sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Pesquisa revela que 68% dos cariocas deixariam o Rio de Janeiro se pudessem

Levantamento do Instituto Cidades Sustentáveis com a Ipsos-Ipec mostra que maioria dos moradores pensa em sair da capital; violência lidera preocupações com 75%

Gabriella Lourenço

Uma nova pesquisa sobre qualidade de vida acende um alerta na capital fluminense: 68% dos cariocas afirmam que deixariam o Rio de Janeiro se pudessem morar em outra cidade, enquanto 32% dizem que não sairiam. O dado faz parte do estudo “Viver no Rio de Janeiro: Qualidade de Vida”, realizado pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com a Ipsos-Ipec. 

Foto: Alexandre Macieira/Riotur

O levantamento, que ouviu 400 moradores com 16 anos ou mais em dezembro de 2025, revela um cenário de contrastes: apesar do alto índice de intenção de saída, 40% dos entrevistados avaliam que a qualidade de vida melhorou “muito” ou “um pouco” na cidade; já 36% consideram que permaneceu estável e 24% afirmam que piorou.

Segurança domina lista de problemas no Rio

Quando o assunto é o principal problema da cidade, a resposta é quase unânime: 75% apontam a segurança pública como a maior preocupação no Rio de Janeiro.

Bem atrás aparecem saúde (6%) e geração de emprego e renda (6%). Educação e transporte coletivo foram citados por 3% dos entrevistados cada.

O dado reforça que a violência segue impactando diretamente a percepção de qualidade de vida na capital fluminense e ajuda a explicar por que tantos moradores consideram deixar a cidade.

Avaliação da prefeitura e da Câmara Municipal

A pesquisa também mediu a avaliação da administração municipal. Segundo o levantamento, 27% consideram a gestão ótima ou boa, 41% classificam como regular e 28% avaliam como ruim ou péssima.

Já a Câmara Municipal apresenta índices mais negativos: apenas 7% dos entrevistados a consideram ótima ou boa, 33% avaliam como regular e 53% classificam como ruim ou péssima, indicando maior insatisfação com o Legislativo local.

Rio registra fevereiro mais chuvoso em quase 30 anos e bate recorde histórico

Com 352 mm acumulados até a manhã desta sexta, mês já supera marca de 2020; previsão indica mais temporais ao longo do dia

Victor Serra

O município do Rio já vive o fevereiro mais chuvoso em quase três décadas. De acordo com o Sistema Alerta Rio, que mantém medições regulares desde 1997, o acumulado do mês chegou a 352 milímetros até as 8h desta sexta-feira (27/2). 

O volume já supera o antigo recorde da série histórica, registrado em fevereiro de 2020, quando a cidade somou 321,6 mm ao longo de todo o mês. E o número ainda deve aumentar, já que a previsão indica manutenção da chuva ao longo do dia, com possibilidade de temporais em diferentes pontos da capital.

Se agora o mês entra para o topo da série como o mais chuvoso desde o início do monitoramento, fevereiro de 2025 havia registrado o cenário oposto, com apenas 0,6 milímetro acumulado, tornando-se o mais seco da mesma base de dados.

Chuva intensa desde quinta-feira

Nas últimas 24 horas, entre 4h da manhã de quinta-feira (26/2) e 4h desta sexta, os acumulados foram particularmente elevados na Zona Oeste e em parte da Zona Sul. Campo Grande registrou 104,2 mm no período, seguido por Santa Cruz, com 94,6 mm, Marambaia, com 92,8 mm, Guaratiba, com 90,4 mm, e Jardim Botânico, com 89,2 mm.

Vasco mostra problemas antigos e perde pontos preciosos para o Santos

Vasco da Gama voltou a apresentar deficiências defensivas e caiu para a lanterna após mais uma derrota no Brasileiro

Altair Alves

Enquanto busca um técnico, o Vasco vê sua situação neste início de Campeonato Brasileiro se complicar. Ontem, o cruz-maltino conheceu sua terceira derrota na competição: Neymar marcou duas vezes no 2 a 1 para o Santos, na Vila Belmiro, que afundou os cariocas na lanterna, com apenas um ponto.

