quarta-feira, 8 de julho de 2026

[Quadro da Quarta] Juramento da Quadra de Tênis

Em 20 de junho de 1789, os membros do Terceiro Estado francês fizeram o juramento do jogo da péla (pt) ou juramento da quadra de tênis (br) em francês: Serment du Jeu de Paume), votando "para não se separar e se reunir onde for necessário, até que a Constituição do reino seja estabelecida".

Foi um evento crucial na Revolução Francesa. Os Estados-Gerais foram chamados para tratar da crise fiscal e agrícola do país, mas ficaram atolados em questões de representação imediatamente após a reunião em maio de 1789, principalmente se votariam por ordem ou por cabeça (o que aumentaria o poder do Terceiro Estado, visto que superavam em número os outros dois estados por uma grande margem).

Em 17 de junho, o Terceiro Estado passou a se autodenominar Assembleia Nacional, liderada por Honoré Gabriel Riqueti, Conde de Mirabeau.

Na manhã de 20 de junho, os deputados ficaram chocados ao descobrir que a porta da câmara estava trancada e guardada por soldados. Eles temeram imediatamente o pior e ficaram ansiosos com a iminência de um ataque real do rei Luís XVI, portanto, por sugestão de um de seus membros Joseph-Ignace Guillotin,  os deputados se reuniram num tribunal interno de jeu de paume no distrito de Saint-Louis da cidade de Versalhes, perto do Palácio de Versalhes.

Lá, 576 dos 577 membros do Terceiro Estado fizeram um juramento coletivo de "não se separar e se reunir onde quer que as circunstâncias o exijam, até que a constituição do reino seja estabelecida".

 A única pessoa que não aderiu ao juramento foi Joseph Martin-Dauch de Castelnaudary, que executaria apenas as decisões tomadas pelo monarca. Wikipédia 

Óleo sobre tela, Jacques-Louis David, 1791, Museu Carnavalet, Paris

Anteriores:
As moças da margem do Sena 
Cristina de Pisano 
Maria Antonieta levada para o Cadafalso 
Romeu e Julieta 

[Língua Portuguesa] História ou estória

Flávia Neves

A palavra mais correta e socialmente aceita é história, sendo essa a forma preferencial. A palavra estória aparece em dicionários e no vocabulário ortográfico da Academia Brasileira de Letras mas não é unanimemente aceita.

Há quem defenda que devemos utilizar o termo história para a narração de fatos documentados e situações reais sobre o passado da humanidade e o termo estória para a narração de fatos imaginários, de ficção.

Há, também, quem condene o uso da palavra estória. Visto a palavra história abranger os dois significados, consideram desnecessário o uso da palavra estória.

Diferença entre história e estória

História e estória têm sua origem na palavra grega historía. A forma estória também tem influência da palavra em inglês story. Estória é uma forma antiga da palavra história, que deveria ter caído em desuso.

Tal não aconteceu e esta palavra é utilizada atualmente não como sinônimo de história, mas para distinguir a história de fatos reais das histórias das fábulas e contos infantis.

Exemplos de diferenciação entre história e estória

terça-feira, 7 de julho de 2026

[Aparecido rasga o verbo] O casamento perfeito entre a Pulga Franja e o Veado Catingueiro Luiz Bonifácio de Andrada e Silva

Aparecido Raimundo de Souza

PARA QUEM NÃO SABE, a floresta inteira é feita de coisas grandes. Coisas enormes e gigantescas. Tem árvores que erguem seus troncos que até parecem tocar o céu. Em seu interior existe uma cadeia de malandros travestidos de ladrões, de deputados punguistas rotulados de senadores, outros velhacos de chimpanzés flibusteiros, e até de elefantes portadores de duas trombas, como igualmente de “piratas” de um só órgão da visão e três tapas olhos, um exclusivamente para ser enfiado no rabo, caso a coisa saia, de repente, do controle.

