domingo, 30 de novembro de 2025

Acervo que vai a leilão na mansão mais cara do Leblon ultrapassa R$ 25 milhões

São cerca de 2 mil lotes, somando quase 10 mil itens, que vão de grandes nomes das artes plásticas a pratarias, mobiliário, porcelanas e até objetos dos antigos proprietários do imóvel

Victor Serra


O inventário que será leiloado na mansão mais cara do país não impressiona apenas pelo volume, mas pelo peso financeiro. Juntas, as peças avaliadas e catalogadas para o pregão ultrapassam R$ 25 milhões, colocando o leilão no Jardim Pernambuco, no Leblon, entre os mais valiosos já realizados no Rio. Como noticiado pelo DIÁRIO DO RIO nesta semana, são cerca de 2 mil lotes, somando quase 10 mil itens, que vão de grandes nomes das artes plásticas brasileiras a pratarias, mobiliário, porcelanas e até objetos cotidianos da família Amaral, antiga dona dos supermercados Disco.

A sessão é organizada pela tradicional Ernani Leiloeiros. Entre os destaques está Deposição de Cristo, atribuída pela casa de leilões ao italiano Caravaggio, que pode alcançar até R$ 1,8 milhão, segundo O Globo. O lance inicial é de R$ 600 mil. Especialistas ouvidos pelo DIÁRIO DO RIO ponderam que a peça pode ter sido produzida por alunos ou artistas do círculo do mestre do Barroco. O catálogo segue robusto: Portinari, Pancetti, Guignard, Carybé, Beatriz Milhazes, Bruno Giorgi e até Rodin aparecem entre as assinaturas disponíveis. Uma tela de Malhôa – importante pintor português – está listada a R$ 2 milhões.

Onde é? Qual o nome? 😉

[As danações de Carina] Dos males, a melhor saída para os objetos ‘esquecidos’

Carina Bratt

O ‘TIM MAIA’, apelido carinhoso do senhor Beltioga, apesar de ser um sessentão nos triques, de repente começou a perder as coisas de forma absurda: meias, a chave de casa, os documentos, o dinheiro, as cuecas, as moedinhas de um real, os cigarros, e até onde deixara a geladeira. Bem recentemente, não soube explicar onde colocara um saboroso sanduíche de picanha que estava comendo ao sabor de um refrigerante estupidamente gelado. Com ele, de roldão, a chave se seu automóvel.  

Por mero acaso, coisa de quinze dias depois deste incidente, um telefonema salvador. Descobriu que todos os objetos considerados ‘esquecidos ou perdidos’ se faziam estocados nas dependências de um hospital conhecido como Ronaldo Gazolla, um super centro carioca em cirurgias e esta preciosidade ficava na Avenida Pastor Martin Luther King Jr, em Acari, Rio de Janeiro.

Informaram também que estes objetos dados como perdidos ou abandonados, se juntaram e fundaram um sindicato para servir como apoio e proteção. Por motivos óbvios, os ‘enjeitados’ exigiam melhores condições de desaparecimento, tipo: menos culpa, mais reconhecimento, e direito à aposentadoria após dois anos de sumiço. 

‘Tim Maia’, o (Beltioga) na verdade um protagonista confuso ao ser sabedor desse sindicato, e com ele a boa notícia do aparecimento da bendita chave de seu fusca, dia seguinte, logo cedo, após ter confirmado como verdadeiro o auspicioso telefonema se mandou para a localidade. Alguém achara a sua chave. Endereço nas mãos, se pôs em marcha. Deu as caras no local indicado fazendo esse trajeto de taxi.

Foi aí que teve início um inesperado entrave.  Para reaver seu objeto, precisava negociar com o presidente, este desgraçado conhecido entre as bugigangas como Presidente Camisa do Vasco. O tal Camisa do Vasco, a bem da verdade, se rotulara líder sindical. Camarada dramático e além de dramático, chato e pegajoso até dizer chega.

