terça-feira, 14 de julho de 2026

[Livros & Leituras] A tragédia da Rua das Flores

Eça de Queiroz, Círculo de Leitores, maio de 1981, 346 páginas. 

Tragédia da Rua das Flores é um romance de Eça de Queirós escrito em 1877.

O texto foi adaptado, em 1981, para o formato televisão, com Lourdes Norberto e Antonino Solmer nos papéis principais e a direção a cargo de Ferrão Katzenstein.

Em 1982 foi feita uma adaptação teatral que contou com a participação de Simone de Oliveira, Carlos Daniel e Armando Cortêz. Wikipédia

***

«Era no Teatro da Trindade, representava-se o Barba Azul.» Este é o cenário em que se inicia a acção de A Tragédia da Rua das Flores, romance de Eça de Queiroz que ele mesmo qualificou como «livro cruel» e que permaneceu inédito durante mais de um século. Escrita entre 1877 e 1878 e apenas publicada em 1980, esta é a história da paixão fatal de Vítor e Genoveva, que Eça acabaria por deixar por corrigir e editar, mas que serviu de ponto de partida para que em 1888 os leitores recebessem aquela que é a sua obra-prima, Os Maias. A presente edição de A Tragédia da Rua das Flores recupera e corrige o texto da primeira edição, com fixação e notas de João Medina e A. Campos Matos. 

"A Tragédia da Rua das Flores não é dos romances de Eça de Queiroz mais conhecidos e editados, o que é pena. A existência do romance remonta a 1877, quando Eça o menciona em correspondência ao seu editor. Contudo, só viria a ser publicado mais de cem anos depois, após muita discordância familiar; o escândalo era temido pela viúva e pela filha. 

Não sem alguma razão para o temor, o tópico do romance é uma relação incestuosa que o autor desenvolve em episódios rápidos, curtos e intensos. Um drama moral cruel e chocante elevado a dimensões de tragédia grega. 

A história da concepção e publicação desta obra é-nos contada no primoroso prefácio que antecede o romance; muitas foram as voltas dadas pelo rascunho encontrado nas gavetas familiares até ser publicado e chegar às mãos dos leitores. 

"O flagrante do tratamento ilegal e desigual imposto a Bolsonaro está escancarado"


Ilha de Ivo Pitanguy é avaliada em R$ 550 milhões e se torna a mais cara já anunciada na América do Sul

Valor da propriedade em Angra dos Reis foi revelado pelo jornal britânico The Times; ilha reúne pista de pouso, praias privativas e quase 300 mil m² de Mata Atlântica

Victor Serra

A famosa Ilha dos Porcos Grandes [foto], que pertenceu ao cirurgião plástico Ivo Pitanguy, ganhou um novo título no mercado imobiliário de luxo. Segundo revelou o jornal britânico The Times, a propriedade, à venda há alguns meses, está sendo oferecida por US$ 100 milhões, o equivalente a cerca de R$ 550 milhões. O valor coloca o imóvel, localizado em Angra dos Reis, como a ilha mais cara já anunciada à venda na América do Sul.

Com aproximadamente 299,5 mil metros quadrados de área total e 1.391 metros quadrados de área construída, a propriedade reúne uma estrutura considerada rara até mesmo no mercado internacional de imóveis de luxo. O complexo conta com residência principal e seis bangalôs em estilo mediterrâneo, que somam nove suítes distribuídas em diferentes edificações, projetadas para preservar a privacidade e a integração com a Mata Atlântica.

Entre os diferenciais estão uma pista de pouso privativa de cerca de 400 metros, apta para aeronaves de pequeno porte, um cais exclusivo para grandes embarcações, praias particulares, nascentes de água doce e áreas de preservação ambiental. A infraestrutura ainda inclui quadra de tênis, trilhas, mirantes naturais e circulação interna por carrinhos elétricos.

Responsável pela comercialização, a VRL Luxury Brokerage afirma que a propriedade também pode ser destinada a empreendimentos como resort de eco-luxo, retiro de bem-estar, branded residences ou residência privada de alto padrão. Ao longo dos anos, a ilha recebeu personalidades internacionais, entre elas o ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter.