Não bastasse, podemos topar ainda com outros arteiros astuciosos e velhacos diplomados de marginais, de antas, onças, toupeiras, leões, papagaios e até um imbecil que todos respeitam como sendo o presidente. Na floresta também tem uma infinidade de raízes que se enroscam no chão como mãos antigas, os dedos calejados, as pelancas expostas, sem falar em rios caudalosos disfarçados de “Lagos Paranoás”.

Sem mencionar, mas já o fazendo, abelhas e zangões “picadeiros” que correm com voz de trovão (lembram, ainda que distanciados, do Thor Marves Cominos, aquele herói que acabou virando desenho infantil). Não poderia faltar o “mencionamento” de um puteiro enorme onde centopeias enormes e de uma infinidade de aves rasteiras (perdão, de aves trepadeiras) que abrem as suas asas e fazem uma espécie de sombra negra e gigantesca pior que a da pacata Chernobil.

Essas aves trepadeiras vivem no reino encantado do STF. São as (“Santas Travestidas de Futriqueiras”). Quem tem o infortúnio tormentoso e a infelicidade de entrar ali pela primeira vez, ao espiar para cima, vislumbrará um céu enegrecido que parece se impor aos nossos medos. Os ratos acostumados a dar golpes, a tomarem café com queijos importados de paraísos fiscais, e, por debaixo das cuecas e calcinhas, na surdina, o dinheiro dos desvalidos e aposentados do INSS costumam sumir em malas de viagens, como foi o caso do “onrado deucuputado” Geddel Vieira Lima. Aqueles que conseguem acessar e sair ilesos, ficam maravilhados com a imensidão, com a força e, sobretudo, com o que parece (pelo menos, para eles) ser eterno.

Quase ninguém abaixa o olhar suficientemente para ver o que cabe num fio de capim, onde no cérebro núcleo dessa podridão descabida, uma estátua com uma birosca nos olhos permanece sentada como cafetina que trepou bastante, deu o rabo até as pregas sumirem nos cafundós das camas de motéis baratos, e agora está gozando de uma polpuda aposentadoria vinda dos cofres arraigados do suntuoso Banco Master.

Foi assim que ele a encontrou. Ou ela, nunca saberemos.

[Estórias da Aviação] Shirley Bomba: A noite em que uma lata de spray quase derrubou um Jumbo

Ela entrou no cockpit do 747 e jogou gás nos pilotos - 30 de outubro de 1990

No meio do Atlântico, a 9.000 metros de altitude, uma passageira invade o cockpit do Boeing 747 da VARIG e dispara gás lacrimogêneo direto na face dos pilotos — que ficam incapacitados enquanto o avião segue sozinho com 372 pessoas a bordo. Essa é a história real do Voo VARIG 709, das falhas em cadeia que tornaram aquilo possível, e do comandante que acordou no meio da madrugada e salvou todo mundo. 

Lito Sousa, que comanda o Aviões e Músicas, está há mais de 15 anos nas mídias descomplicando a aviação e tirando o medo das pessoas de voar de avião. Mecânico Internacional de aeronaves, acumula mais de 37 anos de experiência na aviação comercial.

Também é piloto privado e especialista em Fatores Humanos e Safety, sendo hoje um dos maiores palestrantes no Brasil.

Lito Sousa desenvolveu sua metodologia única que já tirou o medo de voar de mais 5000 pessoas e agora é dono da maior escola de aviação do país que forma mecânicos de aeronaves, pilotos, comissárias e engenheiros, e através de parcerias com muitas empresas aéreas, é responsável por colocar a maioria dos novos profissionais no mercado de aviação. 

Apresentação e criação: Lito Sousa
Idealização e direção: Mila Seidl
Produção e Redes Sociais: Camila Dourado
Captação e Edição: Nathan Cézar
Motion Graphic: Nathan Cézar
Roteiro: Lito Sousa
Marketing: Bruno Triaquim e Larissa Alves
Vinheta de abertura: Maurício Duarte (@mauriciodgs) / Ivo Duran (@ivoduran)

00:00 - Introdução
03:18 - O Jumbo 
05:15 - Shirley 
09:38 - Uma linda mulher 
13:35 - O herói acorda 
19:36 - Novo destino 
25:53 - Lições, legado e o destino do PP-VNA 