Os primeiros lances já mostraram o que seria a tônica da partida: duas equipes com fragilidades defensivas que explicam suas posições neste início de Campeonato Brasileiro (o Peixe iniciou o jogo no Z4), mas dispostas a atuar de peito aberto em busca da primeira vitória. O Santos tentava encontrar espaços pelo meio, enquanto o Vasco explorava a transição pelos corredores.

Técnico interino, Bruno Lazaroni manteve a escalação-base de Fernando Diniz, com a volta de Lucas Piton à lateral esquerda (e de Pumita Rodríguez, ao banco). O cruz-maltino seguiu com os mesmos problemas do trabalho anterior. Até conseguia circular bem a bola e fazê-la chegar ao terço final, mas errava muito no último passe.

Na primeira grande chance do jogo, porém, o erro foi de finalização: Nuno Moreira saiu na cara de Gabriel Brazão após belo passe de Thiago Mendes, mas desperdiçou a chance claríssima de abrir o placar.

O Santos aproveitou duelo vencido pelo meio e acelerou para abrir o placar: Bontempo encontrou Moisés na esquerda, que só acionou Neymar pelo corredor. O craque bateu colocado, de chapa, para vencer Léo Jardim.

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[Aparecido rasga o verbo] Final das contas é isso: empurrar pra barriga o tempo que me resta

Aparecido Raimundo de Souza

O RELÓGIO da minha sala que cuida de marcar o meu tempo insiste em fazer com que cada segundo seja reverenciado com uma precisão cruel, tipo assim, como se tivesse um prazer pra lá de sexual em me lembrar que o tempo não é infinito. Sentado na minha poltrona confortável de frente para a televisão ligada na Netflix, observo o ponteiro avançar e penso: não corro mais atrás dele, apenas vou empurrando o infeliz pra barriga. Foda-se o tempo que me resta.

A vida, que antes se fazia feita de urgências e compromissos, agora se transformou em adiamentos. O meu médico recomendou caminhadas na areia da praia, mas eu deixo sempre para amanhã. O “Torto arado” do escritor baiano Itamar Vieira Junior que estou lendo se faz quase no fim. Em outros tempos ele estaria repousando intacto na estante, junto com o Zé Lins do Rego e o Paulo Coelho, ou de braços dados com a Zélia Gattai e Cassandra Rios, esperando que eu o abrisse e talvez nunca tocasse em suas páginas.

Até as conversas com meus familiares (que deveriam ser mais produtivas e constantes), eu as guardei para depois, como se kikikikikiki, como se houvesse sempre um “mais tarde” ainda disponível. Percebo, todavia, há uma estranha paz nesse empurrar. Não é preguiça, tampouco descaso. É como se eu tivesse descoberto que o tempo, quando não é disputado, se torna mais macio e brando, maleável e sutil.  Empurrar pra barriga é uma forma gostosa de negociar com a solidão sem negar que ela existe, mas também não se curvar ao seu peso além das minhas forças.

Enquanto isso, o mundo lá fora me lembra o Jair Rodrigues. Corre em “disparada”. Os meus vizinhos, se atropelam em filas de bancos, em caixas de supermercado, em portas de puteiros, em prazos, em metas a serem cumpridos com rigores exorbitantes. Ao contrário de mim, aqui dentro do meu quadrado, aprendi a saborear o atraso. O café da dona Elvira, minha secretária do lar demora a esfriar. O texto que careço de enviar para a redação da revista para a qual escrevo, dorme a sono solto na tela do meu computador, assim como os abraços das minhas filhas Amanda e Luana e também dos meus netos Heitor e João Eduardo demoram e se prolongam para serem dados.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

[Daqui e Dali] A morte começa quando nascemos

Humberto Pinho da Silva

Tudo passa açodado: passam as horas, passam os dias, passam os anos e, sem percebermos, chega a caduquice, a decadência, a velhice… e tudo passa num ápice!...