Fim dos talões: Rio estreia estacionamento rotativo digital nesta sexta-feira com pagamento pelo app Jaé

Novo sistema começa pela Lagoa Rodrigo de Freitas, terá fiscalização eletrônica e permitirá pagamento por PIX ou cartão de crédito no aplicativo

Mariana Motta

A Prefeitura do Rio regulamentou, nesta terça-feira (14), o Rio Rotativo Digital, novo sistema de estacionamento rotativo que substituirá os tradicionais talões de papel pelo aplicativo Jaé. O projeto-piloto será implantado a partir da próxima sexta-feira (17) no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas, onde 667 vagas passarão a operar no novo modelo. A tarifa permanece em R$ 2 para até duas horas de permanência, com possibilidade de renovação até o limite de seis horas.

A implantação ocorrerá de forma gradual, conforme a instalação da nova sinalização nas vias. Durante o período de transição, os motoristas serão orientados sobre o funcionamento do sistema e não serão autuados exclusivamente por descumprimento das novas regras.

Como vai funcionar o Rio Rotativo Digital

Com o novo modelo, o motorista deverá utilizar o aplicativo Jaé para registrar o uso da vaga. Após estacionar em um local sinalizado, será necessário acessar a plataforma, selecionar a opção “Rio Rotativo”, confirmar o endereço identificado pelo GPS, informar a placa do veículo e escolher o tempo de permanência. O pagamento será realizado por meio da carteira digital do aplicativo, abastecida via PIX ou cartão de crédito.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), a mudança busca modernizar o controle das vagas públicas e acabar com a cobrança irregular em áreas de estacionamento rotativo.

Lagoa será a primeira região a receber o sistema

A fase inicial do Rio Rotativo Digital será implantada em sete bolsões de estacionamento no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas. Ao todo, serão 667 vagas, distribuídas ao longo das avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa, além das proximidades do Clube Caiçaras, Clube Piraquê, Parque das Taboas, Parque dos Patins e Parque do Cantagalo.

[Aparecido rasga o verbo] Ela se tornou o meu elo de ligação feito de amor e pura magia

Aparecido Raimundo de Souza

Para a Lilia, a minha princesa oculta que guardo no coração.

A NOSSA VIDA, por mais simples que seja, tem dessas coisas que a razão não explica, mas o coração entende antes mesmo de pensar. Muita gente por aí diz e repete: “quando um casamento acaba, tudo o que veio com ele vai por água abaixo também”. De certa forma, não deixa de ser verdade. Os parentes viram conhecidos, os laços se desfazem, os caminhos se separam para sempre e cada um segue o seu, sem olhar para trás. Eu também, um dia, achei que fosse realmente assim.

Até que o tempo, com a sua sabedoria quieta e contemplativa, me mostrou o contrário, e o fez na figura de uma menina que chegou à minha vida como irmã da minha então esposa Carla, e que com o passar dos anos deixou de ser apenas minha cunhada para ser, para todos os efeitos de sentimento, mais uma filha que a vida me deu de presente. Seu nome, Lília. Quando eu era casado com a Carla, ela ainda era pequena, e eu sempre a tratei com todo o carinho do mundo, exatamente como se fosse uma filha. 

Dava conselhos, ouvia as suas histórias, ficava feliz com as suas vitórias, muitas vezes me preocupava com os seus medos e tristezas. E quando chegou o dia da separação, aquele momento em que muita gente some, em que portas se fecham e silêncios se instalam, o que aconteceu com a gente foi exatamente o oposto. Nós nos aproximamos ainda mais. Nunca deixamos de conversar, de nos contar como foi o dia, de compartilhar o que dava no coração.

13-7-2026: Oeste sem filtro – Após carta, m. proíbe visitas de Flávio a seu pai + m. dá 48 horas para Bolsonaro explicar divulgação de carta nas redes…


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[Livros & Leituras] Uma campanha alegre

Eça de Queiroz, Círculo dos Leitores, Lisboa, dezembro de 1980, 378 páginas.
Original publicado em 1890. 