Seu braço direito e também o esquerdo, uma Carteira Revolucionária, de traços perfeitos que fugiu de seu dono por não aguentar mais ser esquecida em bares e casas de prostituição. Outro do grupo, o esquentado Isqueiro Sem Pedra. O infeliz só aparecia quando alguém estava furioso querendo acender uma ‘bituca’ de cigarro apagado.

Bastidores de Vasco 5 x 1 Inter estão emocionantes

O vídeo divulgado pelo Vasco da Gama mostra jogadores e comissão técnica vivendo intensamente cada etapa da preparação

Anderson Montalvão

Foto: Matheus Lima /Vasco

Os bastidores da goleada do Vasco por 5 a 1 sobre o Internacional revelam um clima de união, alívio e muita entrega por parte do elenco cruzmaltino.

O vídeo divulgado pelo clube mostra jogadores e comissão técnica vivendo intensamente cada etapa da preparação, conscientes da pressão que envolvia o confronto e da necessidade de dar uma resposta imediata ao torcedor.

A entrada no vestiário já antecipava o que viria: concentração máxima e um discurso firme sobre competir do primeiro ao último minuto.

Algumas falas chamam atenção pela intensidade emocional, demonstrando que o grupo buscava não apenas vencer, mas resgatar sua identidade competitiva. Imagens mostram líderes do elenco lembrando da força de São Januário e da responsabilidade de honrar a camisa.

Assista

"O que os togados brasileiros fizeram e continuam fazendo é GOLPISMO."

Lucas Berlanza


A jornalista Madeleine Lackso, saindo em defesa da coluna de Malu Gaspar no X, replicou comentários de críticos da matéria acompanhados de uma legenda diagnosticando que haveria uma espécie de coordenação para criticar a sua colega - de certa maneira, nossa, já que tenho formação em Jornalismo - e que isso inibiria vozes críticas ao STF e ao PT na grande imprensa. Posso garantir que não combinei com ninguém os meus comentários, mas, combinados ou não, não existe nenhuma obrigação de nossa parte em praticar condescendência com quem, na prática, colabora com a narrativa de que a "democracia" brasileira foi "salva". Essas pessoas que se resolvam com seus deveres éticos.

A contradição do texto de Malu Gaspar está já no título. Sim, ela admite que o STF praticou diversas ilegalidades e tem o mérito de enumerar algumas delas, mas assevera que, uma vez "superado" o "golpismo", golpismo esse que teria sido praticado por Bolsonaro e seus aliados, é hora de o Brasil enfrentar o debate dos limites ultrapassados pelo STF.

Ora, os limites ultrapassados pelo STF não representaram apenas, como ela disse ao comentar o trágico caso de Clezão, uma prisão exagerada de um homem que morreu na cadeia quando poderia ir para casa com "tornozeleira eletrônica".

Todo o processo do 8 de janeiro é um absurdo. Direitos individuais fundamentais foram violados, processos foram levados para a instância errada a fim de que os ministros do STF pudessem dar vazão à sua PERSEGUIÇÃO POLÍTICA, houve e há censura, atropelo das prerrogativas do Legislativo, tomada de posição no embate das parcialidades políticas; houve uma eleição com o debate público podado pelas decisões absurdas do TSE. 

sábado, 29 de novembro de 2025

[Versos de través] A meus olhos

Júlia Nery 

Pelos meus olhos 
vem o mundo entrando em mim.
Com eles vejo
mar, terra e gentes, não o fim.

Com eles sinto
o falar de formas e cores.
Também afago
meus amigos e meus amores.

Com os olhos vejo
o mal e tudo o que não queria,
ódios a crescer,
mas também bondade, harmonia.

Meus olhos falam
às vezes, sem nada eu dizer:
assim revelo
quem sou, a quem os souber ler.

Meus olhos e eu choraremos,
quando nada houver para ver.
Na despedida do mundo,
na minha hora de morrer.