Então, atônitos, interrogamo-nos, como foi possível!?

Paulatinamente, passaram os dias alegres da juventude e, de súbito, o que nos parecia não ter fim, acaba… e já somos homens e mulheres feitos...

As graciosas linhas do rosto juvenil evolam-se; branqueiam–se de neve os grisalhos cabelos; e, de repente, os indesejados sulcos da face surgem… e, com eles, maleitas e achaques, próprias do lúgubre crepúsculo... Assim como esmorecerá a memória, e os cansados olhos se embaciaram para sempre ...

Escreveu Frei Heitor Pinto, na “Imagem da Vida Cristã”, citando prática de São Gregório, que “A morte começa logo que nascemos.”

Asseverando convicto que a vida nunca para, mas rola, assim como o tempo, que nunca está, mas constantemente passa. E termina afirmando que é erro saudar amigo dizendo “Como está?”. Porque ninguém “Está”, mas “Passa”.

As águas do rio não estão, mas correm, passam; como passam também, os ponteiros do relógio que, sem cessar medem minuto a minuto o tempo.

No vigor da mocidade alimentamos - falsa ilusão! - que a vida não passa, não têm fim; os que perecem, são sempre os outros… os velhos… os avós, os pais.

[Viagens & Destinos] Relíquias do Centro do Rio: Caminhando por ruas históricas e um estacionamento que poucos conhecem

Neste vídeo, trago uma experiência sensorial pelo Centro do Rio de Janeiro. Gravei este trajeto utilizando um microfone binaural Roland, o que significa que você ouvirá os sons da cidade exatamente como eu ouvi: o movimento das pessoas, o eco das galerias e o ambiente urbano em três dimensões.

Convido você para uma caminhada nostálgica e detalhada pelo coração do Centro do Rio de Janeiro.

Vamos percorrer ruas que guardam a história da nossa cidade e terminar num local que muitos de vocês, que não visitam o Rio há muito tempo, talvez nem saibam que ainda existe ou como está hoje!

Começamos nosso passeio na Rua Gonçalves Dias, passamos pela histórica Rua do Ouvidor e cruzamos a imponente Avenida Rio Branco.

Seguimos pela Rua Sete de Setembro e pela Rua da Quitanda.

Um dos pontos altos é a travessia pela galeria do Edifício Garagem Menezes Côrtes, um marco da região, saindo na Avenida Erasmo Braga.

Para encerrar, mostro em detalhes o estacionamento no subsolo da Avenida Presidente Antônio Carlos — um lugar que faz parte da rotina de muitos, mas que guarda uma perspectiva única do nosso Centro.

Se você gosta de acompanhar as mudanças, as curiosidades e a beleza das nossas ruas, não esqueça de:

Se inscrever no canal Ruas e Lugares.

‘The moment that's going to stay with me for the rest of my life’: Auron MacIntyre on Trump’s unforgettable State of the Union

BlazeTV Staff

Trump spotlighted Anna Zarutska in his SOTU address — the grieving mother of Iryna Zarutska, a 23-year-old Ukrainian refugee killed in a brutal light-rail stabbing by a repeat offender in Charlotte last August — but Democrats sat and scowled.

In his nearly two-hour State of the Union address last night, President Trump celebrated what he described as an extraordinary "turnaround for the ages" in his leadership, declaring America now "bigger, better, richer, and stronger than ever" amid a booming economy marked by declining inflation, reduced gas and mortgage rates, rising wages, and a tightly secured border with no illegal entries reported in recent months.

He spotlighted aggressive immigration enforcement measures, stood firm on his tariff strategy, cautioned Iran against pursuing nuclear weapons while favoring diplomatic paths, floated new proposals like universal retirement savings access and curbs on institutional home buying, paid tribute to military veterans and the Olympic hockey squad, delivered pointed critiques of Democrats and previous administrations, and painted an optimistic picture of renewed national strength heading into the midterm elections.