Reúnem-se neste volume as páginas escritas por Eça de Queiroz entre maio de 1871 e outubro de 1872 para As Farpas, publicação satírica mantida em conjunto com Ramalho Ortigão. Quando da sua primeira compilação, vinte anos após a escrita, Eça deu-lhe o título de Uma Campanha Alegre e justificou desta forma a sua escolha:

«Todo este livro é um riso que peleja. Que peleja por aquilo que eu supunha a Razão. Que peleja contra aquilo que eu supunha a Tolice.»

Retrato da sociedade e da cultura portuguesas da época, estas são notas de um observador exímio e de um escritor com um dom singular para a ironia.


«[Eça] amplia, como processo crítico, as situações sociais e as figuras até aos limites máximos da caricatura para os atingir pelo ridículo. Nenhum sistema, sem dúvida, mais eficiente do que este para exibir o que havia de postiço e de artificial na organização social da época», Álvaro Lins 

Parece que foi escrito hoje. Ou ontem. A atualidade deste nome maior da nossa vida coletiva e da nossa literatura impressiona sempre. De uma inteligência e sagacidade impressionantes, com o finíssimo travo a crítica social e de costumes. André Lamas Leite 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

A imparável Michelle

Tatiane Melchior Stefanello Hodson

Depois de lavar incansavelmente a roupa suja familiar em frente aos holofotes midiáticos, Michelle cansou de ser apenas a "lavadeira". Afinal, faltam poucos meses para a eleição, e a coceira por um cargo importante, que possa colocá-la em extrema evidência novamente, é muito mais importante do que tirar o PT do poder.

Atrapalhar a candidatura de Flávio com um vídeo ridículo não foi suficiente. Michelle quer alçar vôos e votos mais altos. Decidiu que é a mulher mais poderosa do Brasil e fundou a sua própria Liga da Justiça: as "Imparáveis".

Escolheu a Mulher- Maravilha como o personagem que representa o seu movimento feminista de direita (como se feminismo de direita existisse). 


Michelle está equivocada em suas atitudes e desejos. Seus fãs inflaram seu ego a tal ponto que ela não resistiu ao canto da sereia. Acreditou na adulação dos fãs, que a colocaram num pedestal, sem entender que muitos deles só almejam a desunião do movimento conservador no país.

Não a culpo por sonhar, mas há uma grande diferença entre querer ajudar o Brasil, e saber o seu lugar como coadjuvante política.

Em vez de atrapalhar a candidatura de Flávio, ela deveria ter respeitado a decisão do marido e trabalhado com afinco e humildade pela eleição do enteado.

Será que Michelle não percebe que, ao antagonizar o seu "galego", ela está ajudando o inimigo?

Divórcio: remédio amargo


A Bíblia permite o divórcio em situações excepcionais. Mas o divórcio é sempre uma tragédia.

Nunca é algo a ser comemorado. É um remédio amargo, uma concessão divina à dureza do coração humano.

Por isso, a mentalidade divorcista, que vê no divórcio sempre a primeira e fácil opção às dificuldades inerentes ao matrimônio é uma disposição pecaminosa do coração inadmissível aos cristãos.

Texto e Vídeo: Vitor Grando, Facebook, 13-7-2026, 11h38

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A fábrica de inúteis

A mãe disse não. Ele chamou advogado

Rogerio Pires 

Um vídeo correu as redes nos últimos dias e resume, em menos de um minuto, o estado de uma geração inteira. Nele, um rapaz de 24 anos aparece aos prantos. Não perdeu um parente. Não recebeu diagnóstico grave. Não foi demitido. 

Ele chora porque a mãe avisou que, depois dos 25, não vai mais pagar as contas dele. 

E a reação do rapaz, segundo o relato que viralizou, não foi procurar emprego. Foi procurar advogado. Processar a própria mãe para garantir sustento vitalício, como se ela tivesse assinado, na maternidade, um contrato de servidão perpétua. 

Pare e pense no que isso significa. 

Um homem adulto, com saúde, com estudo, com todas as ferramentas do mundo moderno na palma da mão, entende que a mulher que o pariu, criou e bancou por um quarto de século ainda lhe deve alguma coisa. E chora em público, filmando o próprio choro, esperando aplauso. 

O pior é que o aplauso vem. 

