não iria comparecer a uma entrevista transcrita, a realizar à porta fechada, no âmbito da investigação em curso sobre a resposta falhada do governo federal norte-americano à COVID-19.

Johnson, que já tinha divulgado as mensagens de texto em que Fauci revelava preocupações, que nunca tornou públicas, sobre abortos espontâneos provocados pelas vacinas mRNA contra a Covid-19, não gostou da recusa:

“O advogado do Dr. Fauci acaba de nos informar que ele se recusa a comparecer para uma entrevista privada transcrita. O povo americano merece respostas para perguntas legítimas sobre a nossa resposta desastrosa à COVID-19. Algumas dessas perguntas só podem ser respondidas pelo Dr. Fauci. Ele afirmou uma vez, com arrogância, que estava ‘muito feliz por testemunhar perante qualquer comissão de supervisão do Congresso’ e que não tinha nada a esconder. Aparentemente, tem muito a esconder. Uma vez que Fauci se recusa a falar sobre o seu papel e as suas decisões relacionadas com a COVID-19, a minha Subcomissão continuará a obter os seus registos e a solicitar o contacto com pessoas-chave com quem ele trabalhou.”

Isto acontece dias depois de a Comissão de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado ter votado para considerar Fauci em desobediência ao Congresso pelo seu infame comportamento a 29 de Julho, quando numa audiência pública invocou a Quinta Emenda 112 vezes.

O advogado de Fauci respondeu ao pedido de Johnson alegando que qualquer tentativa de o obrigar a comparecer seria “assediar ou degradar indevidamente o Dr. Fauci para fins políticos”.

A manchete que não veio

Vandalismo na Embaixada americana, um preso e nenhum escândalo nacional. Imagine se fosse um grupo de direita...

Rogerio Pires

Era pouco depois do amanhecer de quinta-feira, 13 de agosto, no Setor de Embaixadas Sul. A hora em que Brasília ainda está fria e o Eixo Monumental parece grande demais para tão pouca gente. Um grupo chegou ao muro da representação diplomática dos Estados Unidos com tinta, faixas e fantasias. Havia gente de rosto pintado. Havia gente vestida de palhaço. Havia uma cartola de papelão imitando o Tio Sam.

Quando foram embora, o muro carregava uma frase em português e a mesma frase em inglês, escrita com um erro de ortografia: os Estados Unidos fazem guerra e lucram com a morte.

No chão ficaram ossos falsos, feitos de fita crepe. Uma faixa acusava a indústria bélica americana de produzir fome e destruição. E ficaram também as cinzas de uma bandeira estilizada dos Estados Unidos, decorada com caveiras e mísseis, ateada ali mesmo, no perímetro de uma missão diplomática estrangeira. A perícia registrou um princípio de incêndio já extinto.

Todos saíram antes da Polícia Militar chegar.

Quem assinou

Não houve mistério nem investigação penosa para descobrir a autoria. O próprio Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra assumiu o ato horas depois, em suas redes sociais, dizendo que a intervenção foi feita pela Juventude Sem Terra em conjunto com o Levante Popular da Juventude, contra o que chamam de indústria da guerra e de imperialismo americano.

O ato integrava a 17ª Jornada Nacional da Juventude Sem Terra e uma mobilização batizada de “Sejamos Todos como Fidel”, organizada por coletivos ligados ao MST, ao Levante e a outras frentes, em referência ao centenário de Fidel Castro, celebrado exatamente naquele 13 de agosto.

A Pragmatically Amended 1956 Compromise Could Speedily Resolve The Kuril Islands Issue

Andrew Korybko 

The amended 1956 compromise put forth in this piece would advance their interests and arguably also America’s as well but requires Russia to make the first move by informally floating this proposal

Putin’s first-ever visit to the Kuril Islands during his trip to Iturup was harshly condemned by Japanese Prime Minister Sanae Takaichi due to her country’s continued claims to that island and several others that Tokyo considers to be its “Northern Territories”. Kunashir, Shikotan, and the uninhabited Habomai Islands round out the rest of the Russian territory whose control is disputed in Northeast Asia. For background, the Yalta Agreement returned the Kuril Islands to the USSR, but Japan raised a technicality.

From its perspective, the abovementioned islands supposedly weren’t ever legally considered part of the Kuril Islands, but a 1949 State Department memo argued that aquaculture-rich Shikotan and the Habomai Islands are the only ones whose legal status under the Yalta Agreement might be debatable. Soviet–Japanese Joint Declaration of 1956 that restored their diplomatic relations included a compromise whereby Moscow agreed to transfer those two to Tokyo after they sign a peace treaty.

For reasons beyond the scope of this analysis to detail but which many on the Russian side suspect was due to American influence over Japan, their grand compromise fell apart, ergo why the dispute persists to this day with Tokyo claiming all four of the previously mentioned areas. Putin invested considerable time and effort into restoring the 1956 compromise so as to unlock more Japanese investment, open up more of its energy market to Russian exports, and preemptively avert Russian dependence on China.

These outcomes are also in Japan’s objective national interests, but the emotive nature of this dispute for some of the Japanese electorate impeded a resolution even under the late Prime Minister Shinzo Abe, who Putin considered to be a close friend and with whom he discussed this issue at length. “Putin Lamented The Worsening Of Russian-Japanese Relations” during his tour of the Russian Far East right before his trip to Iturup to signal that this is Moscow’s response to the trend that he blames on Tokyo.