But there was one singular moment that BlazeTV host Auron MacIntyre [photo] says was genuinely unforgettable.

Photo: Andrew Caballero-Reynolds/AFP/Getty Images

“The moment that's going to stay with me for the rest of my life is watching Iryna Zarutska’s mother with Erica Kirk and just the pain on her face in that moment and the fact that Democrats could not even in that moment summon a shred of humanity,” he says.

“I still don’t think that we have dealt with the psychic trauma again of that one-two punch of Charlie Kirk and Iryna Zarutska, and so I think that [Trump] highlighting that and, you know, showing the grief that is still there for that mother and knowing that we need justice, we need to end political violence, we need to end the soft-on-crime policy — I think those were all incredibly strong moments for him,” he adds..

Fellow BlazeTV host and SOTU panel member Steve Deace agrees that this was one of the most powerful, albeit enraging, moments of the entire event.

He points to a viral tweet from Turning Point USA Chief Operating Officer Tyler Bowyer that shined a spotlight on the depths of Democrats’ hypocrisy.

Trump reafirma o excepcionalismo americano: o discurso que encurralou a esquerda

Leandro Ruschel

O primeiro discurso do Estado da União no segundo mandato de Donald Trump não foi apenas mais um evento protocolar. Foi uma demonstração de quase duas horas (recorde histórico) que reafirmou o Excepcionalismo Americano e, sobretudo, expôs o abismo entre a elite esquerdista e os valores fundamentais da nação.

Foto: Kenny Holston/EPA

Convém destacar, de saída, a manobra estratégica de Trump para encurralar a oposição. O momento mais devastador da noite veio quando o presidente lançou o desafio:

“O primeiro dever do governo americano é proteger os cidadãos americanos, não os ilegais. Se você concorda, levante-se e mostre.”

A imagem dos democratas hesitando, alguns literalmente grudados na cadeira diante de uma premissa tão elementar quanto a soberania nacional, será munição pesada para as campanhas republicanas nas midterms de novembro.

O Constrangimento da Esquerda Radical

O contraste foi implacável. Enquanto Trump apresentava heróis concretos, do nadador da Guarda Costeira que salvou centenas de vidas no Texas ao piloto centenário veterano de três guerras, figuras do chamado Squad (grupo mais extremista do Congresso), como Ilhan Omar e Rashida Tlaib, optaram pelo ruído vazio e pela retórica desconstrutiva.

O Ápice da Insensibilidade: O Caso de Charlotte

Talvez o momento mais visceral de distanciamento da realidade tenha ocorrido quando Trump apresentou a mãe de uma jovem ucraniana, brutalmente assassinada em Charlotte. O crime, cometido por um indivíduo que deveria estar preso, mas estava nas ruas devido às políticas esquerdistas de desencarceramento em massa, personificou a falha catastrófica da agenda “progressista” de segurança pública.

Enquanto o plenário rompeu em aplausos solidários à dor daquela mãe, os democratas permaneceram sentados. A recusa em se levantar para homenagear a vítima de um sistema que eles próprios ajudaram a flexibilizar foi mais um golpe na imagem do partido. Ao negarem o aplauso, os democratas não apenas ignoraram a tragédia humana; eles sinalizaram que a manutenção da ideologia do “desencarceramento” é mais importante do que prestar conforto a uma mãe que perdeu a filha para a reincidência criminosa facilitada pelo Estado.

Un hoax trop souvent cité au nom de Voltaire

Abbé Alain René Arbez

«Je ne suis pas d’accord avec ce que vous dites, mais je me battrai jusqu’au bout pour que vous puissiez le dire»…

Très fréquemment, des personnalités reprennent ce généreux refrain sur les plateaux de télé. Le problème, c’est que Voltaire n’a jamais dit ou écrit cette phrase!

Georges Fenech sur Cnews affirmait: «je suis Voltairien!» tout en citant à l’appui la fameuse phrase attribuée au philosophe. D’autres intervenants voulant démontrer leur «humanisme» y recourent systématiquement même si la tendance actuelle va plutôt dans le sens d’une police de la pensée.