Júlia Nery 

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Airbus faz ‘recall’ mundial de jatos A320 após incidente. Aéreas brasileiras operam o modelo

Determinação vem após investigação sobre ocorrência envolvendo perda de controle em voo, deixando 20 feridos

Luiz Fara Monteiro

A Airbus anunciou na sexta-feira que está ordenando uma atualização imediata de software em um “número significativo” de sua família de aeronaves modelo A320, o mais vendido da fabricante. Segundo fontes do setor, a medida afetará metade da frota global, ou seja, milhares de jatos. No Brasil, LATAM Airlines e Azul Linhas Aéreas operam com esse modelo. O A320 é, na verdade, um dos jatos comerciais mais comuns no mercado mundial. 

A medida deve ser realizada antes do próximo voo de rotina, de acordo com um boletim separado enviado às companhias aéreas e visto pela Reuters. A autoridade de aviação civil do Reino Unido alertou para “algumas interrupções e cancelamentos” de voos nos próximos dias, informa o The Guardian.

A Diretriz de Aeronavegabilidade de Emergência ocorre durante um dos fins de semana de maior movimento de viagens do ano nos Estados Unidos, por exemplo. A determinação ocorre em consequência de um incidente recente envolvendo uma aeronave da família A320, que segundo as investigações, revelou que a intensa radiação solar pode corromper dados críticos para o funcionamento dos controles de voo.

“A Airbus reconhece que essas recomendações causarão interrupções operacionais para passageiros e clientes”, afirmou a empresa.

Fontes do setor disseram que o incidente que desencadeou a ação de reparo inesperada envolveu um voo da JetBlue de Cancún, México, para Newark, Nova Jersey, em 30 de outubro, no qual vários passageiros ficaram feridos após uma perda brusca de altitude, conforme o blog noticiou em 3 de novembro.

O voo 1230 fez um pouso de emergência em Tampa, na Flórida, após um problema no controle de voo e uma queda repentina e não comandada de altitude, o que levou a uma investigação da FAA.

História do aeroporto extinto do Rio

O Aeroporto de Manguinhos foi inaugurado em 1936 e ficava ao lado da Avenida Brasil, em frente à Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz

Felipe Lucena 

Nem só de Galeão e Santos Dumont voou o Rio de Janeiro. Por um período, a cidade teve outro aeroporto, que ficava perto da Fiocruz, na Maré.

O Aeroporto de Manguinhos foi inaugurado em 1936 e ficava ao lado da Avenida Brasil, em frente à Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz. Criado com o apoio do governo de Getúlio Vargas (grande incentivador da aviação brasileira), o Aeródromo de Manguinhos, oficialmente Aeroclube do Brasil, formou as primeiras gerações de pilotos do Brasil. 

Por sua vez, o Aeroclube do Brasil foi o Fundado em 1911 e teve como primeiro presidente de honra e sócio-fundador Alberto Santos Dumont.

A primeira sede desta instituição foi o Campo dos Afonsos, passando depois para o Aeroporto de Manguinhos, que, por conta disso, também era chamado de Aeroclube do Brasil. 

A Oeste 298 está no ar! 📣

O PL da Anistia e o silêncio da imprensa diante dos desmandos do Judiciário estão entre os destaques desta edição

Branca Nunes

Desde que o Supremo Tribunal Federal passou a legislar e reduziu o Congresso a um Poder sem poderes, a Constituição virou alvo de interpretações, no mínimo, curiosas. Entre elas estão a censura com prazo de validade, o golpe de Estado sem armas nem comando e a devolução do produto do roubo a criminosos confessos. Agora, os ministros da Suprema Corte instituíram a versão brasileira da pena de morte.  

Num país em que a expectativa de vida mal chega a 77 anos, Jair Bolsonaro, hoje com 70, foi condenado a mais de 27 de cadeia em regime fechado — por um crime que não existiu, como demonstrou Luiz Fux no voto cuja leitura consumiu 14 horas. Mesmo que o ato criminoso fosse verdadeiro, a lei determina julgamento na primeira instância. Foi o que ocorreu com Lula depois das descobertas da Operação Lava Jato.  