Não é caso isolado. É epidemia. 

Quem acha que se trata de um surto individual precisa olhar para o que já chegou aos tribunais mundo afora. 

Em 2020, a Suprema Corte da Itália precisou julgar o caso de um homem de 35 anos, professor de música em meio período, que exigia mesada dos pais. Alegava que 20 mil euros por ano não davam para viver no padrão que ele merecia. A corte negou. Precisou de juiz togado para dizer o óbvio: adulto se sustenta.

Três anos depois, também na Itália, uma mãe de 75 anos foi à Justiça para conseguir algo que deveria ser automático: despejar da própria casa os dois filhos, ambos na casa dos 40 anos. A imprensa local os apelidou de “parasitas”. Eles contrataram advogados para permanecer no sofá materno. 

Budanov Crushed Ukrainian Nationalists’ Fantasy Of An Ethnically Pure State

Andrew Korybko 

The irony is that they actually ended up building a liberal dystopia instead of a “fascist utopia”

The “Organization of Ukrainian Nationalists (OUN) and their militant “Ukrainian Insurgent Army” (UPA) wing, which genocided Poles and others in pursuit of an ethnically pure state, are the founding fathers of post-“Maidan” Ukraine. Ukrainian nationalists thus assumed that their fight against Russia from 2014, and especially after the start of the special operation in 2022, would advance this goal. Kiev’s banning of the Russian language, elements of Russian culture, and the Ukrainian Orthodox Church gave them hope.

This fantasy was just shattered by his Chief of Staff Kirill Budanov, who reaffirmed in late June what he said earlier in spring about the country’s need to attract more migrants since “There are significantly fewer of us now. I don’t want to scare anyone, but significantly fewer.” Around six weeks prior in early May, Minister of Social Policy Denis Uliutin revealed that only 22-25 million people still live in Ukraine. Of them, at least 10 million are pensioners per the Pension Fund of Ukraine’s estimate in early April.

To make matters even more concerning, UNICEF estimated last year that there are 6.6 million children under the age of 18, so taken together, that leaves just 6-9 million working-age adults left in the country. The World Bank’s latest data from 2024 estimates that males comprise 46% of the population, so that would roughly mean that Ukraine has only 2.76-4.14 million working-age males, a non-insignificant but unclear percentage of whom were either killed or permanently handicapped by the ongoing conflict.

Motocicletas e bicicletas viram o terror dos pedestres

Condutores dos veículos de duas rodas avançam sinais, andam na contramão e nas calçadas

Waleria de Carvalho

Todos os dias, seja de manhã, à tarde ou à noite, moradores dos mais diversos bairros do Rio de Janeiro têm mais um motivo para se preocupar: os inúmeros motociclistas, ciclistas e, atualmente, até os aficionados por patinetes. Em vez de respeitarem as leis de trânsito, eles avançam sinais, andam na contramão e ainda trafegam nas calçadas, esquecendo-se dos pedestres e causando acidentes, alguns até fatais.

IA 

Da Zona Norte à Zona Sul, o avanço do sinal vermelho tornou-se uma regra. Cruzamentos perigosos são ignorados por motociclistas e ciclistas que aproveitam brechas entre os carros, forçando quem está atravessando a correr para salvar a própria vida. Cortar quarteirões inteiros trafegando na pista oposta virou manobra padrão. Ruas de sentido único transformaram-se em vias de duplo sentido informais e altamente perigosas.

Bicicletas elétricas modificadas e ciclomotores de alta velocidade invadem o espaço que deveria ser do ciclista convencional. Pedalar em ritmo de lazer ou transporte tornou-se um risco devido a veículos pesados cruzando as pistas exclusivas a mais de 40 km/h. Moradores precisam olhar para todos os lados e para a calçada, que deveria ser reservada apenas para quem está a pé, mas não é isso o que acontece. E o pior: quando alguém reclama, é xingado na mesma hora. Os idosos são os mais afetados pela falta de educação dos condutores de duas rodas.