En fait, l’idée émise par cette phrase ne correspond pas à la posture de Voltaire. C’est la biographe anglaise Evelyn Beatrice Hall qui reconnaît avoir inventé cette maxime. 

Cette phrase récurrente invoquant la tolérance ne correspond pas du tout aux prises de position de Voltaire sur les religions qu’il a toujours dénigrées, lorsqu’il dénonce le judaïsme comme «un ramassis de sornettes», le christianisme comme «un tissu d’incohérences et de mensonges», et l’islam comme «une religion de voleurs qui a réussi». Avec cependant le souci exprimé de les voir vivre en paix.

25-2-2026: Oeste sem filtro – Candidatura de Flávio Bolsonaro se consolida + CPI do “Crime Organizado” aprova quebra de sigilo bancário de empresa do filho de Toffoli + Filho de Lula é citado em delação sobre esquema de fraude no INSS + Projeto de lei antifacção é aprovado na Câmara

Mídia revela nova descoberta de M após sete anos de hibernação


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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

[Língua Portuguesa] Militantes DAS ou NAS redações?


Frequentemente, leio “militantes das redações” quando o(a) autor(a) quer se referir àquele jornalista que escreve, não se atendo aos fatos, mas opinando sobre aquela personalidade política, positiva ou negativamente.

Sempre tive a dúvida: esse jornalista é militante DA redação ou militante NA redação?

Eis o que informa o Dicionário Houaiss:

Adjetivo de dois gêneros e Substantivo de dois gêneros

1: que ou aquele que milita, que combate

2: que ou aquele que defende ativamente uma causa

Exemplos: socialista militante; militante DO feminismo

3: que ou aquele que exerce efetivamente uma atividade

Exemplos: médico militante; militante DO magistério

Então, entendo que esse jornalista é militante daquele partido e/ou daquela ideologia. Isto é, ele milita/defende aquele partido, aquela ideologia, não a redação. Portanto, ele é/está militante NA redação.

Aliás, muita gente deixa de ler aquele jornal/assistir àquela TV, justamente porque não concorda com aquele militante (DO partido tal) NA redação. 

Colunas anteriores:
Voz de taquara rachada: significado da expressão 
Macacos me mordam: significado da expressão 
“Cada macaco no seu galho” 
O que significa “Montra em execução”? 
“Amigo da onça”: origem e significado da expressão

Um olhar filial a Portugal

Rafael Nogueira

Se o Brasil tivesse uma mãe simbólica (nação e pátria-mãe são termos que puxam o feminino), Portugal personifica o pai: aquele que estabelece a ordem, impõe a justiça, institui a lei, edifica a estrutura e traça o percurso. Enquanto a mãe oferece o substrato afetivo, o útero da terra e os costumes nativos, o pai provê o eixo, a direção e a construção. A perda desse eixo identitário pode levar um país a um ressentimento histórico estéril e a uma adesão a modismos efêmeros.

O primeiro elo inegável é a língua. O português, em sua riqueza, expande o horizonte da imaginação, ao mesmo tempo em que oferece um instrumental lógico-prático robusto. Simultaneamente, ele cria intimidade e demarca limites, permitindo a expressão da ternura, da ironia, da solenidade, e até mesmo da frieza calculista quando usado como arma.

Essa unidade linguística foi crucial para forjar uma coesão mental em um território que, por sua vasta geografia, naturalmente tenderia à fragmentação. O mapa brasileiro poderia ter se desdobrado em um mosaico de províncias rivais, cada qual com seu dialeto, sua vaidade local e seu líder carismático. Contudo, o idioma português teceu um centro de gravidade que impediu a desintegração nacional.

A segunda camada desse elo reside no temperamento civilizacional, perspicazmente observado por Gilberto Freyre. Portugal não emergiu no Atlântico como um bloco monolítico, mas como um povo forjado por misturas, contatos e acomodações sucessivas. Na análise freyriana, a Península Ibérica é um palimpsesto cultural, profundamente romanizada, com continuidade visigótica, permeada por influências africanas e marcada pela convivência, por vezes tensa, mas sempre fértil, entre diversas culturas.