Essa é uma das numerosas discrepâncias que separam os casos envolvendo o atual presidente e seu antecessor, como mostra a reportagem de capa desta edição, assinada por Augusto Nunes e Cristyan Costa. Lula teve direito a ampla defesa e ao devido processo legal. O outro foi condenado antes mesmo de a sentença ser lida. Em companhia de Bolsonaro, também pegou prisão perpétua o general Augusto Heleno. Hoje com 78 anos, foi condenado a 21. 

Mais uma prova de que o Legislativo respira na UTI foi oferecida por Hugo Motta, presidente da Câmara, que ignorou as regras da Casa para obedecer às ordens vindas do outro lado da Praça dos Três Poderes. Mesmo depois de aprovada a urgência, o parlamentar se recusa a colocar em votação o projeto de Anistia — única forma de libertar os acusados do 8 de janeiro e abrandar o calvário de Bolsonaro, além da multidão de condenados inocentes.

"A régua nunca foi a Lei, foi o alvo!!"

Agora que o processo de perseguição política contra a direita está praticamente concluído, com a prisão de suas principais lideranças, a militância de redação do regime passou a falar em impor “limites ao Supremo”. 

Ao fazer isso, reconhece os abusos cometidos e a destruição do Estado de Direito — embora continue justificando o arbítrio pela necessidade de “defesa da democracia”. 

Como se fosse possível promover a democracia rasgando leis e violando sistematicamente direitos fundamentais. Todas as ditaduras registradas na história surgiram exatamente sob esse mesmo pretexto. 

A militância de redação teve papel central na consolidação do regime de exceção brasileiro e não sairá ilesa desse processo.

Texto e Imagem: Leandro Ruschel, X, 27-11-2025, 18h 

***

27-11-2025: Oeste sem filtro – Médicos são chamados com urgência para socorrer Bolsonaro + Toffoli vira Relator de pedido para liberar entrevistas de Bolsonaro + Lula ensina que se o pobre consumir mais o rico ficará mais rico + Coca-Cola explica patrocínio de evento com a presença de M.

[Aparecido rasga o verbo] Só ficou, de fato, a escuridão

Aparecido Raimundo de Souza

AS MINHAS MENINAS se foram. De repente, partiram, bateram asas como pássaros assustados numa manhã solitária. Minhas princesas voaram para longe. Alçaram um voo sem volta para um planeta desconhecido que não sei dizer com precisão onde fica situado. Acredito, inclusive, viajaram para um lugar onde meus passos não alcançam. Ficou por aqui morando comigo, o silêncio. De roldão, além do silêncio, se engrandeceu o eco das risadas que antes preenchiam a casa. Se solidificou o choro convulso quando eu ralhava por alguma discordância, ou por uma arte não prevista. Ficou mais, se fez presente um vazio denso que se alastrou com a ausência infame que pesa mais do que qualquer lembrança. Igualmente restou o vácuo dos carinhos que me endereçavam; uma com os olhinhos perdidos num ponto distante; a outra; chupando o dedinho como se pensasse num amanhã que ainda nem havia chegado para nós.

Hoje, preso e acorrentado nesta solidão, procuro caminhos, sendas, trilhas e veredas. Invento mapas, crio expectativas, ensaio palavras, faço músicas, escrevo crônicas, mas o destino delas, o paradeiro, eu sei, (não, eu não sei), se esconde atrás de janelas e portas invisíveis. E eu, aqui, aos setenta e dois, sigo perguntando ao vento: como chegar até onde elas estão? O vento não responde. Não sei! As minhas meninas desapareceram como quem fecha uma porta sem fazer barulho. Não houve aviso, não houve bilhetes na mesa. Apenas o vazio pesado e denso, esse hóspede antigo que sabe se instalar sem pedir licença. De repente, elas, as minhas meninas, se tornaram sombras em outro quintal — risos em outras casas, segredos em mãos que não conheço o calor do toque. E eu, meu Deus, eu fiquei aqui, permaneci estancado, tentando decifrar o mapa de um território que não existe,

