Paulo Hasse Paixão
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, parece estar, por estes dias, a acusar o abuso de cocaína, e considerando que os EUA ainda são o único aliado com que pode de facto contar para fazer frente ao Kremlin e garantir a sua sobrevivência política (e literal?), está nitidamente a cavar a sua sepultura a um ritmo alucinante.
Esta semana, o Presidente
ucraniano decidiu insultar os americanos, alegando que a Europa,
ao contrário dos Estados Unidos, “tem disciplina e não tem caos”, depois
afirmou que a administração Trump e o Presidente americano vivem num mundo de
“desinformação” e que acreditam cegamente na “propaganda russa” e, cereja em
cima do bolo podre, sugeriu que Steve Witkoff, o emissário e amigo de Trump que
conseguiu o acordo de cessar-fogo em Gaza, entretanto violado pelos israelitas,
não passa de um incompetente, afirmando:
“Penso que Witkoff cita
frequentemente as narrativas do Kremlin… Não posso ser ingrato para com os
americanos por tudo o que fizeram, mas estão frequentemente, infelizmente, sob
a influência das narrativas russas. Witkoff, não parece um militar. Não parece
um general e não tem muita experiência. Tanto quanto sei, é muito bom a vender
e a comprar imóveis. E isto é um pouco diferente”.
A afirmação é especialmente
espúria na medida em que Zelensky é um antigo comediante, que também não tinha
qualquer experiência anterior de comando militar e que por isso mesmo tem
gerido a guerra da pior forma possível para o seu país e o povo ucraniano.
Estes comentários foram feitos poucas semanas depois do Presidente ucraniano ter sido corrido da Casa Branca na sequência de um diálogo com Trump e Vance, na presença da imprensa, que correu mesmo muito mal. Nos dias que se seguiram a esse desastre, enquanto Zelensky tentava desculpar-se pelo seu comportamento, as autoridades ucranianas continuaram a atacar a administração Trump.