Ai de ti, Copacabana

Marcelo Duarte Lins

Copacabana foi, durante décadas, o cartão-postal do Rio de Janeiro e do Brasil.

O Palace, os réveillons, a praia, os bares, a boemia, os grandes shows, os turistas, as celebridades.
E as multidões.
Sempre foi um palco.

Hoje voltei a ela.
Peguei o metrô na Barra. No vagão, o verde e o amarelo apareciam aqui e ali. Depois, mais densos. Gente mais velha, em sua maioria. Alguns muito velhos. Poucos jovens.


O inverno parecia ter esquecido de si mesmo. Vinte e quatro graus, céu parcialmente nublado, vento leste. O mar, agitado.

Na Avenida Atlântica, a cidade vestia Brasil.

No Posto 5, um carro de som atravessava a avenida, na esquina da Bolívar. De um lado e de outro, bandeiras. Um corredor de grades ligava o carro de som ao hotel Pestana.

Flávio Bolsonaro passaria por ali.
Havia polícia. Discursos. Músicas. Gente.
Muita gente.
Não sei quantas.

Hoje já não tenho tanta curiosidade pelos números.
Prefiro os rostos.
Eram rostos cansados.

Pedro Emanuel analisa postura ofensiva do Vasco e cita a base

Pedro Emanuel analisa atuação ofensiva do Vasco da Gama na derrota diante do Santos e fala sobre o uso da base

Aniele Lacerda

O Vasco sofreu uma dura derrota diante do Santos e perdeu a chance de deixar a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. No duelo direto, o time de Pedro Emanuel teve um bom volume ofensivo, mas faltou eficiência para balançar a rede. 

Foto: Pedro Cobalea/Lance

Com o resultado, o Gigante da Colina chegou ao terceiro jogo sem marcar gols, o que já ligou o sinal de alerta nos bastidores. Então, na entrevista coletiva, o comandante português analisou o comportamento da sua equipe diante dos paulistas.

– Normalmente, nós tendemos a analisar o jogo de uma forma geral, mais completa. E, até o momento em que sofremos o gol, estávamos claramente por cima no jogo. As alterações que eu faço são no sentido de injetar energia, de nos dar um pouco mais de profundidade, de podermos empurrar um pouco mais o Santos para trás, mesmo tendo criado logo no início duas ou três situações. Eu me lembro, assim de cabeça, do Tchê Tchê logo no início do segundo tempo, lembro do Robert com um cruzamento – disse Pedro Emanuel, que concluiu:

– Agora, não conseguimos ser eficazes. E isso, só com trabalho. E digo já: nem ontem achava que éramos a melhor equipe do mundo, nem hoje acho que somos a pior. Sabemos qual é o nosso caminho. Sabemos que temos esses tropeços duros, são muito duros, não vou mentir. Estou com o mesmo sentimento com que toda a nossa torcida saiu daqui do estádio. Acho que fizemos o suficiente, mas, no fim, esse resultado é penalizador demais. Mas é a realidade, e temos que seguir em frente.

Pedro Emanuel fala sobre a base

Diante dos problemas ofensivos, um dos assuntos abordados foi sobre o uso da base. Vale destacar que o Vasco não tem Brenner, que sofreu uma lesão no pé. Enquanto isso, David e Spinelli não tiveram atuações brilhantes na ausência do centroavante. Todavia, o técnico português pediu cautela quanto ao uso da base, justificando que não pretende queimar etapas.

[Sétima Arte] Jovem e Inocente

Young and Innocent ou The Girl Was Young (br.: Jovem e Inocente) é um filme de suspense britânico de 1937, dirigido por Alfred Hitchcock

O roteiro se baseia no livro de 1936, A Shilling for Candles, de Josephine Tey.

Destaque para a elaborada cena do salão do Grand Hotel, quando o paradeiro do verdadeiro assassino é revelado.

Sinopse

Christine Clay é uma famosa atriz que sofre com os ciúmes de seu ex-marido Guy que a acusa de manter um relacionamento com o jovem escritor Robert Tisdall. Na manhã seguinte, Christine aparece morta na praia e Robert a vê e corre para buscar ajuda. Quando a polícia chega, constata que a mulher fora asfixiada com um cinto achado ao lado do corpo e duas banhistas testemunham que viram Robert fugindo. 

Robert não aceita e escapa do tribunal, tentando provar que o cinto não era dele. A jovem filha do chefe de Polícia, Erica Burgoyne, acredita na inocência dele e o ajuda a fugir da perseguição policial em seu velho carro Morris, tornando-se suspeita de ser cúmplice de assassinato.

Aparição de Hitchcock

Como na maioria de seus filmes, Hitchcock faz uma aparição: ele pode ser visto do lado de fora do tribunal segurando uma câmera, aos 14 minutos do filme. Wikipédia

***

A famosa cena do travelling através do salão de dança do Grande Hotel é um dos exemplos mais instigantes dessa criação de uma linguagem própria de suspense. Partindo de um grande campo (a câmera está no teto do salão), onde vemos pessoas dançando e uma banda ao fundo da tela, a câmera faz o seu trajeto, diminuindo o campo de visão e detalhando melhor os rostos dos dançantes. Em seguida, a lente foca nos músicos, e por fim, no baterista, que em um primeiro plano, quase como uma confissão para o espectador, revela o seu tique, o mesmo que havia apresentado desde a primeiríssima cena. Crítica: Jovem e Inocente