E ainda agora, aqui estou, procurando incansável e atônito, atalhos em ruas e vielas, alamedas e desvãos que não levam à lugar algum, a não ser para dentro da minha própria solidão. Venho aprendendo, dia após dia, que o tal do desconhecido é uma espécie de labirinto de Dédalo. Sei que há vida lá dentro, ouço barulhos, distingo vozes, risos — por vezes choros, mas não consigo enxergar, ver claramente o âmago da realidade. É como se o tempo tivesse engolido as minhas meninas e cuspido apenas lembranças frágeis como migalhas de um vidro enorme quebrado em mil pedaços. No silêncio da noite, tardão da noite, a coisa fica mais insuportável. Escuto mergulhado nos meus medos, passos que não vêm. Invento diálogos, imagino retornos, contudo, do nada, o tudo, o tudo se dissolve como fumaça em meio à forte ventania.

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Quem prendeu quem?

Um recado a Alexandre de Moraes — sob o olhar da História


Prof. Jorge Leibe

Como professor, historiador e analista político, observo o cenário nacional com a distância que apenas o tempo costuma oferecer. E há algo evidente: o destino de Jair Bolsonaro e o de Alexandre de Moraes já está sendo escrito nas páginas que em breve a História registrará.

Nos últimos anos, Moraes assumiu um protagonismo que transformou seu próprio cargo em confinamento. Seu gabinete, antes símbolo institucional, tornou-se uma fortaleza não por excesso de poder, mas por ausência de paz. Quem governa pela caneta vive sob o peso de cada decisão. O cargo permanece; a tranquilidade, não.

Bolsonaro, por outro lado, ocupa um lugar singular no imaginário político do país. Não depende de cargo nem de aparato estatal. Onde chega, o povo o reconhece e o projeta. Sua força não nasce de um gabinete, mas da identificação social — e esse tipo de poder o Estado não controla.

Enquanto isso, o STF enfrenta desgaste de credibilidade perante parcela crescente da população. Toda decisão controversa reforça a percepção de desequilíbrio e alimenta a desconfiança. Instituições pagam caro quando ultrapassam a linha sutil entre autoridade e excessos.

A História não se escreve com caneta, mas com memória coletiva. E essa memória costuma ser implacável.

E no fim, fica a pergunta que sintetiza a inversão simbólica deste tempo:

Quem prendeu quem?

Velozes e insaciáveis

FC Porto venceu o OGC Nice (3-0) e subiu aos lugares de apuramento direto para os “oitavos” da Liga Europa

Na centésima aparição de Diogo Costa no Estádio do Dragão, o capitão do FC Porto foi um mero espectador atento na vitória frente ao OGC durante 90 minutos (3-0). 

A supremacia azul e branca deu frutos logo aos 18 segundos - Gabri Veiga apontou o golo mais rápido do anfiteatro portista - e prolongou-se em castelhano: o camisola 10 bisou ainda na primeira parte e Samu completou o triunfo que levou o plantel de Francesco Farioli até à zona de apuramento direto para os oitavos de final da Liga Europa. Os da Invicta são quintos classificados da fase de liga com 10 pontos. 

Matej Jug deu ordem para o início do jogo, os nove jogadores do FC Porto posicionados sobre a linha de meio-campo distribuíram-se estrategicamente pelo terreno adversário e Pepê combinou com Alberto Costa antes de ganhar espaço junto à linha final para cruzar atrasado. Alan Varela deixou o esférico passar para Gabri Veiga e o médio fez o primeiro da tarde com um remate forte ao primeiro poste. Tudo isto em 18 segundos, o registo mais rápido do Estádio do Dragão - a par do golo de Galeno ao Rio Ave, na terceira jornada de 2024/25. 