Que o diga a professora aposentada Maria da Glória Carvalho, de 60 anos. Ao andar pela Rua da Glória, na região central do Rio, ela foi atropelada por uma ciclista que ia para um bloco vender produtos. "Isso foi no Carnaval. Estava atravessando a rua e a ciclista me atropelou trafegando na contramão. Por sorte, passou devagar no meu pé e eu não me machuquei. O mais engraçado foi ela falar que bicicleta não tem mão. Claro que tem", pontuou. Pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a bicicleta só pode circular na mesma mão dos carros e, se for na calçada, apenas com sinalização específica ou se o condutor estiver desmontado, empurrando o veículo.

PM reage a tentativa de assalto e mata criminoso na Barra

Agente havia acabado de sair do serviço quando foi abordada por bandidos na Avenida Salvador Allende

Ana Fernanda Freire

Uma policial militar matou um criminoso durante uma tentativa de assalto na Avenida Salvador Allende, na região conhecida como Barra Olímpica, na Zona Sudoeste, na noite deste domingo (12). A agente estava de carro e havia acabado de sair do serviço quando foi abordada por um grupo de assaltantes.

De acordo com a corporação, a militar reagiu à ação e atingiu um dos assaltantes, que morreu no local da ocorrência. Os demais suspeitos fugiram antes da chegada de equipes do 18⁰ BPM (Jacarepaguá), responsáveis pelo patrulhamento na região.

A área precisou ser isolada e preservada para o trabalho da perícia da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A policial militar não sofreu ferimentos. O policiamento permanece reforçado na localidade.

Título e Texto: Ana Fernanda Freire, O Dia, 13-7-2026, 6h52

Vasco volta a campo após mais de 40 dias de crise e mudanças; veja cronologia

Vasco da Gama encerra período de turbulência e retorna aos gramados após instabilidade dentro e fora das quatro linhas

Altair Alves

Mais de um mês sem disputar uma partida oficial foi suficiente para o Vasco atravessar um dos períodos mais conturbados da temporada. Durante a paralisação para a Copa do Mundo, o Clube acumulou mudanças profundas nos bastidores.

As principais delas foram a demissão do técnico Renato Gaúcho, uma intervenção judicial na SAF, o afastamento e posterior retorno de Pedrinho ao comando da empresa, além de negociações frustradas, disputas políticas e reformulações no elenco.

Agora, com o fim da pausa, o Cruzmaltino volta a disputar o Campeonato Brasileiro nesta quinta-feira (16), diante do Vitória, em Salvador, tentando deixar para trás semanas de instabilidade administrativa e esportiva. 

Queda de rendimento culminou na saída de Renato Gaúcho

O Vasco iniciou o período que antecedeu a paralisação buscando se afastar da parte inferior da tabela do Brasileirão. Apesar de uma breve reação sob o comando de Renato Gaúcho, a equipe voltou a oscilar e encerrou a sequência de jogos na zona de rebaixamento após derrota para o Atlético-MG, em São Januário.

Pouco antes da reapresentação do elenco, a diretoria decidiu demitir o treinador. A avaliação interna apontava desgaste no relacionamento entre a comissão técnica e os jogadores, provocado por críticas públicas feitas pelo treinador, além de divergências sobre métodos de treinamento e decisões adotadas durante as partidas.

Tropical Hotel Amazônia: do abandono ao renascimento

Em celebração aos 50 anos de história do Tropical Hotel Amazônia, completados no dia 26 de março, o Portal Rios de Notícias apresenta o documentário “Tropical Hotel Amazônia: do abandono ao renascimento”, produzido dentro do projeto DocumentaRios. 

A produção mergulha na trajetória de um dos maiores símbolos do turismo da região Norte, mostrando momentos marcantes da sua história e revelando, com exclusividade, os bastidores do processo de reestruturação. 

O ponto de virada acontece em 2020, quando o Grupo Fametro adquiriu o empreendimento em leilão judicial por R$ 91 milhões. Desde então, um amplo projeto de revitalização vem sendo realizado — com mais de 90% das obras já concluídas — marcando um novo capítulo para esse ícone histórico de Manaus. 