[Livros & Leituras] NEXT

Michael Crichton, Dom Quixote, Lisboa, outubro de 2007, 416 páginas. 


segunda-feira, 6 de julho de 2026

Poland Finally Realizes The Geostrategic Challenge Posed By Ukraine

Andrew Korybko 

Poland’s leading conservative newspaper Rzeczpospolita belatedly wrote about this

Polish journalist Marek Kutarba published a piece about how “Volodymyr Zelensky would like to take Donald Tusk’s place in European salons”. He wrote that, “From Kiev’s perspective, [the Polish-Ukrainian dispute] isn’t a dispute about the past. It’s the beginning of a rivalry over the region’s future: who will be the West’s main partner in policy toward Russia, who will define the security agenda of Central and Eastern Europe, and who will become the political center of gravity in this part of the continent.”

Kutarba elaborated that “Warsaw’s problem is that [Germany and Ukraine] are simultaneously our key partners and our most important competitors. They differ only in the scale and nature of this competition. In Germany’s case, it’s about structural dominance in the EU and the ability to dictate European policy. In Ukraine’s case, it’s about competing for the status of a ‘key state’ for the West, including the United States, in the context of containing Russia.”

According to Kutarba, “Ukraine is no longer merely a beneficiary of Polish support. It is becoming what it was destined to become – our competitor. A competitor who, thanks to the war, now has a stronger political argument in relations with Washington, Berlin, and Brussels than Poland, even though Poland is building one of NATO’s largest armies. Meanwhile, Ukraine already has a second NATO army, albeit outside its structures.” Left unmentioned is that Germany plans to build the EU’s largest army.

Reflecting on what Kutarba wrote, Poland finally realizes the geostrategic challenge that Ukraine poses to it, namely as a rival for regional leadership that’s coordinating with Germany to contain Poland. Zelensky’s top advisor Mikhail Podolyak explicitly declared in summer 2023 that their countries would become competitors after the Ukrainian Conflict ends and that “we will clearly adopt pro-Ukrainian positions, protect these interests, fiercely defend them”, but this was ignored by Poland’s ruling duopoly.

FC Porto: O arranque de 26/27

[Sétima Arte] Questão de Honra

A Few Good Men (bra: Questão de Honra; prt: Uma Questão de Honra) é um filme norte-americano de 1992 dos gêneros drama, policial e suspense, dirigido por Rob Reiner, com roteiro de Aaron Sorkin baseado em sua peça teatral homônima. 

American Film Institute elegeu a fala "You can't handle the truth!", pronunciada por Jack Nicholson no clímax do filme, como a 29.ª melhor fala do cinema de todos os tempos. 

Daniel Kaffee (Tom Cruise), um jovem e inexperiente procurador da Marinha dos EUA, é encarregado de defender dois fuzileiros, perante a Corte Marcial, acusados de serem os responsáveis pelo homicídio de um soldado americano na Base Naval de Guantánamo. 

Recusando-se a fazer um acordo com a Promotoria, Kaffee, com a ajuda da Capitã-de-Corveta Joanne Galloway (Demi Moore), buscarão a verdade por trás dos fatos, a fim de desmascararem os verdadeiros responsáveis pelo crime ocorrido. Wikipédia 

domingo, 5 de julho de 2026

O vírus que tomou o Partido Democrata e ameaça adoecer a América

Aos 250 anos, a nação mais livre e próspera da história começa a sentir os efeitos de uma doença política incubada por décadas nas universidades, nos sindicatos e nas primárias democratas

Leandro Ruschel 

Há 250 anos, os Estados Unidos nasceram de uma desconfiança radical contra o poder concentrado. Não foi um acidente histórico. A ideia fundadora era simples e profunda: o governo existe para servir ao cidadão, não para redesenhá-lo; o Estado deve ser limitado, não adorado; a propriedade, a liberdade de expressão, o direito de defesa e a vida comunitária não são concessões da autoridade, mas barreiras contra ela.