O banco azul e branco protestou um contacto perigoso de Dante no joelho de Alan Varela (20m) e só viria a levantar-se novamente aos 33 minutos, quando Froholdt recebeu de Alberto, rodou para encontrar opções e descobriu Gabri Veiga solto à entrada da área. O galego furou a linha defensiva francesa e, de pé esquerdo, atirou sem dar hipóteses a Diouf para completar o bis (2-0). 

Histórico: Portugal Campeão do Mundo de sub-17

Portugal sagrou-se esta quinta-feira, pela primeira vez, Campeão Mundial de futebol de sub-17, ao vencer a Áustria por 1-0, golo de Anísio Cabral, na final disputada em Doha


RTP

Um golo de Anísio Cabral, ainda na primeira parte, aos 32 minutos, decidiu o encontro a favor da equipa das 'quinas'. 

Atual campeã europeia, a seleção portuguesa já tinha assegurado a melhor participação de sempre na competição, superando o terceiro lugar de 1989, então disputado no escalão de sub-16, com o atual selecionador Bino Maçães no elenco luso. 

Portugal chegou à final à quarta presença, em 20 edições, depois do terceiro lugar em 1989, na Escócia, e de ter sido eliminado nos quartos de final em 1995, no Equador, e 2003, na Finlândia. 

No percurso para o jogo decisivo, a seleção lusa eliminou o Brasil nas meias-finais, no desempate por grandes penalidades (6-5, após empate 0-0), depois de ter afastado a Suíça (2-0), nos ‘quartos’, o México (5-0), nos ‘oitavos’, a Bélgica (2-1), nos 16 avos de final, e de ter terminado no segundo lugar do Grupo B, atrás do Japão (derrota por 2-1) e à frente de Marrocos e Nova Caledónia, que goleou por 6-0 e 6-1, respetivamente. 

[Viagens & Destinos] Cacau na Praça do Lido 🐶 – Passeio no Espaço Canino + Av. Atlântica


Anteriores:

Turistando em Lisboa 
Noite sozinho no centro do Rio de Janeiro【4K】🔥🇧🇷 
Um dia após a tragédia — assim está o Rio de Janeiro 
Bairro de Fátima – Rio de Janeiro 
2h da manhã na avenida mais famosa do Rio 
O Rio de Janeiro que você nunca viu【4K】🔥 
Hotel da Ameira 

[Fotografando por aí] Arco-íris

15-11-2025

Centro do Rio: Associação Brasileira de Imprensa coloca parte de seu edifício-sede para locação

Considerado um dos primeiros prédios modernistas do país, o Herbert Moses é tombado, isento de IPTU e oferece andares com cerca de 800 m² cada

Victor Serra

De olho no movimento de retorno das atividades empresariais do Centro, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) abriu quatro andares do seu prédio-sede para locação. São 800 metros quadrados por piso, em um total de 13 andares, com tombamento histórico e isenção de IPTU, um atrativo a mais para quem busca uma laje corporativa. O edifício, em uma das melhores localizações do bairro, fica na Araújo Porto Alegre, a poucos metros do Aterro do Flamengo e do Aeroporto.

Batizado de Edifício Herbert Moses, foi erguido entre no final da década de 30 em um terreno doado pelo então prefeito Pedro Ernesto. É considerado uma das primeiras e mais emblemáticas construções modernistas do país. O projeto é associado aos irmãos Marcelo e Milton Roberto. Nasceu de um concurso idealizado por Herbert Moses e viabilizado com empréstimo no Banco do Brasil, articulado por ele com apoio de Getúlio Vargas e Osvaldo Aranha.

O prédio se tornou referência por soluções inovadoras como o brise-soleil, aplicado ali pela primeira vez no Brasil, com fachada e planta livres, teto-jardim e estrutura independente. Tombado desde 1965, mantém o hall de granito, elevadores originais voltados para a rua e detalhes preservados em diversos andares, como revestimento de sucupira e o tradicional Auditório Oscar Guanabarino.