🎥 Ficha técnica

Reportagem: Gabriel Lopes

Imagens: Luiz André Nascimento, Tunico Santos, Rodrigo Oliveira e Hudson Neris

Edição de imagens: Fabíola Nascimento

Produção e edição de texto: Nayandra Oliveira e Hernani Gabriel

Direção de jornalismo: Rômulo Araújo 

Construção civil em Portugal vs Brasil: Olha a quantidade de ferro desta obra!

🤔 Você já viu como funciona o início de uma construção de moradias aqui em Portugal? Neste vídeo, eu visito o canteiro de obras de três moradias (vivendas) de alto padrão dentro de um campo de golfe e mostro um detalhe que impressiona qualquer brasileiro: a quantidade absurda de ferro utilizada na estrutura! 

Conversamos com o Elias, um carpinteiro e ferreiro com mais de 21 anos de experiência na construção civil em Portugal, que nos explicou a realidade das obras europeias. 

Você vai entender por que as construções em Portugal levam tanto ferro (alerta: o motivo é sísmico!), como funciona a estrutura de malha dupla, as paredes de betão para contenção de aterro e as impressionantes estacas (bate-estacas) perfuradas a mais de 30 metros de profundidade por geólogos e topógrafos. 

Se você tem curiosidade sobre como é morar, trabalhar ou construir em Portugal, ou quer comparar a construção civil de Portugal com a do Brasil, este vídeo é para você!

0:00 - O início de 3 moradias em Portugal

0:15 - Conhecendo o canteiro de obras (e a fiscalização!)

1:18 - Entrevista com Elis: 21 anos de construção civil em Portugal

1:49 - Malha dupla de ferro e paredes de betão

2:40 - Como funciona a estrutura de uma casa em Portugal (Garagem, Rés-do-chão e 1º Piso) 3:34 - O verdadeiro motivo de tanto ferro em Portugal (Sismos)

4:36 - Teste de firmeza na laje: Construtor nota 1000

5:17 - Estacas de 30 metros: Como é feita a fundação no morro

7:22 - Acompanhe esta obra do zero ao fim!

FC Porto: os 35 convocados de Farioli para o estágio em Inglaterra

Francisco Sebe

Técnico italiano só fará corte no grupo após semana de trabalho no St. George's Park, que arranca hoje. Deniz Gul é a novidade, lesionados Samu e André Miranda seguem viagem. Juventude continua à prova

Ontem foi dia para o plantel do FC Porto recarregar baterias antes de entrar numa nova fase da pré-temporada. Após a folga que se seguiu ao empate com o Hibernian (1-1), no primeiro jogo-treino de 2026/27, os dragões embarcam esta tarde rumo a Inglaterra — o voo está marcado para as 14h30, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro —, onde vão realizar um estágio de seis dias, até sábado, no St. George's Park, casa das seleções dos três leões. 

E será com um grupo alargado de jogadores que os azuis e brancos vão seguir viagem. Francesco Farioli optou por não fazer o tradicional corte antes da concentração em solo britânico e elaborou uma convocatória de 35 jogadores.

A lista de jogadores convocados para o estágio no St. George's Park:

Guarda-redes: Cláudio Ramos, João Costa, João Afonso e Gonçalo Ribeiro;

Defesas: Alberto Costa, Martim Fernandes, Jan Bednarek, Nehuén Pérez, Gabriel Brás, Jakub Kiwior, Dominik Prpić, Luís Gomes, Zaidu, Francisco Moura e Yoan Pereira;

Médios: Alan Varela, Pablo Rosario, Tiago Silva, Victor Froholdt, Bernardo Lima, Eirik Granaas, João Teixeira, Gabri Veiga, Rodrigo Mora e Mateus Mide;

Avançados: Pepê, William Gomes, André Miranda, Borja Sainz, Oskar Pietuszewski, Duarte Cunha, André Silva, Deniz Gül, Eduardo Ferreira e Samu.

A comitiva, ainda sem Diogo Costa e Stephen Eustáquio, que gozam férias pós-Mundial, conta com quatro guarda-redes, onze defesas, dez médios e dez avançados, sendo no ataque que reside a principal novidade.