Esse arranjo produziu a nação mais livre e próspera da história humana. E é justamente por isso que o que está acontecendo agora deveria assustar qualquer pessoa minimamente séria.

A ameaça mais grave contra os Estados Unidos não vem de um exército estrangeiro, nem de uma potência rival cruzando o oceano. Vem de dentro. Vem de uma mutação ideológica que, durante décadas, foi tratada como folclore universitário, militância juvenil, exagero retórico, “coisa de estudante”. Hoje essa militância vence primárias, ocupa prefeituras, chega ao Congresso e empurra o Partido Democrata para uma região cada vez mais hostil aos fundamentos da própria América.

A sigla é DSADemocratic Socialists of America. O nome foi escolhido para tranquilizar. “Socialistas democráticos” soa quase europeu, domesticado, inofensivo. Dá a impressão de que se trata de uma social-democracia de bem-estar social, com impostos altos, sindicatos fortes e um verniz escandinavo. Mas a fachada engana. No vocabulário marxista, “democrático” raramente significa liberdade, alternância de poder e império da lei. Significa, antes, a pretensão do partido de falar em nome do povo.

A Alemanha Oriental se chamava “democrática”. A Coreia do Norte também.

Onde é? Qual o nome? 😉

[As danações de Carina] Não inflói, nem contribói - Mas diverte muito!

Carina Bratt

COMPREI ONTEM numa banca de revistas aqui em Vila Velha, um livro de frases de um escritor meio esquisito. O nome dele, Jorge Perciano de Oliveira. Algumas tiradas (frases) criativas, outras nem tanto. O leitor precisará estar ligado e esperto, e raciocinar rápido para entender o verdadeiro sentido do que o sujeito quis realmente dizer em cada uma dessas frases. Logo à guisa de prefácio Perciano explica que faz ‘jogo de palavras’, com as ‘palavras’, usando a imaginação, tipo ‘artesanal’, vira ‘arte sanal’.


Barbie (possivelmente a boneca Barbie, na frase grafada como ‘a esposa de um amigo, prefere os ‘malabarismos do garagista ‘Cue’, o que nos leva a ‘barbicue’, aquele termo em inglês para ‘churrasco’. Algumas dessas pérolas entendi, outras sequer me dei ao trabalho de tentar decifrar. Das mais de mil, escolhi, apesar 30, ou seja, as que achei, digamos assim, ‘mais cria sem as tivas’.

Na fazenda
A GALINHA foi tão maltratada dentro do galinheiro pelo galo, que ao botar seu ‘ovo’ logo pela manhã, ele saiu ‘cozido’.

Safadinha
Chiquinho era tão levado, mas tão levado que só fazia ‘arte sanal’, já a irmã dele, a Filomena, gostada de praticar a ‘arte anal’.

Mudança de personalidade
Tia Ermelinda só ‘canta aquela música chata e repetitiva do ‘Ti’, mas quando está ‘lá, PIA’.

sábado, 4 de julho de 2026

Varig 820: A fumaça que mudou o mundo da aviação

Em 11 de julho de 1973, o voo 820 da Varig, operado por um Boeing 707, se aproximava de Paris quando um incêndio invisível começou a se espalhar pela cabine.

O que parecia um voo normal, rapidamente se transformou em uma das maiores tragédias da aviação mundial.

Master ANULADO? E mais, diretor da PF em VEXAME INTERNACIONAL

No vídeo de hoje vamos comentar a tentativa de anular o caso Master, mas se é pra falar em nulidade, eu tenho umas sugestões.

E mais, a situação extremamente vexatória do diretor da Polícia Federal.