Câmara aprova lei que proíbe consumidor de exigir que entregador vá até a porta do apartamento

O projeto agora vai para ser sancionado ou não por Eduardo Paes (PSD). Caso o prefeito seja favorável, as encomendas deverão ser entregues na portaria ou em outro local previamente definido pela administração do prédio

Felipe Lucena

Foto: Rafa Pereira/Diário do Rio

Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro aprovou, na sessão desta quinta-feira (27/11), o Projeto de Lei 2906-A/2024, que proíbe o consumidor de exigir que o entregador de aplicativo faça a entrega na porta do apartamento.

O projeto agora vai para ser sancionado ou não por Eduardo Paes (PSD). Caso o prefeito seja favorável, as encomendas deverão ser entregues na portaria ou em outro local previamente definido pela administração do prédio.

Segundo o texto (que recebeu quatro emendas e foi aprovado por 36 votos a 0), as empresas de delivery serão obrigadas a informar aos usuários as novas regras. Assim, caberá aos condomínios comunicar aos moradores sobre a obrigatoriedade do cumprimento da lei, podendo ainda disponibilizar espaços apropriados para a retirada das encomendas.

O projeto é assinado pelos vereadores Rocal (PSD)Felipe Pires (PT)Flávio Pato (PSD) e Thais Ferreira (PSOL), além do ex-vereador Felipe Michel e das comissões envolvidas.

Exceções

Táxis recebem autorização para cobrar 'Bandeira 2' durante todo o mês de dezembro

Medida passa a valer no dia 1º

O Dia


A prefeitura autorizou que os táxis convencionais utilizem a tarifa de "Bandeira 2" durante todo o mês de dezembro. A resolução foi publicada no Diário Oficial, nesta quinta-feira (27), pela Secretaria Municipal de Transportes. 

A medida, que tradicionalmente ocorre neste período do ano, por conta do Natal, entrará em vigor a partir das 6h do dia 1º de dezembro, com validade até as 21h do dia 31 de dezembro, sem restrição de horário.

O valor atual do quilômetro rodado na tarifa convencional é de R$ 3,65. No caso da "Bandeira II", o valor do quilômetro rodado passa para R$ 4,38.

Atualmente a cidade do Rio conta com mais de 30 mil táxis em circulação.

Título e Texto: Redação, O Dia, 27-11-2025, 11h38 

26-11-2025: Oeste sem filtro – Lula acha que prisão de Bolsonaro é… lição de democracia(!!) + STF (aquela turma, sabe?) abre ação penal contra Eduardo Bolsonaro (e, com toda a certeza, o condenará a uns vinte anos de prisão etc… PELA DEMOCRACIA!)


Relacionados:

“A escolta abre fogo sem aviso!”  
Castigo exemplar 
25-11-2025: Oeste sem filtro – M. MANDA Bolsonaro mofar na PF 
Direita e Centro se unem contra JORGE MESSIAS; Bolsonaro faz apelo por Anistia 
Desmontando a decretação da prisão preventiva de Jair Bolsonaro 
Desembargador convoca paralisação do país após prisão de Bolsonaro 
24-11-2025: Oeste sem filtro – Turma de Moraes mantém Bolsonaro preso + Messias tenta contornar resistência de Alcolumbre para garantir vaga no STF + Lula afirma que consegue até beber biodiesel da Petrobras 
Evidências de fuga⁉️ 
O custo da omissão 
“Trouxeram os fascistas! Trouxeram os fascistas!” 
“Eu não ia ficar no Brasil vendo minhas filhas, me vendo ser preso sem ter cometido crime algum" 
Em resumo, a fundamentação “psicopática” de Moraes para a prisão de Bolsonaro neste dia 22: 
A terceira facada em Jair Bolsonaro 
Desvivendo Bolsonaro

[Daqui e Dali] Como eram escolhidos os deputados, segundo Eça. E agora?