[Sétima Arte] Meu querido presidente

The American President (bra: Meu Querido Presidente; prt: Uma Noite com o Presidente) é um filme norte-americano de 1995 dirigido por Rob Reiner, escrito por Aaron Sorkin e estrelado por Michael Douglas, Annette Bening, Martin Sheen, Michael J. Fox, David Paymer e Samantha Mathis. 

No filme, o Presidente Andrew Shepherd é um viúvo que tenta uma relação com a lobista Sydney Ellen Wade – que acabou de se mudar para Washington, D.C. – enquanto ao mesmo tempo tenta aprovar um projeto de lei de controle ao crime. 

***

Rob Reiner é um romântico. Pelo menos, é um dos melhores diretores da atualidade quando o assunto é `comédia romântica`. São dele Harry & Sally - Feitos um Para o Outro e A Princesa Prometida. Além disso, Reiner trabalhou (como ator) em Sintonia de Amor, um dos melhores filmes do gênero no atual cinema americano. E agora ele está de volta com este Meu Querido Presidente. 

O filme não decepciona. É puro entretenimento. É um daqueles filmes para se ver com a paquera, namorada, noiva ou esposa ao lado, e aproveitar o clima criado para também se tornar romântico. Sintonia de Amor, por exemplo, deve ter sido a inspiração para o início de vários romances pelo mundo afora. É leve, divertido e gratificante. 

Andrew Shepherd é o Presidente dos Estados Unidos (nome sugestivo, não? `Pastor` é um bom nome para o líder de uma nação...), tem quarenta e poucos anos, é viúvo e tem uma filha inteligente e carinhosa. Tem, também 63% de aprovação da população e uma equipe que o admira e seria capaz de tudo por ele. Mas não é totalmente feliz. A morte de sua esposa deixou um vazio em sua vida. E não só no sentido político (para ir a eventos públicos, é acompanhado por uma prima), mas também em sua alma. Ele precisa de alguém. 

domingo, 12 de julho de 2026

Chega de tapar o sol com a peneira

Não foi só o futebol brasileiro que perdeu prestígio. A diplomacia, que já foi uma das mais respeitadas do mundo, também não consegue mostrar o mesmo brilho do passado 

Nuno Vasconcellos

A frustração que se espalhou pelo país na semana passada, depois que a derrota para o time da Noruega tirou a Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 2026, trouxe uma discussão que não pode ser adiada. Uma discussão que, além do futebol, se estende a outras situações da vida nacional. O ponto de partida do debate, que além de urgente é necessário, é o seguinte: não é mais possível continuar tentando tapar o sol com a peneira e seguir ignorando que os problemas do país são consequência de uma mania que precisa ser abandonada.

Essa mania é a de se queixar das consequências sem atacar as causas dos problemas. No caso da Copa, a desclassificação não começou aos 34 minutos do segundo tempo da partida, quando Erling Haaland marcou o primeiro gol da Noruega. Ela foi consequência de erros que começaram a ser cometidos anos atrás e que, enquanto não forem corrigidos, seguirão produzindo uma decepção atrás da outra. A verdade é que o futebol do país já não é o mesmo do passado. Ele vem sendo dilapidado pelas trapalhadas e omissões dos cartolas, pelo despreparo dos treinadores, pelo endeusamento prematuro de atletas e por uma série de outros males. 

Não é o caso de entrar em detalhes nem de tentar explicar, aqui, o processo que levou à perda de força e de prestígio internacional de uma Seleção que, embora não consiga se impor sobre os adversários, ainda mobiliza a paixão dos brasileiros. Queiram ou não queiram os que criticam o interesse que o futebol sempre despertou em um país que tem problemas muito mais sérios para resolver, a Seleção sempre ajudou a projetar uma imagem positiva do Brasil no mundo.

Nesta Copa, sob comando do italiano Carlo Ancelotti — que tem contrato com a Confederação Brasileira de Futebol até a Copa de 2030 —, o time chegou a dar ao torcedor a esperança de que poderia ter ido mais longe. O que se viu, no final das contas, foi a repetição dos erros de outros Mundiais. E a certeza de que o futebol brasileiro terá de mudar. O primeiro passo na direção de uma nova era depende de reconhecer que as glórias do passado são incapazes de garantir as vitórias do presente.