A romanização legou-nos a infraestrutura, as instituições, a técnica e a linguagem latinizada que ainda moldam nosso pensamento. As sucessivas invasões não anularam esse legado, mas o adaptaram. E a história do Brasil, se começa com o "achamento", tem raízes fundas que remontam à dominação romana na Península Ibérica. Portugal atuou como o agente singular que traduziu a ordem jurídica romana para o contexto tropical. Sem essa base, o Brasil seria meramente um vasto espaço habitado, desprovido de uma estrutura civilizatória profunda.

Metrô Rio sobe para R$ 8,20 e mantém tarifa mais cara do Brasil

A tarifa do Metrô Rio vai subir de R$ 7,90 para R$ 8,20 a partir de 12 de abril

Quintino Gomes Freire

A tarifa do Metrô Rio vai subir de R$ 7,90 para R$ 8,20 a partir do dia 12 de abril. O aumento, de R$ 0,30, representa reajuste de 3,8% e será publicado no Diário Oficial do estado, segundo a concessionária. 

Com o novo valor, o metrô da capital fluminense segue como o mais caro do Brasil. O impacto recai direto no orçamento de quem depende do transporte todos os dias.

O reajuste anterior ocorreu em abril de 2025, quando a passagem passou de R$ 7,50 para R$ 7,90. O aumento anual está previsto no contrato de concessão firmado com o governo do estado.

Ônibus e demais modais também subiram

O transporte municipal do Rio também ficou mais caro neste ano. Desde janeiro, as tarifas de ônibus, VLTBRT, vans e os chamados “cabritinhos” passaram de R$ 4,70 para R$ 5.

Quando o telefone toca, o perigo atende


João Financeira

Por muito tempo, o telefone fixo foi sinônimo de conversa, notícia e proximidade. Hoje, para milhares de aposentados e pensionistas, ele se transformou em porta de entrada para prejuízo financeiro, dor de cabeça e, em alguns casos, desespero.

Nos últimos meses, aumentou de forma preocupante o número de golpes direcionados a quem recebe benefício do INSS. E o que mais assusta é que os criminosos já não agem de forma amadora. Eles sabem o nome do beneficiário, o valor aproximado do benefício, o banco onde recebe e até se existe ou não empréstimo consignado ativo.

Esse nível de informação faz com que a conversa pareça legítima. O golpista se apresenta como funcionário de banco, correspondente autorizado ou até servidor público. Fala com segurança, usa termos técnicos e cria urgência: diz que há um erro, uma liberação pendente ou uma oportunidade que “expira hoje”.

É nesse ponto que muitos caem.

O golpe mais comum envolve o consignado. A promessa costuma ser de quitação antecipada, redução da parcela ou liberação de um “valor residual”. Para isso, pedem confirmação de dados, envio de documentos ou um pagamento inicial, supostamente necessário para liberar o benefício maior. O dinheiro sai. A promessa não se cumpre. O prejuízo fica.

🚨 Chocante o que se passa na Islândia!

Alexandre Rocha — descendente português emigrado na França e agora a viver em Reiquiavique, gerente de hotel — perdeu a custódia exclusiva do filho de 11 anos só porque se opõe à transição de gênero da criança.  

O menino, diagnosticado com autismo atípico + TDAH, começou a identificar-se como rapariga aos 8 anos. A mãe apoia bloqueadores da puberdade e hormonas. Alexandre defende que o filho é demasiado novo, não entende as consequências e que as comorbilidades complicam tudo.  

A 10 de dezembro de 2025 o tribunal de Reiquiavique deu custódia total à mãe, autorizou nome feminino e tratamentos médicos irreversíveis. O pai fica com fins de semana alternados + 4 semanas no verão.  

Nenhum pai devia ser castigado por querer proteger o filho. As crianças não são experimentos de ideologia!