Bora lá?😏 


Relacionados:

Dois países, um coração 
3-7-2026: Oeste sem filtro – M prorroga prisão domiciliar de Bolsonaro 
2-7-2026: Oeste sem filtro – Mulher de M enviou a Vorcaro, por telefone, o contrato de 129 milhões + Jaques Wagner é recebido com vaias em Salvador 
Por que as mulheres tendem à esquerda?
1-7-2026: Oeste sem filtro – Vorcaro tentou calar jornalista que sabia do esquema do Master + Vitória de Carla Zambelli + Polícia Civil isenta Bolsonaro
ADF Internacional assume defesa de casal condenado por homeschooling e diz que sentença é ‘100% ideológica’ 
30-6-2026: Oeste sem filtro – Entrevista exclusiva com Flávio Bolsonaro em Buenos Aires

O Problema da Escravidão em Efésios 6.5-9

Vitor Grando da Silva Pereira

Há certas passagens na Escritura Sagrada que nos rendem muitos problemas sociais e intelectuais. É natural que seja assim. C. S. Lewis, numa de suas sábias colocações, disse que se a teologia cristã encaixasse muito facilmente na nossa cabeça, a explicação mais provável é que ela não seria outra coisa do que fruto do intelecto humano.

Não é o caso, porém. Trata-se da revelação de um ser que está para muito além de nossa capacidade cognitiva. Dessa forma, considerando nossa finitude e pecado, dificuldades de compreensão certamente surgirão.

O texto de Ef 6.5-9 é especialmente complicado porque parece legitimar a instituição da escravidão e nenhum de nós, claro, poderia admitir tal coisa. Então a crise colocada diante de nós parece ser a opção entre ficar com a autoridade das Escrituras e aceitar a legitimidade da escravidão ou rejeitar a legitimidade da escravidão e rejeitar a autoridade das Escrituras. 

Mas esse é o texto que temos em mãos e é o texto que cremos ser inspirado por Deus. Então, trago aqui alguns pensamentos sobre o problema da escravidão que esse texto nos coloca.

1.      A escravidão aqui não deve ser entendida à luz das imagens horrendas que temos em mente quando tratamos desse assunto. Não se está justificando a tomada à força de pessoas de outros continentes, por motivação racial, para subjugá-lo a um regime especialmente opressivo sob o rigor da chibata.

2.      Alguns estudiosos estimam que os escravos correspondiam a um terço da população de uma cidade como Éfeso. Escravos geralmente eram considerados parte da família. Por isso, Paulo instrui os escravos no contexto familiar1. No mundo antigo, muitos se submetiam voluntariamente à escravidão diante da alternativa da fome. Então, qual é a solução imediata possível a um cristão nesse contexto? A incitação à insurreição seria uma ilusão irresponsável. Por isso, Paulo propõe algo acessível e imediato: tratar de modo digno e humano o seu escravo.

3.      O cristianismo sempre foi uma força histórica contrária à escravidão. Após a conversão do Imperador Constantino, o Império institui leis flexibilizando a escravidão. Constantino criou o instituto da “manumissio in ecclesia“, que foi uma forma de alforria estabelecida no Império Romano que conferia liberdade e cidadania a escravos através de um ritual religioso na igreja, marcando a importância crescente do cristianismo e a busca por soluções mais humanitárias para a escravidão. Essa instituição ligava o ato jurídico da libertação a um contexto espiritual, associando o perdão e a caridade cristã ao gesto de alforria; assim, a liberdade passou a ter mais do que um valor civil, mas um valor sagrado.

Reviravolta! Fernando Seabra desfaz acordo com o Vasco e fica no Coritiba

Após encaminhar acordo com o Vasco da Gama até 2027, o técnico Fernando Seabra desiste e seguirá no Coritiba

Aniele Lacerda 

Fernando Seabra não será treinador do Vasco na sequência da temporada. O profissional tinha tudo certo para assinar contrato com o Clube carioca até o fim de 2027. 

Foto: Marcos Ribolli

No entanto, as diretorias de Gigante da Colina e Coritiba não chegaram a um acordo para o pagamento da multa rescisória. Diante disso, segundo apuração do Globo Esporte, Seabra desistiu do acordo com o Vasco e seguirá na capital paranaense.

Para contratar o treinador, o Cruzmaltino aceitou arcar com a multa rescisória, cerca de R$ 4 milhões, e Fernando Seabra chegaria ao Rio de Janeiro na noite da última quinta-feira (2). Todavia, o time paranaense queria receber o montante à vista, mas a equipe carioca desejava parcelar o valor.