Humberto Pinho da Silva

Ao ler "Uma Campanha Alegre", de Eça de Queiroz, encontrei passagem escrita em junho de 1871, em que o escritor explica como se escolhiam os deputados do seu tempo. Por ser interessante, e bastante curioso, translado para o leitor poder avaliar, segundo Eça, como eram escolhidos os políticos, no seu tempo:

O Governo, pois, “nomeia” os seus deputados. Estes homens são, naturalmente e logicamente, escolhidos entre amigos dos ministros. Por dois motivos:

1º - Porque a amizade supõe identidade de interesses, confiança inteira.

2ª - Porque sendo a posição de deputado ociosa e rendosa, é consoante que seja dada aos amigos íntimos – aqueles que vão ao enterro dos parentes e trazem o pequerrucho da casa às cavalitas

"Os amigos dos ministros são, naturalmente, os primeiros escolhidos. Para completar o número de uma maioria útil, estes amigos, mais em contacto, indicam depois outros, seus parentes, que procuram colocar os seus aderentes que querem utilizar:

"Tu não tens ninguém pelo círculo tal? - Pergunta X ao ministro seu íntimo.

" Não."

"Espera! Tenho um primo. O pobre rapaz tem poucos meios, é pianista. Mas é fiel como um cão. Um escravo! Posso dizer ao rapaz que conte com a coisa?"

"Podes dizer ao rapaz."

O leitor alheio às lides políticas. pode perfeitamente perceber pelo texto, como em 1871, os representantes do povo – que ocupavam as cadeiras da Casa da Democracia e deambulavam pelos Passos Perdidos, eram escolhidos; e ainda conhecer o valor e competência que possuíam para debater leis e o Governo da Nação.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

“A escolta abre fogo sem aviso!”

Aleksandr Soljenítsin

“A escolta abre fogo sem aviso!” Nesta fórmula está contido todo o estatuto especial da escolta, o seu poder sobre nós, para além da lei.

Ao dizer “escolta” usamos a palavra habitual do Arquipélago: dizia-se também (e até com mais frequência nos ITL) – Vojhra ou simplesmente “Okhra”. Mas o nome oficial era Voieniziróvannaia Strelkóvaia Okhrana (Guarda Militarizada de Infantaria) do MVD, e “escolta” era apenas um dos serviços possíveis da Vokhra, a par dos serviços “de guarda”, “de zona”, “de cordão” e “de divisão”.

O serviço de escolta, mesmo quando não há guerra, é comparável ao da frente. A escolta não teme quaisquer julgamentos e não tem de dar explicações. Qualquer um que dispare tem razão. Qualquer morto é culpado, porque queria fugir ou saiu de linha.

Aqui temos duas mortes no campo de Ortau(multiplique-se pelo número de campos). Um fuzileiro conduz um grupo sob escolta, um preso sem escolta aproxima-se da sua namorada que vai no grupo, e caminhou ao lado dela.

“Afasta-te” – “Isto incomoda-te?” Um disparo. Morto.

Um julgamento de comédia, o fuzileiro foi ilibado: ofendido no desempenho das suas funções.

Um zek se aproxima, com um papel na mão, de outro fuzileiro que estava de guarda. (no dia seguinte ia sair em liberdade.) Pediu: “Deixa-me passar, vou à lavandaria (fora da zona), é só um instante!” – “Não se pode”. – “Mas eu amanhã saio em liberdade, parvo!” Disparou. E nem sequer foi a julgamento.

Em 1938, perto do Ural, junto ao rio Vichera, um incêndio florestal avançava como um furacão – da floresta em direção a dois campos. O que fazer dos zeks? Era preciso decidir em minutos, não havia tempo para consultas. A guarda não os deixou sair e morreram todos queimados. Assim mesmo, tranquilamente. Mas se os soltassem e eles fugissem, a guarda seria julgada.

Não há dúvida que a seleção da guarda armada do MVD tinha uma grande importância no ministério. Mas o verdadeiro recrutamento e treino científico dessas tropas só começou com o aparecimento dos Campos especiais – no final dos anos 40 e princípio dos 50. Passaram a incorporar nelas apenas rapazes de dezanove anos e a submetê-los de imediato a uma intensa radiação ideológica.