Título e Texto: Padeira de Aljubarrota, X, 24-2-2026, 21h38

O STF não pode ser cúmplice de um ministro intimidador

A OAB enviou ofício ao STF apontando a arbitrariedade do inquérito das fake news. Mas erra ao reconhecer a legitimidade inicial do arbítrio

Mario Sabino

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A OAB enviou um ofício a Edson Fachin, presidente do STF, no qual pede o fim do inquérito das fakes news.

A entidade, um dia gloriosa no combate ao arbítrio, “externa extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração” e requer “que sejam adotadas providências voltadas à conclusão dos chamados inquéritos de natureza perpétua”.

Muito bem, finalmente a OAB se manifestou sobre a barbaridade, mas há um problema no ofício: a entidade reconhece a legitimidade inicial do inquérito das fake news ao dizer que “é inegável que a instauração do referido inquérito ocorreu em ambiente de grave tensão institucional, marcado por ataques reiterados à honra e segurança de ministros da Suprema Corte”.

No documento, a OAB acrescenta que “justamente por se tratar de solução institucional extraordinária, concebida para responder a circunstâncias igualmente extraordinárias, sua condução e permanência no tempo reclamam cautela ainda maior”.

É preciso que se repita: assim como os atos institucionais extraordinários da ditadura militar nunca foram legítimos, também jamais houve licitude nessas “soluções institucionais extraordinárias, concebidas para responder a circunstâncias igualmente extraordinárias”, que o STF inventou a partir de 2019, ofendendo os princípios constitucionais que deveriam reger o Brasil.

Afirmar que a democracia brasileira não dispunha de mecanismos legais suficientes para combater ameaças circunstanciais e que, por isso, era preciso encontrar atalhos inconstitucionais, é discurso falacioso de gente oportunista, destinado a amedrontar um rebanho de ingênuos. O reconhecimento de qualquer legitimidade no inquérito das fake news e nos seus assemelhados é deixar o caminho aberto para que a história se repita.

De qualquer forma, a iniciativa — tardia — da OAB aponta para uma luz no final do túnel, e esperemos que a maioria dos ministros do STF caia em si para que saiamos deste período obscuro.

[Quadro da Quarta] “O Concerto”, Nicolas Tournier, 1630-1635

Atualmente no Museu do Louvre. 

Anteriores: 
Construção do Palácio de Versailles 
Paisagem mediterrânica 
O menestrel no seu jumento 
Henri de La Rochejaquelein combatendo em Cholet, 17 de outubro de 1793 
Somnambulant

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

[Livros & Leituras] Les nouveaux antisémites – Enquête d’une infiltrée dans les rangs de l’ultragauche

Nora Bussigny, Éditions Albin Michel, Paris, octobre 2025, 272 pages.

Le livre de Nora Bussigny est insupportable à lire; c'est justement pour cela qu'il faut le lire.
Les Echos

Prix Edgar Faure 2025 du livre politique

Depuis le massacre du 7 octobre 2023, la machine s'est emballée. Avec la perspective des élections municipales de 2026 puis des présidentielles de 2027, les digues fragiles du « vivre-ensemble » ont cédé.

De certains campus universitaires aux bancs de Sciences-Po, des municipalités où agissent des organisations liées à l'islam radical aux meetings de La France insoumise, Nora Bussigny a infiltré manifestations, groupes de paroles, happenings, boucles Telegram en France, à Bruxelles et à Columbia, là où sévissent les rangs les plus radicaux de l'ultra gauche.

Le tableau qu'elle brosse est glaçant : sous couvert d'antisionisme, c'est l'antisémitisme qui sévit.

Mais de qui et de quoi est-il le nom ? 

Nora Bussigny est journaliste d'investigation. Elle est l'auteure des Nouveaux Inquisiteurs (Albin Michel, 2023), enquête spectaculaire au coeur du militantisme dit « woke ». 

Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026: 48.978 acessos!