Com a exigência do Coritiba, que não flexibilizou a pedida inicial, o técnico comunicou que permaneceria no clube. Assim, o Vasco segue sem um nome certo para assumir o comando técnico da equipe na sequência da temporada.

Título e Texto: Aniele Lacerda, Vasco Notícias, 3-7-2026

Relacionados:
Fernando Seabra se manifesta após desistir do Vasco e seguir no Coritiba
Vasco sonda Jair Ventura; técnico se pronuncia

Dois países, um coração


Gerson Freire

Há onze anos atravessei o Atlântico levando comigo a história da minha família. Vim para Portugal com uma mala de sonhos, mas sem imaginar que, com o tempo, descobriria algo ainda maior: não estava deixando um país para trás; estava ampliando as minhas raízes.

Os meus avós fizeram o caminho inverso. Partiram de Portugal em busca de um futuro no Brasil e ali construíram uma nova história. Hoje, de certa forma, completei esse círculo. O destino devolveu um dos seus descendentes à terra de onde tudo começou.

Durante muito tempo me perguntaram de onde eu era. Hoje, a resposta é simples: sou luso-brasileiro.

Sou brasileiro na espontaneidade, na alegria, na criatividade e na capacidade de recomeçar. Sou português no respeito pela história, na perseverança, no sentido de pertencimento e na consciência de que as raízes importam.

Não preciso escolher entre uma bandeira e outra, porque ambas contam a minha história. O verde e amarelo falam da terra que me formou. O verde e vermelho lembram a terra que acolheu meus sonhos e onde reconstruí parte da minha vida.

Hoje a minha família vive dos dois lados do oceano. O Atlântico já não nos separa; ele nos une. É uma ponte que liga gerações, memórias e afetos. Em cada viagem, não sinto que estou partindo ou chegando. Apenas volto para casa — uma das minhas casas.

3-7-2026: Oeste sem filtro – M prorroga prisão domiciliar de Bolsonaro


Relacionados:

2-7-2026: Oeste sem filtro – Mulher de M enviou a Vorcaro, por telefone, o contrato de 129 milhões + Jaques Wagner é recebido com vaias em Salvador 
Por que as mulheres tendem à esquerda? 
1-7-2026: Oeste sem filtro – Vorcaro tentou calar jornalista que sabia do esquema do Master + Vitória de Carla Zambelli + Polícia Civil isenta Bolsonaro 
ADF Internacional assume defesa de casal condenado por homeschooling e diz que sentença é ‘100% ideológica’ 

[Versos de través] Visão

Manuel Cândido Pimentel 

Vejo-te numa ilha branca, vestida do azul das hortênsias 
que tanto amavas… Ah bela ah piedosa ah cheia de luz, ave!
a teus pés suspenso fico, e um rumor de anjos acorda em mim,
o mesmo rumor que tinham os teus lábios na noite de núpcias.
Vejo-te branca de luz numa ilha azul, e o teu vestido esvoaça
ao som de serafins, e os vales da ilha ecoam cânticos,
e o mar agitando-se salmodia…
Só eu, querida, não estou nesse sonho. Eu caí desamparado
neste lado da vida quando fui tocado pela tua morte e não te segui.
Vejo-te numa ilha de hortênsias
e as hortênsias são de luz
e a luz vem do teu nome
ao lado de deus.
Ah bela ah piedosa ah cheia de graça, ave!

Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 16-1-2024 

Anteriores:
Memória 
A voz dos búzios 
Tudo me fala 
Sétimo dia da Paixão

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Distopia do Reino Unido: Cidadãos revoltados com abuso sexual de uma menina de 14 anos são presos por mais tempo do que imigrante que cometeu o crime

Paulo Hasse Paixão

Um pai de família e treinador de futebol juvenil foi condenado a dois anos e nove meses de prisão depois de ter entrado em confronto com a polícia durante protestos em frente a um hotel em Essex que alberga requerentes de asilo. Entretanto, o imigrante etíope cujos abusos sexuais contra uma rapariga de 14 anos e uma mulher desencadearam estes protestos recebeu apenas 12 meses de prisão.