A Copa deixou grande legado 😤

Jornalismo a granel

Henrique Pereira dos Santos

Um dia destes, o Público tinha uma chamada de primeira página e uma página inteira (que não li, passei os olhos por um ou outro parágrafo para confirmar que não valia a pena ler, tratava-se de um artigo de mal dizer do jornalista sobre Ronaldo, disfarçado de análise numérica rigorosa) sobre o facto de Ronaldo ser o que menos tinha corrido dos 16 finalistas. 

A coisa era toda ela completamente ridícula, consistia, tanto quanto percebi, em pegar no jogador mais avançado de cada uma das 16 equipas que chegaram aos oitavos, e ver quanto tinham corrido, essencialmente para dizer que o Ronaldo não joga nada e está quieto, sem que se perceba o que serve dizer se alguém corre mais um bocadinho ou menos um bocadinho, fora do contexto do jogo de equipa.

Tinha uma tabela com os ditos jogadores, a maior parte dos quais nem sei quem são, portanto não sei se têm estado a jogar bem ou mal, mas reparei que imediatamente antes de Ronaldo, com números muito semelhantes, estava um jogador de que tenho ouvido falar bem neste campeonato, um tal Mbappé.

Assim sendo, normal seria o jornalista concluir que isso de correr muito ou pouco talvez não seja o que define o que cada um joga, só que como o jornalista queria é dizer que Ronaldo está a mais, este pequeno pormenor de ter números semelhantes a Mbappé passou a irrelevante.

O governo (finalmente!), resolveu começar a mexer um bocado mais no mercado de arrendamento e claro que a imprensa, os comentadores e a oposição que criticam o governo por não fazer nada de relevante e se limitar a cumprir o papel de rolha, começaram a criticar o que o governo quer fazer.

Na televisão que estava a ver, aparece o senhor da associação de inquilinos lisbonenses, ou um nome semelhante, a defender coisas completamente idiotas como que reina a informalidade à margem da lei no mercado de arrendamento, de maneira que mudar a lei para a qual as pessoas se estão nas tintas ia aumentar a instabilidade dos inquilinos que fazem acordos com os senhorios à margem da lei.

Ninguém escapa desta carta

Bolsonaro acabou com a desculpa de todo mundo

Rogerio Pires 

Existem gestos na política que valem muito e são emblemáticos. A carta manuscrita de Jair Bolsonaro, lida por Flávio Bolsonaro em transmissão ao vivo, é um desses gestos. Não estamos diante de um comunicado partidário qualquer, redigido por assessores e revisado por marqueteiros. Estamos diante de um pai que, impedido de falar diretamente ao povo, escreve de próprio punho para entregar ao Brasil aquilo que tem de mais precioso.

Ele já havia dito isso com todas as letras em dezembro, na primeira carta: “Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho para a missão de resgatar o nosso Brasil”. Agora, meses depois, o recado ganhou urgência. “O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro”, escreveu o ex-presidente. E completou com a frase que deveria ecoar em cada casa conservadora deste país: “Ele é meu pré-candidato, creio que o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil”.

Creio que o seu também. Leia de novo. Jair Bolsonaro não está pedindo um favor. Está fazendo uma convocação.

E aqui é preciso ter coragem para dizer o que muita gente prefere sussurrar nos bastidores: chega de silêncio. Não é mais hora de construir carreira apenas criticando Lula e o PT nas redes sociais, colhendo likes enquanto o candidato do movimento caminha sozinho. Criticar o governo é fácil. Difícil é sair da zona de conforto, subir no palanque e declarar apoio quando a guerra ainda não está ganha.

Michelle Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Marcos Pontes, Damares Alves, Tarcísio de Freitas. Cada um desses nomes chegou onde chegou porque um dia Jair Bolsonaro abriu a porta, emprestou o palanque e transferiu a confiança de milhões de brasileiros. Ninguém aqui construiu capital político no vácuo. Esse capital tem origem, tem história e tem dono: chama-se direita bolsonarista, e essa grande massa popular tem memória longa. Gratidão não é palavra bonita para discurso de posse. Gratidão é atitude, e atitude se mede na hora em que custa alguma coisa.

Onde é? Qual o nome? 😉