Russia Faces Five Geostrategic Challenges As The Special Operation Enters Its Fifth Year

Andrew Korybko 

As it’s always done, Russia is expected to ensure its sovereignty, security, and thus its survival through the creative interplay between its political, military, intelligence, diplomatic, expert, and civil society communities

Russia’s special operation against NATO-backed Ukraine just entered its fifth year. The last three anniversaries were reflected upon herehere, and here, and keeping with tradition, the present piece will review what happened over the past year and forecast what might be come in the next one. Generally speaking, Russia now faces five geostrategic challenges that are expected to shape its approach towards the US-mediated peace talks with Ukraine and its grand strategy overall, namely:----------

* NATO Influence Is Poised To Expand Along Russia’s Entire Southern Periphery

Last August’s “Trump Route for International Peace and Prosperity” (TRIPP) along Armenia’s southern Syunik Province has the dual function of a NATO military-logistics corridor through the South Caucasus to Central Asia. Spearheaded by member state Turkiye with allied Azerbaijan serving as the launchpad across the Caspian, TRIPP threatens to revolutionize Russia’s regional security situation for the worse if these threats aren’t contained, especially if it emboldens Kazakhstan to follow in Ukraine’s footsteps.

* The US Supports The Revival Of Poland’s Long-Lost Great Power Status

September 2025 Was The Most Eventful Month For Poland Since The End Of Communism” for the 18 reasons enumerated in the preceding hyperlinked analysis, which set Poland up to play a central role in the US’ National Security Strategy for containing Russia after the Ukrainian Conflict ends. It already has the EU’s largest army, is located in the middle of pivotal military-logistics corridors, and is very eager to revive its long-lost Great Power status and attendant historical rivalry with Russia at Moscow’s expense.

* The EU Is Unprecedentedly Militarizing And Upgrading Its Military-Logistics

De facto EU leader “Germany Is Competing With Poland To Lead Russia’s Containment” in no small part through the nearly $100 billion in defense procurement projects that it approved last year alone. The EU as a whole is also militarizing too with the help of the €800 billion “ReArm Europe Plan”. To make matters even more concerning for Russia, the “military Schengen” for optimizing the dispatch of troops and equipment towards its borders continues apace, with the Baltic States newly committing to join this too.

Rio de Janeiro: O valor da imagem e o futuro da cidade

O presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Josier M. Vilar, defende a preservação da imagem internacional da cidade e alerta para retrocessos simbólicos após publicidade em hotel de Ipanema

O Rio de Janeiro travou, ao longo das últimas décadas, uma batalha silenciosa, porém estratégica, pela sua reputação internacional. Houve um período em que campanhas promocionais equivocadas ajudaram a consolidar no exterior um imaginário reducionista: o de que a cidade estaria associada a uma ideia de sensualidade permissiva como ativo turístico central.

A revisão dessa narrativa foi fundamental.

A Embratur e os órgãos estadual e municipal de turismo reformularam suas estratégias de comunicação, retirando imagens e conceitos que reforçavam estereótipos.

Passou-se a destacar aquilo que verdadeiramente nos define: patrimônio natural único, diversidade cultural, potência criativa, vocação para grandes eventos, capacidade empresarial e relevância econômica.

Essa mudança não foi apenas estética — foi civilizatória.

Cidades competem globalmente por turistas, investidores, talentos e centros de pesquisa. Reputação é ativo econômico. Para uma metrópole que deseja consolidar-se como polo de inovação, energia, economia criativa, saúde e comércio exterior, a imagem internacional não é detalhe: é estratégia.

Ser reconhecida como cidade violenta é profundamente danoso. Mas ser rotulada por um “sex appeal” distorcido também compromete nosso projeto de futuro. Não se trata de moralismo. Trata-se de responsabilidade institucional e proteção social. Narrativas duvidosas podem atrair perfis predatórios, explorar vulnerabilidades e perpetuar desigualdades.

notícia publicada neste Diário do Rio de publicidade exposta nos tapumes de um hotel em Ipanema, com características ambíguas, é um alerta de que precisamos agir preventivamente.

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