Esta é a face da justiça invertida na Grã-Bretanha de hoje. Os cidadãos nativos que se opõem às consequências da imigração descontrolada enfrentam punições mais severas do que os estrangeiros cuja comportamento criminoso provocou a sua indignação. 

Ao mesmo tempo, as diretrizes oficiais do governo classificam a crença de que a cultura ocidental enfrenta uma ameaça da imigração em massa como uma forma de extremismo, merecedora de repressão policial e judicial.

Hadush Gerberslasie Kebatu, um cidadão etíope que chegou ao Reino Unido num pequeno barco, estava hospedado no Hotel Bell, em Epping. Em julho de 2025, abordou uma rapariga de 14 anos sentada num banco, tentou beijá-la, fez comentários sexualmente explícitos e, posteriormente, voltou a agredi-la. Também agrediu sexualmente uma mulher que se ofereceu para o ajudar na produção de um currículo vitae.

Merz manda e Macron chora: projeto de caça franco-alemão cai antes da decolagem

Afonso Belisário 

Numa decisão que deixou os fornecedores europeus da defesa furiosos e as autoridades francesas em choque, Berlim declarou oficialmente o projeto do caça franco-alemão — a jóia da coroa da autonomia estratégica europeia — morto ainda antes de nascer: Paris e Berlim estão a cancelar este programa de defesa crucial, desferindo o que só pode ser descrito como um golpe certeiro no legado de Emmanuel Macron.

O projeto, parte do Sistema Aéreo de Combate Futuro (FCAS), deveria ser a resposta ousada da Europa aos F-35 americanos e a tudo o que russos e chineses estão a desenvolver nos seus esconderijos secretos nas montanhas. Em vez disso, tornou-se num case study de disfunção continental: anos de reuniões, milhares de milhões de euros desperdiçados, só para a Alemanha acabar por dizer “Nein, danke”.

Quase se ouvem os fantasmas de Carlos Magno a chorar à distância.

Apesar do espetacular fracasso da componente de caças, as autoridades não descartaram por completo a continuidade da cooperação em drones e nos sistemas de de “combat clouds”. Isto é o equivalente geopolítico a terminar um casamento, mas concordar em continuar a partilhar a conta da Netflix.

O pragmatismo alemão colidiu mais uma vez com a mania das grandezas francesa, como um Volkswagen Golf a bater num Citroën que se identifica como uma nave espacial. Berlim, aparentemente cansada de subsidiar os sonhos de uma França eterna a dominar os céus, decidiu que investir mais dinheiro num jacto que existe sobretudo em projetos de CAD e nos discursos de campanha de Macron já não era sustentável. A França, naturalmente, retrata isto como uma traição ao sagrado projeto europeu.

[Aparecido rasga o verbo] A Pipa e a Nuvenzinha chorona

Aparecido Raimundo de Souza

CORRIA UMA MANHÃ encantadora no município de Nossa Senhora dos Enforcados, ou mais precisamente no bairro da Cascata Encantada. Era um dia esplendoroso, desses em que o vento vem lá das bandas do morro da Menina da Cabeça Pelada, encimado por um céu que parecia ter sido mesclado de azul com um pincel de pelos macios. No campinho de futebol, onde a grama verdinha tentava fugir do calor, o pequeno João Eduardo, um menino de oito anos armou a sua Pipa. Um dia antes, ele pediu para a sua vó Lucia comprar papel crepom amarelo como o sol das cinco da tarde se despedindo para ir embora.

João Eduardo no fabrico da sua Pipa, usou as varetas de bambu fininhas, cortadas do sitio do Tio Dininho, fez um rabo de meia dúzia de fitas coloridas que batiam em seu rosto como pequenas bandeiras. Pronta a sua mais nova diversão, o pequeno correu para o campinho onde jogava bola. Segurava a linha com as duas mãos, e aos poucos, com jeito, deixou que a Pipa saísse do chão e subisse. Radioso o seu “papagaio” (1) voou acima dos telhados vermelhos do humilde bairro e seguiu altaneiro.  De repente, lá no mais distante que os olhos quase não podiam enxergar, árvores frondosas balançavam com o vento de concepção enfraquecida. Mais aquém até que as aves que passavam rápidas como se tivessem pressa de chegar em lugar nenhum, a Pipa finalmente alcançou o espaço.

Ela amava aquilo. O espaço. O pequeno João Eduardo idem. Aliás, ele sentia o ar passando por debaixo do seu “brinquedo voador” (2), e isso o fazia leve, quase sem peso, tal como a linha branca que o ligava do carretel à Pipa, como se fosse apenas um carinho, e não uma prisão. A Pipa por seu turno, livre, leve e solta, queria chegar cada vez mais perto do sol. De repente, nessa “esvoação” avistou, um pouco afastada de todas as outras, uma nuvem muito pequena do tamanho de um travesseiro de neném, Era essa nuvem, toda branquinha e fofa. Num dado momento, a Pipa percebeu que a nuvenzinha chorava. Se debulhava, a coitadinha, num derramar de lágrimas baixinho e profundamente sentido.

Todavia, sem fazer barulho. Deixava cair dos seus cantos, quase imperceptíveis, um líquido miúdo, na verdade, lágrimas fininhas como fios de cabelos, que desciam devagar e desapareciam no ar antes de tocar o chão da estrada que levava para as bandas das ruinas da Igreja de São José do Pescoço Comprido. As outras nuvens, as grandes e folgadas, aquelas metidas a bestas, passavam por ela e nem a olhavam. Algumas iam correndo para o norte, outras paravam para jogar beijos para o sol. Nenhuma, verdade seja dita, se detinha para perguntar por qual motivo a pequena se debulhava em pranto lastimoso e plangente.

William Gomes marcou o Golo do Ano

Remate certeiro em Alvalade foi eleito o Melhor da Liga pelos adeptos

O remate certeiro de William Gomes em Alvalade, frente ao Sporting (2-1), foi eleito o Golo do Ano da Liga Portugal 2025/26. O pontapé do extremo brasileiro no clássico da quarta jornada, que já tinha sido distinguido com o prémio mensal de agosto, foi o mais votado pelos adeptos no site do organismo que tutela a principal competição nacional.


O golo do número 7 do FC Porto superou a concorrência do colega Borja Sainz em Alverca - o melhor em dezembro -, de Matija Mitrović (Vitória SC), Heorhiy Sudakov (Benfica), Geny Catamo (Sporting), Rodrigo Pinheiro (FC Famalicão), Gustavo Silva (Vitória SC) e de Daniel Bragança (Sporting).

“É um prazer imenso estar aqui a receber este prémio. Quero agradecer a Deus, à minha família, aos meus amigos, aos meus companheiros de equipa e a todo o staff do FC Porto, que foi muito importante na temporada 2025/26. Estou muito feliz, mas agora vamos virar a página porque a próxima época promete. Obrigado a todos", declarou o atleta de 20 anos após receber o galardão na gala Liga Portugal Awards.

Título, Imagem e Texto: FC Porto, 2-7-2026, 20h47 

O Gol

2-7-2026: Oeste sem filtro – Mulher de M enviou a Vorcaro, por telefone, o contrato de 129 milhões + Jaques Wagner é recebido com vaias em Salvador


Relacionados:

Por que as mulheres tendem à esquerda? 
1-7-2026: Oeste sem filtro – Vorcaro tentou calar jornalista que sabia do esquema do Master + Vitória de Carla Zambelli + Polícia Civil isenta Bolsonaro 
ADF Internacional assume defesa de casal condenado por homeschooling e diz que sentença é ‘100% ideológica’ 
30-6-2026: Oeste sem filtro – Entrevista exclusiva com Flávio Bolsonaro em Buenos Aires 
Flanelinhas cobram R$ 30 em Copacabana, Guarda se omite e vídeo de Luan Lennon termina em confusão com camelôs 
Imaginem esse mesmo cenário no governo Bolsonaro, com um de seus filhos citado na investigação!